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Éter (Um dos estados do Fluido Cósmico)
Nos círculos científicos do planeta muito se tem falado do éter,
sem que possa alguém fornecer uma imagem perfeita da sua realidade, nas convenções
conhecidas.E, de fato, o homem não pode imaginá-lo, dentro das percepções acanhadas da sua mente. Por nossa vez, não poderemos proporcionar a vós outros uma noção mais avançada, em vista da ausência de termos de analogia. Se, como desencarnados, começamos a examiná-lo na sua essência profunda, para os homens da Terra o éter é quase uma abstração. De qualquer modo, porém, busquemos entendê-lo como fluido sagrado da vida, que se encontra em todo o cosmo; fluido essencial do Universo, que, em todas as direções, é o veículo do pensamento divino. [41a - página 32]
No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de
ser etéreo, sofre modificações tão
variadas em gênero e mais numerosas talvez
do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de
propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares
ao mundo invisível.
Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre. Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes. Lá, porém, como neste mundo, somente aos Espíritos mais esclarecidos é dado compreender o papel que desempenham os elementos constitutivos do mundo onde eles se acham. Os ignorantes do mundo invisível são tão incapazes de explicar a si mesmos os fenômenos a que assistem e para os quais muitas vezes concorrem maquinalmente, como os ignorantes da Terra o são para explicar os efeitos da luz ou da eletricidade, para dizer de que modo é que vêem e escutam. [38
- capítulo XIV página 274 item 3 ]
A respiração de
Vosso
ciclo poderia definir-se como
O éter,
que para vós é mais uma hipótese do que um corpo bem estudado, escapa às
vossas classificações, porque quereis reconduzi-lo às formas de matéria que
conheceis, enquanto é uma forma de transição entre energia e matéria. O
éter, forma de transição entre b e g,
é, por sua vez, pai do Hidrogênio. É o filho das formas dinâmicas
puras:
As nebulosas condensam-se da fase éter, através das fases gás, líquido, sólido. Entre os sólidos, existem os corpos de peso atômico máximo, os mais radioativos, os mais velhos, como disse, aqueles que, por desagregação atômica, regressam à fase b. [63
- A GRANDE SÍNTESE - Do éter aos corpos radioativos ]
Na extremidade da escala estequiogenética, aquém de H
(hidrogênio), sempre pelo mesmo princípio de
analogia, encontrareis corpos de peso atômico menor que H, de -2 e assim por
diante, do grupo e valência do Oxigênio. Prosseguindo nessa direção,
encontrareis o éter, elemento imponderável para vós, de densidade mínima,
tanto que escapa, praticamente, às leis da gravitação e não podereis
aplicar-lhe conceitos de gravitação e de compressibilidade, como não podeis
fazê-lo à luz e à eletricidade. Ele escapa às vossas leis físicas e vos
desorienta com sua rigidez, tão grande que lhe permite transmitir a luz à
velocidade de 300.000 km/s. No entanto, é de tão fraca resistência, que nada
opõe ao curso dos corpos celestes. O erro consiste em querer considerá-lo com
os critérios específicos da matéria, enquanto ele é uma forma de transição,
como vos disse, entre matéria e energia.[63 - A GRANDE SÍNTESE - O éter, a radioatividade e desagregação da matéria ] |
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