Esta página apresenta um estudo abrangente sobre o conceito de médium na perspectiva espírita e espiritualista, reunindo citações de obras fundamentais, conceituações e orientações práticas.
Definições e Conceitos Fundamentais
Médium deriva do latim "medium" (meio, intermediário) e designa pessoas dotadas da capacidade de estabelecer comunicação entre o mundo físico e o espiritual.
A página define "medianímico" como a qualidade ou faculdade espírita do médium, representando a força mediúnica.
Universalidade da Mediunidade
Segundo Emmanuel (1940) e "O Livro dos Médiuns", todos os seres humanos possuem algum grau de mediunidade, em diferentes níveis evolutivos.
Esta faculdade representa a promessa de novas percepções para a humanidade futura.
Contudo, a página observa que, embora a maioria possua rudimentos mediúnicos, existem raras pessoas que não os possuem.
A ideia central é que todos somos médiuns, funcionando como reflexores das forças que assimilamos pela focalização da energia mental.
A voz interior que fala ao coração é a dos bons Espíritos, e todos podem escutá-la através da razão, inteligência e intuição.
Classificação dos Médiuns
A página lista as principais categorias de médiuns segundo suas aptidões específicas:
Citando o médico-espiritualista Dr. Antônio Pinheiro Guedes (1842-1908), a página destaca que o médium é o instrumento capaz de registrar fenômenos espíritas, tornando-os evidentes e palpáveis.
Menciona pesquisadores como Dr. Paul Gibier, William Crookes, Arthur Conan Doyle e Camille Flammarion que utilizaram médiuns em seus estudos científicos. (Ver: Pesquisas científicas com médiuns)
Entre os médiuns históricos citados estão:
Teocléia (sacerdotisa de Delfos na época de Pitágoras),
André Luiz alerta que o médium não é um simples aparelho nem um escravo, mas um irmão da humanidade e aspirante à sabedoria.
Deve trabalhar livremente, renunciando a si mesmo com humildade.
Perfil dos Médiuns
Segundo Emmanuel (1938), muitos médiuns são almas que fracassaram no passado, com histórias de graves deslizes, que retornam à Terra para resgatar erros através do sacrifício e do auxílio a outros.
São espíritos arrependidos buscando reorganizar o que destruíram.
Estudo Científico da USP
A página apresenta resultados de pesquisa do psiquiatra Alexander Moreira de Almeida com médiuns espíritas de São Paulo, revelando:
46,5% com curso superior
76,5% mulheres
Menos de 3% desempregados
Idade média de 48 anos
Prevalência de transtornos mentais menor que a população geral
Maioria espírita há mais de 16 anos
Vivências mediúnicas iniciadas na infância
Advertências e Orientações
A página reúne diversas advertências:
Não buscar louros terrestres ou reconhecimento imediato
Evitar o desenvolvimento prematuro das faculdades psíquicas
Não fazer baixar os Espíritos superiores, mas aprender a subir até eles
Evitar a "glória mediúnica" e buscar ser instrumento fiel da Divindade
Desenvolver princípios divinos próprios antes da mediunidade
André Luiz (1954) alerta sobre médiuns que, por invigilância, dão ouvidos a elementos corruptores e caem em fascinações, tornando-se joguetes de adversários da luz que vampirizam suas forças. (Ver: Escolhos dos médiuns)
"Os Médiuns Julgados"
A página a presenta uma análise minuciosa da publicação na Revista Espírita, Janeiro de 1858 - Allan Kardec, com este título.
Outras Tradições
A página menciona que, no candomblé e na umbanda, os médiuns recebem o nome de "cavalo" ou "aparelho".
A página evidencia uma abordagem séria, fundamentada em literatura espírita clássica e estudos científicos, visando orientar sobre a natureza, responsabilidades e desafios da mediunidade.
Resumo elaborado com auxílio de inteligência artificial
(Claude, Anthropic, 2026)
Este resumo visa facilitar a compreensão inicial, mas o conteúdo completo da página contém detalhes importantes adicionais.
Todo
aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse
fato, médium.
Essa faculdade é
inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo.
Por
isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos.
Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns.
Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos
patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais
ou menos sensitiva.
É de notar-se, além disso, que essa faculdade não se
revela, da mesma maneira, em todos.
Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde
resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações.
Todos os homens têm o seu grau de mediunidade,
nas mais variadas posições evolutivas, e esse atributo do espírito
representa, ainda, a alvorada de novas percepções para o homem do futuro,
quando, pelo avanço da mentalidade do mundo, as criaturas humanas verão
alargar-se a janela acanhada dos seus cinco sentidos.
Na atualidade, porém, temos de reconhecer que no campo imenso das potencialidades psíquicas do homem existem os médiuns com tarefa definida, precursores das novas aquisições humanas.
É certo
que essas tarefas reclamam sacrifícios e se constituem, muitas vezes, de provações ásperas; todavia, se o operário busca a substância evangélica para a
execução de seus deveres, é ele o trabalhador que faz jus ao acréscimo
de misericórdia prometido pelo Mestre a todos os discípulos de
boa-vontade.
Encontramos o reflexo condicionado e a sugestão como ingredientes
indispensáveis na obra de educação e aprimoramento.
Urge reconhecer que a liberdade é tanto maior para a alma quanto maior a parcela de conhecimento que se lhe
debite no livro da existência.
Por isso mesmo, quanto mais cresça em possibilidades, nesse ou naquele
sentido, mais se lhe desdobram caminhos à visão,
constrangendo-a a vigiar sobre a própria escolha.
Mais extensa mordomia, responsabilidade mais extensa.
Isso acontece porque, com a intensificação de nossa influência, nesse ou
naquele campo de interesses, mais persistentes se
fazem os apelos em torno, para que não nos esqueçamos
do dever primordial a cumprir.
Quem
avança está invariavelmente entre a vanguarda e a retaguarda. E a
romagem para Deus é uma viagem de ascensão.
Toda
subida, quanto qualquer burilamento, pede suor e disciplina.
todos têm um Espírito que os dirige para o bem, quando
sabem escutá-lo.
Agora, que algumas comunicações eles estabelecem pela mediunidade particular, quando outros só o escutam pela voz do coração e da inteligência,
pouco importa, não deixa de ser o seu Espírito familiar que os aconselha.
Chamai-o...
Espírito;
razão;
inteligência;
é sempre uma voz que responde à vossa alma e vos dita
boas palavras.
Somente nem sempre as compreendeis.
Nem todos sabem agir
segundo os conselhos da razão, não
desta razão que se arrasta, que se roja em vez de marchar desta razão que
se perde em meio aos interesses materiais e grosseiros mas desta razão
que...
eleva o homem acima de si mesmo;
que o transporta às regiões desconhecidas;
chama sagrada que inspira o artista e o poeta;
pensamento divino que eleva o filósofo;
impulso que arrasta os indivíduos e os povos;
razão que o vulgo não compreende, mas que eleva o homem
e o aproxima de Deus mais que nenhuma outra criatura;
entendimento que sabe conduzi-lo do conhecido para o
desconhecido fazendo-o executar coisas sublimes.
Escutai, pois, essa voz interior esse bom gênio que vos
fala incessantemente, e chegareis, progressivamente, a ouvir o vosso anjo da
guarda, que vos estende a mão do alto do céu.
Repito: a voz íntima que
fala ao coração é a dos bons Espíritos; e é neste ponto que todos os homens são médiuns.
O texto evangélico, ante a luz da Doutrina Espírita, não se refere aos médiuns categorizando-os por fachos ou estrelas, anjos ou santos.
Com muita propriedade, reporta-se a eles como sendo árvores frutíferas.
E sabemos, à saciedade, que as árvores produzem segundo a própria espécie.
Não vivem sem irrigação e sem adubo;
entretanto, o excesso de uma e outro pode perdê-las.
Em verdade, não prescindem do cuidado e do carinho de cultivadores atentos;
contudo, se obrigam a tolerar vento e chuva, canícula e tempestade.
São abençoadas por ninhos e melodias de pássaros amigos;
todavia, suportam pragas que por vezes lhes carcomem as orças e pancadas de criaturas irresponsáveis que lhes furtam lascas e flores.
Registram a gratidão das almas boas que lhes recolhem o favor e a utilidade, mas agüentam o assalto de quantos lhes tomam a golpes de violência ramos e frutos.
E, conquanto estimáveis aos pomicultores, que lhes garantem a existência, são submetidas por eles mesmos à poda criteriosa e providencial, com vistas ao rendimento e melhoria da produção.
Assim também são os médiuns da Terra, postos no solo da experiência para a extensão do bem de todos.
E anotemos que, semelhantes às árvores preciosas, todos eles, por muito dignos, como sucede a qualquer criatura humana, se elevam em pensamento no rumo do Céu, conservando, porém, os próprios pés nas dificuldades e deficiências do chão.
... Os fatos que constituem o objeto do espiritismo não são sobrenaturais, nem mesmo extraordinários, senão porque escapam à observação dos que não sabem vê-los; eles são naturais, como tudo
quanto existe no Universo;
são comuns, ordinários e até freqüentes.
Mas para os ver, os observar,
aprender a notá-los e os reconhecer, quando e onde quer que se apresentem,
era preciso, descobrir o instrumento capaz de os registrar, tornando-os
evidentes e palpáveis.
Esse instrumento é o Médium.[...] (do livro Ciência Espírita, de Antônio Pinheiros Guedes; 8a ed., p. 41-42, 1992).
De acordo com o texto acima do médico-espiritualista, Dr. Antônio Pinheiro
Guedes (1842-1908), o médium é o
instrumento que pode ser usado na observação e nos registros dos fenômenos espíritas.
A metodologia mediúnica vem
sendo utilizada desde a Antiguidade e, ainda hoje, é a única que realmente
prevalece; mas, por ser ela essencialmente pessoal, subjetiva, os cientistas
têm dificuldades em aceitá-la, pois não a acham confiável.
Mas a despeito disso, muitos
cientistas já registraram suas observações sobre fenomenologia espírita
usando médiuns como ferramenta desse
estudo.
Esse foi o caso do Dr. Paul Gibier (1895-1900) - médico-bacteriologista
francês que foi Diretor da sucursal do Instituto Pasteur em Nova York.
Gibier se interessou por pesquisa psíquica em 1885; e, durante 10 anos, fez
experimentos tanto no seu laboratório como na sua casa de campo em Nova
York usando como médium uma mulher
conhecida como Sra. Salton.
Ele confirmou a realidade da fenomenologia psíquica
e tinha decidido levar essa médium consigo para a França, Inglaterra e Egito, quando inesperadamente foi morto
em um acidente.
No dia anterior a sua morte, ele havia relatado à sua
mulher, em tom jocoso, que havia sonhado que ia morrer.
Dr. Gibier escreveu
dois livros desse trabalho experimental que desenvolveu com a Sra. Salton: Spiritism
or Eastern Faquirism, em 1886; The Analysis of Things Existing[*],
em 1890.
Além de Paul Gibier, outros cientistas, vários intelectuais e escritores também
investigaram fenômenos sobre a vida do além-túmulo fazendo uso de médiuns.
Vários nomes famosos estão incluídos nesse grupo; dentre eles podemos
citar entre muitos outros:
O jornalista húngaro, autor de uma enciclopédia sobre fenômenos
psíquicos, Nando Fodor, etc.
Por outro lado, alguns médiuns também se tornaram mundialmente conhecidos por terem prestado seus serviços
mediúnicos a pessoas famosas; é esse o caso de ...
Teocléia que, na época em
que viveu Pitágoras na Grécia Antiga, era sacerdotisa do Templo de Delfos;
Eusapia Palladino, a primeira médium que trabalhou durante mais de 22 Anos
com vários cientistas psíquicos na Europa e na América;
Florence Cook,
que foi o instrumento mediúnico com o qual William Crookes fez seus
experimentos, e muitos outros ainda.
1. Pessoas acessíveis à influência dos Espíritos, e mais ou menos dotadas da faculdade de receber e
transmitir suas comunicações. Para os Espíritos, o médium é um intermediário,
um instrumento segundo a natureza ou o grau da faculdade mediúnica. Esta
faculdade depende de uma disposição orgânica especial, suscetível de
desenvolvimento.
2. Há uma diversidade de médiuns: falantes
(psicofonia),
escreventes (psicografia), videntes, audientes, curadores, etc...
http://www.espirito.org.br
(Link desativado)
Médium,
no candomblé e na umbanda recebem o nome de cavalo ou "aparelho".
QUEM SÃO OS MÉDIUNS NA SUA GENERALIDADE
Os médiuns, em sua generalidade, não
são missionários na acepção
comum do termo; são almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas, e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e
ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso.
O seu pretérito,
muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e de erros clamorosos.
Quase sempre, são Espíritos que tombaram dos cumes sociais, pelos abusos do
poder, da autoridade,da
fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande número de almas que desviaram das sendas luminosas...
São
almas arrependidas que procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam,
reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de
criminosas arbitrariedades e de condenável insânia.
...A possibilidade de comerciar emoções com as esferas invisíveis que vos rodeiam não representa, de modo algum, a
realização espiritual imprescindível à edificação divina de cada um
de nós, porque:
O
problema da glória mediúnica não consiste em ser instrumento
de determinadas Inteligências;
mas
em ser instrumento fiel da Divindade.
Para que a alma encarnada efetue semelhante conquista é indispensável desenvolva os seus próprios princípios divinos ...
Lembrai-vos, contudo, de que a Lei Divina jamais endossou o
cativeiro e nunca sancionou a escravidão!
Esquecestes a palavra
divina que pronunciou: “vós sois deuses”? ...
Acentuai o próprio equilíbrio e o Senhor vos abrirá a porta dos novos
conhecimentos!...
Em todos os labores terrestres, transformai-vos na Vontade de Nosso Pai!
E em vossos serviços de fé, não intenteis fazer baixar até vós os
Espíritos superiores, mas aprendei a subir até eles, conscientes de
que os caminhos de intercâmbio são os mesmos para todos e mais vale
elevar o coração para receber o infinito bem, que exigir o sacrifício
dos benfeitores!...
Buscando símbolo mais singelo, figuremos o médium como sendo uma ponte a ligar duas esferas, entre as quais se estabeleceu
aparente solução de continuidade, em virtude da diferenciação da matéria no campo vibratório.
Para ser instrumento relativamente
exato, é-lhe imprescindível haver aprendido a ceder, e nem todos os artífices
da oficina mediúnica realizam, a breve trecho, tal aquisição, que
reclama:
devoção
à felicidade do próximo;
elevada
compreensão do bem coletivo;
avançado
espírito de concurso fraterno;
e
de serena superioridade nos atritos com a opinião alheia.
Para
conseguir edificação dessa natureza, faz-se mister o refúgio freqüente à «moradia
dos princípios superiores».
A mente do servidor há de fixar-se nas zonas mais altas do ser, onde aprenderá o valor
das concepções sublimes, renovando-se e quintessenciando-se para constituir elemento padrão dos que lhe seguem a trajetória.
O homem, para auxiliar o presente, é obrigado a viver no futuro da raça.
A
vanguarda impõe-lhe a soledade e a incompreensão, por vezes dolorosas; todavia, essa condição representa
artigo da Lei que nos estatui adquirir para podermos dar.
Ninguém pode ensinar
caminhos que não haja percorrido.
Nasce daí, em se tratando da mediunidade
edificante, a necessidade de fixação das energias instrumentais no
santuário mais alto da personalidade.
Fenômenos
— não lhes importa a natureza — é forçoso reconhecer que assediam
a criatura em toda parte.
Cada mente com os seus raios, personalizando observações e interpretações.
E, conforme os raios que
arremessamos, erguer-se-nos-a o domicílio espiritual na onda de pensamentos a que nossas almas se afeiçoam.
Isso, em boa síntese,
equivale ainda a repetir com Jesus: A cada qual segundo suas obras.
[28a - página 12] EMMANUEL Pedro Leopoldo-MG,
3 de outubro de 1954
(Introdução do livro)
Os
orientadores da Espiritualidade procuram companheiros, não escravos.
O
médium digno da missão do auxílio não é um animal subjugado à canga, mas sim um irmão da Humanidade e um aspirante à Sabedoria. Deve
trabalhar e estudar por amor ...
É por isso que muitos começam a jornada
e recuam.
Livres para decidir quanto ao próprio destino, muitas vezes preferem
estagiar com indesejáveis companhias, caindo em temíveis fascinações.
Iniciam-se com entusiasmo na obra do bem, entretanto, em muitas circunstâncias
dão ouvidos a elementos corruptores que os visitam pelas brechas da invigilância.
Ou na sexualidade delinqüente, transformando-se em joguetes dos adversários da luz,
que lhes vampirizam as
forças, aniquilando-lhes as melhores possibilidades. Isso é da experiência de
todos os tempos e de todos os dias ...
É um
Espírito que deve ser livre e que, a fim de se prestar ao intercâmbio desejado...
precisa
renunciar a si mesmo, com abnegação e humildade, primeiros fatores na
obtenção de acesso à permuta com as regiões mais elevadas.
Necessita
calar, para que outros falem;
dar de si próprio, para que outros
recebam.
Em
suma, deve servir de ponte, onde se encontrem interesses diferentes.
Sem
essa compreensão consciente do espírito de serviço, não poderia atender aos
propósitos edificantes.
Naturalmente,
ele é responsável pela manutenção dos recursos interiores, tais como a tolerância, a humildade, a disposição fraterna, a paciência e o amor
cristão;
todavia,
precisam de cooperação do plano espiritual no sentido de manter os estímulos de natureza
exterior, porque se não tem pão, nem paz relativa, se lhe falta assistência
nas aquisições mais simples, não poderá ser exigido a colaboração,
redundante em sacrifício.
As
responsabilidades, portanto, estão conjugadas nos mínimos detalhes da tarefa a
cumprir.
O instrumento mediúnico é automaticamente
desclassificado se não tem a felicidade de exibir absoluta harmonia com os
desencarnados, no campo tríplice das forças...
Na literatura científica, muitas vezes os médiuns (que se comunicam com espíritos) são descritos como pessoas de baixa
escolaridade e renda.
Sua mediunidade deve ser entendida como um "mecanismo de defesa contra as opressões
sociais", ou como manifestação de algum quadro dissociativo ou psicótico.
No entanto, um estudo realizado
pelo psiquiatra Alexander Moreira de Almeida com médiuns espíritas da
cidade de São Paulo mostrou um perfil diferente: os médiuns apresentaram
um alto nível sócio-educacional e uma prevalência de transtornos
mentais menor do que a encontrada na população em geral.
Almeida constatou que 46,5% das
pessoas tinham curso superior, 76,5% eram mulheres, menos
de 3% estavam desempregados, e a idade média era de
48 anos.
A maioria era espírita há mais de 16 anos, vieram de famílias
não-espíritas e as vivências mediúnicas começaram na infância.
"Esse perfil sócio-demográfico
se encaixa no último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), que mostra um crescimento da proporção de espíritas conforme
aumenta a escolaridade da população", comenta o psiquiatra, que
apresentou sua tese de doutorado à Faculdade de Medicina (FMUSP), com
orientação do professor Francisco Lotufo Neto.
Os participantes do estudo
atuam em nove centros espíritas kardecistas da Capital, pertencentes à
Aliança Espírita Evangélica.
O médico aplicou um questionário sócio-demográfico
a 115 médiuns antes e depois das sessões espíritas.
Eles também
responderam a questões referentes à atividade mediúnica.
Almeida ainda
utilizou os questionários SRQ (Self-Report Psychiatric Screening
Questionnaire), que rastreia a presença de transtornos mentais, e o EAS (Escala de Adequação Social), que mostra
como a pessoa se relaciona em sociedade.
A partir dos resultados foram
selecionados 24 médiuns.
Eles foram analisados pelo SCAN (Schedules for
Clinical Assessment in Neuropsychiatry), um tipo de entrevista psiquiátrica
padrão e pelo DDIS (Dissociative Disorders Interview Schedule), um
questionário que detecta transtornos dissociativos (quando uma parte da
mente funciona de forma independente).
"É nessa categoria que os transes mediúnicos são habitualmente encaixados", explica o médico.
Fonte: Agência USP de Notícias
Publicado em: 12/05/2005
(Resumo da Revista Espírita, Janeiro de 1858 - Allan Kardec)
Contexto Histórico
O artigo responde a uma publicação do Scientific American (11 de julho de 1857) que foi utilizada por antagonistas do Espiritismo como argumento contra a Doutrina Espírita.
O Desafio de Boston
A proposta:
O Boston Courier ofereceu 500 dólares a quem reproduzisse fenômenos espíritas perante professores da Universidade de Cambridge.
Os participantes:
Dr. Gardner e várias pessoas que afirmavam comunicar-se com Espíritos
A Academia das Ciências ofereceu 2.500 francos a quem lesse de olhos vendados.
Apesar de fazê-lo facilmente em salões, nenhum sonâmbulo teve sucesso perante a Academia.
Análise de Kardec: A Ignorância dos Princípios Espíritas
Erro fundamental dos críticos:
Acreditam que fenômenos espíritas obedecem à vontade humana e podem ser produzidos mecanicamente.
A verdadeira natureza dos fenômenos:
A causa é inteiramente moral, não material
Os Espíritos agem quando e perante quem lhes agrada
Não obedecem a caprichos humanos
Manifestam-se espontaneamente, frequentemente quando menos se espera
Fatores que Afastam os Espíritos
Antipatia por certas pessoas - especialmente aquelas que querem testá-los
Perguntas sobre coisas conhecidas - consideram desnecessário responder o que já podemos verificar
Suspeita e desconfiança - afasta os Espíritos sérios
Falta de confiança - Espíritos superiores só falam aos que se dirigem com sinceridade
Analogia humana: Homens superiores não apreciam ser submetidos a perguntas ingênuas ou testes básicos que questionem seu conhecimento.
Resposta às Objeções
Questão:
Se os Espíritos querem fazer prosélitos, não deveriam convencer os céticos?
Resposta de Kardec:
É orgulho julgar-se indispensável ao êxito da causa
Espíritos não apreciam orgulhosos
Convencem a quem querem
Para pessoas sérias que buscam a verdade, as respostas obtidas já são prova suficiente
Ensinamentos dos Espíritos
Segundo consulta aos próprios Espíritos:
Podem provocar manifestações, mas nem todos estão aptos
Não se dobram aos caprichos humanos
Fazem não o que querem, mas o que lhes é permitido
Sua presença através de respostas deve bastar à gente séria
Referência Bíblica
Kardec cita Jesus (Mateus):
Quando escribas e fariseus pediram um prodígio, Jesus respondeu que àquela "geração má e adúltera" não seria dado outro senão o prodígio do profeta Jonas - demonstrando que sinais não são dados para satisfazer curiosidade vã.
Conclusão sobre Recompensas Materiais
Crítica fundamental:
Oferecer prêmios em dinheiro revela total desconhecimento da natureza das manifestações.
Princípios espíritas:
Espíritos desprezam cupidez, orgulho e egoísmo
Prêmio financeiro é motivo para não se manifestarem
Médiuns desinteressados obtêm muito mais que os motivados por lucro
Admirável é encontrar médiuns que aceitem submeter-se a provas por dinheiro
Mensagem central:
A autenticidade dos fenômenos espíritas não pode ser comprovada sob condições de teste materialista, pois sua natureza é moral e espiritual, dependendo de condições que fogem ao controle da vontade humana e da metodologia científica materialista.
Resumo elaborado com auxílio de inteligência artificial
(Claude, Anthropic, 2026)
Este resumo visa facilitar a compreensão inicial, mas o conteúdo completo da página contém detalhes importantes adicionais.
"Estudo sobre os Médiuns"
(Resumo da Revista Espírita, Janeiro de 1858 - Allan Kardec)
Importância do Estudo dos Médiuns
Os médiuns, como intérpretes das comunicações espíritas, desempenham papel de extrema importância.
É essencial estudar todas as causas que podem influenciá-los, tanto em seu próprio interesse quanto para aqueles que deles se servem como intermediários, permitindo julgar o grau de confiança que merecem as comunicações recebidas.
Categorias Principais de Médiuns
Kardec estabelece que, embora todos sejam mais ou menos médiuns, convencionou-se dar esse nome aos que apresentam manifestações patentes e facultativas.
Duas categorias principais:
Médiuns de efeitos físicos
Médiuns de comunicações inteligentes
Variedades dos médiuns de comunicações inteligentes:
Escreventes ou psicógrafos (os mais comuns)
Desenhistas
Falantes
Auditivos
Videntes
Subclasses:
Poetas
Músicos
Poliglotas (derivados dos escreventes e falantes)
Médiuns Psicógrafos: Mecânicos e Intuitivos
Médiuns Mecânicos
O impulso da mão é independente da vontade
A mão se move por si
O médium não tem consciência do que escreve
Seu pensamento pode estar dirigido para outra coisa
Médiuns Intuitivos
O Espírito age sobre o cérebro
O pensamento do Espírito atravessa o pensamento do médium sem confusão
O médium tem consciência do que escreve
Muitas vezes tem consciência prévia (a intuição precede o movimento da mão)
O pensamento expresso não é do médium
Analogia do intérprete:
Como alguém que traduz entre duas pessoas que não falam a mesma língua - tem consciência dos pensamentos, mas não são seus.
Valor Comparativo
Quanto à convicção:
Médiuns mecânicos valem mais como meio de convicção inicial
Após adquirida a convicção, não há preferência útil
Critério essencial:
A atenção deve concentrar-se na natureza das comunicações
O importante é a aptidão do médium para receber comunicações de bons ou maus Espíritos
Determinar se ele é bem ou mal assistido
Isso define o grau de confiança que merece
Desafio do Médium Intuitivo
Dificuldade principal:
Distinguir seus próprios pensamentos daqueles que lhe são sugeridos
Como resolver:
Exercício frequente
Participar de numerosas evocações
Surgirão circunstâncias e particularidades das quais não poderia ter conhecimento prévio
Isso demonstrará de modo irrecusável a independência do seu Espírito
Aptidões Especiais e Flexibilidade
Kardec observa que as diferentes variedades de médiuns repousam sobre aptidões especiais cujo princípio ainda não é bem conhecido.
Descoberta importante:
Não é mais fácil para um médium escrever versos que prosa, mesmo sendo mecânico
Nem todos são aptos para desenho, poesia ou música
Alguns médiuns ignorantes possuem faculdade intuitiva e flexibilidade que os tornam instrumentos dóceis
Exemplo de Bernard Palissy: Quando perguntado por que escolheu Victorien Sardou (que não sabia desenhar) para fazer seus admiráveis desenhos, respondeu: "porque o acho mais flexível"
Observação interessante: Espíritos recusam-se a ditar versos a médiuns que conhecem poesia, mas os ditam encantadores a outros que desconhecem as regras - prova do livre arbítrio dos Espíritos e da inutilidade de querer submetê-los ao nosso capricho.
Orientações aos Médiuns
Recomendações de Kardec:
Seguir o impulso dado conforme sua aptidão natural
Aperfeiçoar a aptidão que possui pelo exercício
Não tentar adquirir aptidões que lhe faltam - seria inútil e prejudicial
Citando La Fontaine: "Forçando o nosso talento, nada faríamos com perfeição"
Se o médium possui faculdade preciosa:
Contentar-se com ela
Não buscar vã satisfação do amor-próprio em outra faculdade
Isso enfraqueceria a faculdade primordial
Se deve adquirir nova faculdade, virá espontaneamente, não por efeito de sua vontade
Efeitos Físicos vs. Comunicações Inteligentes
Características dos Efeitos Físicos
Natureza:
Constituem categoria bem nítida
Raramente se aliam às comunicações inteligentes de elevado alcance
São peculiares aos Espíritos de classes inferiores
Comparação: como entre nós a exibição de força aos trapezistas
Espíritos batedores:
Estão na classe inferior
Agem por conta própria para divertir-se ou vexar
Às vezes agem por ordem de Espíritos superiores (como trabalhadores)
Uso pelos Espíritos Superiores
Princípio importante:
Seria absurdo pensar que Espíritos superiores se divirtam batendo em mesas
Usam tais meios através de intermediários para convencer ou comunicar-se
Apenas quando não há outros meios disponíveis
Abandonam-nos logo que podem agir de modo mais rápido e direto
Analogia: como abandonamos o telégrafo aéreo quando tivemos o elétrico
Valor dos Efeitos Físicos
Não devem ser desprezados porque:
Representam meio de convicção para muitos
Oferecem precioso estudo sobre forças ocultas
Mas:
Espíritos os recusam aos que deles não necessitam
Aconselham a não se ocupar com eles de modo especial
Mensagem do Espírito São Luís
Escrevendo na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, São Luís faz distinção crucial:
Sobre as mesas girantes:
"Zombaram das mesas girantes, mas não zombarão jamais da filosofia da sabedoria e da caridade que brilham nas comunicações sérias"
Foram o vestíbulo da Ciência - onde ao entrar devemos deixar os preconceitos
Orientação:
Fazer demonstrações físicas, ver e escutar
Mas haja compreensão e amor
"Que esperais parecer nos olhos dos Espíritos superiores, quando fazeis girar uma mesa? Ignorantes"
O sábio não perde tempo recordando o ABC da Ciência
Quem rebusca comunicações inteligentes e instrutivas será considerado homem sério em busca da verdade
Consequências de Abandonar Comunicações Elevadas
Princípio de assistência espiritual:
Quem recebe comunicações elevadas deve-as à assistência dos bons Espíritos
É prova da simpatia deles
Perigo da mudança:
Renunciar a elas e procurar efeitos materiais é "deixar uma sociedade escolhida por outra inferior"
Querer aliar as duas coisas é atrair seres antipáticos
Nesse conflito: os bons se vão e ficam os maus
Conclusão de Kardec
Sobre médiuns de efeitos físicos:
Têm sua razão de ser e fim providencial
Prestam incontestáveis serviços à Ciência Espírita
Mas:
Quando um médium possui faculdade que o põe em contato com seres superiores, não se compreende que dela abdique
Só o faria por ignorância
Advertência final:
"Muitas vezes, a ambição de querer ser tudo faz com que se acabe não sendo nada"
Síntese do Ensinamento
Este artigo estabelece critérios práticos para compreender e avaliar a mediunidade:
O valor do médium está na qualidade das comunicações, não na variedade de faculdades
Cada médium deve cultivar sua aptidão natural, sem forçar outras que não possui
Efeitos físicos são legítimos mas inferiores às comunicações inteligentes elevadas
A assistência espiritual é determinada pela qualidade moral e pela seriedade do propósito
A ambição de possuir múltiplas faculdades pode destruir a principal
O discernimento sobre a natureza das comunicações é mais importante que o tipo de mediunidade
Resumo elaborado com auxílio de inteligência artificial
(Claude, Anthropic, 2026)
Este resumo visa facilitar a compreensão inicial, mas o conteúdo completo da página contém detalhes importantes adicionais.
LINKs:
Fenomenologia das
experiências mediúnicas, perfil e psicopatologia de médiuns
espíritas - da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo para obtenção do
título de Doutor em Ciências - Alexander
Moreira de Almeida