O Espírito protetor, anjo de guarda, ou bom gênio é o que tem por missão acompanhar
o homem na vida e ajudá-lo a progredir.
Quando o Espírito atinge o ponto de poder guiar-se a si mesmo, como sucede ao estudante, para o qual um momento chega em que não mais precisa de mestre. Este Espírito deixa de precisar, de então por diante, do seu protetor. Isso, porém, não se dá na Terra.
Na vida espírita, reconheceremos o Espírito nosso protetor.
![]()
Os guias invisíveis do homem não poderão, de forma alguma, afastar as dificuldades materiais dos seus caminhos evolutivos sobre a face da Terra. [71 - página 17]
Espírito
que se incumbe da tarefa de amparar um outro espírito na etapa encarnatória -
todas as pessoas possuem um. Geralmente, são designados os espíritos afins e simpáticos para estabelecerem tal relação. Um guia espiritual é, via de
regra, um espírito mais evoluído que o seu protegido. Não raro, se vêem mães
guiando filhos ou maridos guiando esposas, e assim por diante. Um guia acompanha
o seu protegido oferecendo apoio num momento de sofrimento, esclarecimento numa
hora de dúvida, ajuda num instante de perigo, etc. As pessoas, mesmo sem
perceber, estão submetidas à influência benévola desse guia constantemente
e, ao mínimo pensamento feito a ele, o bondoso espírito se faz presente e
exerce sua tarefa caridosa e despretensiosa. Um guia está profundamente ligado
a seu protegido por motivos de afinidade espiritual e sempre executa sua missão com um sentimento espontâneo de ajuda, porquanto essa ajuda também significa o
seu próprio desenvolvimento e evolução. Essa terminologia de "anjo da
guarda", utilizada seriamente por outras religiões, pode ser tomada
"emprestada" pelo Espiritismo, pois se enquadra perfeitamente para
esse espírito missionário: consiste no amigo constante e amoroso que Deus
proporciona a todos os encarnados na difícil etapa carnal - é comumente também
chamado de " protetor espiritual" ou de "mentor
espiritual".http://www.plenus.net/arquivos/glossario.html
Médium: SRTA. HUET Todos os homens são médiuns; todos têm um Espírito que os dirige para o bem, quando sabem escutá-Ia. Mas que alguns se comuniquem diretamente com êle por uma mediunidade particular, que outros não o ouçam senão pela voz do coração e da inteligência, pouco importa, nem por isso deixa de ser o seu Espírito familiar que os aconselha. Chamai-o Espírito, razão, inteligência, é sempre uma voz que responde a vossa alma e vos dita boas palavras. Só que nem sempre as compreendeis. Nem todos sabem agir segundo os conselhos dessa razão - não dessa razão que se arrasta e se roja, ao invés de marchar, dessa razão que se perde em meio aos interêsses materiais e grosseiros, mas dessa razão que eleva o homem acima de si mesmo, que o transporta para as regiões desconhecidas; Chama sagrada que inspira o artista e o poeta,
Ouvi, pois, essa voz interior, êsse bom gênio que vos fala sem cessar e chegareis, progressivamente, a ouvir o vosso anjo da guarda que do alto do céu vos estende as mãos CHANNING [37 - Janeiro de 1861 - página 34]
Os maiores óbices psíquicos, antepostos pelo homem terrestre aos seus amigos e mentores da espiritualidade, são oriundos da ausência de humildade sincera nos corações, para o exame da própria situação de ...
[41a - página 80]
Um guia espiritual poderá cooperar sempre em vossos trabalhos,
seja auxiliando-vos nas dificuldades, de maneira indireta, ou confortando-vos na dor,
estimulando-vos para a edificação moral, imprescindível à iluminação de cada um; entretanto, não
deveis tomar as suas expressões fraternas por promessa formal, no terreno das
realizações do mundo, porquanto essas realizações dependem do vosso esforço
próprio e se acham entrosadas no mecanismo das provações indispensáveis ao vosso aperfeiçoamento.
Muitas das nossas queixas são consideradas verdadeiras preces dignas de toda a carinhosa atenção dos amigos desencarnados.
A maioria, porém, não passa de lamentação estéril, a que o homem se
acostumou como a um vício qualquer, porque, se tendes nas mãos o remédio
eficaz com o Evangelho de Jesus e com os consoladores esclarecimentos da doutrina dos Espíritos, a repetição de certas queixas traduz má-vontade
na aplicação legítima do conhecimento espiritista a vós mesmos. [41a - página 118]
[108 - página 32]
Muitos
pensam que seu anjo de guarda ou Espírito
Protetor seja um ser elevadíssimo, um Espírito Superior - isso é
uma presunção. Seria o mesmo que pretendermos que o Ministro da Justiça
viesse resolver a nossa questiúncula com nosso vizinho. Para isso, existe uma
autoridade específica. Que temos diversos Espíritos que se interessam pela
nossa proteção e desenvolvimento, não resta dúvida, mas que os mesmos sejam
de ordem superior é pura vaidade de nossa parte; contudo, são de fato melhores
do que nós, pois não se justificaria que um inferior protegesse um superior.
Assim sendo, todos nós temos os nossos guardiães, segundo as nossas condições evolutivas. Entretanto, é necessário lembrar que há uma hierarquia em todos os planos, tendo em vista que quando o problema escapa à competência do mentor, ele solicita do seu superior a necessária intervenção. Outro aspecto a ser considerado é o da efetiva e ininterrupta assistência do guardião ao seu pupilo, como fosse um escravo a nosso serviço. Quando os Espíritos disseram que o anjo guardião se liga ao seu protegido, não significa uma constante assistência, mas sim um compromisso para com aquela criatura, ajudando-a sempre que necessário, seja pela evocação feita pelo tutelado ou pelos vigilantes deste, que são os Espíritos familiares ou afins. Caso contrário, o protetor não disporia de tempo para os estudos (o Espírito evolui eternamente) ou para outras tarefas, bem como para o lazer. Lembremo-nos também que temos a companhia que estivermos invocando pelas nossas condições Smentais, as quais variam segundo as nossas atitudes: se estivermos voltados para os anseios carnais ou violentos, não poderemos ser ajudados pelos nossos benfeitores, porque, ao afinar com entidades inferiores, automaticamente estaremos repelindo, sintonicamente, aqueles que nos querem ajudar. http://www.plenus.net/arquivos/glossario.html
Os Espíritos tutelares encontram-se em todas as esferas, contudo é indispensável tecer algumas considerações sobre o assunto, Os anjos da sublime vigilância, analisados em sua excelsitude divina, seguem-nos a longa estrada evolutiva. Desvelam-se por nós, dentro das Leis que nos regem, todavia, não podemos esquecer que nos movimentamos todos em círculos multidimensionais. A cadeia de ascensão do espírito vai da intimidade do abismo à suprema glória celeste.Será justo lembrar que estamos plasmando nossa individualidade imperecível no espaço e no tempo, ao preço de continuadas e difíceis experiências. A ideia de um ente divinizado e perfeito, invariàvelmente ao nosso lado, ao dispor de nossos caprichos ou ao sabor de nossas dívidas, não concorda com a justiça.
Tudo exige lógica, bom-senso. Não digo que os anjos de guarda não vivem conosco. O Sol está com o verme, amparando-o na furna, a milhões e milhões de quilômetros, sem que o verme esteja com o Sol. Anjo , segundo a acepção justa do termo, é mensageiro. Ora, há mensageiros de todas as condições e de todas as procedências e, por isso, a antigüidade sempre admitiu a existência de anjos bons e anjos maus. Anjo de guarda, desde as concepções religiosas mais antigas, é uma expressão que define o Espírito celeste que vigia a criatura em nome de Deus ou pessoa que se devota infinitamente a outra, ajudando-a e defendendo-a.
Em qualquer região, convivem conosco os Espíritos familiares de nossa vida e de nossa luta. Dos seres mais embrutecidos aos mais sublimados, temos a corrente de amor, cujos elos podemos simbolizar nas almas que se querem ou que se afinam umas com as outras, dentro da infinita gradação do progresso.
Não podemos olvidar, porém, que o admirável altruísmo de amanhã começa na afetividade estreita de hoje, como a árvore parte do embrião. Todas as criaturas, individualmente, contam com louváveis devotamentos de entidades afins que se lhes afeiçoam. A orfandade real não existe. Em nome do Amor, todas as almas recebem assistência onde quer que se encontrem.
Isso ocorre em todos os planos da Natureza e, fatalmente, na Terra, entre os que ainda vivem na carne e os que já atravessaram o escuro passadiço da morte.
O gênio guardião será sempre um Espírito benfazejo para o protegido, mas é imperioso anotar que os laços afetivos, em torno de nós, ainda se encontram em marcha ascendente para mais altos níveis da vida. Com toda a veneração que lhes devemos, importa reconhecer, nos Espíritos familiares que nos protegem, grandes e respeitáveis heróis do bem, mas ainda singularmente distanciados da angelitude eterna. Naturalmente, avançam em linhas enobrecidas, em planos elevados, todavia, ainda sentem inclinações e paixões particulares, no rumo da universalização de sentimentos. Por esse motivo, com muita propriedade, nas diversas escolas religiosas, escutamos a intuição popular asseverando: «nossos anjos de guarda não combinam entre si», ou, ainda, «façamos uma oração aos anjos de guarda», reconhecendo-se, instintivamente, que os gênios familiares de nossa intimidade ainda se encontram no campo de afinidades específicas, e precisam, por vezes, de apelos à natureza superior para atenderem a esse ou àquele gênero de serviço. [4 - páginas 276/279] |
Páginas relacionadas:


