página acima: Espírito
Histogênese espiritual
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Crianças e Adolescentes
DESAPARECIDOS
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Processo de desligamento do perispírito na desencarnação, segundo André_Luiz: Dilui-se a sustentação psicossômica das estruturas citoplasmáticas, através dos bióforos, prenunciando a histólise do invólucro físico. o perispírito permanece ligado (em média, 24 horas) através de “leve cordão_prateado, semelhante a sutil elástico, entre os cérebros”. Para muitos Espíritos, esse tempo representa oportunidade de revitalização energética, após o esforço de desprendimento, uma vez que continua a ser drenadas energias do veículo_físico para o perispírito.

[1 - página 483 / 486] [40 - página 209 / 212]* [13 - cit. págiana 93]*

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____Caso concernente a tribos selvagens, narrado por um missionário que regressara do arquipélago de Taiti (Polinésia). Escreveu ele:
____“... Eles crêem que, no momento da morte, a alma se concentra na cabeça, a fim de aí sofrer um lento e gradual processo de reabsorção em Deus, de quem ela emanaria... Curioso e interessante o fato dos taitianos acreditarem na saída de uma substância real que tomaria a forma humana e o crêem por fé nalguns deles dotados de clarividência, os quais afirmam que, apenas o moribundo deixa de respirar, se lhe desprende da cabeça um vapor que se condensa pouco acima, a pequena distância do corpo, e permanece ligado a este por uma espécie_de_cordão formado da mesma matéria. Essas substâncias – afirmam eles – aumenta rápido de volume e ao mesmo tempo se torna semelhante ao corpo donde emana. Quando, afinal, este último fica gélido e inerte, dissolve-se o cordão que a ele prendia a alma e esta, libertada, voa para o alto, aparentemente assistida por mensageiros invisíveis...” (The Metaphysical Magazine, outubro de 1896).

[111 - página 121] - Ernesto Bozzano

____Chega o momento em que, a criatura humana, se imobiliza na cadaverização, mumificando-se à feição da crisálida, mas envolvendo-se no imo do ser com os fios dos próprios pensamentos, conservando-se nesse casulo de forças mentais, tecido com as suas próprias ideias reflexas dominantes ou secreções de sua própria mente, durante um período que pode variar entre...

  • minutos,
  • horas,
  • dias,
  • meses
  • Ou decênios.

____No ciclo de cadaverização da forma_somática, sob o governo dinâmico de seu corpo_espiritual, padece extremas alterações que, na essência, correspondem à histólise das células físicas, ao mesmo tempo que elabora órgãos novos pelo fenômeno que podemos nomear, por falta de termo equivalente, como sendo histogênese espiritual, aproveitando os elementos vivos, desagregados do tecido citoplasmático, e que se mantinham até então, ligados à colmeia fisiológica entregue ao desequilíbrio ou à decomposição.

____A histólise ou processo destrutivo na desencarnação resulta da ação dos catalisadores químicos e de outros recursos do mundo orgânico que, alentados em níveis de degenerescência, operam a mortificação dos tecidos e, do ponto de vista do corpo espiritual, afetam principalmente a morfologia dos músculos e os aparelhos da nutrição, com escassa influência sobre os sistemas nervoso e circulatório.

____Pela histogênese espiritual, os tecidos citoplasmáticos se desvencilham em definitivo de alguns dos característicos que lhes são próprios, voltando temporariamente, qual se atendessem a processo involutivo, à condição de células embrionárias multiformes que se dividem, através da cariocinese, plasmando, em novas condições, a forma do corpo espiritual, segundo o tipo imposto pela mente.

[56 - página 83]

ALÉM DA HISTOGÊNESE

____Através desse movimento incessante da palingenesia universal o princípio_inteligente incorpora a experiência que lhe é necessária, estagiando no plano físico e no plano extrafísico, recolhendo, como é justo, a orientação e o influxo das Inteligências Superiores em sua marcha laboriosa para mais elevadas aquisições.

____Pouco acima dessas mesmas bases, vamos encontrar o homem infraprimitivo, na rusticidade da furna em que se esconde, surpreendido no fenômeno
_da_morte, ante a glória da vida, como criança tenra e deslumbrada à frente de paisagem maravilhosa, cuja grandeza, nem de leve, pode ainda compreender.

____O pensamento constante ofereceu-lhe a precisa estabilidade para a metamorfose completa.

____Pela persistência e consistência das ideias, adquiriu o poder de integrar-se mentalmente, para além da histogênese, em seu corpo_espiritual, arrebatando-o, com a alavanca da própria vontade que a indagação e o trabalho enriqueceram, para novo estado individual.

____Acariciada pelo bafejo edificante dos Condutores Divinos que lhe acalentam a marcha, a criatura humana dorme o sono da morte, mumificando-se na cadaverização, como acontece à pupa .

____E segregando substâncias mentais, à base de impulsos renovadores, tanto quanto certas crisálidas que segregam um líquido especial que lhes facilita a saída do próprio casulo, a alma que desencarna, findo o processo histolíticodas células que lhe construíam o carro_biológico, e fortificado o campo mental em que se lhe enovelaram os novos anseios e as novas disposições, logra desvencilhar-se, mecanicamente, dos órgãos físicos, agora imprestáveis, realizando, por avançado automatismo, o trabalho histogenético pelo qual desliga as células sutis do seu veículo espiritual dos remanescentes celulares do veículo físico arrojado à queda irreversível, agindo agora com a eficiência e a segurança que as longas e reiteradas recapitulações lhe conferiram

[56 - página 88] - Pedro Leopoldo-MG - 09/3/1958

____Pela histogênese espiritual, os órgãos novos vão recompor o perispírito, para que ele possa continuar servindo de veículo à atuação do Espírito, já agora em nova dimensão.

____Somente ao término desse processo, a borboleta abandona o casulo, isto é, o Espírito larga o corpo físico, ao qual se uniu, temporariamente, e que lhe serviu de sagrado instrumento de aprendizado.

____Enverga, então, um veículo mais sutil, com novo peso específico, segundo a densidade da vida mental em que se gradua, dispondo de novos elementos para atender à própria alimentação e locomoção.

____Tal como o organismo da borboleta, esse corpo sutil passou por modificações no sistema muscular e no aparelho bucal. Assim, vai ostentar as chamadas trompas fluídico-magnéticas de sucção, novo meio através do qual vai se alimentar no além. Com esses órgãos novos, esse corpo estará muito mais ligado às emanações das coisas e dos seres que o cercam.

____É sempre bom repetir que todo esse processo vai depender da evolução_espiritual do desencarnado. O grau evolutivo alcançado vai se refletir nos processos mentais que, por sua vez, vão conferir "peso específico" ao psicossoma ou perispírito.

____Em última análise, esse "peso específico" é quem vai determinar a morada ou a dimensão em que o Espírito viverá no além.

____Desde que iniciou seus Seminários sobre a Morte e o Morrer, em 1965, a dra. Elisabeth Kübler-Ross tem aprendido muito com os que estão se despedindo deste mundo.

____Em seus livros e conferências, a grande mensageira da Esperança, legítima representante da psiquiatria iluminada, tem utilizado bastante as mesmas imagens veiculadas por André Luiz: a lagarta, o casulo e a borboleta. (20)

http://www.allankardec.nl/portugues/palestras/marlene.htm

(20) Obreiros da Vida Eterna, cap. XI e XV

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____O socorro aos desencarnados num acidente coletivo é distribuído indistintamente, contudo, não podemos esquecer que ...

  • se o desastre é o mesmo para todos os que tombaram,
  • a morte é diferente para cada um.

____No momento serão retirados da carne tão-somente aqueles cuja vida interior lhes outorga a imediata liberação. Quanto aos outros, cuja situação presente não lhes favorece o afastamento rápido da armadura_física, permanecerão ligados, por mais tempo, aos despojos que lhes dizem respeito, depende do grau de animalização_dos_fluidos que lhes retêm o Espírito à atividade corpórea. Alguns serão detidos por algumas horas, outros, talvez, por longos dias... Quem sabe? Corpo inerte nem sempre significa libertação da alma. O gênero de vida que alimentamos no estágio físico dita as verdadeiras condições de nossa morte. Quanto mais chafurdamos o ser nas correntes de baixas ilusões, mais tempo gastamos para esgotar as energias vitais que nos aprisionam à matéria pesada e primitiva de que se nos constitui a instrumentação fisiológica, demorando-nos nas criações_mentais_inferiores a que nos ajustamos, nelas encontrando combustível para dilatados enganos nas sombras do campo carnal, propriamente considerado. E quanto mais nos submetamos às disciplinas do espírito, que nos aconselham equilíbrio_e_sublimação, mais amplas facilidades conquistaremos para a exoneração da carne em quaisquer emergências de que não possamos fugir por força dos débitos contraídos perante a Lei. Assim é que " morte física" não é o mesmo que "emancipação espiritual".
____Isso, no entanto, não quer dizer que os demais acidentados estarão sem assistência, embora coagidos a temporária detenção nos próprios restos. Ninguém vive desamparado. O amor infinito de Deus abrange o Universo. Os irmãos que se demoram enredados em mais baixo teor de experiência física compreenderão, gradativamente, o socorro que se mostram capazes de receber. Estes, podem ser atraídos por criaturas desencarnadas, de inteligência perversa, na hipótese de serem surdos ao bem, é possível se rendam às sugestões do mal, a fim de que, pelos tormentos do mal, se voltem para o bem. No assunto, entretanto, é preciso considerar que a tentação é sempre uma sombra a atormentar-nos a vida, de dentro para fora. A junção de nossas almas com os poderes infernais verifica-se em relação com o inferno que já trazemos dentro de nós.

[83 - página 243] -André Luiz

(Ver: Provações coletivas )

Histogênese de obsidiado

____... Plotino, o piedoso enfermeiro desencarnado que se encarregaria do apoio magnético para exonerar a viúva dos despojos a que se imanizara, confessou o receio de que se via acometido; se constrangesse a senhora Fantini (obsidiada) a largar o carro_físico inutilizado, não lograria violentar-lhe o pensamento perfeitamente lúcido. Forçar-lhe-ia a retirada, mas não dispunha de meios para isolá-la mentalmente do acompanhante rebelde, a cujo patrocínio ela mesma se confiara.

____Imprescindível a intervenção de alguém com suficiente poder de persuasão para compelir Desidério (obsessor) a mudar de atitude.

[73 - página 209] - André Luiz

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____No recinto, permaneciam apenas André Luiz, Dimas (o moribundo) e o assistente Jerônimo.
____Dimas, experimentando indefinível bem-estar no regaço materno, parecia esquecer, agora, todas as mágoas, sentindo-se amparado como criança semi-inconsciente, quase feliz. Ordenou Jerônimo que me conservasse vigilante, de mãos coladas à fronte do enfermo, passando, logo após, ao serviço complexo e silencioso de magnetização. Em primeiro lugar, insensibilizou inteiramente o vago, para facilitar o desligamento nas vísceras. A seguir, utilizando passes longitudinais, isolou todo o sistema nervoso simpático, neutralizando, mais tarde, as fibras inibidoras no cérebro. Descansando alguns segundos, asseverou:

  • — Não convém que Dimas fale, agora, aos parentes. Formularia, talvez, solicitações descabidas.
  • — Noutro tempo, André, os antigos acreditavam que entidades mitológicas cortavam os fios da vida humana. Nós somos Parcas autênticas, efetuando semelhante operação
  • — Segundo você sabe, há três regiões orgânicas fundamentais que demandam extremo cuidado nos serviços de liberação da alma:
  • — Noutro ensejo, André, você estudará o problema transcendente das várias zonas vitais da individualidade.

____Aconselhando-me cautela na ministração de energias magnéticas à mente do moribundo, começou a operar sobre o plexo_solar, desatando laços que localizavam forças físicas. Com espanto, notei que certa porção de substância leitosa extravasava do umbigo, pairando em torno. Esticaram-se os membros inferiores, com sintomas de esfriamento.
____Dimas gemeu, em voz alta, semi-inconsciente.
____Acorreram amigos, assustados. Sacos de água quente foram-lhe apostos nos pés. Mas, antes que os familiares entrassem em cena, Jerônimo, com passes concentrados sobre o tórax, relaxou os elos que mantinham a coesão celular no centro emotivo, operando sobre determinado ponto do coração, que passou a funcionar como bomba mecânica, desreguladamente. Nova cota de substância desprendia-se do corpo, do epigastro à garganta, mas reparei que todos os músculos trabalhavam fortemente contra a partida da alma, opondo-se à libertação das forças motrizes, em esforço desesperado, ocasionando angustiosa aflição ao paciente. O campo físico oferecia-nos resistência, insistindo pela retenção do senhor espiritual.
____Com a fuga do pulso, foram chamados os parentes e o médico, que acorreram, pressurosos. No regaço maternal, todavia, e sob nossa influenciação direta, Dimas não conseguiu articular palavras ou concatenar raciocínios.
____Alcançáramos o coma, em boas condições.
____O Assistente Jerônimo estabeleceu reduzido tempo de descanso, mas volveu a intervir no cérebro. Era a última etapa. Concentrando todo o seu potencial de energia na fossa romboidal, Jerônimoquebrou alguma coisa que não pude perceber com minúcias, e brilhante chama violeta-dourada desligou-se da região craniana, absorvendo, instantâneamente, a vasta porção de substância leitosa já exteriorizada. Quis fitar a brilhante luz, mas confesso que era difícil fixá-la, com rigor. Em breves instantes, porém, notei que as forças em exame eram dotadas de movimento plasticizante. A chama mencionada transformou-se em maravilhosa cabeça, em tudo idêntica à do nosso amigo em desencarnação, constituindo-se, após ela, todo o corpo_perispiritual de Dimas, membro a membro, traço a traço. E, à medida que o novo organismo ressurgia ao nosso olhar, a luz violeta-dourada, fulgurante no cérebro, empalidecia gradualmente, até desaparecer, de todo, como se representasse o conjunto dos princípios superiores da personalidade, momentaneamente recolhidos a um único ponto, espraiando-se, em seguida, através de todos os escaninhos do organismo perispirítico, assegurando, desse modo, a coesão dos diferentes átomos, das novas dimensões vibratórias.
____Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão_prateado, semelhante a sutil elástico, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto.
____A genitora abandonou o corpo grosseiro, rapidamente, e recolheu a nova forma, envolvendo-a em túnica de tecido muito branco, que trazia consigo.
____Para os nossos amigos encarnados, Dimas morrera, inteiramente. Para nós outros, porém, a operação era ainda incompleta. O Assistente deliberou que o cordão fluídicodeveria permanecer até ao dia imediato, considerando as necessidades do “morto”, ainda imperfeitamente preparado para desenlace mais rápido.
____E, enquanto o médico fornecia explicações técnicas aos parentes em pranto, Jerônimo convidou-nos à retirada, confiando, porém, o recém-desencarnado àquela que lhe fora desvelada mãezinha no mundo físico:
____— Minha irmã pode conservar o filho à vontade até amanhã, quando cortaremos o fio derradeiro que o liga aos despojos, antes de conduzi-lo a abrigo conveniente. Por enquanto, repousará ele na contemplação do passado, que_se_lhe_descortina_em_visão_panorâmica_no_campo_interior. Além disso, acusa debilidade extrema após o laborioso esforço do momento. Por essa razão, somente poderá partir, em nossa companhia, findo o enterramento dos envoltórios pesados, aos quais se une ainda pelos últimos resíduos.

[40 - páginas 209/212] - André Luiz

____Duas horas antes de organizar-se o cortejo fúnebre, estávamos a postos.
____A residência de Dimas, recém-desencarnado, enchia-se de pessoas gradas, além de apreciável assembléia de entidades espirituais.
____Jerônimo, resoluto, penetrou a casa, seguido de nós outros. Encaminhou-se para o recanto onde o recém-desencarnado permanecia abatido e sonolento, sob a carícia materna. Reparei que o médium liberto tinha agora o corpo_perispiritual mais aperfeiçoado, mais concreto. Tive a nítida impressão de que através do cordão_fluídico, de cérebro morto a cérebro vivo, o desencarnado absorvia os princípios_vitais restantes do campo_fisiológico. Nosso dirigente Jerônimo contemplou-o, enternecido, e pediu informes à genitora, que os forneceu, satisfeita:— Graças a Jesus, melhorou sensívelmente. É visível o resultado de nossa influência restauradora e creio que bastará o desligamento do último laço para que retome a consciência de si mesmo.
____Jerônimo examinou-o e auscultou-o, como clínico experimentado. Em seguida, cortou o liame final, verificando-se que Dima s, desencarnado, fazia agora o esforço do convalescente ao despertar, estremunhado, findo longo sono.
____Somente então notei que, se o organismo perispirítico recebia as últimas forças do corpo inanimado, este, por sua vez, absorvia também algo de energia do outro, que o mantinha sem notáveis alterações.
____O apêndice_prateado era verdadeira artéria fluídica, sustentando o fluxo e o refluxo dos princípios vitais em readaptação. Retirada a derradeira via de intercâmbio, o cadáver mostrou sinais, quase de imediato, de avançada decomposição.
____A análise do cadáver de Dimas causava tristeza.

____... Ante meus olhos atônitos, Jerônimo inclinou-se piedosamente sobre o cadáver, no ataúde momentâneamente aberto antes da inumação, e, através de passes_magnéticos_longitudinais, extraiu todos os resíduos de vitalidade, dispersando-os, em seguida, na atmosfera comum, através de processo indescritível na linguagem humana por inexistência de comparação analógica, para que inescrupulosas entidades inferiores não se apropriassem deles.
____Completada a curiosa operação, tive minha atenção voltada para gemidos lancinantes, emitidos de zonas diversas daquela moradia respeitável, agora semelhante a vasto necrotério de almas.
____Jerônimo entrara em conversação com vários colegas, enquanto a maioria dos companheiros encarnados, em obediência à tradição, atiravam a clássica pàzinha de cal ou poeira sobre o envoltório entregue à profunda cova.
____Impressionado com os soluços que ouvia em sepulcro próximo, fui irresistívelmente levado a fazer uma observação direta.
____Sentada sobre a terra fofa, infeliz mulher desencarnada, aparentando trinta e seis anos, aproximadamente, mergulhava a cabeça nas mãos, lastimando-se em tom comovedor.
____Compadecido, toquei-lhe a espádua e interroguei:
____— Que sente, minha irmã?
____— Que sinto? — gritou ela, fixando em mim grandes olhos de louca — não sabe? Oh! o senhor chama-me irmã... quem sabe me auxiliará para que minha consciência torne a si mesma? Se é possível, ajude-me, por piedade! Não sei diferençar o real do ilusório... Conduziram-me à casa de saúde e entrei neste pesadelo que o senhor está vendo. (Ver: Sofrimento espiritual)
____Tentava erguer-se, debalde, e implorava, estendendo-me as mãos:
____— Cavalheiro, preciso regressar! conduza-me, por favor, à minha residência! Preciso retornar ao meu esposo e ao meu filhinho!... Se este pesadelo se prolongar, sou capaz de morrer!... Acorde-me, acorde-me!...
____— Pobre criatura! — exclamei, distraído de toda a curiosidade, em face da compaixão que o triste quadro provocava — ignora que seu corpo voltou ao leito de cinzas! não poderá ser útil ao esposo e ao filhinho, em semelhantes condições de desespero.
____Olhou-me, angustiada, como a desfazer-se em ataque de revolta inútil. Mas, antes que explodisse em rugidos de dor, acrescentei:
____— Já orou, minha amiga? já se lembrou da Providência Divina? (Ver: Doutrinador )
____— Quero um médico, depressa! só ouço padres! — bradou irritadiça — não posso morrer... despertem-me! despertem-me!...
____Jesus é nosso Médico Infalível — tornei — e indico-lhe a oração como remédio providencial para que Ele a assista e cure.
____A infeliz, entretanto, parecia distanciada de qualquer noção de espiritualidade. Tentando agarrrar-me com as mãos cheias de manchas estranhas, embora não me alcançasse, gritou estentoricamente:
____— Chamem meu marido! não suporto mais! estou apodrecendo!... Oh! quem me despertará?
____Da fúria aflita, passou ao choro humilde, ferindo-me a sensibilidade. Compreendi, então, que a desventurada sentia todos os fenômenos da decomposição cadavérica e, examinando-a detidamente, reparei que o fio singular, sem a luz prateada que o caracterizava em Dimas, pendia-lhe da cabeça, penetrando chão a dentro.
____Ia exortá-la, de novo, recordando-lhe os recursos sublimes da prece, quando de mim se aproximou simpática figura de trabalhador, informando-me, com espontânea bondade:
____— Meu amigo, não se aflija.
____A advertência não me soou bem aos ouvidos. Como não preocupar-me, diante de infortunada mulher que se declarava esposa e mãe? como não tentar arrancá-la à perigosa ilusão? não seria justo consolá-la, esclarecê-la? Não contive a série de interrogações que me afloraram do raciocínio à boca.
____Longe de o interpelado perturbar-se, respondeu-me tranqüilamente:
____— Compreendo-lhe a estranheza. Deve ser a primeira vez que frequenta um cemitério como este. Falta-lhe experiência. Quanto a mim, sou do posto de assistência espiritual à necrópole.
____Desarmado pela serenidade do interlocutor, renovei a primeira atitude. Reconheci que o local, não obstante repleto de entidades vagabundas, não estava desprovido de servidores do bem.
____— Somos quatro companheiros, apenas — prosseguiu o informante —, e, em verdade, não podemos atender a todas as necessidades aparentes do serviço. Creia, porém, que zelamos pela solução de todos os problemas fundamentais. Apesar de nosso cuidado, não podemos todavia, esquecer o imperativo de sofrimento benéfico para todos aqueles que vêm dar até aqui, após deliberado desprezo pelos sublimes patrimônios da vida humana.
____Atingi o sentido oculto das explicações. O cooperador queria dizer, naturalmente, que a presença, ali, de malfeitores e ociosos desencarnados se justificava em face do grande número de ociosos e malfeitores que se afastam diariamente da Crosta da Terra. Era o similia similibus em ação, cumprindo-se os ditames da lei_do_progresso. Castigando-se e flagelando-se, mütuamente, alcançariam os desviados a noção do verdadeiro caminho salvador.
____Fitei a infeliz e expus meu propósito de auxiliá-la.
____— É inútil — esclareceu o prestimoso guarda, equilibrado nos conhecimentos de justiça e seguro na prática, pelo convívio diário com a dor -, nossa desventurada irmã permanece sob alta desordem emocional. Completamente louca. Viveu trinta e poucos anos na carne, absolutamente distraída dos problemas espirituais que nos dizem respeito. Gozou, à saciedade, na taça da vida física. Após feliz casamento, realizado sem qualquer preparo de ordem moral, contraiu gravidez, situação esta que lhe mereceu menosprezo integral. Comparava o fenômeno orgânico em que se encontrava a ocorrências comuns, e, acentuando extravagâncias, por demonstrar falsa superioridade, precipitou-se em condições fatais. Chamada ao testemunho edificante da abelha operosa, na colmeia do lar, preferiu a posição da borboleta volúvel, sequiosa de novidades efêmeras, o resultado foi funesto. Findo o parto difícil, sobrevieram infecções e febre maligna, aniquilando-lhe o organismo. Soubemos que, nos últimos instantes, os vagidos do filhinho tenro despertaram-lhe os instintos de mãe e a infortunada combateu ferozmente com a morte, mas foi tarde. Jungida aos despojos por conveniência dela própria, tem primado aqui pela inconformação. Vários amigos visitadores, em custosa tarefa de benefício aos recém-desencarnados, têm vindo à necrópole, tentando libertá-la. A pobrezinha, porém, após atravessar existências de sólido materialismo, não sabe assumir a menor atitude favorável ao estado receptivo do auxilio superior. Exige que o cadáver se reavive e supõe-se em atroz pesadelo, quando nada mais faz senão agravar a desesperação. Os benfeitores, desse modo, inclinam-se à espera da manifestação de melhoras íntimas, porque seria perigoso forçar a libertação, pela probabilidade de entregar-se a infeliz aos malfeitores desencarnados.
____Indiquei, porém o laço fluídico que a ligava ao envoltório sepulto e observei:
____— Vê-se, entretanto, que a mísera experimenta a desintegração do corpo_grosseiro em terríveis tormentos, conservando a impressão de ligamento com a matéria putrefata. Não teremos recursos para aliviá-la?
____Tomei atitude espontânea de quem desejava tentar a medida libertadora e perguntei:
____— Quem sabe chegou o momento? não será razoável cortar o grilhão?
____— Que diz? — objetou, surpreso, o interlocutor — não, não pode ser! Temos ordens.
____— Porque tamanha exigência — insisti.
____— Se desatássemos a algema benéfica, ela regressaria, intempestiva, à residência abandonada, como possessa de revolta, a destruir o que encontrasse. Não tem direito, como mãe infiel ao dever, de flagelar com a sua paixão desvairada o corpinho tenro do filho pequenino e, como esposa desatenta às obrigações, não pode perturbar o serviço de recomposição psíquica do companheiro honesto que lhe ofereceu no mundo o que possuía de melhor. É da lei natural que o lavrador colha de conformidade com a semeadura. Quando acalmar as paixões vulcânicas que lhe consomem a alma, quando humilhar o coração voluntarioso, de medo a respeitar a paz dos entes amados que deixou no mundo, então será libertada e dormirá_sono_reparador, em estância de paz que nunca falta ao necessitado reconhecido às bênçãos de Deus.
____A lição era dura, mas lógica.
____A infortunada criatura, alheia a nossa conversação, prosseguia gritando, qual demente hospitalizada em prisão dolorosa.

[40 - páginas 226 - 232/236] - André Luiz

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____Interroguei sobre o que já sabia, mais ou menos, a fim de poder penetrar particularidades mais significantes:
____— Nem todas as desencarnações de pessoas dignas contam com o amparo de grupos socorristas?
____— Nem todas — confirmou o interlocutor, e acentuou —, ...

  • todos os fenômenos do decesso contam com o amparo da caridade afeta às organizações de assistência indiscriminada;
  • no entanto, a missão especialista não pode ser concedida a quem não se distinguiu no esforço perseverante do bem.

____— Todavia — objetei, curioso, tangendo a corda que mais me interessava no assunto —, não há casos de criaturas, essencialmente bondosas, que se libertam dos laços físicos — mais ou menos entrosados em comissões de serviço espiritual de natureza superior — sem que haja missões salvacionistas, previamente designadas para socorrê-las?
____Fabriciano retrucou:
____— Isso poderia acontecer. Temos precedentes. De maneira geral, ocorrem semelhantes casos com os trabalhadores aflitos por conseguir de qualquer modo a desencarnação, alegando necessidades de repouso. Muitas vezes, no fundo, são criaturas bondosas, mas menos lógicas e pouco inteligentes. Observamos um caso dessa natureza. Respeitável senhora, jovem ainda, pelas disposições sadias que demonstrou no campo da benemerência social, foi ligada a dedicada corrente de serviço, organizada por amigos nossos. Verificando-se, contudo, pequenas rusgas entre ela e o esposo, e tendo conhecimento da imortalidade_da_vida, além do sepulcro, desejou a pobre criatura ardentemente morrer. Tolas leviandades do marido bastaram para que maldissesse o mundo e a Humanidade. Não soube quebrar a concha do personalismo inferior e colocar-se a caminho da vida maior. Pela cólera, pela intemperança mental, criou a ideia fixa de libertar-se do corpo de qualquer maneira, embora sem utilizar o suicídio direto. Conhecia os amigos espirituais a que se havia unido, mas, longe de assimilar-lhes ajuizadamente os conselhos, repelia-lhes as advertências fraternas para aceitar tão somente as palavras de consolação que lhe eram agradáveis, dentre as admoestações salutares que lhe endereçavam. E tanto pediu a morte, insistindo por ela, entre a mágoa e a irritação persistentes, que veio a desencarnar em manifestação de icterícia complicada com simples surto gripal. Tratava-se de verdadeiro suicídio inconsciente, mas a senhora, no fundo, era extraordinariamnte caridosa e ingênua. Não se recebeu qualquer autorização para conceder-lhe descanso e muito menos auxilio especial. Os benfeitores de nossa esfera, apesar de eficiente intercessão em beneficio da infeliz, somente puderam afastá-la das vísceras cadavéricas, há dois dias, em condições impressionantes e tristes. Não havendo qualquer determinação de assistência particularizada, por parte das autoridades superiores, e porque não seria aconselhável entregá-la ao sabor da própria sorte, em face das virtudes potenciais de que era portadora, o diretor da comissão de serviço, a que se filiara a imprevidente amiga, recolheu-a, por espírito de compaixão, em plena luta, e ela se foi, de roldão, a trabalhar por aí, ativamente, em condições muito mais sérias e complicadas.
____Informara-me sobre o que desejava. A lei divina, de fato, perfeita em seus fundamentos, é igualmente harmoniosa em suas aplicações.

[40 - páginas 216/217] - André Luiz

____Adelaide esforçou-se para mostrar satisfação no semblante novamente abatido e rogou, tímida, lhe fôsse concedido o obséquio de tentar, ela própria, a sós, a desencarnação dos laços mais fortes, em esforço pessoal, espontâneo.
____Jerônimo aquiesceu, satisfeito.
____E, mantendo-nos de vigilância em câmara próxima, deixamo-la entregue a si mesma, durante as longas horas que consumiu no trabalho complexo e persistente.
____Não sabia que alguém pudesse efetuar semelhante tarefa, sem concurso alheio, mas o orientador veio em socorro de minha perplexidade, esclarecendo:
____— A cooperação de nosso plano é indispensável no ato conclusivo da liberação; todavia, o serviço preliminar do desenlace, no plexo_solar e mesmo no coração, pode, em vários casos, ser levado a efeito pelo próprio interessado, quando este haja adquirido, durante a experiência terrestre, o preciso treinamento com a vida espiritual mais elevada. Não há, portanto, motivo para surpresa. Tudo depende de preparo adequado no campo da realização.
____Meu dirigente explicara-se com muita razão. Efetivamente, só no derradeiro minuto interveio Jerônimo para desatar o apêndice prateado.
____A agonizante estava livre, enfim !...
____Abriu-se a casa à visitação geral.
____Evangelizados pelo verbo construtivo de Zenóbia, os cooperadores encarnados, embora não guardassem minudentes recordações, sustentaram discreta atitude de respeito, serenidade e conformação.
____A denodada batalhadora, agora liberta, esquivou-se gentilmente ao convite para a partida imediata. Esperou a inumação dos despojos, consolando amigos e recebendo consolações.
____Depois de orar, fervorosamente, no último pouso das células exaustas, agradecendo-lhes o precioso consurso nos abençoados anos de permanência na Crosta, Adelaide, serena e confiante, cercada de numerosos Amigos, partiu, em nossa companhia, a caminho da Casa Transitória, ponto de referência sentimental da grande caravana afetiva...

[40 - páginas 296/297] - André Luiz


____Nosso amigo não pode suportar por mais tempo a existência do corpo carnal. A máquina rendeu-se. Dentro de algumas horas, a necrose ganhará terreno e precisamos libertá-lo. Teima em agarrar-se à carne apodrecida e pede, comovedoramente, a presença da esposa. Já tentamos auxiliá-lo a desprender-se, afrouxando os laços da encarnação no plexo_solar, mas ele reage com espantoso poder. Resolvi, em vista disso, abrir pequenos vasos do intestino para que a hemorragia se faça ininterrupta, até à noite, quando efetuaremos a liberação. Peço a você trazer-lhe a companheira desencarnada, por instante, até aqui. O enfraquecimento físico acentuar-se-á vertiginosamente, de ora em diante, e, com espaço de algumas horas, as percepções espirituais de Cavalcante se farão sentir. Verá, desse modo, a esposa, antes do decesso que se aproxima e dormirá menos inquieto.
____... Já que o nosso tutelado se enfraquecerá, a ponto de fazer observações no plano invisível aos olhos mortais, chegará a ver também as paisagens de vampirismo que me impressionam no recinto?
____— Sim — informou o orientador com espontaneidade.
____— Oh! mas terá energia suficiente para tudo ver sem perturbar-se?
____— Não posso garantir — respondeu, sorrindo. — Naturalmente, qualquer Espírito encarnado, diante de um quadro desses, poderia ser vítima da loucura e, possívelmente, atravessaria algumas poucas horas em franco desequilíbrio, dada a novidade do espetáculo. Quando a luz aparece, em determinado plano, onde a criatura esteja “apta para ver”, tanto se enxerga o pântano como o céu. questão de claridade e sintonia, simplesmente.

[40 - páginas 275/6] - André Luiz

O Vôo da Alma

Marlene Nobre, médica

____Os doentes em estágio terminal deixam de se alimentar, não ingerem nem mesmo líquidos e, muitas vezes, como muito bem observou a psiquiatra Elizabeth Kübler Ross, assumem, no leito, a posição fetal, mantendo-se assim por muitos dias, com as pernas e os pés fletidos, como se estivessem no útero da mãe.
____Estes sintomas e sinais, que antecedem à partida deste mundo, não apenas estão relacionados às profundas transformações orgânicas, como também às necessidades da alma no momento do seu desprendimento.
____O médico desencarnado André Luiz explicou o processo do morrer, especialmente, em dois livros de sua excelente coletânea, psicografada por Francisco Cândido Xavier, Obreiros da Vida Eterna e Evolução em Dois mundos, este último em parceria com o então médium Dr. Waldo Vieira. Depois disso, recolhemos informações adicionais muitíssimo importantes, com as comunicações dos que partiram, enviadas aos seus familiares encarnados, também através de Chico Xavier, e que estão em mais de uma centena de livros. (Ver bibliografia no livro "Nossa Vida no Além").
____Com muitos exemplos de fácil entendimento, André Luiz compara esse processo a uma metamorfose, como a que acontece com as borboletas. No estágio final de sua transformação, a lagarta começa a diminuir os seus movimentos, até paralisá-los completamente; não consome mais nenhum tipo de alimento; permanece imóvel, transformando-se em crisálida ou pupa. Fica, assim, dentro do casulo, protegida das intempéries pelos fios que produz com a secreção das glândulas salivares e pelos tecidos vegetais e pequenos gravetos do meio ambiente, podendo permanecer nesse estado alguns dias e até meses.
____Na posição de crisálida, o organismo da lagarta sofre modificações consideráveis, como a destruição de determinados tecidos ( histólise) e, ao mesmo tempo, a elaboração de órgãos novos (histogênese). Desse modo, o sistema digestivo sofre alterações de cunho degenerativo, reconstruindo-se, depois, em outras bases, com a formação de novos implementos como o orifício bucal e as trompas de sucção. Os músculos estriados passam pelo mesmo processo de histólise e histogênese, de modo a dar à lagarta uma feição inteiramente nova. Assim, um belo dia, depois de algum tempo na posição de crisálida, uma linda borboleta deixa o casulo.
____Na morte_física, a alma_humana passa por um processo semelhante. Com o esgotamento da força vital em virtude da idade avançada, da enfermidade ou por algum outro fator destrutivo externo, declinam as forças fisiológicas, paralisam-se os movimentos corpóreos e o paciente, em estado terminal, não mais tolera a alimentação. A imobilização lembra o estágio de pupa ou crisálida. E assim como a lagarta produz os filamentos com que se enovela no casulo, também a alma envolve-se nos fios dos próprios pensamentos. Nessa fase, há o predomínio das forças mentais, tecido com as próprias ideias reflexas dominantes do Espírito, estabelecendo-se esse estado de crisálida, por um período que varia entre minutos, horas, dias, meses ou decênios.
____Com a morte, há destruição dos tecidos corpóreos (histólise) e, ao mesmo tempo, uma reconstrução (histogênese) de alguns tecidos do corpo_espiritual ou envoltório sutil, sendo este em tudo semelhante ao corpo físico só que constituído de outro tipo de "matéria', ainda desconhecido da ciência, e que serve de vestimenta ao Espírito, na outra dimensão da vida.
____Assim, durante o processo do morrer, há elaboração de órgãos novos, resultantes de grandes alterações dos sistemas digestório e muscular, além de outras modificações nos sistemas circulatório, nervoso e genésico. Desse modo, pela histogênese espiritual, órgãos novos recompõem esse envoltório sutil, tornando-o um tanto diferente do corpo físico, embora, na aparência, sejam idênticos. Por serem externamente tão similares, os médiuns videntes descrevem os chamados "mortos" tal como se apresentavam durante a existência física.
____Somente ao término desse processo de reconstituição do corpo espiritual, a borboleta abandona o casulo, isto é, o Espírito larga o corpo físico, ao qual se uniu, temporariamente, durante a existência física e que lhe serviu de instrumento de aprendizado.
____Após_a_morte_física, o Espírito ainda tem um lapso de tempo, mais ou menos longo, para desprender-se totalmente dos liames da existência terrestre, segundo o estágio evolutivo em que se encontra. Como se vê, segundo o Espiritismo, morrer é fácil, mas o processo de desencarnação é mais difícil.

(jornal "Folha Espírita, nov/2002 - www.folhaespirita.com.br )

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