Conteúdo da página:(com respectivas fontes) No seio
do clero, muitos espíritos argutos têm compreendido a importância
das manifestações espíritas e o seu verdadeiro caráter.
eu, que
acredito na ação constante dos Espíritos e dos mortos sobre nós,
creio bem que esse desaparecido vos guarda e assiste invisivelmente.” (153)
O Dr. José Lappôni, médico de dois papas – Leão XIII e Pio X – relata em sua obra Hipnotismo e Espiritismo numerosos fenômenos espíritas, cuja autenticidade admite. Assim, ...
Muitos pastores, e não dos menos eminentes, vão-se chegando sem rodeio ao Espiritismo.
O Pastor Benezech, de Montauban, nos escrevia,
em fevereiro de 1905, a respeito de fenômenos por ele mesmo
observados:
Mais recentemente ainda, na Igreja de São Jaques, o mesmo orador pregava sobre “as tendências do moderno espiritualismo”, e concluía dizendo que “os fatos espíritas oferecem perfeita concordância com o mecanismo geral e as teorias da religião cristã”. (Traduzido da revista Light, de Londres, 7 de agosto 1897) Um certo número de pastores americanos entrou nessa ordem de ideias. As Neue Spiritualistische Blatter, de 16 de março 1893, publicam a tradução de um artigo do Sr. Savage, Pastor da Igreja Unitária de Boston, no qual esse pensador, esse emérito escritor, bem conhecido nos Estados Unidos, narra as suas investigações no domínio psíquico e conta de que modo foi levado a acreditar nos fatos espíritas. Reproduzimos em seguida esse artigo:
(AURORE, JULHO DE 1893) Em um artigo do Pontefract Express de 20 de janeiro de 1898, o Reverendo C. Ware, ministro da Igreja Metodista, fala muito longamente dos Atos dos Apóstolos. Exorta ele os cristãos “a fazer um estudo aprofundado desse livro, no ponto de vista dos inúmeros e maravilhosos fatos que ele relata e que outra coisa não são senão fenômenos espíritas.
É preciso notar que, no começo do estabelecimento
do Cristianismo, duas classes de cooperadores se acham
constantemente em contacto: os Espíritos desencarnados e os encarnados.”
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O ESPIRITISMO E AS IGREJAS REFORMADAS - JAYME ANDRADE Sinopse: O autor deste livro teve como principal objetivo esclarecer seus antigos companheiros de fé evangélicos sobre os fundamentos científicos e filosóficos do Espiritismo, e a posição deste em face da ortodoxia seguida pelas igrejas cristãs e tradicionais. Mas a repercussão foi bem mais ampla, pois o livro se revelou de interesse para os cristãos de todas as denominações, inclusive os católicos, visto demonstrar, em análise criteriosa e objetiva baseada em farta documentação, como se processou a desfiguração do cristianismo através da introdução de dogmas e da assimilação de preconceitos que nada tinham a ver com os ensinamentos de Jesus. Alguns temas abordados nesse livro:
Todos os assuntos são apresentados com muitas referências à passagens bíblicas que reforçam os argumentos apresentados pelo autor.
Conteúdo resumido: O Reverendo Haraldur Nielsson foi um eminente pastor protestante islandês. A ele foi confiada, pela Sociedade Bíblica Inglesa, a tradução do Antigo Testamento em islandês.
Foi
também professor de Teologia na Universidade de Reykjavik.
Suas pesquisas tiveram
o intuito de demonstrar que o fenômeno espírita é uma realidade,
que os espíritos desencarnados comunicam-se com os seres
humanos, no nosso plano material.
O autor cita, inclusive, em várias passagens do Novo testamento,
a ocorrência de fenômenos mediúnicos hoje explicados à luz
do Espiritismo. http://bvespirita.com
http://www.feblivraria.com.br/index.pl O Livro “Roma e o Evangelho”, que foi compilado por D. José Amigo y Pellícer contêm os estudos filosóficos-religiosos e teórico-práticos feitos pelo Círculo Cristiano Espiritista de Lérida, na Espanha, em 1874, e por não poderem conciliar a estreiteza da Igreja de Roma com a largura da obra traçada por Deus, sentiam que algo de humano precisava ser removido - e que o Espiritismo devia ser o motor de tal depuração do Evangelho de Jesus Cristo. "Roma e o Evangelho" é um livro preciosismo, em si, pelos sublimes ensinos que dá - em sua origem, pelo exemplo que abre:
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Testemunho do Abade Almignana Tradução do opúsculo Du Somnambulisme, des Tables Tournantes et des Mediums, considerés dans leur rapports avec la Théologie et la Physique.
Rue St. Jacques, 42 - Paris.
Primeira Parte O sonambulismo, as mesas falantes e os médiuns, Não passam de obras do demônio, aos olhos do Senhor de Mirville. É esta, em resumo, a sua doutrina na Pneumatologia. Em uma carta que tive a honra de dirigir à Sociedade Mesmeriana, de Paris, sobre a não intervenção do demônio no magnetismo terapêutico, carta publicada nos números 54, 56 e 57 do Journal du Magnétisme, estabeleci a existência do demônio, com as denominações que lhe dá a Escritura, bem como o poder que ele tem, por permissão divina, de agir física e moralmente sobre o homem, segundo os próprios livros sagrados. E, pois, não posso ser suspeito ao Senhor de Mirville, quanto à demonologia. Admitindo, porém, a existência do demônio e a sua ação sobre os homens, não posso partilhar a opinião do sábio, pois, se eu aceitasse a intervenção direta do demônio no sonambulismo magnético, nas mesas e nos médiuns, me colocaria em oposição ao ensino católico, sobre os possessos e sobre a maneira de livrá-los do maligno Espírito, como passo a demonstrar. Háum axioma, tão velho como o mundo:
Apresentaram a Jesus Cristo um mudo para que o curasse; oblatus est ei mutus. O divino Mestre, conhecendo que o mutismo era causado pelo demônio, apressou-se em remover a causa, tirando o demônio do corpo do possesso; feito o que, o mudo falou no meio do povo cheio de admiração; et cum ejecisset demonium locutus est mutus et admiratae sunt turbae. (S. Lucas, cap. XL) Havia em Filipe, na Macedônia, uma rapariga que, sendo possessa do demônio, tinha o dom de adivinhação em tal grau, que de todos os pontos vinham consultá-la, o que rendia grande proveito ao senhor dela. S. Paulo tirou-lhe o demônio do corpo, e ela perdeu o dom de adivinhar, pelo que, os senhores dela arrastaram o Santo Apóstolo aos tribunais, como se fosse um malfeitor. (Atos, cap. XVI, 16, 17, 18.) Partindo desses princípios, segue-se que, se o demônio intervém diretamente no sonambulismo, nas mesas e nos médiuns, desde que seja expulso dos sonâmbulos, das mesas e dos médiuns, como Jesus Cristo o expulsou do corpo do possesso e S. Paulo do corpo da rapariga de Filipe, os sonâmbulos devem a fortiori perder a sua lucidez, as mesas ficar imóveis e os médiuns ser incapazes de traçar uma linha. Sublata causa tolitur effectus. O que importa é conhecer os meios de expelir o demônio donde quer que ele se meta.
Esses meios são-nos indicados pelo ensino católico.
E sabeis o que fez a sonâmbula?
Essa linguagem do alto da tribuna sagrada foi publicamente aprovada por Monsenhor Afre, centro de unidade católica na diocese de Paris, o qual, dirigindo-se aos fiéis, lhes disse:
A sonâmbula foi curada pelos conselhos da sua bisavó, recebidos em sono magnético. Julgando este fato grave e interessante para a religião, fi-lo publicar no nº 19 do Magnétisme Spiritualiste fazendo apelo a todos os que, pelos seus conhecimentos, pudessem explicá-lo. Entre aqueles a quem fiz apelo, figuravam os teólogos, aos quais eu dizia:
Pois bem:
Interrogai Monsenhor Sibour sobre o sonambulismo, e sua Grandeza dir-vos-á que as ideias emitidas pelos sonâmbulos não são mais que o reflexo das do magnetizador, sem vos falar sequer do demônio. Mas, basta de sonambulismos, e passemos às mesas. Tenho feito grande número de experiências com as mesas giratórias e falantes, ...
Nem a prece, nem os sagrados nomes de Deus e de Jesus, nem o sinal da cruz, feito sobre as mesas, nem o crucifixo, nem os rosários, nem os Evangelhos, nem a Imitação de Jesus Cristo, postos sobre as mesas, nem a água benta, puderam impedir que elas girassem, batessem e respondessem. Pelo contrário, vimos muitas vezes, com grande admiração, elas se inclinarem diante da imagem do Crucificado. Direi mais:
Se, depois de todos os fatos, fosse preciso raciocinar conforme a Pneumatologia do Senhor de Mirville, o único raciocínio possível seria este.
Foi, pois, para não me colocar em tão arriscada posição, que entendi não partilhar a opinião do Senhor de Mirville sobre as manifestações fluídicas dos Espíritos. Dir-me-ão que, se os meios aconselhados pelo ensino católico, para a expulsão do demônio, falham algumas vezes, depende isso da pouca fé de quem os emprega. A esta objeção respondo:
Será crível que entre tais pessoas não houvesse uma que tivesse pelo menos a fé de um pagão? Não posso acreditá-lo. Quê! O venerável bispo que experimentou comigo e que, durante quatro anos, se sacrificou propagando a fé em longínquos países, não possuiria a fé de um pagão, para poder expelir os demônios em nome de Deus? Seria isso insultar a obra santa da propagação da fé na pessoa de um dos seus melhores apóstolos! Passemos adiante. Eis como S. João nos ensina a conhecer se um Espírito é de Deus ou não:
Foi assim que dirigi à minha pequena mesa, posta em movimento, a seguinte pergunta:
Tendo feito essa experiência insuladamente na minha casa, quis ver se, fazendo-a acompanhado, obtinha o mesmo resultado, e, nessa intenção, fui a pessoas instruídas, que se ocupavam desse gênero de estudos, e pedi a uma, que era médium, para comigo pôr as mãos sobre uma mesa. Fazendo-se sentir o movimento, fiz-lhe a mesma pergunta que tinha feito à minha mesa, e tive a mesma resposta. Depois dessas experiências, posso eu conscienciosamente crer na influência do demônio sobre as mesas falantes, sem considerar errôneo o testemunho de S. João? Cabe ao Senhor de Mirville responder-me. Ainda tenho mais caminho a andar. Lê-se na Ritual, capítulo dos energúmenos ou possessos, o seguinte:
Um consultante, que não conhece o grego, não obterá resposta nessa língua, e, se dermos alguma pergunta escrita em linguagem que lhe seja desconhecida, para a mesa responder, ela não a compreenderá. Se o Senhor de Mirville desejar fazer comigo essas experiências, estou às suas ordens. Procurei ver se as mesas possuíam a faculdade que, segundo o Ritual, têm os demônios de ver o que é oculto e de ler no futuro, e obtive mais erros do que verdades nesse ponto. Quanto às forças físicas superiores que os demônios tem, segundo o mesmo Ritual, não há mesa alguma, cujo movimento não possa ser suspenso ou atenuado, desde que o experimentador envolva as mãos em seda:
Para o caso de ser preciso comprovar esse fato, guardo as cartas daqueles prelados. Agora passemos aos médiuns. Tendo ouvido dizer que há pessoas, cujas mãos, impelidas independentemente da vontade, escrevem coisas extraordinárias, quis assegurar-me desse fato. Tomei um lápis, e, colocando a minha mão sobre um pedaço de papel, concentrei-me quanto pude. Decorreram apenas alguns minutos, e eis que senti arrastarem-me a mão, que traçou, inconscientemente, linhas, letras e palavras. Muitas vezes repeti essa experiência com o mesmo êxito, tornando-me assim médium de ordem secundária. Desejando verificar se nesse fenômeno havia influência diabólica, para não mais dele me ocupar, perguntei à força oculta ou Espírito que movia a minha mão se era ele o demônio, ao que me respondeu que não. Solicitei-lhe a prova, e logo a minha mão foi arrastada e traçou uma grande cruz. Fiz, em seguida, as perguntas sobre Jesus Cristo que antes eu fizera à mesa, e as respostas escritas foram às mesmas; donde a conclusão de que os agentes da escrita dos médiuns são os mesmos do movimento das mesas, e não demônios, como tenho demonstrado. Entretanto, para mais me assegurar da não intervenção do demônio nos médiuns, tentei mais esta experiência:
Alguém me aconselhou que dissesse ao Espírito ou força oculta que me fizesse escrever algumas frases em valaco, para mostrá-las a quem conhecesse essa língua. Saber-se-ia assim se era ou não valaco o que se me tivesse feito escrever. Aceitei o conselho, porém, tive a ideia de verificar eu mesmo o fato. Escrevi, numa folha de papel, uma frase em francês, tirei uma cópia noutra folha. O Espírito fez-me escrever várias linhas, e me disse que a tradução em valaco era aquela. Pedi-lhe que vertesse a frase para o espanhol, para o italiano e para o latim, e ele o fez. Tendo-lhe pedido uma versão para o inglês, respondeu-me que não podia, porque eu não sabia aquela língua. Deixei passar alguns minutos, e, tomando a cópia da frase, disse ao Espírito que fizesse com ela o mesmo que com o original. O Espírito fez-me escrever a frase nas mesmas línguas que antes, e eu apressei-me em comparar as duas traduções. Qual não foi, porém, a minha surpresa, quando, achando as traduções espanhola, italiana e latina das cópias iguais às do original, vi que a do valaco da cópia e a do original eram completamente diferentes! Convenci-me de que o Espírito não conhecia o valaco, o que demonstrava não ser ele o demônio, segundo o Ritual; entretanto, isso provava que ele me tinha enganado; repreendi-o severamente, chamando-lhe embusteiro e infame, e despedi-o da minha casa. A minha mão, acometida de violento tremor, escreveu, em grandes caracteres:
Segundo o Ritual, o demônio fala todas as línguas, e tu não falas o valaco nem o inglês, etc.; logo não és o demônio. Se sou um mau padre, não, é isso da tua conta, Deus é quem me julgará, e a seu santo juízo me curvarei. Se me fosse dado ver-te, como te sinto, eu te daria uma boa resposta, mas contento-me em deixar de fazer experiências contigo. Apenas disse isto, a minha mão, arrastada, escreveu:
Eu não falo senão as que falais, e, se disse o contrário, foi para rir-me.
Querendo verificar o que me foi dito pelo Espírito, fui a outro médium psicógrafo, e pedi-lhe uns trabalhos de escrita. Em meio das nossas experiências, escrevi em uma folha de papel estas palavras em espanhol:
Então pedi ao médium que rogasse ao seu Espírito que respondesse à pergunta:
Se o Senhor de Mirville quiser fazer alguma experiência desse gênero comigo, terei nisso grande prazer.
Passo agora a ocupar-me do Sobrenatural em geral, do Senhor de Gasparin. Abade Almignana. (1) - Marquês de Mirville[Charles, Jules Eudes de Catteville de Mirville – 1802-1873], autor de DES ESPRITS*. Mirville traduziu o texto [da confissão de Cipriano] para o francês. Blavatsky Collected Writings, vol. 14 p 162 |
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