Em qualquer sentido, representa (...) o processo de libertação, tanto para o algoz[obsessor] quanto para sua vítima [obsidiado]. Deve ser entendida, ainda, como (...) remédio moral específico, arejando os caminhos mentais em que nos cabe agir, imunizando-nos contra os perigos da alienação e estabelecendo vantagens ocultas em nós, para nós e em torno de nós, numa extensão que, por enquanto, não somos capazes de calcular. Através dela, desaparecem doenças-fantasmas, empeços obscuros, insucessos, além de obtermos, com o seu apoio espiritual, mais amplos horizontes ao entendimento da vida e recursos morais inapreciáveis para agir, diante do próximo, com desapego e compreensão.
O conhecimento da problemática obsessão/desobsessão exige tempo, dedicação e estudo.
Nem sempre conseguiremos resultados imediatos. Mister se faz confiar na Divina Providência e insistir. É uma tarefa sacrificial que demanda paciência e humildade como normativas disciplinantes. Considerando, pois, toda essa complexidade que a desobsessão envolve, devemos confiar na misericórdia de Jesus, lembrando que Ele ...
O perseguidor (obsessor), reconhecido como tal, entre os encarnados, pode
revelar modificações, mas talvez a suposta vítima (obsidiado) não
esteja convertida.
Na obsessão, as dificuldades não são unilaterais. O eventual afastamento do perseguidor nem sempre significa a extinção da dívida. E, em qualquer parte do Universo receberemos sempre de acordo com as nossas próprias obras. [16a - página 295]
A obsessão é sempre uma prova,
nunca um acontecimento eventual. No seu exame, contudo, precisamos considerar os méritos da vítima e a dispensa da misericórdia divina a todos os que sofrem.
[41a - página 218]
Em casos de obsessão, em que a paciente ainda pode reagir com segurança, faz-se indispensável o curso pessoal de resistência. Não adianta retirar a sucata que perturba um imà, quando o próprio imã continua atraindo a sucata.
... Para os trabalhos da reunião que congregava nove pessoas terrestres, vinte e um colaboradores espirituais se movimentaram em nosso círculo de ação.
Gúbio (instrutor de André Luiz) e Sidônio (o diretor espiritual dos trabalhos), em esforço conjugado, efetuaram operações magnéticas ao redor de Margarida, desligando finalmente os “corpos ovóides” que foram entregues a uma comissão de seis companheiros que os conduziram, cuidadosamente, a postos socorristas.
AUXÍLIO EM DESOBSESSÃO
A desobsessão em si nasce originariamente da palavra esclarecedora, através do estudo, mas, em muitos casos, na lei das provas necessárias, possuímos instrumentos vários de auxílio a ela, tais quais sejam:
A reencarnação é sempre evolução, recapitulação, ensino, aprendizado e reaprendizado e tudo isso custa esforço, obstáculo, suor; entretanto, em muitas circunstâncias, é trabalho expiatório, regeneração ou processo curativo. Por isso mesmo, para as criaturas que se encontram em resgate, nos domínios da culpa, a área terrestre em que se encontram pode ser considerada como sendo região hospitalar e o corpo físico é interpretado por cela de tratamento, com a equipe doméstica, seja na consangüinidade ou nos contatos de serviço, mantendo a terapia de grupo. Amemos, estudemos, sirvamos, perdoemos e auxiliemos aos outros e a desobsessão será sempre a nossa precisa libertação por bendita luz a brilhar no caminho.
DESOBSESSÃO SEMPRE
Desobsedar-se alguém, na essência, será libertar-se da sombra e ninguém se livra da sombra sem fazer luz.
Em qualquer progresso ou desenvolvimento de aquisições do mundo, nada se obtém sem paciência, amor, educação e serviço; como quereis, meus irmãos da Terra, que a obsessão - que é frequentemente desequilíbrio cronificado da alma, - venha a desaparecer sem paciência, amor, educação e serviço, de um dia para o outro?
PRECE EM DESOBSESSÃO Na supressão dos conflitos, em que nos inimizamos uns com os outros, induze-nos a ver, na condição de perseguidos, se não temos sido perseguidores. Em colhendo aflições e lágrimas, faze-nos observar se não temos semeado lágrimas e aflições nas estradas alheias. Ajuda-nos a receber ofensas por medicação que nos cure as enfermidades do espírito, e a acolher em nosso adversário instrumentos da vida, que nos experimentam a capacidade de compreender e servir, conforme os preceitos que Jesus exemplificou. Auxilia-nos a verificar que todo processo de obsessão é compartilhado pela vítima e pelo agressor; leva-nos a reconhecer que unicamente com a luz do bem é que dissiparemos a sombra do mal; e ensina-nos oh! Deus de Infinita Sabedoria, que o amor, - e só o amor,- é a tua vontade para todas as criaturas, em toda parte e para sempre. Assim seja. [136 - capítulo 50]
O Dirigente O dirigente das tarefas de desobsessão não pode esquecer que a Espiritualidade Superior espera nele o apoio fundamental da obra. [138 - capítulo 13]
Componentes da reunião
Os componentes da reunião, que nunca excederão o número de catorze, conservem, acima de tudo, elevação de pensamentos e correção de atitudes, antes, durante e depois de cada tarefa. [138 - capítulo 20]
Chegada inesperada de doente Em algumas ocasiões aparece um problema súbito: a chegada de enfermos ou de obsidiados sem aviso prévio, sejam adultos ou crianças. [138 - capítulo 23]
Médiuns esclarecedores
Na equipe em serviço, os médiuns esclarecedores, mantidos sob a condução e inspiração dos Benfeitores Espirituais, são os orientadores da enfermagem ou da assistência aos sofredores desencarnados.
Constituídos pelo dirigente do grupo e seus assessores, são eles que os instrutores da Vida Maior utilizam em sentido direto para o ensinamento ou o socorro necessários. Naturalmente que a esses companheiros compete um dos setores mais importantes da reunião. Vejamos alguns dos itens do trabalho fundamental que se lhes assinala: 1. Guardarem atenção no campo intuitivo, a fim de registarem, com segurança, as sugestões e os pensamentos dos benfeitores espirituais que comandam as reuniões; 2. Tocar no corpo do médium em transe somente quando necessário; 3. Estudar os casos de obsessão, surgidos na equipe de médiuns psicofônicos, que devam ser tratados na órbita da psiquiatria, a fim de que a assistência médica seja tomada na medida. aconselhável; 4. Cultivar o tato psicológico, evitando atitudes ou palavras violentas, mas fugindo da doçura sistemática que anestesia a mente sem renová-la, na convicção de que é preciso aliar raciocínio e sentimento, compaixão e lógica, a fim de que a aplicação do socorro verbalista alcance o máximo rendimento; 5. Impedir a presença de crianças nas tarefas da desobsessão. Outros aspectos de suas funções são lembrados nos capítulos 13 e 32 a 37. [138 - capítulo 24]
Equipe mediúnica: psicofônicos Na obra da desobsessão, os médiuns psicofônicos são aqueles chamados a emprestar recursos fisiológicos aos sofredores desencarnados para que estes sejam socorridos. [138 - capítulo 25]
Equipe mediúnica: passistas Entre os seareiros do bem que integram o conjunto, destaca-se, como sendo de particular valimento, a colaboração dos médiuns passistas, que permanecerão atentos ao concurso eventual que se lhes
peça, no transcurso da reunião. [138 - capítulo 26]
Manifestação inicial do mentor (Muito Importante)
Feita a oração inicial, o dirigente e a equipe mediúnica esperarão que o mentor espiritual do grupo se manifeste pelo médium psicofônico indicado.
Essa medida é necessária, porquanto existem situações e problemas, estritamente relacionados com a ordem doutrinária do serviço, apenas visíveis a ele, e o amigo espiritual, na condição de condutor do agrupamento, perante a Vida Maior, precisará dirigir-se ao conjunto, lembrando minudências e respondendo a alguma consulta ocasional que o dirigente lhe queira fazer, transmitindo algum aviso ou propondo determinadas medidas. Esse entendimento, no limiar do programa de trabalho a executar-se, é indispensável à harmonização dos agentes e fatores de serviço, ainda mesmo que o mentor se utilize do medianeiro tão-só para uma simples oração que, evidentemente, significará tranquilidade em todos os setores da instrumentação. [138 - capítulo 30]
Consultas ao mentor
Começada a reunião, o dirigente, por vezes, tem
necessidade de ouvir o mentor espiritual para o exame de assuntos determinados.
Frequentemente, é um amigo que deseja acesso à reunião e que não pode ser acolhido sem a consulta necessária; de outras, é a localização mais aconselhável para as visitas que venham a ocorrer, é a ministração de socorro medicamentoso ou magnético a esse ou àquele companheiro que se mostre subitamente necessitado de assistência, é a pergunta inevitável e justa em derredor de problemas que sobrevenham no mecanismo da equipe, ou o pedido de cooperação em casos imprevisíveis. Nessas circunstâncias, o dirigente esperará que o mentor finalize a pequena instrução de início, através do médium responsável, e formulará as indagações que considere inevitáveis e oportunas. [138 - capítulo 31]
Manifestação de enfermo espiritual (I)
As manifestações de enfermos espirituais irão
até o limite de uma hora a uma hora e meia, na
totalidade delas, para que a reunião perdure no máximo por duas horas, excluída a leitura inicial.
O Espírito desencarnado em condição de desequilíbrio e sofrimento utiliza o médium psicofônico (ou mais propriamente, o médium de incorporação), com as deficiências e angústias de que é portador, exigindo a conjugação de bondade e segurança, humildade e vigilância no companheiro que lhe dirige a palavra. Natural venhamos a compreender no visitante dessa qualidade um doente, para quem cada frase precisa ser medicamento e bálsamo. Claro que não será possível concordar com todas as exigências que formule; no entanto, não é justo reclamar-lhe entendimento normal de que se acha ainda talvez longe de possuir. Entendamos cada Espírito sofredor qual se nos fôsse um familiar extremamente querido, e acertaremos com a porta íntima, através da qual lhe falaremos ao coração. [138 - capítulo 32]
Manifestação de enfermo espiritual (II)
Os médiuns esclarecedores, pelo que ouçam do manifestante necessitado, deduzam qual o sexo a que ele tenha pertencido, para que a conversação elucidativa se efetue na linha psicológica ideal; analisem, sem espírito de censura ou de escândalo, os
problemas de animismo ou mistificação inconsciente que porventura venham a surgir, realizando o
possível para esclarecer, com paciência e caridade,
os médiuns e os desencarnados envolvidos nesses processos de manifestações obscuras, agindo na equipe com o senso de quem retira criteriosamente um desajuste do corpo sem comprometer as demais
peças orgânicas; anulem qualquer intento de discussão ou desafio com entidades comunicantes, dando mesmo razão, algumas vezes, aos Espíritos infelizes e obsessores, reconhecendo que nem sempre
a desobsessão real consiste em desfazer o processo
obsessivo, de imediato, de vez que, em casos diversos, a separação de obsidiado e obsessor deve ser
praticada lentamente; e pratiquem a hipnose construtiva, quando necessário, no ânimo dos Espíritos
sofredores comunicantes, quer usando a sonoterapia para entregá-los à direção e ao tratamento dos
instrutores espirituais presentes, efetuando a projeção de quadros mentais proveitosos ao eselarecimento, improvisando ideias providenciais do ponto
de vista de reeducação, quer sugerindo a produção
e ministração de medicamentos ou recursos de contenção em favor dos desencarnados que se mostrem
menos acessíveis à enfermagem do grupo.
[138 - capítulo 33]
Manifestação de enfermo espiritual (IV)
Convém observar que há médiuns psicofônicos para quem os Amigos Espirituais designam determinados tipos de manifestantes que lhes correspondam às tendências, caracteres, formação moral e cultural, especializando-lhes as possibilidades mediúnicas.
Urge não confundir esse imperativo do trabalho de intercâmbio com o chamado animismo ou supostas mistificações inconscientes. [138 - capítulo 35]
Manifestação de enfermo espiritual (V) Os médiuns esclarecedores permanecerão atentos aos característicos dos manifestantes em desequilíbrio, de vez que entre estes se encontram, frequentemente, sofredores que comparecem pela primeira vez, bem como os reincidentes sistemáticos, os companheiros infelizes do pretérito alusivo aos integrantes da reunião e recém-desencarnados em desorientação franca, os suicidas e homicidas, os casos de zoantropia e de loucura, os malfeitores trazidos à desobsessão para corrigendas e os irmãos tocados de exotismos por terem desencarnado recentemente em terras estrangeiras, as inteligências detidas no sarcasmo e na galhofa, os vampirizadores conscientes e inconscientes interessados na ocultação da verdade, e toda uma extensa família de Espíritos necessitados, nos vários graus de sombra e sofrimento que assinalam a escala da ignorância e da crueldade. Desobsessão não se realiza sem a luz do raciocínio, mas não atinge os fins a que se propõe, sem as fontes profundas do sentimento. [138 - capítulo 36]
Esclarecimento
O dirigente do grupo, que contará habitualmente com dois ou três assessores em exercício para o
trabalho do esclarecimento e do amparo reeducativo aos sofredores desencarnados, assumirá o comando da palavra, seja falando diretamente com os
irmãos menos felizes, através dos médiuns psicofônicos, seja indicando para isso um dos auxiliares.
A conversação será vazada em termos claros e lógicos, mas na base da edificação, sem qualquer toque de impaciência ou desapreço ao comunicante, mesmo que haja motivos de indução ao azedume ou à hilaridade. O esclarecimento não será, todavia, longo em demasia, compreendendo-se que há determinações de horário e que outros casos requisitam atendimento. A palestra reeducativa, ressalvadas as situações excepcionais, não perdurará, assim, além de dez minutos. Se o comunicante perturbado procura fixar-se no braseiro da revolta ou na sombra da queixa, indiferente ou recalcitrante, o diretor ou o auxiliar em serviço solicitará a cooperação dos benfeitores espirituais presentes para que o necessitado rebelde seja confiado à assistência de organizações espirituais adequadas a isso. Nesse caso, a hipnose benéfica será utilizada a fim de que o magnetismo palsamizante asserene o companheiro perturbado, amparando-se-lhe o afastamento da cela mediúnica, à maneira do enfermo desesperado da Terra a quem se administra a dose calmante para que se ponha mais facilmente sob o tratamento preciso. [138 - capítulo 37]
Manifestações simultâneas (I)
Os médiuns psicofônicos, muito embora por vezes se vejam pressionados por entidades em aflição,
cujas dores ignoradas lhes percutem nas fibras mais
íntimas, educar-se-ão, devidamente, para só oferecer passividade ou campo de manifestação aos desencarnados inquietos quando o clima da reunião
lhes permita o concurso na equipe em atividade.
Isso, porque, na reunião, é desaconselhável se verifique o esclarecimento simultâneo a mais de duas entidades carecentes de auxílio, para que a ordem seja naturalmente assegurada. Ainda quando o sensitivo tenha as suas faculdades assinaladas por avançado sonambulismo, deve e pode exercitar o auto-domínio, afeiçoando-se à observação e ao estudo, a fim de colaborar na vigilância precisa, desincumbindo-se, com segurança, do encargo da enfermagem espiritual que lhe é atribuído. [138 - capítulo 39]
Manifestações simultâneas (II)
Só se devem permitir, a cada médium, duas passividades por reunião, eliminando com isso maiores
dispêndios de energia e manifestações sucessivas ou
encadeadas, inconvenientes sob vários aspectos.
Em todas as circunstâncias, o médium a serviço da desobsessão não se pode alhear da equipe em que funciona, conservando a convicção de que dentro dela assemelha-se a um órgão no corpo, e que precisa estar no lugar que lhe é próprio para que haja equilíbrio e produção no conjunto. [138 - capítulo 40]
Interferência do benfeitor
Em algumas ocasiões, tarefa em meio, aparece
um ou outro desencarnado em condições de quase
absoluto empedernimento.
Tal desequilíbrio da entidade pode coincidir com algum momento infeliz da mente mediúnica, estabelecendo desarmonia maior. O fenômeno é suscetível de raiar na inconveniência. Assim sendo, o mentor espiritual, se considerar oportuno, ocupará espontâneamente o médium responsável e partilhará o serviço do eselarecimento, dirigindo-se ao comunicante ou ao médium que o expõe, ficando, por outro lado, o dirigente com a possibilidade de recorrer à intervenção do orientador referido, se julgar necessário, rogando-lhe a manifestação pelo psicofônico indicado, a fim de sanar o contratempo. [138 - capítulo 41]
Atitudes dos médiuns (I)
O médium de incorporação, como também o
médium esclarecedor, não podem esquecer, em circunstância alguma, que a entidade perturbada se
encontra, para eles, na situação de um doente ante
o enfermeiro.
No socorro espiritual, os benfeitores e amigos das Esferas Superiores, tanto quanto os companheiros encarnados, quais o diretor da reunião e seus sessores que manejamo verbo educativo, funcionam lembrando autoridades competentes no trabalho curativo, mas o médium é o enfermeiro convocado a controlar o doente, quanto lhe seja possível, impedindo a este último manifestações tumultuárias e palavras obscenas. O médium psicofônico deve preparar-se dignamente para a função que exerce, reconhecendo que não se acha dentro dela à maneira de fantoche, manobrado integralmente ao sabor das Inteligências desencarnadas, mas sim na posição de intérprete e enfermeiro, capaz de auxiliar, até certo ponto, na contenção e na reeducação dos Espíritos rebeldes que recalcitram no mal, a fim de que o dirigente se sinta fortalecido em sua ação edificante e para que a equipe demonstre o máximo de rendimento no trabalho assistencial. [138 - capítulo 42]
Atitudes dos médiuns (II)
Ainda mesmo quando o médium é absolutamente sonâmbulo, incapaz de guardar lembranças posteriores ao socorro efetuado, semidesligado de seus implementos físicos, dispõe de recursos para governar os sentidos corpóreos de que o Espírito comunicante se utiliza, capacitando-se, por isso, com o
auxílio dos instrutores espirituais, a controlar devidamente as manifestações.
Não se diga que isso é impossível. Desobsessão é obra de reequilíbrio, refazimento, nunca de agitação e teatralidade. Nesse sentido, vale recordar que há médium de incorporação normal e médium de incorporação ainda obsidiado. E sempre que o médium, dessa ou daquela espécie, se mostre obsidiado, necessita de socorro espiritual, através de esclarecimento, emparelhando-se com as entidades perturbadas carecentes de auxílio. Realmente, em casos determinados, o medianeiro da psicofonia não pode governar todos os impulsos destrambelhados da Inteligência desencarnada, que se comunica na reunião, como nem sempre o enfermeiro logra impedir todas as extravagâncias da pessoa, acamada; contudo, mesmo nessas ocasiões especiais, o médium integrado em suas responsabilidades dispõe de recursos para cooperar no socorro espiritual em andamento, reduzindo as inconveniências ao mínimo. [138 - capítulo 43]
Educação mediúnica (I)
Evite o médium as posições
de desmazelo na
acomodação entre os companheiros, quando se ache
sob a influência ou presença dos desencarnados em
desequilíbrio, e controle as expressões verbais, empenhando-se em cooperar na administração do benefício aos Espíritos sofredores, frustrando a produção de gritos e a enunciação de palavras torpes.
Não olvidem os medianeiros que o recinto empregado nos serviços da desobsessão é comparável à intimidade respeitável de um hospital. [138 - capítulo 45]
Educação mediúnica (II)
Os medianeiros psicofônicos nunca admitam
tanto descontrole que cheguem ao ponto de derribar móveis ou quaisquer objetos, tumultuando o
ambiente.
Lembrem-se de que não se encontram à revelia das manifestações menos felizes que venham a ocorrer. Benfeitores desencarnados estão a postos, na reunião, sustentando a harmonia da casa, e resguardarão as forças de todos os médiuns em serviço para que se desincumbam com limpeza e dignidade das obrigações que lhes assistem. [138 - capítulo 46]
Interferência de enfermo espiritual
No curso da manifestação de determinado Espírito menos feliz, é possível a interferência de outra entidade desditosa ou perturbada que compareça, arrebatadamente, por intermédio desse ou
daquele médium psicofônico ainda fracamente habilitado ao controle de si próprio.
Em alguns lances da desobsessão, o Espírito que interfere chega mesmo a provocar elementos outros do conjunto, citando-os de forma nominal para que se estabeleçam conversações marginais sem nenhum interesse para o esclarecimento. O dirigente tomará providências imediatas para que se evite desarmonia ou tumulto, designando sem delonga o assessor que se incumbirá da necessária solução ao problema, a fim de que a interferência não degenere em perturbação, comprometendo a ordem e a segurança do esforço geral. [138 - capítulo 50]
Radiações
Rogando aos
companheiros reunidos vibrações
de amor e tranquilidade para os que sofrem, o diretor do grupo, terminadas as tarefas da desobsessão própriamenteditas, suspenderá a palavra, pelo tempo aproximado de dois a quatro minutos, a fim de que ele mesmo e os integrantes do círculo formem correntes mentais com as melhores ideias que sejam capazes de articular, seja pela prece silenciosa, seja pela imaginação edificante.
Todo pensamento é onda de força criativa e os pensamentos de paz e fraternidade, emitidos pelo grupo, constituirão adequado clima de radiações benfazejas, facultando aos amigos espirituais presentes os recursos precisos à formação de socorros diversos, em benefício dos companheiros que integram o circulo, dos desencarnados atendidos e de irmãos outros, necessitados de amparo espiritual a distância. Um dos componentes da equipe, nomeado pelo diretor do conjunto, pode articular uma prece em voz alta, lembrando, na oração, os enfermos espirituais que se comunicaram, os desencarnados que participaram silenciosamente da reunião, os doentes dos hospitais e os irmãos carecentes de socorro e de alívio, internados em casas assistenciais e instituições congêneres. [138 - capítulo 51]
No tratamento da obsessão é preciso saber distinguir seus efeitos, daqueles
outros causados pelas influências naturais (mais ou menos passageiras) e das
alterações emocionais oriundas do próprio psiquismo do paciente. José Queid Tufaile Huaixan http://www.espirito.org.br/portal (Link desativado)
No
trabalho de desobsessão, relembramos alguns conceitos doutrinários conhecidos
e falamos da necessidade de se lidar com a obsessão de maneira racional,
valendo-se de técnicas para se conseguir resultados satisfatórios no seu
tratamento.
Todo esse processo de atendimento, de investigação e tratamento das obsessões pode e deve ser organizado de maneira prática e objetiva. José Queid Tufaile Huaixan http://www.espirito.org.br
Medicina reconhece obsessão espiritual
Doutor Sérgio Felipe de Oliveira com a palavra: Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida...
Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...
Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade. Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral:
Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças- que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora. O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre...
Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença. Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir ...
Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre ...
O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura...
Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade. Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas. Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas. Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral). Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo. Texto de Osvaldo Shimoda
MARCOS [3]
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