Vício

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        Hábitos nocivos:

A queixa é um vício imperceptível que distrai pessoas bem-intencionadas da execução do dever justo.

Emmanuel - (Vinha de Luz)  [55 - página 40]

A queixa não atende à realização cristã, em parte alguma, e complica todos os problemas.

 

Emmanuel - (Vinha de Luz) [55 - página 40]

Vício - suicídio inconsciente        

        A invigilância moral que nasce e se estrutura na ignorância humana, com relação ao conhecimento da vida espiritual, tem dizimado milhões de criaturas através dos tempos, e o pior é que continuará sua marcha lúgubre.

        O Espiritismo vem tirar da pasmaceira moral os Espíritos aqui reencarnados, a fim de que melhorem, um pouco que seja, a qualidade de suas vidas, fazendo-os ver e sentir as conseqüências de seus vícios, paixões e desatinos cultivados através do corpo carnal.

        Nessas horas de devaneio a criatura se deixa envolver por Espíritos inferiores, de baixo padrão vibratório, quando o ser perde o domínio integral de si mesmo. Criam-se algemas cruéis, difíceis de serem abertas. É a malha do vício que aprisiona, cerceia a liberdade, impõe condições, passa a dominar.

        Queremos referir-nos ao tabagismo, esquecendo por enquanto os demais, como por exemplo o alcoolismo, o uso de drogas, a maledicência, o hábito de caluniar, a glutonaria, o sexo em desregramento, a violência, etc., tudo isso causando sérios curtos- circuitos no perispírito do viciado, energeticamente desestruturando-o, tendo em vista que ele será o molde do novo corpo físico da próxima reencarnação do viciado.

        Para deixar o cigarro é preciso readquirir o poder da vontade que se estiolou diante da prepotência, do autoritarismo da nicotina e seus sequazes.  O viciado é aquele que perde o comando da mente.   A luta do viciado pela recuperação do controle da vontade torna-se mais acerba pelo fato de o vício haver encontrado quem lhe insufla maior potência: os Espíritos_tabagistas_desencarnados. As mentes de além-túmulo não se desvinculam com facilidade, sem mais nem menos, deste foco que alimenta seus desregramentos: o fumante terreno. ... etc.

 

Revista reformador Abril-2002 -  ADÉSIO ALVES MACHADO

Pulmão sadio

Pulmão de fumante

 

Trechos do capítulo 14, do livro "NO MUNDO MAIOR"

Medida salvadora a um alcoólatra

        Não lhe valeram as melhoras da quinzena passada? — indagou fraternalmente o orientador.

        — Aproveitou-as para mais presto volver à irreflexão — esclareceu o interlocutor com inflexão magoada.

        — É de notar, porém, que se achava quase de todo louco.

        — Sim, mas conseguiu fruir, outra vez, estado orgânico invejável, mercê de sua intervenção última; logo, porém, que se viu fortalecido, tornou desbragadamente aos alcoólicos. A sede escaldante, provocada pela própria displicência e pela instigação dos vampiros que, vorazes, se lhe enxameiam à roda, e verteu-lhe o sistema_nervoso. A organização_perispirítica, semiliberta do corpo_denso pelos perniciosos processos da embriaguez, povoa-lhe a mente de atroz pesadelos, agravados pela atuação das entidades perversas que o seguem passo a passo.

        ... O  instrutor estudou o caso em silêncio, durante alguns instantes, e considerou:

        — Poderemos providenciar; contudo, se da outra vez consistiu o socorro em restituí-lo ao equilíbrio orgânico possível, no momento há que agir em contrário. Convém ministrar-lhe provisória e mais acentuada desarmonia ao corpo. Neste, como em outros processos difíceis, a enfermidade retifica sempre.

        ... Em derredor, quatro entidades embrutecidas submetiam-no aos seus desejos.  Empolgavam-lhe a organização fisiológica, alternadamente, uma a uma, revezando-se para experimentar a absorção das emanações alcoólicas, no que sentiam singular prazer.  Apossavam-se particularmente da «estrada gástrica», inalando a bebida a volatilizar-se da cárdia ao piloro.

        A cena infundia angústia e assombro.

        Estaríamos diante de um homem embriagado ou de uma taça viva, cujo conteúdo sorviam gênios satânicos do vício?

        ... Retirando-se em minha companhia, Calderaro, o orientador, acrescentou, tristonho:

        — O infortunado amigo será portador de uma nevrose cardíaca por dois a três meses, aproximadamente. Debalde usará a valeriana e outras substâncias medicamentosas, em vão apelará para anestésicos e desintoxicantes. No curso de algumas semanas conhecerá intraduzível mal-estar, de modo a restabelecer a harmonia do cosmo psíquico.    Experimentará indizível angústia, submeter-se-á a medicações e regimes, que lhe diminuirão a tendência de esquecer as obrigações sagradas da hora e lhe acordarão os sentimentos, devagarinho, para a nobreza do ato de viver.

        As mesmas Forças Divinas que concedem ao homem a brisa cariciosa, infligem-lhe a tempestade devastadora... Uma e outra, porém, são elementos indispensáveis à glória da vida.

[25 - páginas: 192/193 ; 196 e 198 ] - André Luiz  

        Examinando as anormalidades menores dos alcoólicos, que aniquilavam vagarosamente o companheiro que permanece completamente desviado em seus centros de equilíbrio vital: 

  • Todo o sistema endocrínico foi atingido pela atuação tóxica. 

  • Inutilmente trabalha a medula para melhorar os valores da circulação. 

  • Em vão, esforçam-se os centros_genitais para ordenar as funções que lhes são peculiares, porque o álcool excessivo determina modificações deprimentes sobre a própria cromatina. (Ver: Epigenética)

  • Debalde trabalham os rins na excreção dos elementos corrosivos, porque a ação perniciosa da substância em estudo anula diariamente grande número de nefrons

  • O pâncreas, viciado, não atende com exatidão ao serviço de desintegração dos alimentos.

  • Larvas destruidoras exterminam as células hepáticas. 

  • Profundas alterações modificam-lhe as disposições do sistema nervoso vegetativo e, não fossem as glândulas sudoríparas, tornar-se-lhe-ia talvez impossível a continuação da vida física.

[16a - página 29] - André Luiz -  1943

Ver também:

 

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS