Penas e Gozos futuros
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        Não há, no Universo, lugares circunscritos para as penas e gozos dos Espíritos segundo seus merecimentos. As penas e os gozos são inerentes ao grau de perfeição dos Espíritos.  Cada um tira de si mesmo o princípio de sua felicidade ou de sua desgraça.  E como eles estão por toda parte, nenhum lugar circunscrito ou fechado existe especialmente destinado a uma ou outra coisa.  Quanto aos encarnados, esses são mais ou menos felizes ou desgraçados, conforme é mais ou menos adiantado o mundo em que habitam.

        O inferno e o paraíso não existem, tais como o homem os imagina. São simples alegorias: por toda parte há Espíritos ditosos e inditosos. Entretanto, conforme também já dissemos, os Espíritos de uma mesma ordem se reúnem por simpatia; mas podem reunir-se onde queiram, quando são perfeitos.

        A localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe.  Provém da sua tendência a materializar e circunscrever as coisas, cuja essência infinita não lhe é possível compreender.

[9a - página 472 questão 1012]

 

Intuição das penas e gozos futuros

        Onde se origina a crença, com que deparamos entre todos os povos, na existência de penas e recompensas porvindouras, é sempre a mesma coisa: pressentimento da realidade, trazido ao homem pelo Espírito nele encarnado.  Porque, sabei-o bem, não é debalde que uma voz interior vos fala.  O vosso erro consiste em não lhe prestardes bastante atenção.  Melhores vos tornaríeis, se nisso pensásseis muito, e muitas vezes.

 

[9a - página 446 questão 960]


        O sentimento que domina a maioria dos homens no momento da morte

[9a - página 446 questão 961]


        Os cépticos são em número muito menor do que se julga.  Muitos se fazem de espíritos fortes, durante a vida, somente por orgulho.  No momento da morte, porém, deixam de ser fanfarrões.

        A responsabilidade dos nossos atos é a conseqüência da realidade da vida futura. Dizem-nos a razão e a justiça que, na partilha da felicidade a que todos aspiram, não podem estar confundidos os bons e os maus.  Não é possível que Deus queira que uns gozem, sem trabalho, de bens que outros só alcançam com esforço e perseverança.

        A ideia que, mediante a sabedoria de Suas leis, Deus nos dá de Sua justiça e de Sua bondade não nos permite acreditar que o justo e o mau estejam na mesma categoria a Seus olhos, nem duvidar de que recebam, algum dia, um a recompensa, o castigo o outro, pelo bem ou pelo mal que tenham feito. Por isso é que o sentimento inato que temos da justiça nos dá a intuição das penas e recompensas futuras.

[9a página 446 questã0 961]

Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS