Conteúdo da página:(com respectivas fontes) Será melhor a coroa de espinhos na fronte do que o monte de brasas na consciência.
Onde o amor respira equilíbrio, não há dor de consciência e não existe dor de consciência sem culpa.
Aos culpados e renitentes confessos não convém a fuga mental
O pesadelo de muitos espíritos depois da morte carnal.Apegam-se demasiadamente ao corpo, não enxergam outra coisa, nem vivem senão dele e para ele, votando-lhe verdadeiro culto, e, vindo o sopro renovador, não o abandonam. Repelem quaisquer ideias de espiritualidade e lutam desesperadamente pelo conservar. Surgem, no entanto, os vermes vorazes e os expulsam.
A essa altura, horrorizam-se do corpo e adotam nova atitude extremista.
Lembre-se de que a mulher de Lot, convertida em estátua de sal, não é símbolo inexpressivo.Há criaturas que, no instante justo de abandonarem a carne, às vezes doente e imprestável, voltam o pensamento para o caminho palmilhado, revivendo recordações menos construtivas...
Tropeçam nas próprias apreensões, como se estas fôssem pedras soltas ao léu, na senda percorrida, e ficam longos dias fisgadas no anzol do incoerente e insatisfeito desejo, sem suficiente energia para uma renúncia nobilitante. [40 - página 286]
Relato de um Espírito Perdi a oportunidade bendita de redenção, e o pior é o estado de alucinação em que vivo. Com o meu erro, a mente desequilibrou-se e as perturbações psíquicas constituem doloroso martírio. Estou sendo submetido a tratamento magnético de longo tempo.
Os Espíritos inferiores vêem a felicidade dos bons Espíritos e esse espetáculo lhes constitui incessante tormento,
porque
os faz experimentar todas as angústias que a inveja e o ciúme podem causar.Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea e essa impressão é muitas vezes mais penosa do que a realidade. Sofrem, pois, verdadeiramente, pelos males de que padeceram em vida e pelos que ocasionam aos outros. E, como sofrem por longo tempo, julgam que sofrerão para_sempre.
Deus, para puni-los, quer que assim julguem.
Os sofrimentos que torturam mais dolorosamente os Espíritos, do que todos os outros sofrimentos físicos, são os das angústias morais.
Quando alguns Espíritos
se têm queixado de sofrer frio ou calor, é
reminiscência do que padecem durante a vida, reminiscência não raro tão
aflitiva quanto a realidade.
Muitas vezes, no que eles assim dizem apenas há uma comparação mediante a qual, em falta de coisa melhor, procuram exprimir a situação em que se acham.
Quando se lembram do corpo que
revestiram, têm impressão semelhante à de uma pessoa que,
havendo tirado o manto que a envolvia, julga, passando algum tempo, que ainda o
traz sobre os ombros.
Liberto do corpo, o Espírito pode sofrer, mas esse sofrimento não é corporal, embora não seja
exclusivamente moral, como o remorso, pois que ele se queixa de frio e calor.
Também não sofre mais no inverno do que no verão: temo-los visto atravessar chamas, sem experimentarem
qualquer dor. A dor que sentem não é, pois, uma dor física propriamente dita: é um vago sofrimento íntimo, que o próprio Espírito nem sempre compreende bem, precisamente porque a dor não se acha localizada e porque não a produzem agentes exteriores; é mais uma reminiscência (lembrança vaga) do que uma realidade, reminiscência, porém, igualmente penosa.
Algumas
vezes, entretanto, há mais do que isso.
Vimos
que seu sofrer resulta dos
laços que ainda o prendem à matéria;
que quanto mais livre estiver
da influência desta, ou, por outra, quanto mais desmaterializado se achar,
menos dolorosas sensações experimentará.
Ora, está nas suas mãos libertar-se de tal influência desde a vida atual.
Ele tem o livre-arbítrio,
tem, por conseguinte, a faculdade de escolha entre
o fazer e o não fazer.
Nenhuma recordação dolorosa lhe advirá dos sofrimentos físicos que haja padecido; nenhuma impressão desagradável eles deixarão, porque apenas terão atingido o corpo e não a alma.
Freqüentemente os Espíritos conservam a lembrança dos sofrimentos por que passaram na última existência corporal. Assim acontece e essa lembrança lhes faz compreender melhor o valor da felicidade de que podem gozar como Espíritos.
Só
os Espíritos inferiores podem sentir saudades de
gozos condizentes com uma natureza impura qual a deles, gozos que lhes acarretam
a expiação pelo sofrimento.
Ao observar uma jovem sendo obsidiada por espíritos perversos.André Luiz, impressionado, considerou: — Não terá ela, contudo, um pai ou mãe, em nossos círculos espirituais, que tome a si o sacrifício de defendê-la? — Tem um pai que a estima com extremos de afeto — esclareceu o diretor —, no entanto, sofria imerecidamente pela filha leviana e grosseira, e tanto padeceu por ela que os seus superiores, em nossa colônia espiritual, submeteram-no a tratamento para olvido temporário da filha querida, até que ele possa se recordar e se aproximar dela sem angústias emotivas. O assunto era novo para mim. Havia, então, recursos para aplicação do esquecimento no mundo das almas? Apuleio sorriu, bondoso, e falou: — Não tenha dúvida. Em nossa esfera, a dureza e a ingratidão não podem perseguir o amor puro. Quando as almas reencarnadas se revelam impermeáveis ao reconhecimento e à compreensão, distanciamo-nos delas, naturalmente, ainda mesmo quando encerrem para nós valiosas jóias do coração, até que se integrem no conhecimento das leis de Deus e se disponham a seguí-las, em nossa companhia.
Quando somos fracos, porém, embora muito amoráveis, e não nos
sentimos com a precisa coragem para o afastamento necessário, se merecemos o
auxílio de nossos Maiores, somos favorecidos com o tratamento magnético que
opera em nós o esquecimento passageiro. [16a - página 234]
A entidade desencarnada muito sofre com o juízo
ingrato ou precipitado que, a seu respeito, se formula no mundo.Imaginai-vos recebendo o julgamento de um irmão de humanidade e avaliai como desejaríeis a lembrança daquilo que possuís de bom, a fim de que o mal não prevaleça em vossa estrada, sufocando-vos as melhores esperanças de regeneração. Em lembrando aquele que vos precedeu no túmulo, tende compaixão dos que erraram e sede fraternos.
Além de tudo, não devemos esquecer de que seremos julgados pela mesma medida com que julgarmos. [41a - página 193]
Não
se deve perder de vista que o Espírito não se transforma subitamente, após a morte do corpo.Se viveu vida condenável, é porque era imperfeito. Ora, a morte não o torna imediatamente perfeito.
Pode, pois, persistir em seus erros, em suas falsas
opiniões, em seus preconceitos, até que se
haja esclarecido pelo estudo, pela reflexão e pelo sofrimento.
Se visitais a nossa companhia buscando orientação para o
trabalho sublime do espírito, não vos esqueça vossa luz própria.
Não
conteis com archotes alheios para a jornada.
Aborreciam os atritos da
luta, elegeram o gozo corporal
como objetivo supremo de seus propósitos na Terra; e, quando a morte lhes
cerrou as pálpebras saciadas, passaram a conhecer uma noite mais longa e mais
densa, referta
de angústias e de
pavores. [25 - página 30]
Os Espíritos sofredores trazem consigo,
individualmente, o estigma dos erros deliberados a que se entregaram.A doença, como resultante de desequilíbrio moral, sobrevive no perispírito, alimentada pelos pensamentos que a geraram, quando esses pensamentos persistem depois da morte do corpo físico. (Ver: Doenças da Alma) Mas, adquirem melhoras positivas em reunião de intercâmbio, assimilam ideias novas com que passam a trabalhar, ainda que vagarosamente, melhorando a visão interior e estruturando, assim, novos destinos.
A renovação mental é a renovação
da vida.
Meditei na ilusão dos que julgam na morte livre passagem da alma, em demanda do céu ou do inferno,
como lugares determinados de alegria e padecimento. [28a - página 40] (Ver: Halo magnético)
Há sofrimentos morais quase intoleráveis, entretanto, a oração é o remédio eficaz de nossas moléstias íntimas.
Se temos a infelicidade de possuir inimigos, cuja presença nos perturba, é importante recorrer à prece, rogando a Deus nos conceda forças para que o desequilíbrio desapareça, porque então um caminho de reajuste surgirá para nossa alma. [4 - página 257]
Se fosse concedida à criatura vulgar uma vista de olhos, ainda que
ligeira, sobre uma assembléia de espíritos desencarnados, em perturbação e
sofrimento, muito se lhes modificariam as atitudes na vida normal.Nessa afirmativa, devemos incluir, igualmente, a maioria dos próprios espiritistas, que freqüentam as reuniões doutrinárias, alheios ao esforço auto-educativo, guardando da espiritualidade uma vaga ideia, na preocupação de atender ao egoísmo habitual. O quadro de retificações individuais, após a morte do corpo, é tão extenso e variado que não encontramos palavras para definir a imensa surpresa. Em maioria são irmãos abatidos e amargurados, que desejam a renovação sem saber como iniciar a tarefa. Aqui, poderemos observar apenas sofredores dessa natureza, porque o santuário familiar de Isidoro e Isabel não está preparado para receber entidades deliberadamente perversas.
Cada agrupamento tem seus fins. As senhoras em pranto eram numerosas. O quadro consternava. Algumas entidades mantinham as mãos no ventre, calcando regiões feridas. Não eram poucas as que traziam ataduras e faixas.
Sobrevindo a desencarnação, é muito difícil o acordo entre elas e a verdade, porquanto prosseguem mantendo a ideia dominante. Às vezes, no fundo, são boas almas, dedicadas aos parentes do sangue e aproveitáveis na esfera restrita de entendimento a que se recolhem, mas, no entanto, carregadas de viciação mental por muitos séculos consecutivos. [103 - páginas 226/227]
A maioria dos desencarnados, nos seus primeiros dias da vida além do túmulo, não
encontram senão os reflexos dos seus péssimos hábitos e das suas paixões,
que, nos ambientes diversos de outra vida, os aborrecem e deprimem.O corpo das suas impressões físicas prossegue perfeito, fazendo-lhes experimentar acerbas torturas e inenarráveis sofrimentos. [71 - página 156]
Quase
que a totalidade de sofrimentos nas zonas inferiores,
deve à manifestação do vampirismo sua dolorosa origem.Criaturas desviadas da verdade e do bem, nos longos caminhos evolutivos, reúnem-se umas às outras, para a continuidade das permutas magnéticas de baixa classe.
Todos eles segregam forças detestáveis e criam formas horripilantes, porque toda matéria mental está revestida de força plasmadora e exteriorizante. [16a - página 58]
... Noite a noite, sempre que desejássemos, podíamos acompanhar-lhe os serviços magnéticos, junto de Silas, identificando criaturas infortunadas que, a se desvairarem nas sombras, haviam perdido a noção de si mesmas, dementadas pela viciação ou transtornadas pelo próprio desespero. Era sempre doloroso encarar os companheiros disformes e irreconhecíveis que a flagelação mental ensandecera. Por mais de uma vez, Hilário e eu desfizéramo-nos em pranto, à frente daquelas torvas fisionomias que o extremo desequilíbrio imobilizava em terrível prostração ou amotinava em crises de loucura. Druso, porém, inclinava-se sobre todos os infelizes, sempre com a mesma ternura.
Depois da oração costumeira, articulava operações magnéticas assistenciais e, logo após, com a devida segurança, interrogava os
recém-recolhidos, enquanto fixávamos anotações diversas, atinentes à colaboração que nos cabia desenvolver. [83 - página 264]
O traumatismo perispirítico vale por muito tempo de desequilíbrio e aflição. [83 - página 52]
Nas cidades sombrias, do plano espiritual, trabalham inúmeros companheiros do bem nas condições em que nos achamos.Se erguermos bandeira provocante, nestes campos, nos quais noventa e cinco por cento das inteligências se encontram devotadas ao mal e à desarmonia, nosso programa será estraçalhado em alguns instantes. Centenas de milhares de criaturas aqui padecem amargos choques de retorno à realidade, sob a vigilância de tribos cruéis, formadas de espíritos egoístas, invejosos e brutalizados.
Para a sensibilidade medianamente desenvolvida, o sofrimento aqui é inapreciável. [96 - página 55]
Entidades de boa intenção buscavam-nos sequiosas de paz e esclarecimento, mas, francamente, doía-me observar tanta ignorância, além da morte do corpo.Na maior parte dos presentes não surgia o mais leve traço de compreensão da espiritualidade. Raciocínios e sentimentos jaziam presos ao chão terrestre, vinculados a interesses e paixões, angústias e desencantos. [96 - página 223]
O número de entidades perturbadas espanta.
Vemo-las, em diversos
graus de desequilíbrio, desde “Nosso Lar” até a Crosta.
[103 - página 229]
Conselho de mãe a filho sofredor (Espíritos) — Não, meu filho, foste enfermo, como nós outros.
Escutaste as sugestões do mal e cultivaste úlceras dolorosas.
Não te esqueças, porém, de que Jesus é o Divino Médico. Nós outros, os que intentamos auxiliar-te, não chegamos ainda à posição dos que tudo podem ou que muito sabem. Somos trabalhadores interessados em nossa própria iluminação pelo trabalho incessante, na execução da vontade do Altíssimo. Desenvolvemos nossas faculdades superiores, sem abalos e sem milagres, adquirindo valores novos, ao preço de nosso próprio esforço na paciente edificação de nosso espírito para Deus.
Acreditarias, porventura, que tua mãe estivesse no paraíso, em gozo beatifico, inteiramente esquecida de seus imensos débitos para com todos aqueles que lhe partilharam o afeto e a luta, nos serviços salvadores da carne terrestre? Nossas existências são dias abençoados de trabalho, em que, ao sol do dever nobilitante e às chuvas da experiência construtiva, desabrocham e crescem nossas faculdades divinas para a Eternidade. É verdade que os erros deliberados turvam-nos a consciência, compelindo-nos a gastar valiosas possibilidades de tempo na luta reparadora, mas o Senhor jamais nega recursos de retificação aos que lhe rogam socorro, no propósito fiel de reconquistar a harmonia divina. Após a travessia do túmulo, continuamos trabalhando e edificando, iluminando e redimindo... Não desejarias, portanto, aderir ao nosso serviço de elevação? não pretenderás fugir ao círculo de sombras, a fim de ganhar os caminhos bem-aventurados da luz?
Porque não confiarmos, de maneira absoluta, no Supremo Poder? Somos nada, meu filhinho, mas o Pai Misericordioso tudo pode. [40 - páginas 108/9] |
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