O sistema nervoso, que se liga à câmara encefálica através de processos indescritíveis na técnica da ciência humana, mais não é do que a representação de importante setor do organismo perispirítico.


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André Luiz


(Ver: Mente)


  • O SNC (Sistema Nervoso Central) recebe, analisa e integra informações. É o local onde ocorre a tomada de decisões e o envio de ordens.
  • O SNP (Sistema Nervoso Periférico) carrega informações dos órgãos sensoriais para o sistema nervoso central e do sistema nervoso central para os órgãos efetores (músculos e glândulas).

http://www.afh.bio.br/basicos/ Nervoso3.htm#encefalo


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(Ver: Fator de fixação)


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Sistema nervoso central (SNC):

    • Encéfalo e Medula espinhal
    • Processamento e integração de informações

Sistema nervoso periférico (SNP):

    • É a porção do sistema nervoso que está fora do crânio e da coluna vertebral, conectando o Sistema Nervoso Central (SNC) ao resto do corpo.
    • Sua estrutura pode ser organizada da seguinte forma:
      • Componentes anatômicos principais, formado por nervos e gânglios nervosos.
        • Os nervos são feixes de axônios que transmitem informações.
          • Nervos espinhais - 31 pares de nervos espinais (que emergem da medula espinhal), se dividem em:
            • 8 cervicais,
            • 12 torácicos,
            • 5 lombares,
            • 5 sacrais
            • e 1 coccígeo.
          • Nervos cranianos - Existem 12 pares de nervos cranianos (que emergem do encéfalo)
        • Os gânglios são agrupamentos de corpos celulares de neurônios localizados fora do SNC.
      • Divisão funcional
        • O SNP se divide em duas grandes porções baseadas em suas funções:
          • Sistema Nervoso Somático:
            • controla movimentos voluntários e recebe informações sensoriais conscientes.
            • Inerva músculos esqueléticos e receptores sensoriais da pele, articulações e músculos.
        • Sistema Nervoso Autônomo (SNA):
          • Controla funções involuntárias e automáticas do corpo, como frequência cardíaca, digestão e respiração.
          • O SNA se subdivide em três partes:
            • o sistema simpático (prepara o corpo para situações de estresse, a resposta de "luta ou fuga"),
            • o sistema parassimpático (promove relaxamento e conservação de energia, a resposta de "descanso e digestão"),
            • e o sistema entérico (controla especificamente o trato gastrointestinal

Essa organização permite que o SNP funcione como uma extensa rede de comunicação entre o cérebro/medula e todas as partes do corpo.



Feixes de axônios do SNP


  • Aferentes (Sensoriais - Conduzem potenciais de ação para o SNC. Penetram na medula espinhal pelas raízes dorsais)

    • Somáticos (Conduzem potenciais de ação resultantes do estímulo de receptores)

    • Viscerais (Localizados no interior de órgãos viscerais abdominais e torácicos; Potencias gerados pelos neurônios aferentes somáticos são levados ao SNC ao longo doa axônios aferentes viscerais.)
  • Eferentes (Motora - Conduzem potenciais de ação a partir do SNC. Deixam a medula espinhal pelas raízes ventrais)

    • Somáticos (Potencial de ação para o SNC para sinapses na musculatura esquelética)

    • Viscerais (Conduzem potencias de ação em direção a sinapses com neurônios periféricos, que controlam a musculatura lisa, cardíaca e de algumas glândulas)

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O Sistema Nervoso Autônomo(SNA) é composto por duas porções distintas: Simpático e Parassimpático, cujas ações são antagônicas.

Estas duas vertentes atuam normalmente em simultâneo sendo do equilíbrio entre a força de ação de cada uma delas (tônus) que nasce a extrema capacidade regulatória do SNA, essas ações estendem-se a diversos domínios biofisiológicos do nosso organismo, incluindo o débito sanguíneo pelos tecidos.

O sistema nervoso autônomo divide-se em:

    • sistema nervoso simpático
    • e sistema nervoso parassimpático.
De modo geral, esses dois sistemas têm funções contrárias (antagônicas).

Um corrige os excessos do outro. Por exemplo, se o sistema simpático acelera demasiadamente as batidas do coração, o sistema parassimpático entra em ação, diminuindo o ritmo cardíaco.

Se o sistema simpático acelera o trabalho do estômago e dos intestinos, o parassimpático entra em ação para diminuir as contrações desses órgãos.

    • O SNP autônomo simpático, de modo geral, estimula ações que mobilizam energia, permitindo ao organismo responder a situações de estresse. Por exemplo, o sistema simpático é responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos, pelo aumento da pressão arterial, da concentração de açúcar no sangue e pela ativação do metabolismo geral do corpo. O Simpático tem ação essencialmente vasoconstritora, mediante a libertação do neurotransmissor norepinefrina (vasocontritor) pelos seus botões terminais, ao contrário do Parassimpático.

    • Já o SNP autônomo parassimpático estimula principalmente atividades relaxantes, como as reduções do ritmo cardíaco e da pressão arterial, entre outras do Parassimpático que tem ação vasodilatadora mediante a libertação de acetilcolina.

http://www.afh.bio.br/basicos/ Nervoso4.htm#parassimpatico
http://www.manuaisdecardiologia. med.br/dac/fiscor3.htm

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Sistema nervoso do grande simpático, nervo grande simpático, grande simpático ou simplesmente simpático, um dos dois sistemas nervosos regulares da vida vegetativa dos órgãos (o outro é o parassimpático).

    • A excitação do simpático acelera o coração, aumenta a tensão arterial, dilata os brônquios e retarda as contrações do tubo digestivo;
    • O parassimpático tem ação inversa; do equilíbrio entre os dois sistemas resulta o funcionamento normal dos órgãos.

http://www.kinghost.com.br/ dicionario/simpatico.html

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  • O sistema nervoso grande simpático, que é o agente das funções subconscientes, inconscientes e instintivas, como o batimento cardíaco, a respiração, a digestão, a excreção, etc
  • O sistema nervoso para-simpático ou vago, que atua sob o comando da mente, limitando as funções instintivas.

http://www.viagemastral.com/ templates/imprimir.php?c=715&id=1

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No canal espinhal, axônios sensoriais aferentes e motores eferentes se separam
Os axônios são as estruturas responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos entre os neurônios no sistema nervoso.
O axônio é, portanto, um tipo de canal pelo qual os impulsos nervosos passam a toda velocidade


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COORDENAÇÃO E REGULAÇÃO


Os sistemas envolvidos na coordenação e na regulação das funções do corpo humano são os sistemas nervoso e sistema endócrino.

O sistemas nervoso humano é o mais complexo entre os animais.

Sua função básica é de receber informações sobre as variações externas e internas e produzir respostas a essas variações através dos músculos e glândulas.

Desta forma ele contribui, juntamente com o sistema endócrino, para a homeostase do organismo.

Além do mais, o sistemas nervoso humano possui as chamadas funções superiores que inclui:

    • a memória, que corresponde à capacidade de armazenar informações e depois resgatá-las,
    • o aprendizado,
    • o intelecto,
    • o pensamento
    • e a personalidade.
As mensagens nervosas podem ser grosseiramente comparadas com correntes elétricas que caminham por células especiais: os neurônios. Essas mensagens são os impulsos nervosos.

Os neurônios contam com duas propriedades fundamentais para as funções que exercem:

    • a excitabilidade (capacidade de reagir aos estímulos)
    • e a condutibilidade (uma vez alterados pelos estímulos, os neurônios transmitem essa alteração por toda sua extensão, em grande velocidade). O tempo decorrido entre um estímulo e a resposta que ele promove é sempre muito pequeno.
As mensagens transmitidas pelo sistema endócrino têm natureza química – os hormônios.

Estes são substâncias que se distribuem pelo sangue e modificam o funcionamento de outros órgãos, denominados órgãos-alvo.

A atuação do sistema endócrino é mais lenta, pois há latência entre a recepção do estímulo, a liberação do hormônio, sua chegada ao órgão-alvo e a execução da resposta que ele provoca.

Entretanto, esse sistema tem uma vantagem em relação ao nervoso: seu consumo de energia é muito menor. Pequena quantidade de um hormônio pode desencadear uma ação intensa e duradoura sobre as células de um órgão ou mesmo do corpo todo.

O sistemas nervoso pode tanto desencadear como interromper uma ação; já o sistema endócrino só pode iniciar uma ação.

Depois que um hormônio é liberado na corrente sangüínea, não há como apressar sua remoção; ele continua agindo enquanto estiver circulando.
SISTEMA NERVOSO SISTEMA ENDÓCRINO

Natureza da mensagem

eletroquímica química
Velocidade alta baixa
Gasto de energia alto baixo

Via de distribuição

neurônios

sangue

Células excitadas em geral, poucas muitas simultaneamente


http://www.afh.bio.br/ basicos/Nervoso1.htm

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Origem do sistema nervoso


O sistema nervoso origina-se da ectoderme embrionária e se localiza na região dorsal.

Durante o desenvolvimento embrionário, a ectoderme sofre uma invaginação, dando origem à goteira neural, que se fecha, formando o tubo neural.

Este possui uma cavidade interna cheia de líquido, o canal neural.

Em sua região anterior, o tubo neural sofre dilatação, dando origem ao encéfalo primitivo.

Em sua região posterior, o tubo neural dá origem à medula espinhal.

O canal neural persiste nos adultos, correspondendo aos ventrículos cerebrais, no interior do encéfalo, e ao canal do epêndimo, no interior da medula.

Durante o desenvolvimento embrionário, verifica-se que a partir da vesícula única que constitui o encéfalo primitivo, são formadas três outras vesículas:

    • a primeira, denominada prosencéfalo(encéfalo anterior);
    • a segunda, mesencéfalo (encéfalo médio)
    • e a terceira, rombencéfalo(encéfalo posterior).
O prosencéfalo e o rombencéfalo sofrem estrangulamento, dando origem, cada um deles, a duas outras vesículas.

O mesencéfalo não se divide.

Desse modo, o encéfalo do embrião é constituído por cinco vesículas em linha reta.

O prosencéfalo divide-se em telencéfalo (hemisférios cerebrais) e diencéfalo (tálamo e hipotálamo); o mesencéfalo não sofre divisão e o rombencéfalo divide-se em metencéfalo (ponte e cerebelo) e mielencéfalo (bulbo).

As divisões do S.N.C se definem já na sexta semana de vida fetal.

Principais etapas da Morfogênese

1- Prosencéfalo
2- Mesencéfalo
3- Rombencéfalo
4- Futura medula espinhal
5- Diencéfalo
6- Telencéfalo
7- Mielencéfalo, futuro bulbo
8- Medula espinhal
9- Hemisfério cerebral
10- Lóbulo olfatório
11- Nervo óptico
12- Cerebelo13- Metencéfalo


http://www.afh.bio.br/basicos/Nervoso2.htm#origem

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Do mesmo modo que a pêndula de um cronômetro, com as suas oscilações para a direita e para a esquerda da vertical, deixa continuamente o ponto de equilíbrio e volta sempre para ele, formando um equilíbrio instável em cada pancada obtida e em cada pancada destruída, assim também se nos apresenta a vida como a imagem de um equilíbrio oscilatório produzido por um trabalho incessante de desassimilação e assimilação.

A saúde, isto é, a integridade de toda vida, prende-se à regularidade absoluta deste duplo movimento, do mesmo modo que a correção do tic-tac de um cronômetro é o indício certo da perfeição de seu regulador.

De que modo, pois, se firma o equilíbrio entre a eliminação e a reabsorção, entre estas duas ordens de fatos inversos tão indispensáveis à expressão do fenômeno vital?

Qual é, em última análise, o regulador da vida?

Intervém aqui o terceiro fator, completando a admirável triplicidade que constitui a unidade sintética do organismo humano.

Este terceiro fator é o sistema nervoso.

A exemplo da grande corda do cronômetro de que falamos há pouco, ele forma a peça de compensação entre as aquisições e as perdas da economia.

É ele que, nas profundezas silenciosas da vida vegetativa que se furta aos nossos olhares, tem a missão de equilibrar o movimento de reconstituição o
rgânica com as ruidosas manifestações dessas combustões funcionais que são a expressão exterior da vida!

Poderoso agente térmico, é ele que mantém o calor animal em seu grau normal,[3] e que, pelas relações anatômicas existentes entre os dois grandes aparelhos vitais, o sistema nervoso cérebro-espinhal e o sistema nervoso grande simpático, estabelece essa troca constante de ações e reações entre a vida animal e a vida vegetativa, por interposição de uma série de pares nervosos que unem as faculdades da alma às faculdades vegetativas, assim como os dois pólos de um ímã estão unidos entre si por um eixo.[4]


É ele que nos une a Força à Matéria por um princípio de subserviência recíproca,graduada, tonalizada.

É, finalmente, ele que regulariza de maneira absoluta, por seu estado de tensão, o diapasão da tonalidade viva.

Quando esta subserviência recíproca e devidamente tonalizada da Força e da Matéria acontece romper-se, por haver predominância de um dos antagonismos; e quando o sistema nervoso não mais impõe sua ação moderadora, instantaneamente o equilíbrio tonal se quebra, as funções de eliminação se travam, as metamorfoses nutritivas se suspendem ou se perturbam, e o ato patológico denuncia-se: eis a Moléstia !...

Apresentando o sistema nervoso como o grande regulador fisiológico dos organismos (assim como lhe chama o próprio Claude Bernard), encontramos o verdadeiro veículo do duplo movimento centrípeto e centrífugo da vida, e por conseguinte podemos explicar as íntimas relações existentes no homem entre o seu físico e o seu moral.

Estamos constantemente sob a influência das excitações partidas dos centros e das impressões vindas do exterior, e podemos, de alguma maneira, classificar as nossas paixões e as nossas moléstias centrífugas e centrípetas...

A integridade de nosso equilíbrio tonal pode, portanto, ser atacada e perturbada de duas maneiras: quer pela reação do físico sobre o moral, quer pela reação do moral sobre o físico; e a impressão mental, por mais inapreciável que seja, é muitas vezes o agente morbífero mais rápido, mais irresistível e mais fatal.

O medo, a cólera, a indignação, o desgosto, podem perturbar o equilíbrio de nossa tonalidade indefinidamente, e o choque de um pensamento violento pode também romper instantaneamente os laços da vida, do mesmo modo que uma simples, perturbação material de nossos órgãos digestivos pode nulificar os sentimentos de nossa alma e cercear o nosso livre arbítrio.

De qualquer lado que parta o obstáculo, desde que a relação íntima que deve existir entre a Força livre e a Matéria especificada está perturbada, desde que não há mais igualdade perfeita entre a ação centrífuga e a ação centrípeta, dá-se a destruição do equilíbrio, e por conseguinte uma tendência iminente à suspensão e à cessação do fenômeno vital.

Para que as pancadas do pêndulo do cronômetro se conservem regulares, para que o mecanismo do aparelho funcione sem interrupção, é preciso que haja uma perfeita proporção no antagonismo das duas forças que o acionam, porque a lei fundamental do encontro das forças em a natureza é a Limitação.

Todo o segredo dos organismos vivos está, portanto, na justa Limitação da Força Inicial do Ser pelas Forças Exteriores, e a realização correta do fenômeno vital reside na justa Limitação da Força vital pelas forças Físico-Químicas, debaixo da influência reguladora e preponderante do sistema nervoso, mantido cuidadosamente em sua tensão normal... ...

Em uma palavra, a vida é a conseqüência do antagonismo destas duas potências, antagonismo que, entretendo o duplo movimento de expansão e de retração, de dispersão centrífuga, e de condensação centrípeta, destrói incessantemente um equilíbrio continuamente renovado, e mantém assim o estado constante da tonalização, que é a forma estabelecida pela natureza para manietar o antagonismo da Força e da Matéria em um intuito sintético. [5]

Se é, portanto, na rede nervosa que se opera o encontro das duas forças antagônicas, as quais, por seu movimento centrífugo e centrípeto, formam a dupla pulsação da vida; se é nele e por ele que se efetua a justa limitação da força inicial do ser pelas forças externas; se é por intermédio do sistema nervoso que percebemos as excitações partidas dos centros vitais e as impressões vindas do exterior; se, em uma palavra (com a própria confissão dos nossos mais eminentes fisiologistas modernos), o sistema nervoso é o grande regulador fisiológico dos organismos vivos, - não há dúvida que, se se consegue encontrar o meio de acionar diretamente o sistema nervoso de maneira a reconduzi-lo à sua tensão normal quando dela se afaste, também não há dúvida de que nos apossaremos incontestavelmente do mais seguro, mais poderoso e mais eficaz dos agentes terapêuticos (O magnetismo curador).

________________________
[3] Claude Bernard.
[4] Philips : Électro-dynamisme vital.
[5] Louis Lucas : Medicine nouvelle.



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