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A
radioatividade é uma qualidade que só
aparece nos elementos do último grupo da série_estequiogenética. Pois bem, sabeis que essa é uma forma
de desagregação_da_matéria, pelo que haveis de comprovar este estranho fenômeno:
com o aumento do peso atômico, ou seja, do grau de condensação da matéria,
aumenta essa radioatividade, que na matéria, é mais relevante exatamente em
sua última forma. Então, a condensação leva à radioatividade. Portanto, a matéria (g),
derivada de b
por condensação, atinge
um máximo de condensação em seu processo de descida involutiva, até às
formas de peso atômico máximo, retorna sobre seu caminho, invertendo a direção
na forma de ascensão evolutiva, e tende a dissolver-se, regressando a b.
A radioatividade é exatamente a propriedade de emitir radiações especiais, em
forma de calor, luz, eletricidade — ou seja, de energia. Esta, ao contrário
das leis que conheceis, não é tirada do ambiente, nem de outras formas dinâmicas,
mas é produzida constantemente e não podeis estabelecer outra fonte, a não
ser a matéria em estado de dissociação. Este fato derruba vosso dogma científico
da indestrutibilidade da matéria e revalida o da indestrutibilidade da substância.
A matéria, como matéria, apresenta fenômenos de decomposição espontânea.
Essa decomposição é acompanhada de desenvolvimento de energia. Vedes,
portanto, que a matéria, como tal é destrutível, mas não como substância, já
que essa destruição é acompanhada pelo aparecimento de formas dinâmicas,
paralelamente ao processo de desintegração radioativa. Assim fica demonstrado
o transformismo físico-dinâmico.
O estudo de grupo dos elementos
radioativos nos mostra outro fato importante, ou seja, como ocorre a transformação
de um elemento em outro. Isto é, como se verificam os casos
de evolução química, que podeis considerar como exemplos de
verdadeira e própria estequiogênese.
Se tornarmos em consideração a
última oitava dos elementos da série estequiogenética (elementos
radioativos), podemos estabelecer entre eles uma relação de filiação. Foi
precisamente em vista dessa relação genética, que pudemos estabelecer a série
S7, a família do urânio. Sabeis que os corpos radioativos emitem três espécies
de raios: x.
Quando um corpo radioativo perde em cada átomo uma partícula
x, tem-se, em correspondência,
a perda de quatro unidades de peso atômico. Esse elemento transforma-se em
outro, que ocupa um lugar diferente na série. A emissão de raios y,
ao invés, produz uma transformação no sentido contrário. Uma transformação
x
pode ser compensada por duas transformações y em sentido contrário.Conheceis
a lei específica dessa transformação,
que é expressa pela fórmula: (constante de transformação) = 2,085.106/seg.
Por meio dessa transformação
realiza-se a passagem do URÂNIO a
Protractínio, Rádio, Radônio (emanação),
Polônio (Rádio F), Chumbo (Rádio G). Neste último elemento, a emanação dinâmica
não é mais apreciável e parece já esgotada. Cada elemento é o produto da
desintegração do elemento precedente. Estudando o andamento desse processo de
desintegração sucessiva dos termos da série, descobris que cada elemento tem
um característico tempo médio de transformação que oscila, nos vários corpos, de frações de segundo a
milhares e milhares de milhões de anos. Esse
tempo médio de transformação é sua “vida média” e cada elemento radioativo tem um período próprio
de vida média.
Vossa ciência já fala de vida de
elementos químicos e define a duração desses períodos de vida. A radioatividade, fenômeno perceptível para vós materialmente apenas nos corpos
que a apresentam destacadamente, é, não obstante, propriedade universal da matéria.
Isto significa que a matéria, toda e
sempre, é susceptível de decomposição, em maior ou menor grau, transformável
em formas dinâmicas e que a pulsação de sua evolução, a estequiogênese,
jamais para.
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- A GRANDE SÍNTESE - O éter, a radioatividade e desagregação da
matéria ]
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