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Dogma[do grego dógma, pelo latim dogma]
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Cristo nunca endossou o dogmatismo e a intransigência por normas de ação. EMMANUEL
Entre a força de um preconceito e o atrevimento de um dogma, o espírito se perturba, e, no círculo dessas vibrações antagônicas, acha-se sem bússola no mundo das coisas subjetivas, concentrando, naturalmente, na esfera das coisas físicas, todas as suas preocupações. Livro: EMMANUEL
Os novos discípulos do Evangelho devem compreender que os dogmas passaram.
E as religiões literalistas, que os construíram, sempre o fizeram simplesmente em obediência a disposições políticas, no governo das massas. Dentro das novas expressões evolutivas, porém, os espiritistas devem evitar as expressões dogmáticas, compreendendo que a Doutrina é progressiva, esquivando-se a qualquer pretensão de infalibilidade, em face da grandeza inultrapassável do Evangelho. [41a - página 202]
OS DOGMAS E OS PRECONCEITOS Os maiores obstáculos, para que se propaguem no seio das sociedades modernas os ensinamentos salutares e proveitosos do Consolador, são constituídos pelas imensas barreiras que lhes levantam os dogmas e preconceitos de todos os matizes, nas escolas científicas e facções religiosas, militantes em todas as partes do Globo. Muitos espíritos, afeitos ao tradicionalismo intransigente e rotineiro, são incapazes de conceber a estrada ascensional do progresso, como de fato ela é, cheia de lições novas e crescentes resplendores; é assim que, completando as longas fileiras de retardatários, perturbam, às vezes, a paz dos que estudam devotamente no livro maravilhoso da Vida, com as suas opiniões disparatadas, prevalecendo-se de certas posições mundanas, abusando de prerrogativas transitórias que lhes são outorgadas pelas fortunas iníquas. Não conseguem, porém, mais do que estabelecer a confusão, sem que as suas mentes egoístas tragam algo de belo, de novo ou de verdadeiro, que aproveite ao progresso geral. Seus trabalhos se prestam unicamente às suas experiências pessoais nos domínios do conhecimento, não conseguindo viver na memória dos pósteros, porquanto a veneração da posteridade é uma galeria gloriosa reservada, quase que invariavelmente, aos que passaram na Terra perseguidos e desprezados, e que se impuseram à Humanidade ofertando-lhe generosamente o fruto abençoado dos seus sacrifícios imensos e das suas dores incontáveis. [71 - página 145]
![]() William Stainton Moisés
Tratamos as antigas opiniões como Jesus tratava a lei judaica.
Ele anulou abertamente a letra, enquanto lhe renovava o espírito por eloqüentes e novas explicações. Procedemos com as opiniões e com os dogmas do Cristianismo moderno como Ele procedeu com a lei mosaica e com a ortodoxia dos fariseus e rabinos. Uma adesão rígida à letra estrita da lei conduz quase inevitavelmente a desprezar o sentido verdadeiro. O homem que começa a observar servilmente as minudências do ritual acaba por tornar-se qual o orgulhoso, arrogante e antipático fariseu, cuja religião desaparecera na sua teologia, e que ainda agradecia a Deus por não se parecer com o seu próximo. É contra essa forma capciosa da religião que travamos uma guerra obstinada.
Que importa que a estrada seja sinuosa, se está circunscrita entre duas paredes por cima das quais os seus olhares não ousam elevar-se? Caminham com precaução, passo a passo, com medo de tropeçar ou de cair à menor desigualdade do terreno. Apóiam-se sobre os dogmas prescritos pela inflexível ortodoxia. Assim o decidiu a sabedoria da Igreja:
Como poderiam eles entrar no santuário onde brilha a verdade em sua plenitude? Outros não são somente incapazes, mas opostos a aceitar a menor modificação à antiga teologia, que consideram como a encarnação da verdade divina. Foi por meio dela que os santos cristãos ampararam os mártires e exortaram os moribundos nos séculos passados, e ainda o fazem no presente. É a fé dos antepassados, o evangelho de salvação que aprenderam dos lábios maternos, dos quais receberam o depósito transmitido a seus filhos, que, por sua vez, o confiaram às gerações seguintes como sendo a verdade inteira, inalterável. E, assim dominados por um sentimento de crença determinada, eles não querem nem mesmo tocar no que parece violar uma fé consagrada por tantas instituições, fé que se tornou cara por tantas reminiscências suaves. São os defensores da fé, a quem o zelo do mártir inflama, e a quem nenhuma influência pode atingir. Não queremos, aliás, perturbar voluntariamente uma crença tão confortadora. Experimentar esclarecê-los seria inútil, pois devem conquistar o que lhes falta, em uma outra esfera de existência. Outros homens há que até hoje ainda não pensaram em matéria religiosa; têm uma espécie de opinião convencional sobre a vantagem de uma profissão exterior de religião, porque não se considerariam bem estabelecidos sem ela. É em verdade um fraco verniz que apenas aparece. Contanto que o apercebam de longe, ele satisfaz aos que o empregam e aos que nos fazem a oposição mais encarniçada. Obrigá-los a ocupar-se de religião é um vexame. O assunto é desagradável, tolerado somente sob a sua forma mais ligeira, quando há necessidade mundana absoluta. Aos sacerdotes compete determinar-lhes o que é bom e inspirar-lhes confiança no que é indispensável. Obrigá-los a ver as falhas da fé estabelecida ou a admirar as excelências da novidade é um duplo peso correspondendo a duplo castigo. Eles apegam-se ao passado e vivem dele. São felizes assim, detestando o progresso social e religioso. O livre-pensamento significa para eles dúvida, cepticismo, ateísmo, todas as coisas desastrosas e inconvenientes. É claro que não temos nada a fazer com essas três classes e com as intermediárias, confinadas nos pólos da incapacidade, da má-vontade ou positiva aversão. A sua hora soará. Esforçamo-nos por inculcar a todos que a estrada conducente ao conhecimento de Deus está aberta e livre. O homem que prefere o estacionamento ao progresso viola uma das primeiras condições do seu ser. Não tem o direito de proibir tal ou qual credo dos seus semelhantes nem a obrigá-los a adotar o seu. Repetimos ainda que a ortodoxia, as severas linhas inflexíveis sob as quais é mister nos curvarmos, sob pena de nos perder, são ficções humanas, cadeias fabricadas pelas paixões do homem para reter na Terra as almas que querem elevar-se a Deus. Melhor será, repetimo-lo, que o homem se desvie sem outro apoio além do seu guia designado, que ore, pense e trabalhe por si mesmo, em vez de renunciar à liberdade ou de aceitar uma religião por um motivo qualquer. É preciso lealdade e coragem para pesquisar a Verdade, pois sem o seu socorro a criatura não pode dominar, ao passo que com ele o progresso lhe é garantido. A nossa tarefa é fazer com o Cristianismo o que Jesus fez com o Judaísmo:
Queremos elevar-vos fora da vida do corpo e aproximar-vos quanto possível do estado de desencarnado. Não podemos explicar-vos, na disposição em que vos achais, a verdadeira dignidade da mais elevada vida do homem, mesmo na Terra, e os mistérios ocultos que esta vida encerra profusamente. Antes que possais atingir essas distâncias, contentai-vos com aprender que uma significação espiritual está oculta sob cada coisa, de que a Bíblia está repleta. As interpretações, definições e glosas humanas são a crosta material que envolve a divina semente da Verdade. Se retirássemos a crosta, o tenro grão murcharia e feneceria. Nós nos contentamos, pois, com indicar-vos até onde podeis compreender a verdade palpitante, que não vedes sob a face exterior que vos é familiar. Foi essa a missão do Cristo, que reclamou o cumprimento da Lei, não a sua ab-rogação, descobrindo a verdade oculta sob os preceitos mosaicos, rasgando os farrapos do ritual farisaico e as glosas da especulação rabina, e reformando religiosa e socialmente a Humanidade.
Ele encontrou um mundo mergulhado na ignorância espiritual, à discrição de uma teocracia sem escrúpulos, tiranizada em matéria política.
Isto é a Volta espiritual do Cristo. (Ver: O retorno de Jesus - Cartas de Cristo) Possa a bênção do Supremo repousar sobre vós. [108 - página 168 / 174]
"Fiquei profundamente traumatizado em minha carreira de teólogo.
Sinto-me aviltado, humilhado, insultado, desonrado, mas não por ateus, nem por gente zombeteira ou incrédula, mas sim por dogmatistas. Por eles e seus pastores que seguem apenas a letra dos ensinamentos que consideram ser o único caminho para chegar a Deus. Fui ferido no ponto mais central, no ponto que, apesar de uma profunda melancolia, tem me mantido vivo: minha crença em Deus ... Heinz Zarhnt - teólogo." http://www.jornalinfinito.com.br Link desativado |
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