Sob a mesa em levitação
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Crianças e Adolescentes
DESAPARECIDOS
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Continuação das experiências sob a mesa em levitação

CAPÍTULO V, do livro "MECÂNICA PSÍQUICA", 2ª Edição - 1975, de W. J. Crawford
LAKE - Livraria Allan Kardec Editor

____O pesquisador está frente a uma mesa imóvel; suspensa no ar. Nada de material parece sustentá-la, pois em cima, em baixo e ao redor, tudo está vazio. Pergunta a si mesmo como acontece êsse estranho fenômeno.

  • A meu ver, no espaço acima da mesa, nada se relaciona com a levitação, ou então essa relação é muito secundárla.

    • Realmente, o pesquisador pode entrar no circulo, segurar a parte superior da mesa, sentar-se sobre ela, aí colocar objetos e agir à vontade enquanto seus braços e busto a dominam.
    • Em segundo lugar, pode projetar sobre a mesa uma luz bastante forte, sem que a levitação seja afetada, ao passo que essa mesma luz projetada por baixo, a faria cair imediatamente.
  • O único lugar onde pessoa alguma pode passar, é entre o médium e a mesa em levitação. Aí existe uma região de importância vital.

____Mais adiante veremos que todo espaço entre a mesa e os assistentes tem sua importância, secundárla, é verdade, contudo muito real; e que algumas vezes os operadores podem ocupar uma parte, exceto aquela que se acha frente ao médium. Quanto ao espaço sob a mesa, é também de importância capital para a levitação.

Exp. 32. — Efeito de uma luz colocada sobre a mesa em levitação.

____Peguei uma lanterna elétrica de bolso, cobri a lente com algumas espessuras de papel vermelho transparente, e ...

  • coloquei-a em pé sobre a mesa em levitação. Assim ficou por um instante, enquanto a mesa subia e descia suavemnente. Somente com duas espessuras de papel vermelho, a levitação foi impossível, porque a lanterna iluminava muito diretamente o médium.
  • Com a lanterna deitada, estando a luz em direção oposta ao médium, realizou-se logo a levitação e manteve-se por longo tempo.
  • A mesa (aquela de minha sala) tinha uma prateleira inferior, mais ou menos a 20 cms do solo. A lanterna ai foi colocada em seguida e da mesma forma. Nova levitação bastante prolongada mas mais difícil.

____Em geral, uma luz bastante fraca, concentrada perto do médium, é contrária aos fenômenos, mas uma luz difusa, partindo de uma superfície maior, como a de uma chama, é menos nociva.
____Seria então, a parte inferior do corpo do médium que tem papel mais importante na produção do fenômeno. Essas experiências demonstram também que a extremidade da mesa mais próxima ao médium, e a região inferior vizinha, são as mais afetadas durante a levitação.

Exp. 33. — Efeito de um corpo volumoso sob a mesa em levitação.

____A mesa (nº 1) estando bem suspensa, impeli suavemente para baixo dela, uma balança de 20 cms. de altura, cujo prato retangular media 20 x 15 cms.
____Nenhum ponto da balança achava-se em contacto com a mesa. Havia no mínimo, 45 cms. entre o prato de uma e a parte inferior da outra. O resultado foi claro: A mesa elevou-se alguns centímetros acima do solo, debateu-se no ar como um pássaro ferido (é o único têrmo que traduz o movimento) e caiu suavemente no chão.
____Conclusão:
O espaço ocupado pela balança, é um fator na levitação produzido por uma forca ascendente, operando sob a prateleira da mesa.
____De um modo geral, o espaço sob a mesa deverá ficar numa relativa obscuridade, se quisermos obter fenômenos interessantes. Será coisa fácil com uma mesa grande, pela sombra projetada, mas existe um inconveniente. Todavia, a luz é suficiente para o conjunto de observações, e ainda que não seja possível ler as indicações da balança, veremos que o sentido do tacto as substituem.

exp. 34. — Pesquisa sob os pés da mesa em levitacão.

____Se a força_psíquica agisse somente sob os pés da mesa, haveria sob cada um deles uma força ascendente de cerca de 1 quilo 180 (mesa nº 1). Colocando-se a mão sob um dos pés, a reação deveria ser muito sensível. Ora, eu não senti a mínima pressão, seja por minha mão estar sob o pé, seja por eu a ter erguido do chão até o pé. A levitação, por conseguinte, não é devida a uma força atuando sob cada um dos pés, ou então esta é fraca em relação à força principal.

Exp. 35. — Pesquisa sob a mesa em levitação.

____Durante uma levitação normal, coloquei minha mão em diferentes pontos do assoalho, a palma aberta em direção ao campo psíquico, assim como sob a prateleira da mesa, sem sentir em lugar algum a mínima resistência. Mas, como uma pressão de 34 gramas por crn. qaudtados (cf. exp. 16) sobre a pequena extensão da palma não daria grande coisa, êsse resultado nada tem de surpreendente. Passando meu braço sob a mesa, também não senti pressão alguma.
____Explica-se porque eu não encontrava nenhuma resistência enquanto tocava diversos pontos sob a prateleira da mesa:

  • 1º) A força ascendente era muito fraca.
  • 2º) A força ascendente era real, mas estava neutralizada, acima da mão e do braço, pela aura, (*) em compensação sua intensidade aumentava um pouco nos outros pontos. O volume da mão e parte do braço que se achavam sob a mesa, era sem dúvida muito fraco para embaraçar seriamente a levitação. (Exp. 33.)

Exp. 36. — Pesquisa por meio de uma vareta de vidro sob a mesa em levitação.

____Peguei uma vareta de vidro de 8 mms. de diâmetro e 35 cms. de comprimento, e a fiz correr sob a mesa em levitação, a diferentes alturas. Em seguida eu a fiz descrever um largo movimento sob os pés da mesa e mais além, até tocar um a um os pés dos assistentes. A levitação não foi afetada.
____Conclusão: Um corpo pouco volumoso e de pequena superfície, pode ser colocado sob a mesa durante a levitação sem perturbar o fenômeno. Todavia, penso que isso é exato somente quando a levitação é poderosa. Um observador ignorante poderia duvidar da existência de uma força que mais ou menos se consome, e crer que a levitação exige uma força constante. Seria um ponto de vista errado.

  • Às vezes parece haver somente força suficiente para a levitação e nesse caso, uma coisa mínima, a mão colocada sob a mesa, por exemplo, a faria cair.
  • Outras vezes, e isso é mais freqüente, dir-se-ia que existe uma reserva à qual recorremos para imediatamente reparar o menor acidente e manter a levitação.

Exp. 37. — Pesquisa sob a mesa por meio de um manômetro.

____O manômetro do qual me servi, era um instrumento muito sensível, empregado nas caldeiras. Devido ao seu registro, a diferença de pressão podia ser estabilizada a qualquer momento da medição. Ora, passeando sua estremidade sob todos os pontos da mesa, não constatei nenhum desnível. Por conseguinte, a levitação não é devida à pressão estática de um fluido.

Exp. 38. — Reação sobre o assoalho ou nas suas imediações.

____O dispositivo consiste em uma campainha elétrica, sobre cujo botão fixamos uma placa de madeira delgada de 7 cms. quadrados, cuja superfície é guarnecida de um pano grosso vermelho, a fim de facilitar a ação da força_psíquica. A mínima pressão em um ponto qualquer desta pequena chapa, estabelecia o contacto e a campainha funcionava. A altura do aparelho não excedia 5 cms.
____A sessão teve lugar em minha casa, com a mesa de dois tampos. Quando estava no ar, a 30 cms. do solo, impeli meu aparelho em baixo, mas a campainha não soou em parte alguma.
____Conclusão: Não há reação sobre o assoalho sob a mesa em levitação. Resultado capital e tão importante, que verifiquei com cuidado no decorrer de três outras experiências (51, 52, 61). (Ver: INTRODUçãO do livro "MECÂNICA PSÍQUICA")

exp. 39. — Sons por ação direta da força_psíquica .

____Coloquei o aparelho no chão, a certa distância da mesa e pedi aos operadores que respondessem às minhas perguntas por meio de sons, em lugar de bater no assoalho como tinham por hábito. Os sons ressoaram logo após e durante todo o resto da sessão comunicaram-se conosco por êsse meio (que pareceu lhes ser agradável). Desejaram-nos boa noite por meio de sons prolongados em lugar de o fazerem por meio dos raps habituais.

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(*) Muitos estudiosos do psiquismo pensam que o corpo humano emite determinada energia radiosa, que os sensitivos vêem sob a forma de uma atmosfera luminosa, ou aura.

Ver também:
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