É oculta a ação dos Espíritos sobre a nossa existência e
quando
nos protegem, não o fazem de modo ostensivo. Se
vos fosse dado contar sempre com a ação deles, não obraríeis por vós mesmos
e o
vosso Espírito não progrediria. Para que este possa adiantar-se, precisa de
experiência, adquirindo-a
freqüentemente à sua custa. É necessário que exercite suas forças, sem o
que, seria
como a criança a quem não consentem que ande sozinha. A ação dos Espíritos
que vos querem
bem é sempre regulada de maneira que não vos tolha o livre-arbítrio,
porquanto, se não
tivésseis responsabilidade, não avançaríeis na senda que vos há de conduzir
a Deus. Não
vendo quem o ampara, o homem se confia às suas próprias forças. Sobre ele, entretanto,
vela o seu guia e, de tempos a tempos, lhe brada, advertindo-o do perigo.
[9a
- página 260 questão 501]
Quando
um Espírito protetor deixa
que seu protegido se transvie na vida, não
é porque não possa lutar contra os Espíritos_maléficos, mas porque não quer.
E não quer, porque das provas sai o seu
protegido mais instruído e perfeito. Assiste-o sempre com seus conselhos,
dando-os por meio
dos bons pensamentos que lhe
inspira, porém que quase nunca são atendidos. A fraqueza,
o descuido ou o orgulho do homem são exclusivamente o que empresta força aos maus
Espíritos, cujo poder todo advém do fato de lhes não opordes
resistência.
[9a
- página 259 questão 498]
Quando
o Espírito protetor, consegue trazer ao bom caminho o seu
protegido, constitui
isso um mérito que lhe é levado em conta, seja para seu progresso, seja para
sua felicidade. Sente-se ditoso quando vê bem sucedidos os seus esforços, o
que representa,
para ele, um triunfo, como triunfo é, para um preceptor, os bons êxitos do seu
educando. Entretanto, não é responsável pelo mau resultado de seus esforços.
Pois que fez o que de si dependia.
[9a
- página 260 questão 502]
O
Espírito protetor quando vê que seu protegido segue mau caminho, não
obstante
os avisos que dele recebe, compungem-no
os erros do seu protegido, a quem lastima. Tal aflição, porém, não tem
analogia com as angústias da paternidade terrena, porque ele sabe que há
remédio para o
mal e que o que não se faz hoje, amanhã se fará.
[9a
- página 260 questão 503]
A
CURA ou SOLUÇÃO - NEM SEMPRE
ALCANÇAMOS
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...Entre o auxílio e a solução vai sempre alguma distância em
qualquer dificuldade, e não podemos esquecer que cada um de nós possui
os seus próprios enigmas...
...Na vida eterna, a existência no corpo_físico, por mais longa,
é sempre curto período de aprendizagem. E não nos cabe olvidar que a
Terra é o campo onde ferimos a nossa batalha evolutiva. Dentro dos
princípios de causa_e_efeito, adquirimos os valores da experiência com
que estruturamos a nossa individualidade para as Esferas Superiores. A mente, em verdade, é o caminheiro buscando a meta da angelitude, contudo,
não avançará sem auxílio. Ninguém vive só. Os pretensos mortos
precisam amparar os companheiros em estágio na matéria densa, porquanto
em grande número serão compelidos a novos mergulhos_na_experiência_carnal. É da Lei que a sabedoria socorra a ignorância, que os melhores
ajudem aos menos bons. Os homens, cooperando com os Espíritos
esclarecidos e benevolentes, atraem simpatias preciosas para a vida
espiritual, e as entidades amigas, auxiliando os reencarnados, estarão
construindo facilidades para o dia de amanhã, quando de volta à lide
terrestre.
...No mundo habituamo-nos a esperar do Céu uma solução decisiva
e absoluta para inúmeros problemas que se nos deparam. Semelhante
atitude, porém, decorre de antiga viciação mental no Planeta.
Para maior clareza do assunto, rememoremos a exemplificação do Divino
Mestre. Jesus, o
Governador Espiritual do Mundo, auxiliou a doentes e aflitos, sem
retirá-los das questões fundamentais que lhes diziam respeito:
-
Zaqueu,
o rico prestigiado pela visita que lhe foi feita, sentiu-se
constrangido a modificar a sua conduta.
-
Maria
de Magdala, que lhe recebeu carinhosa atenção, não ficou livre
do dever de sustentar-se no árduo combate da renovação
interior.
-
Lázaro,
reerguido das trevas do sepulcro, não foi exonerado da obrigação de
aceitar, mais tarde, o desafio da morte.
-
Paulo
de Tarso foi por Ele distinguido com um apelo pessoal, às portas
de Damasco, entretanto, por isso, o apóstolo não obteve dispensa dos
sacrifícios que lhe cabiam no desempenho da nova missão.
Segundo
reconhecemos, seria ilógico aguardar dos desencarnados a liquidação
total das lutas humanas. Isso significaria furtar o trabalho que
corresponde ao sustento do servidor, ou subtrair a lição ao aluno
necessitado de luz.
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[28a
- página 172 ] - André Luiz
Dentro das leis da cooperação, será justo aceitar o braço amigo que se nos
oferece para a jornada salvadora, entretanto é imprescindível não esquecer
que cada qual de nós transporta consigo questões essenciais e necessidades
intransferíveis.
Desencarnados e encarnados, todos palmilhamos extenso campo de experimentações
e de provas,
condizentes com os impositivos de nosso crescimento para a imortalidade.
[28a - página 177 ] - André Luiz |