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Não é necessário o sono completo para a emancipação do
Espírito.
Basta que os sentidos entrem em torpor para que o Espírito recobre a sua liberdade.
Para se emancipar, ele se aproveita de todos os instantes de trégua que o corpo
lhe
concede. Assim se explica que imagens idênticas às que vemos, em sonho, vejamos estando apenas meio dormindo, ou em simples modorra. [9a - questão 407]
A libertação pelo sono é o recurso imediato de nossas manifestações de amparo fraterno.
São efeitos vários, ou de modalidades diversas, de uma mesma causa. Esses fenômenos, como os sonhos, estão na ordem da Natureza. Tal a razão por que hão existido em todos os tempos. A História mostra que foram sempre conhecidos e até explorados desde a mais remota antigüidade e neles se nos depara a explicação de uma imensidade de fatos que os preconceitos fizeram fossem tidos por sobrenaturais.
SERVIÇOS REALIZADOS DURANTE O SONO Quando encarnados, na Crosta, não temos bastante consciência dos serviços realizados durante o sono físico; contudo, esses trabalhos são inexprimíveis e imensos. Se todos os homens prezassem seriamente o valor da preparação espiritual, diante de semelhante gênero de tarefa, certo efetuariam as conquistas mais brilhantes, nos domínios psíquicos, ainda mesmo quando ligados aos envoltórios inferiores. Infelizmente, porém, a maioria se vale, inconscientemente, do repouso noturno para sair à caça de emoções frívolas ou menos dignas. Relaxam-se as defesas próprias, e certos impulsos, longamente sopitados durante a vigília (acordado), extravasam em todas as direções, por falta de educação espiritual, verdadeiramente sentida e vivida. [16a - página 80]
A determinadas horas da noite, três quartas partes da população de cada um dos hemisférios da Crosta Terrestre se acham nas zonas de contacto, no plano espiritual, e a maior percentagem desses semilibertos do corpo, pela influência natural do sono, permanecem detidos nos círculos de baixa vibração qual este em que nos movimentamos provisoriamente.
Por aqui, muitas vezes se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne. [96 - páginas 80]
"Nossos amigos da Crosta, parcialmente libertos da carne pela atuação do sono, afluem até aqui, todas as noites, trazidos por companheiros espirituais, com o fim de receberem socorros ou avisos necessários.
A Casa ransitória de Fabiano oferece recursos aos encontros oportunos. Não longe de mim, interessante menino, que aparentava nove a dez anos de idade, revestido de gracioso halo de luz, guiava uma senhora de passos incertos. Parecia enferma, incapaz de autocontrole.
O pequeno, porém, segurava-lhe firmemente a destra e, após saudar a Orientadora Irmã Zenôbia, respeitoso, exclamou para a matrona hesitante: Certamente, o filhinho, como tantos outros, conduz a genitora a gabinetes de auxilio". [40 - páginas 139/140] |
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