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A
verdadeira paciência é sempre uma
exteriorização da alma
que realizou muito amor em si mesma, para dá-lo a outrem, na
exemplificação.
Esse amor é a expressão fraternal que considera todas as criaturas como irmãs,
em quaisquer circunstâncias, sem desdenhar a energia para esclarecer a incompreensão,
quando isso se torne indispensável.
É com a iluminação_espiritual_do_nosso_intimo que adquirimos esses valores sagrados da tolerância
esclarecida. E, para que nos edifiquemos nessa claridade divina, faz-se
mister educar a vontade,
curando enfermidades_psíquicas
seculares que nos acompanham através das vidas sucessivas, quais sejam as de
abandonarmos o esforço próprio, de adotarmos a indiferença e de nos
queixarmos das forças exteriores, quando o mal reside em nós mesmos.
Para levarmos a efeito uma edificação tão sublime, necessitamos começar pela
disciplina
de nós mesmos e pela continência dos nossos impulsos, considerando a liberdade
do mundo interior, de onde o homem deve dominar as correntes da sua vida.
O adágio
popular considera que “o hábito faz a segunda natureza” e nós devemos
aprender que a disciplina antecede a espontaneidade, dentro da qual pode
a alma atingir, mais facilmente, o desiderato da sua redenção.
[41a
- página 150]
- Emmanuel - 1940

Todos os estados enfermiços da alma se assemelham, no fundo, aos estados enfermiços do corpo, solicitando remédio adequado que lhes patrocine a cura.
E a impaciência que tantas vezes gera rixas inúteis é um deles, pedindo o específico da calma que a desterre do mundo íntimo.
Como, porém, obter a serenidade, quando somos impulsivos por vocação ou por hábito?
Justo lembrar que assim como nos acomodamos, obedientes, para ouvir o professor trazido a ensinar-nos, é forçoso igualmente assentar a emotividade, na carteira do raciocínio, a fim de educá-la, educando-nos; e, aplicando os princípios de fraternidade e de amor que abraçamos, convidaremos os nossos próprios sentidos à necessária renovação.
Feito isso, perceberemos que todo instante de turvação ou desequilíbrio, é instrumento de teste para avaliação de nosso próprio aproveitamento.
Aprenderemos, por fim, que,...
- diante da crítica, estamos convocados à demonstração de benevolência;
- diante da censura, é preciso exercer a bondade;
- à frente do pessimismo, somos induzidos a cultivar a esperança;
- ante a condenação, somos indicados à bênção;
- e que, renteando com quaisquer aparências do mal, é imperioso pensar no bem, dispondo-nos a servi-lo.
Entregando-nos com sinceridade a semelhantes exercícios de compreensão e tolerância, estaremos em aula profícua, para a aquisição de valores eternos no terreno do espírito.
É assim que, em matéria de paciência, se a paciência nos foge, urge reconhecer que, perante as circunstâncias mais constrangedoras da vida, estamos, todos nós, no justo momento de conquistá-la.
[117 - página 75] - Emmanuel
A dor é uma bênção que Deus envia a seus eleitos; não
vos aflijais, pois, quando
sofrerdes; antes, bendizei
de Deus onipotente que, pela
dor, neste mundo, vos marcou
para a glória no céu.
Sede
pacientes. A
paciência também é uma caridade
e
deveis praticar a lei_da_caridade
ensinada pelo Cristo, enviado de Deus. A caridade que
consiste na esmola dada aos pobres é a mais fácil de todas. Outra há, porém, muito mais penosa
e, conseguintemente, muito mais meritória: a
de perdoarmos aos que Deus colocou em
nosso caminho para serem instrumentos do
nosso_sofrer e para nos porem à prova a
paciência.
A vida é difícil, bem o sei. Compõe-se de mil nadas, que
são outras tantas picadas de
alfinetes, mas que acabam por ferir. Se, porém, atentarmos
nos deveres que nos são impostos, nas consolações e compensações que, por outro lado,
recebemos, havemos de reconhecer que são as bênçãos muito mais numerosas do que as dores. O
fardo parece menos pesado, quando se olha para o alto, do que quando se curva para a terra a
fronte.
Coragem, amigos! Tendes no Cristo o vosso modelo. Mais
sofreu ele do que qualquer
de vós e nada tinha de que se penitenciar, ao passo que vós
tendes de expiar
o vosso passado pacientes,
sede cristãos. Essa palavra resume
tudo.
Evangelho
Segundo Espiritismo. (Um Espírito amigo - Havre, 1862 - Capítulo IX, item 7) |

O Assistente Jerônimo, percebendo-me o perigoso estado dalma, aproximou-se cautelosamente de mim e falou, discreto:
-
— André, extingue a vibração da cólera injusta. Ninguém auxilia por intermédio da irritação pessoal. Não assumas papel de crítico. Permanecemos aqui, na qualidade de irmãos mais velhos no conhecimento divino, tentando socorro aos mais jovens, menos felizes que nós. Revistamo-nos de calma e paciência. Responder a insultos descabidos é perder valioso tempo, na obra de confraternização, ante o Eterno Pai. Hipólito não pode duelar verbalmente, nem a Irmã_Zenóbia autorizaria qualquer violência a estes infortunados, sob pena de relegarmos ao esquecimento sublime oportunidade de praticar o verdadeiro bem. Modifica a emissão mental para que te não falte a cooperação construtiva e guardemos a voz, não para condenar, e, sim, para informar e edificar cristãmente.
[40 - página 128] - André Luiz
Oração
por paciência
Senhor!
Fortalece-nos
a fé para que a paciência esteja conosco.
Por
tua paciência, vivemos.
Por
tua paciência, caminhamos.
Auxilia-nos,
por misericórdia, a aprender tolerância, a fim de que estejamos em tua paz.
É
por tua paciência
que a esperança
nos ilumina e a compreensão se nos levanta no íntimo da alma.
Agradecemos
todos os dons de que nos enriqueces a vida, mas te rogamos nos resguarde a paciência
de uns para com os outros, para que estejamos contigo, tanto quanto estás
conosco, hoje e sempre.
Emmanuel
Médium:
Francisco Cândido Xavier
http://www.luizbertini.net/mensagem4.html
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PACIÊNCIA
E CAMINHO
Paciência é passaporte para todos
aqueles que aspiram a avançar
nas vias do progresso.
Quando num carro em movimento, sabes, com clareza, que, em muitas ocasiões,
é necessário venhas a pensar por ti e pelos outros.
Nessas circunstâncias em que o perigo se mostra à vista, tomas conselho
à prudência que te sugere abertura de espaço aos que se entregam à
disparada ou te lembra cuidado para que não te disponhas a podar sem
consideração a frente dos companheiros.
De outras vezes, consagras-te ao exame prévio da máquina, antes de
qualquer movimentação, a fim de melhorares as condições dessa ou
daquela peça doente, tanto quanto te dedicas a observar mais atentamente
os sinais do caminho para que não te faças indução a desastre.
O trânsito é uma escola em que sobram aulas de vigilância e
compreensão, justiça e disciplina.
Anotemos as lições da estrada e procuremos transferi-las ao trânsito da
vida em que todos somos chamados, nas trilhas do tempo, ao relacionamento
comum.
Se esse ou aquele companheiro demonstra exagerada tensão nas atividades
que lhe dizem respeito, não lhe congeles o ânimo, desfechando-lhe
observações deprimentes, mas socorre-o com recursos de paz;
de igual modo, não ultrapasses, sem necessidade, as posições dos irmãos
em serviço, porquanto, quase sempre, com isso, nada se recolhe além de
dificuldade e desilusão.
Na tarefa a que te empenhas, verifica quanto de amor
e de apreço já dispensaste ao cooperador do veículo de tuas realizações
para que não te falte segurança e atende à execução dos princípios
que abraças, considerando o bem de todos, para que desajustes não te
ameacem a obra.
Quando mais agitação, no plano externo, mais imperiosa se faz a
necessidade de calma no campo íntimo, se nos propomos superar perturbações
e obstáculos.
Evitemos choques destrutivos e doemos o melhor de nós aos programas de ação
que nos propomos a realizar, exercitando entendimento e tolerância,
conscientes de que para coibir quaisquer calamidades, no terreno do espírito,
a paciência é o preservativo ideal.
Não te detenhas, a lamentar problemas e crises.
Se te engajaste na causa do bem, guarda-te em serviço constante e, usando
paciência e amor, certamente vencerás.
Emmanuel
(do
livro AMANHECE, psicog. F.C.Xavier)
Indicação
de João Gonçalves Filho |
Conta
a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência,
era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa
tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu com a
intenção de desafiar o mestre da paciência.
O
velho aceitou o desafio e o homem começou a insultá-lo.
Chegou
a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção e gritou todos
os tipos de insultos.
Durante
horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No
final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o homem se deu por vencido
e retirou-se.
Impressionados,
os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
O
mestre perguntou: Se alguém chega até você com um presente, e você
não o aceita, a quem pertence o presente?
A
quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
O
mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.
Quando
não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.
A
sua paz interior depende exclusivamente de você.
As
pessoas não podem lhe tirar a calma.
Só
se você permitir!!!


Paciência
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