• Desobsessão, em sentido amplo, é o processo de regeneração da Humanidade.
    É o ser humano desvinculando-se do passado sombrio e vencendo a si mesmo.
  • Em sentido restrito, é o tratamento das obsessões, orientado pela Doutrina Espírita.

Em qualquer sentido, representa (...) o processo de libertação, tanto para o algoz[obsessor] quanto para sua vítima [obsidiado].

Deve ser entendida, ainda, como (...) remédio moral específico, arejando os caminhos mentais em que nos cabe agir, imunizando-nos contra os perigos da alienação e estabelecendo vantagens ocultas em nós, para nós e em torno de nós, numa extensão que, por enquanto, não somos capazes de calcular.

Através dela, desaparecem doenças-fantasmas, empeços obscuros, insucessos, além de obtermos, com o seu apoio espiritual, mais amplos horizontes ao entendimento da vida e recursos morais inapreciáveis para agir, diante do próximo, com desapego e compreensão.

[61 - página 259]

Linha_H_Sombra
O conhecimento da problemática obsessão/desobsessão exige tempo, dedicação e estudo.

Nem sempre conseguiremos resultados imediatos. Mister se faz confiar na Divina Providência e insistir.

É uma tarefa sacrificial que demanda paciência e humildade como normativas disciplinantes.

Considerando, pois, toda essa complexidade que a desobsessão envolve, devemos confiar na misericórdia de Jesus, lembrando que Ele ...

  • não se impôs a ninguém.
  • Não pretendeu transformar ninguém num só golpe.
  • Semeou sua mensagem de amor, amando sem queixas e sem imposições de qualquer natureza, espalhando, através da renunciação aos gozos terrenos, as bases da felicidade e da paz.
  • E diante dos obsidiados, amando perseguidos e perseguidores, lecionou misericórdia, libertando os obsessos dos seus obsessores, dizendo-lhes, porém, com segurança e sem qualquer retórica:

    • Não tornes a pecar, como a afirmar que a saúde é bem que nasce no coração e se expande estuante por toda a parte.


[61 - página 265]


Linha_H_Sombra
O perseguidor (obsessor), reconhecido como tal, entre os encarnados, pode revelar modificações, mas talvez a suposta vítima (obsidiado) não esteja convertida.

Na obsessão, as dificuldades não são unilaterais.

O eventual afastamento do perseguidor nem sempre significa a extinção da dívida.

E, em qualquer parte do Universo receberemos sempre de acordo com as nossas próprias obras.

[16a - página 295]
André Luiz


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A obsessão é sempre uma prova, nunca um acontecimento eventual.

No seu exame, contudo, precisamos considerar os méritos da vítima e a dispensa da misericórdia divina a todos os que sofrem.

  • Para atenuar ou afastar os seus efeitos, é imprescindível o sentimento do amor universal no coração da quele que fala em nome de Jesus.
  • Não bastarão as fórmulas doutrinárias.
  • É indispensável a dedicação, pela fraternidade mais pura.
  • Os que se entregam à tarefa da cura das obsessões precisam ponderar, antes de tudo, a necessidade de iluminação interior do médium perturbado, porquanto na sua educação espiritual reside a própria cura.
  • Se a execução desse esforço não se efetua, tende cuidado, porque, então, os efeitos serão extensivos a todos os centros de força orgânica e psíquica.
  • O obsidiado que entrega o corpo, sem resistência moral, às entidades ignorantes e perturbadas, é como o artista que entregasse seu violino precioso a um malfeitor, o qual, um dia, poderá renunciar à posse do instrumento que lhe não pertence, deixando-o esfacelado, sem que o legitimo, mas imprevidente dono, possa utilizá-lo nas finalidades sagradas da vida.

[41a - página 218]
EMMANUEL - 1940


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Em casos de obsessão, em que a paciente ainda pode reagir com segurança, faz-se indispensável o curso pessoal de resistência.

Não adianta retirar a sucata que perturba um imà, quando o próprio imã continua atraindo a sucata.


[96 - páginas 141]

André Luiz


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... Para os trabalhos da reunião que congregava nove pessoas terrestres, vinte e um colaboradores espirituais se movimentaram em nosso círculo de ação.

Gúbio (instrutor de André Luiz) e Sidônio (o diretor espiritual dos trabalhos), em esforço conjugado, efetuaram operações magnéticas ao redor de Margarida, desligando finalmente os “corpos ovóides” que foram entregues a uma comissão de seis companheiros que os conduziram, cuidadosamente, a postos socorristas.


[96 - páginas 200]

André Luiz


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AUXÍLIO EM DESOBSESSÃO

A desobsessão em si nasce originariamente da palavra esclarecedora, através do estudo, mas, em muitos casos, na lei das provas necessárias, possuímos instrumentos vários de auxílio a ela, tais quais sejam:

  • Afeições contrariadas - recursos de frenagem, sustando a queda em dramas passionais de resultados imprevisíveis;
  • Desgostos domésticos – válvulas de contenção, impedindo a reincidência em falhas morais;
  • Parente infeliz – advertência constante, obstando a ingerência em faixas de crítica destrutiva;
  • Filho-problema – socorro da Providência Divina, trazendo para dentro de casa o credor de existências passadas, que incomodaria muito mais se estivesse por fora;
  • Doença irreversível – dreno para o escoamento gradativo dos agentes mórbidos, ainda suscetíveis de ligar a criatura com as inteligências enquistadas na criminalidade;
  • Moléstias comuns – desligamento de tomadas mentais capazes de estabelecer conexão com o enredo sutil das trevas;
  • Decepção – choque reparador da lucidez espiritual.
  • Idiotia – longa pausa do espírito, diligenciando realizar o próprio reajustamento, ante a Vida Superior

A reencarnação é sempre evolução, recapitulação, ensino, aprendizado e reaprendizado e tudo isso custa esforço, obstáculo, suor; entretanto, em muitas circunstâncias, é trabalho expiatório, regeneração ou processo curativo.

Por isso mesmo, para as criaturas que se encontram em resgate, nos domínios da culpa, a área terrestre em que se encontram pode ser considerada como sendo região hospitalar e o corpo físico é interpretado por cela de tratamento, com a equipe doméstica, seja na consangüinidade ou nos contatos de serviço, mantendo a terapia de grupo.

Amemos, estudemos, sirvamos, perdoemos e auxiliemos aos outros e a desobsessão será sempre a nossa precisa libertação por bendita luz a brilhar no caminho.


[136 - capítulo 43]

Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz


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DESOBSESSÃO SEMPRE
  • Se você aspira receber, procure dar.
  • Se você deseja a estima alheia, proporcione apreço sincero aos semelhantes.
  • Se quer auxílio, auxilie.
  • Se aguarda compreensão, compreenda.
  • Se algum de nós observa a presença do mal por fora, vejamo-lo, por dentro, a fim de saber se não estamos em condições de estendê-lo.
  • Se esperas desculpas às próprias faltas, esqueça, - mas esqueçamos, de todo coração, - as faltas dos outros.
  • Se a irritação nos destempera, silenciemos a palavra, até que passe a tormenta da ira.
  • Se você não aprecia respostas desagradáveis, não faça perguntas irreverentes.
  • Se sonha elevar-se, eleve também os companheiros.
  • Se dispõe de tempo a perder, ganhe tempo no trabalho ou no estudo.

Desobsedar-se
alguém, na essência, será libertar-se da sombra e ninguém se livra da sombra sem fazer luz.


[136 - capítulo 47]

Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz


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OBSESSÃO E CURA

  • A reencarnação solicita nove meses de base no claustro materno, a fim de que venha a estabelecer domínio sobre o corpo e não se requere do espírito nada menos de sete anos sucessivos de esforço, e de ensaio, para que se lhe consolide a segurança na experiência física.
  • Um certificado de competência nas profissões liberais custa habitualmente quase quatro lustros de estudos incessantes.
  • Uma árvore frutífera deve aguardar a passagem de muitas estações, até que consiga fornecer os frutos da própria espécie.
  • O carvalho ou a peroba para oferecerem material de construção necessitam de muitas décadas de trabalho silencioso, na organização da própria estrutura.
  • O carvão para converter-se em diamante requisita séculos de apoio no laboratório da natureza.

Em qualquer progresso ou desenvolvimento de aquisições do mundo, nada se obtém sem paciência, amor, educação e serviço; como quereis, meus irmãos da Terra, que a obsessão - que é frequentemente desequilíbrio cronificado da alma, - venha a desaparecer sem paciência, amor, educação e serviço, de um dia para o outro?


[136 - capítulo 48]

Francisco Cândido Xavier
Espírito Albino Teixeira


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PRECE EM DESOBSESSÃO

Deus de Infinita Bondade!


Na supressão dos conflitos, em que nos inimizamos uns com os outros, induze-nos a ver, na condição de perseguidos, se não temos sido perseguidores.


Em colhendo aflições e lágrimas, faze-nos observar se não temos semeado lágrimas e aflições nas estradas alheias.


Ajuda-nos a receber ofensas por medicação que nos cure as enfermidades do espírito, e a acolher em nosso adversário instrumentos da vida, que nos experimentam a capacidade de compreender e servir, conforme os preceitos que Jesus exemplificou.

Não me deixes, oh! Pai de Misericórdia, identificar nos companheiros menos felizes que nos imponham problemas senão irmãos com que necessitamos recompor o próprio caminho, em bases de fraternidade e paz.


Auxilia-nos a verificar que todo processo de obsessão é compartilhado pela vítima e pelo agressor; leva-nos a reconhecer que unicamente com a luz do bem é que dissiparemos a sombra do mal; e ensina-nos oh! Deus de Infinita Sabedoria, que o amor, - e só o amor,- é a tua vontade para todas as criaturas, em toda parte e para sempre.


Assim seja.

[136 - capítulo 50]
Francisco Cândido Xavier
Espírito Albino Teixeira


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O Dirigente

O dirigente das tarefas de desobsessão não pode esquecer que a Espiritualidade Superior espera nele o apoio fundamental da obra.

Direção e discernimento Bondade e energia Certo, não se lhe exigirão qualidades superi res à do homem comum; no entanto, o orientador da assistência aos desencarnados sofredores precisa compreender que as suas funções, diante dos mé- diuns e frequentadores do grupo, são semelhantes às de umpai de família, no instituto doméstico.

Autoridade fundamentada no exemplo.

Hábito de estudo e oração.

Dignidade e respeito para com todos.

Afeição sem privilégios.

Brandura e firmeza Sinceridade e entendimento.

Conversação construtiva .

Para manter-se na altura moral necessária, o diretor dispensará a todos os componentes do conjunto a atenção e o carinho idênticos àqueles que um professor reto e nobre cultiva perante os alunos, e, como se erguerá, perante os Instrutores Espirituais, na posição de médium esclarecedor mais responsável, designará dois a três companheiros do conjunto, para serem médiuns esclarecedores, sob a orientação dele próprio, a fim de que se lhe façam assessores em serviço e o substituam nos impedimentos justificados.

[138 - capítulo 13]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz


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Componentes da reunião

Os componentes da reunião, que nunca excederão o número de catorze, conservem, acima de tudo, elevação de pensamentos e correção de atitudes, antes, durante e depois de cada tarefa.

Nenhuma preocupação com paramentos ou vestes especiais.

Compenetrem-se de que se acham no recinto, exercendo fraternalmente um mandato de confiança.

Na Doutrina Espírita não há lugar para fé cega.

Evitem-se, entanto, no ambiente da desobsessão, pesquisas ociosas e vãs indagações, críticas e expectações insensatas.

Todos os componentes da equipe assumirão funções específicas.

Num grupo de 14 integrantes, por exemplo, trabalharão 2 a 4 médiuns esclarecedores; 2 a 4 médiuns passistas e 4 a 6 médiuns psicofônicos.

Os médiuns esclarecedores e passistas, além dos deveres específicos que se lhes assinala, servirão, ainda, na condição de elementos positivos de proteção e segurança para os médiuns psicofônicos, sempre que estes forem mobilizados em serviço.

Imprescindível reconhecer que todos os participantes do conjunto são equiparáveis a pilhas fluídicas ou lâmpadas, que estarão sensibilizadas ou não para os efeitos da energia ou da luz que se lhes pede em auxílio dos que jazem na sombra de espírito.

Daí o imperativo do teor vibratório elevado nos componentes da reunião, a fim de que os doentes da alma se reaqueçam para o retorno ao equilíbrio e ao discernimento.

Os componentes encarnados da reunião não se rendam ao sono nas tarefas dedicadas à desobsessão, para se evitarem desdobramentos desnecessários da personalidade, cabendo-nos salientar igualmente que nas realizações dessa natureza não devem comparecer quaisquer outras demonstrações ou experiências de mediunidade.

[138 - capítulo 20]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Chegada inesperada de doente

Em algumas ocasiões aparece um problema súbito: a chegada de enfermos ou de obsidiados sem aviso prévio, sejam adultos ou crianças.

Necessário que o discernimento do conjunto funcione, ativo.

Na maioria dos acontecimentos dessa ordem, o doente e os acompanhantes podem ser admitidos por momentos rápidos, na fase preparatória dos servigos programados, recebendo passes e orientação para que se dirijam a órgãos de assistência ou doutrinação competentes, trabalho esse que será executado pelos componentes que o diretor da reunião designará.

Findo o socorro breve, retirar-se-ão do recinto.

Nesses casos se enquadram igualmente os obsessos apenas influenciados ou fixados em fase inicial de perturbação, para os quais o contacto com os comunicantes, menos felizes ou francamente conturbados, sem a devida preparação, é sempre inconveniente ou prejudicial, pela suscetibilidade e pelas sugestões negativas que apresentam na semilucidez em que se encontram.

Diante, porém, dos processos da obsessão indiscutivelmente instalada, o grupo deve e pode acolher o obsidiado e seus acompanhantes, acomodando-os no banco ou nas cadeiras, colocadas à retaguarda, onde receberão a assistência precisa.

[138 - capítulo 23]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Médiuns esclarecedores

Na equipe em serviço, os médiuns esclarecedores, mantidos sob a condução e inspiração dos Benfeitores Espirituais, são os orientadores da enfermagem ou da assistência aos sofredores desencarnados.

Constituídos pelo dirigente do grupo e seus assessores, são eles que os instrutores da Vida Maior utilizam em sentido direto para o ensinamento ou o socorro necessários.

Naturalmente que a esses companheiros compete um dos setores mais importantes da reunião.

Vejamos alguns dos itens do trabalho fundamental que se lhes assinala:

1. Guardarem atenção no campo intuitivo, a fim de registarem, com segurança, as sugestões e os pensamentos dos benfeitores espirituais que comandam as reuniões;

2. Tocar no corpo do médium em transe somente quando necessário;

3. Estudar os casos de obsessão, surgidos na equipe de médiuns psicofônicos, que devam ser tratados na órbita da psiquiatria, a fim de que a assistência médica seja tomada na medida. aconselhável;

4. Cultivar o tato psicológico, evitando atitudes ou palavras violentas, mas fugindo da doçura sistemática que anestesia a mente sem renová-la, na convicção de que é preciso aliar raciocínio e sentimento, compaixão e lógica, a fim de que a aplicação do socorro verbalista alcance o máximo rendimento;

5. Impedir a presença de crianças nas tarefas da desobsessão.

Outros aspectos de suas funções são lembrados nos capítulos 13 e 32 a 37.

[138 - capítulo 24]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Equipe mediúnica: psicofônicos

Na obra da desobsessão, os médiuns psicofônicos são aqueles chamados a emprestar recursos fisiológicos aos sofredores desencarnados para que estes sejam socorridos.

Deles se pede atitude de fé positiva, baseada na certeza de que a Espiritualidade Superior lhes acompanha o trabalho em moldes de zelo e supervisão.

Compreendendo que ninguém é chamado por acaso a tarefa de tamanha envergadura moral, verificarão facilmente que, da passividade construtiva que demonstrem, depende o êxito da empreitada de luz e libertação em que foram admitidos.

Atentos à função especial de colaboradores e medianeiros em que se acham situados, é justo se lhes rogue o cuidado para alguns pontos julgados essenciais ao êxito e à seguranca da atividade que se lhes atribui:

1 — desenvolvimento da autocrítica;

2 — aceitação dos próprios erros, em trabalho medianímico, para que se lhes apure a capacidade de transmissão;

3 — reconhecimento de que o médium é o responsável pela comunicação que transmite;

4 — abstenção de melindres ante apontamentos dos esclarecedores ou dos companheiros, aproveitando observações e avisos para melhorar-se em serviço;

5 — fixação num só grupo, evitando as inconveniências do compromisso de desobsessão em várias equipes ao mesmo tempo;

6 — domínio completo sobre si próprio, para aceitar ou não a influência dos Espíritos desencarnados, inclusive reprimir todas as expressões e palavras obscenas ou injuriosas, que essa ou aquela entidade queira pronunciar por seu intermédio;

7 — interesse real na melhoria das próprias condições de sentimento e cultura;

8 — defesa permanente contra bajulações e elogios, conquanto saiba agradecer o estimulo e a amizade de quantos lhes incentivem o coração ao cumprimento do dever;

9 — discernimento natural da qualidade dos Espíritos que lhes procurem as faculdades, seja pelas impressões de presença, linguagem, eflúvios magnéticos, seja pela conduta geral;

10 — uso do vestuário que lhes seja mais cômodo para a tarefa, alijando, porém, os objetos que costumem trazer jungidos ao corpo, como sejam relógios, canetas, óculos e jóias.

[138 - capítulo 25]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Equipe mediúnica: passistas

Entre os seareiros do bem que integram o conjunto, destaca-se, como sendo de particular valimento, a colaboração dos médiuns passistas, que permanecerão atentos ao concurso eventual que se lhes peça, no transcurso da reunião.
(Ver: Processo do passe)

Diligência e devotamento.

Vigilância e espontaneidade.

Agora é um problema que irrompe entre os próprios colegas de atividade; em seguida, um que outro médium psicofônico possivelmente caído em exaustão; depois, o pedido de auxílio para esse ou aquele dos assistentes a lhes solicitarem concurso, e, por fim, a assistência de rotina, na fase terminal do trabalho.

Os medianeiros do passe traçarão a si mesmos as disciplinas aconselháveis em matéria de alimentação e adestramento, a fim de corresponderem plenamente ao trabalho organizado para o grupo em sua edificação assistencial, entendendo-se que os médiuns esclarecedores, se necessário, acumularão também as funções de médiuns passistas, mas não a de psicofônicos, de modo a não se deixarem influenciar por Espíritos enfermos.

[138 - capítulo 26]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Manifestação inicial do mentor

(Muito Importante)

Feita a oração inicial, o dirigente e a equipe mediúnica esperarão que o mentor espiritual do grupo se manifeste pelo médium psicofônico indicado.

Essa medida é necessária, porquanto existem situações e problemas, estritamente relacionados com a ordem doutrinária do serviço, apenas visíveis a ele, e o amigo espiritual, na condição de condutor do agrupamento, perante a Vida Maior, precisará dirigir-se ao conjunto, lembrando minudências e respondendo a alguma consulta ocasional que o dirigente lhe queira fazer, transmitindo algum aviso ou propondo determinadas medidas.

Esse entendimento, no limiar do programa de trabalho a executar-se, é indispensável à harmonização dos agentes e fatores de serviço, ainda mesmo que o mentor se utilize do medianeiro tão-só para uma simples oração que, evidentemente, significará tranquilidade em todos os setores da instrumentação.

[138 - capítulo 30]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Consultas ao mentor

Começada a reunião, o dirigente, por vezes, tem necessidade de ouvir o mentor espiritual para o exame de assuntos determinados.

Frequentemente, é um amigo que deseja acesso à reunião e que não pode ser acolhido sem a consulta necessária; de outras, é a localização mais aconselhável para as visitas que venham a ocorrer, é a ministração de socorro medicamentoso ou magnético a esse ou àquele companheiro que se mostre subitamente necessitado de assistência, é a pergunta inevitável e justa em derredor de problemas que sobrevenham no mecanismo da equipe, ou o pedido de cooperação em casos imprevisíveis.

Nessas circunstâncias, o dirigente esperará que o mentor finalize a pequena instrução de início, através do médium responsável, e formulará as indagações que considere inevitáveis e oportunas.

[138 - capítulo 31]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Manifestação de enfermo espiritual (I)

As manifestações de enfermos espirituais irão até o limite de uma hora a uma hora e meia, na totalidade delas, para que a reunião perdure no máximo por duas horas, excluída a leitura inicial.

O Espírito desencarnado em condição de desequilíbrio e sofrimento utiliza o médium psicofônico (ou mais propriamente, o médium de incorporação), com as deficiências e angústias de que é portador, exigindo a conjugação de bondade e segurança, humildade e vigilância no companheiro que lhe dirige a palavra.

Natural venhamos a compreender no visitante dessa qualidade um doente, para quem cada frase precisa ser medicamento e bálsamo.

Claro que não será possível concordar com todas as exigências que formule; no entanto, não é justo reclamar-lhe entendimento normal de que se acha ainda talvez longe de possuir.

Entendamos cada Espírito sofredor qual se nos fôsse um familiar extremamente querido, e acertaremos com a porta íntima, através da qual lhe falaremos ao coração.

[138 - capítulo 32]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Manifestação de enfermo espiritual (II)

Os médiuns esclarecedores, pelo que ouçam do manifestante necessitado, deduzam qual o sexo a que ele tenha pertencido, para que a conversação elucidativa se efetue na linha psicológica ideal; analisem, sem espírito de censura ou de escândalo, os problemas de animismo ou mistificação inconsciente que porventura venham a surgir, realizando o possível para esclarecer, com paciência e caridade, os médiuns e os desencarnados envolvidos nesses processos de manifestações obscuras, agindo na equipe com o senso de quem retira criteriosamente um desajuste do corpo sem comprometer as demais peças orgânicas; anulem qualquer intento de discussão ou desafio com entidades comunicantes, dando mesmo razão, algumas vezes, aos Espíritos infelizes e obsessores, reconhecendo que nem sempre a desobsessão real consiste em desfazer o processo obsessivo, de imediato, de vez que, em casos diversos, a separação de obsidiado e obsessor deve ser praticada lentamente; e pratiquem a hipnose construtiva, quando necessário, no ânimo dos Espíritos sofredores comunicantes, quer usando a sonoterapia para entregá-los à direção e ao tratamento dos instrutores espirituais presentes, efetuando a projeção de quadros mentais proveitosos ao eselarecimento, improvisando ideias providenciais do ponto de vista de reeducação, quer sugerindo a produção e ministração de medicamentos ou recursos de contenção em favor dos desencarnados que se mostrem menos acessíveis à enfermagem do grupo.

[138 - capítulo 33]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Manifestação de enfermo espiritual (IV)

Convém observar que há médiuns psicofônicos para quem os Amigos Espirituais designam determinados tipos de manifestantes que lhes correspondam às tendências, caracteres, formação moral e cultural, especializando-lhes as possibilidades mediúnicas.

Urge não confundir esse imperativo do trabalho de intercâmbio com o chamado animismo ou supostas mistificações inconscientes.

[138 - capítulo 35]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Manifestação de enfermo espiritual (V)

Os médiuns esclarecedores permanecerão atentos aos característicos dos manifestantes em desequilíbrio, de vez que entre estes se encontram, frequentemente, sofredores que comparecem pela primeira vez, bem como os reincidentes sistemáticos, os companheiros infelizes do pretérito alusivo aos integrantes da reunião e recém-desencarnados em desorientação franca, os suicidas e homicidas, os casos de zoantropia e de loucura, os malfeitores trazidos à desobsessão para corrigendas e os irmãos tocados de exotismos por terem desencarnado recentemente em terras estrangeiras, as inteligências detidas no sarcasmo e na galhofa, os vampirizadores conscientes e inconscientes interessados na ocultação da verdade, e toda uma extensa família de Espíritos necessitados, nos vários graus de sombra e sofrimento que assinalam a escala da ignorância e da crueldade.

Imperioso observar que todos são carecedores de compreensão e tratamento adequados, cada qual na dor ou no problema em que se exprimem, exigindo paciência, entendimento, socorro e devotamento fraternais.

Desobsessão não se realiza sem a luz do raciocínio, mas não atinge os fins a que se propõe, sem as fontes profundas do sentimento.

[138 - capítulo 36]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Esclarecimento

O dirigente do grupo, que contará habitualmente com dois ou três assessores em exercício para o trabalho do esclarecimento e do amparo reeducativo aos sofredores desencarnados, assumirá o comando da palavra, seja falando diretamente com os irmãos menos felizes, através dos médiuns psicofônicos, seja indicando para isso um dos auxiliares.

A conversação será vazada em termos claros e lógicos, mas na base da edificação, sem qualquer toque de impaciência ou desapreço ao comunicante, mesmo que haja motivos de indução ao azedume ou à hilaridade.

O esclarecimento não será, todavia, longo em demasia, compreendendo-se que há determinações de horário e que outros casos requisitam atendimento.

A palestra reeducativa, ressalvadas as situações excepcionais, não perdurará, assim, além de dez minutos.

Se o comunicante perturbado procura fixar-se no braseiro da revolta ou na sombra da queixa, indiferente ou recalcitrante, o diretor ou o auxiliar em serviço solicitará a cooperação dos benfeitores espirituais presentes para que o necessitado rebelde seja confiado à assistência de organizações espirituais adequadas a isso.

Nesse caso, a hipnose benéfica será utilizada a fim de que o magnetismo palsamizante asserene o companheiro perturbado, amparando-se-lhe o afastamento da cela mediúnica, à maneira do enfermo desesperado da Terra a quem se administra a dose calmante para que se ponha mais facilmente sob o tratamento preciso.

[138 - capítulo 37]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Manifestações simultâneas (I)

Os médiuns psicofônicos, muito embora por vezes se vejam pressionados por entidades em aflição, cujas dores ignoradas lhes percutem nas fibras mais íntimas, educar-se-ão, devidamente, para só oferecer passividade ou campo de manifestação aos desencarnados inquietos quando o clima da reunião lhes permita o concurso na equipe em atividade.

Isso, porque, na reunião, é desaconselhável se verifique o esclarecimento simultâneo a mais de duas entidades carecentes de auxílio, para que a ordem seja naturalmente assegurada.

Ainda quando o sensitivo tenha as suas faculdades assinaladas por avançado sonambulismo, deve e pode exercitar o auto-domínio, afeiçoando-se à observação e ao estudo, a fim de colaborar na vigilância precisa, desincumbindo-se, com segurança, do encargo da enfermagem espiritual que lhe é atribuído.

[138 - capítulo 39]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Manifestações simultâneas (II)

Só se devem permitir, a cada médium, duas passividades por reunião, eliminando com isso maiores dispêndios de energia e manifestações sucessivas ou encadeadas, inconvenientes sob vários aspectos.

Em todas as circunstâncias, o médium a serviço da desobsessão não se pode alhear da equipe em que funciona, conservando a convicção de que dentro dela assemelha-se a um órgão no corpo, e que precisa estar no lugar que lhe é próprio para que haja equilíbrio e produção no conjunto.

[138 - capítulo 40]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Interferência do benfeitor

Em algumas ocasiões, tarefa em meio, aparece um ou outro desencarnado em condições de quase absoluto empedernimento.

Tal desequilíbrio da entidade pode coincidir com algum momento infeliz da mente mediúnica, estabelecendo desarmonia maior.

O fenômeno é suscetível de raiar na inconveniência.

Assim sendo, o mentor espiritual, se considerar oportuno, ocupará espontâneamente o médium responsável e partilhará o serviço do eselarecimento, dirigindo-se ao comunicante ou ao médium que o expõe, ficando, por outro lado, o dirigente com a possibilidade de recorrer à intervenção do orientador referido, se julgar necessário, rogando-lhe a manifestação pelo psicofônico indicado, a fim de sanar o contratempo.

[138 - capítulo 41]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Atitudes dos médiuns (I)

O médium de incorporação, como também o médium esclarecedor, não podem esquecer, em circunstância alguma, que a entidade perturbada se encontra, para eles, na situação de um doente ante o enfermeiro.

No socorro espiritual, os benfeitores e amigos das Esferas Superiores, tanto quanto os companheiros encarnados, quais o diretor da reunião e seus sessores que manejamo verbo educativo, funcionam lembrando autoridades competentes no trabalho curativo, mas o médium é o enfermeiro convocado a controlar o doente, quanto lhe seja possível, impedindo a este último manifestações tumultuárias e palavras obscenas.

O médium psicofônico deve preparar-se dignamente para a função que exerce, reconhecendo que não se acha dentro dela à maneira de fantoche, manobrado integralmente ao sabor das Inteligências desencarnadas, mas sim na posição de intérprete e enfermeiro, capaz de auxiliar, até certo ponto, na contenção e na reeducação dos Espíritos rebeldes que recalcitram no mal, a fim de que o dirigente se sinta fortalecido em sua ação edificante e para que a equipe demonstre o máximo de rendimento no trabalho assistencial.

[138 - capítulo 42]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Atitudes dos médiuns (II)

Ainda mesmo quando o médium é absolutamente sonâmbulo, incapaz de guardar lembranças posteriores ao socorro efetuado, semidesligado de seus implementos físicos, dispõe de recursos para governar os sentidos corpóreos de que o Espírito comunicante se utiliza, capacitando-se, por isso, com o auxílio dos instrutores espirituais, a controlar devidamente as manifestações.

Não se diga que isso é impossível.

Desobsessão é obra de reequilíbrio, refazimento, nunca de agitação e teatralidade.

Nesse sentido, vale recordar que há médium de incorporação normal e médium de incorporação ainda obsidiado.

E sempre que o médium, dessa ou daquela espécie, se mostre obsidiado, necessita de socorro espiritual, através de esclarecimento, emparelhando-se com as entidades perturbadas carecentes de auxílio.

Realmente, em casos determinados, o medianeiro da psicofonia não pode governar todos os impulsos destrambelhados da Inteligência desencarnada, que se comunica na reunião, como nem sempre o enfermeiro logra impedir todas as extravagâncias da pessoa, acamada; contudo, mesmo nessas ocasiões especiais, o médium integrado em suas responsabilidades dispõe de recursos para cooperar no socorro espiritual em andamento, reduzindo as inconveniências ao mínimo.

[138 - capítulo 43]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Educação mediúnica (I)

Evite o médium as posições de desmazelo na acomodação entre os companheiros, quando se ache sob a influência ou presença dos desencarnados em desequilíbrio, e controle as expressões verbais, empenhando-se em cooperar na administração do benefício aos Espíritos sofredores, frustrando a produção de gritos e a enunciação de palavras torpes.

Não olvidem os medianeiros que o recinto empregado nos serviços da desobsessão é comparável à intimidade respeitável de um hospital.

[138 - capítulo 45]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Educação mediúnica (II)

Os medianeiros psicofônicos nunca admitam tanto descontrole que cheguem ao ponto de derribar móveis ou quaisquer objetos, tumultuando o ambiente.

Lembrem-se de que não se encontram à revelia das manifestações menos felizes que venham a ocorrer.

Benfeitores desencarnados estão a postos, na reunião, sustentando a harmonia da casa, e resguardarão as forças de todos os médiuns em serviço para que se desincumbam com limpeza e dignidade das obrigações que lhes assistem.

[138 - capítulo 46]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Interferência de enfermo espiritual

No curso da manifestação de determinado Espírito menos feliz, é possível a interferência de outra entidade desditosa ou perturbada que compareça, arrebatadamente, por intermédio desse ou daquele médium psicofônico ainda fracamente habilitado ao controle de si próprio.

Em alguns lances da desobsessão, o Espírito que interfere chega mesmo a provocar elementos outros do conjunto, citando-os de forma nominal para que se estabeleçam conversações marginais sem nenhum interesse para o esclarecimento.

O dirigente tomará providências imediatas para que se evite desarmonia ou tumulto, designando sem delonga o assessor que se incumbirá da necessária solução ao problema, a fim de que a interferência não degenere em perturbação, comprometendo a ordem e a segurança do esforço geral.

[138 - capítulo 50]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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Radiações

Rogando aos companheiros reunidos vibrações de amor e tranquilidade para os que sofrem, o diretor do grupo, terminadas as tarefas da desobsessão própriamenteditas, suspenderá a palavra, pelo tempo aproximado de dois a quatro minutos, a fim de que ele mesmo e os integrantes do círculo formem correntes mentais com as melhores ideias que sejam capazes de articular, seja pela prece silenciosa, seja pela imaginação edificante.

Todo pensamento é onda de força criativa e os pensamentos de paz e fraternidade, emitidos pelo grupo, constituirão adequado clima de radiações benfazejas, facultando aos amigos espirituais presentes os recursos precisos à formação de socorros diversos, em benefício dos companheiros que integram o circulo, dos desencarnados atendidos e de irmãos outros, necessitados de amparo espiritual a distância.

Um dos componentes da equipe, nomeado pelo diretor do conjunto, pode articular uma prece em voz alta, lembrando, na oração, os enfermos espirituais que se comunicaram, os desencarnados que participaram silenciosamente da reunião, os doentes dos hospitais e os irmãos carecentes de socorro e de alívio, internados em casas assistenciais e instituições congêneres.

[138 - capítulo 51]
Francisco Cândido Xavier
Espírito André Luiz

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No tratamento da obsessão é preciso saber distinguir seus efeitos, daqueles outros causados pelas influências naturais (mais ou menos passageiras) e das alterações emocionais oriundas do próprio psiquismo do paciente.

Existem pessoas que procuram o Centro Espírita portando desequilíbrios psicológicos que, embora possam se beneficiar dos ensinamentos da Espiritualidade, também necessitam do apoio de terapeutas.

A relação com a vida atual, a própria educação que recebeu ou seu passado reencarnatório trouxeram-lhes traumas e condicionamentos que os fazem sofrer.

O estudo da Doutrina e as palestras públicas poderão ajudar esses indivíduos na recuperação da normalidade almejada, mas o entrevistador ou orientador não deve dispensar a competente orientação profissional, quando achar isso necessário.

É evidente que o entrevistador ou dirigente do Centro Espírita têm de saber diferenciar a obsessão das outras anomalias psíquicas. Existem algumas regras gerais que podem ser observadas, mas o que vai ajudá-los em profundidade, será a experiência em torno dos casos examinados.

José Queid Tufaile Huaixan


http://www.espirito.org.br/portal

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No trabalho de desobsessão, relembramos alguns conceitos doutrinários conhecidos e falamos da necessidade de se lidar com a obsessão de maneira racional, valendo-se de técnicas para se conseguir resultados satisfatórios no seu tratamento.

Todo esse processo de atendimento, de investigação e tratamento das obsessões pode e deve ser organizado de maneira prática e objetiva.

O Grupo Espírita Bezerra de Menezes já fez essa organização e tem um estudo à disposição dos interessados, mostrando detalhes de todas essas fases do tratamento das perturbações espirituais.

Esse trabalho doutrinário está à disposição das sociedades espíritas, assim como, os dirigentes que quiserem, poderão verificar "in loco" seu funcionamento.

José Queid Tufaile Huaixan

http://www.espirito.org.br
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Medicina reconhece obsessão espiritual

Doutor Sérgio Felipe de Oliveira com a palavra: Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida...

Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...

Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.

Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:

A obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina.

Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito.

No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social.

Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade:


Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral:

  • biológico;
  • psicológico;
  • e espiritual.

Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças- que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre...
  • os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos;
  • dos que são patológicos, provocados por doença.

Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.
Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir ...

  • tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura;
  • bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre ...

  • O estado de transe normal;
  • e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.
O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura...

Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.

Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.

Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico.

(Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).

Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

Texto de Osvaldo Shimoda
Colaboração de CEECAL
Centro de Estudos Espírita Caminho da Luz
.
http://ceecal.com/


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MARCOS [3]

  • 11 E os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus.
  • 12 E ele lhes advertia com insistência que não o dessem a conhecer.
  • 13 Depois subiu ao monte, e chamou a si os que ele mesmo queria; e vieram a ele.
  • 14 Então designou doze para que estivessem com ele, e os mandasse a pregar;
  • 15 e para que tivessem autoridade de expulsar os demônios.
  • 16 Designou, pois, os doze, a saber: Simão, a quem pôs o nome de Pedro;
  • 17 Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão;
  • 18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu,
  • 19 e Judas Iscariotes, aquele que o traiu.
  • ...
  • 22 E os escribas que tinham descido de Jerusalém diziam: Ele está possesso de Belzebu; e: É pelo príncipe dos demônios que expulsa os demônios.
  • 23 Então Jesus os chamou e lhes disse por parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás?
  • 24 Pois, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir;
  • 25 ou, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não poderá subsistir;
  • 26 e se Satanás se tem levantado contra si mesmo, e está dividido, tampouco pode ele subsistir; antes tem fim.
  • 27 Pois ninguém pode entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens, se primeiro não amarrar o valente; e então lhe saqueará a casa.

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Links:


  • Desobsessão, Aparelhos Parasitas, etc - Ricardo Di Bernardi:

    http://www.ricardodibernardi.hpg.ig.com.br
    (Link desativado)


  • O tratamento da obsessão - José Queid Tufaile Huaixan:

    http://www.espirito.org.br - (Link desativado)


  • Roteiro da desobsessão - José Herculano Pires:

    http://www.espirito.org.br - (Link desativado)


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