Levitação direta sobre a balança
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Crianças e Adolescentes
DESAPARECIDOS
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Continuação das experiências concernentes às reações da mesa durante a levitação

CAPÍTULO VI, do livro "MECÂNICA PSÍQUICA", 2ª Edição - 1975, de W. J. Crawford
LAKE - Livraria Allan Kardec Editor

Exp. 40. — Experiência preliminar.

____Essa experiência foi realizada somente na presença de quatro membros do círculo, inclusive o médium. A mesa descansava sobre a prancha fixa ao estrado_da_balança. O médium fazia face ao comprimento da mesa e via de perfil as elevações da balança.
____A tara (pêso da mesa e da prancha) era de 7 quilos. Após longo espaço de tempo, a mesa ergueu-se nos dois pés. O fiel da balança tocou imediatamente o buttoir, indicando um acréscimo de pêso marcante. Tendo obtido com freqüência esse fenômeno, uma vez consegui equilibrar a balança a 11 quilos e 800. Pareceu-me ser o pêso tão maior, que os pés elevavam-se mais alto. A levitação total não se realizou. Julguei obtê-la se o círculo estivesse completo. Assim, na experiência seguinte os membros estiveram todos presentes.

Exp.. 41. — Reação da mesa em levitação sobre a balança.

____Não havia mais de 2 a 5 cms. de intervalo entre os pés da mesa e a beira do estrado, o que não permitia nem movimentos excêntricos, nem manipulações. O fiel da balança marcava 7 quilos.
____Depois de alguns minutos pôs-se à oscilar. A mesa agitou-se com movimentos bruscos sobre sua estreita plataforma e, de vez em quando, uma de suas extremidades erguia-se ligeiramente, para cair logo após. Isto durou um quarto de hora, de maneira que pensei não poderem os operadores efetuar a levitação desejada. Sete ou oito pancadas foram dadas sobre o assoalho; era o sinal combinado para anunciar seu desejo em nos dizer alguma coisa. Por meio de raps, nos foi comunicada a seguinte frase: “Cubra a prancha com um pano escuro”. Esta era branca, não tendo sido a madeira natural nem pintada nem envernizada, e o obstáculo devia ser causado pelos raios refletidos por essa superfície (exp. 32). o círculo foi então rompido por alguns minutos para executar o que havia sido pedido, e a experiência continuou com maior êxito. A mesa oscilou novamente, erguendo-se depois nos dois pés.
____Essa elevação coincidiu com um acréscimo de pêso que nunca excedeu 6 quilos 350 (exp. 40). A levitação total só se realizou cerca de 40 minutos após o início da sessão, não durou senão 5 ou 6 segundos e foi muito agitada. Era evidente que o fenômeno processava-se com dificuldade, sem dúvida por estarem a superfície da base da mesa e a do estrado da balança, muito próximas para permitir uma fácil manipulação.
____Mas, logo após à levitação, o acréscimo de pêso, acusado um minuto antes e sem dúvida devido à elevação inicial precedendo a levitação, decresceu, e o fiel, equilibrado, marcou mais ou menos a tara primitiva. As levitações sucederam-se em seguida e tornaram-se cada vez mais regulares. Finalmente obtivemos uma levitação quase perfeita, a uma altura de 15 cms. Durou pelo menos meio minuto, a mesa quase no nível, mais ou menos imóvel e cobrindo o estrado da balança. Salvo um outro caso do qual falarei mais adiante, é uma das levitações mais notáveis a que testemunhei.
____Desde que ela teve lugar, conservou-se o fiel em equilíbrio a mais ou menos 7 quilos com oscilações de uma libra, para mais ou para menos, o que devia corresponder aos leves movimentos da mesa no ar.
____Conclusões:

  • 1º) A mesa, estando erguida sobre dois pés, produziu uma reacão na balança ultrapassando o pêso estático de vários quilos e aumentando com a altura. Esse resultado é semelhante ao da experiência 40.
  • 2º) Durante uma levitação normal, a reação sobre o estrado parece mais ou menos igual ao pêso da mesa.
  • 3º) Os movimentos da mesa no ar, acima do estrado, produzem reações de muitos quilos.

Exp. 42. — Reação da mesa em levitacão sobre a balança.

____Substitui a mesa nº1, de difícil locomoção, pela mesa menor de vime (nº 2). A tara era de 5 quilos. A sessão chegava ao fim e a energia psíquica, estando em seu ponto culminante, a levitação seria mantida por vários minutos se eu o desejasse.
____Excetuando algumas variações, que não ultrapassaram meio quilo e que pareciam corresponder às pequenas sacudidelas da mesa em levitação, a balança marcou sempre o pêso inicial.
____Conclusão: Como na exp. 41, a reação sobre o estrado da balança parece ser mais ou menos igual ao pêso da mesa em levitação.

Exp. 43. — Reação da mesa em levitação sobre a balança.

____Fiz desta vez a experiência com as mesas 3 e 4. A levitação da mesa 3 foi prolongada, regular, e de uma altura média de 17 cms. A superfície da mesa formava um ângulo de 30º com o horizontal, sendo o lado mais baixo o mais afastado do médium. Restabelecido o equilíbrio, a balança acusou uma sobrecarga de mais ou menos 6 quilos, isto é, mais do dôbro do pêso da mesa. Mas deve-se notar que o fiel funcionava com certa rigidez, como se houvesse uma pressão sobre qualquer parte do mecanismo, sob o estrado.
____A levitacão da mesa nº4 foi também muito bem sucedida, prolongada, e de uma altura média de 22 a 25 cms. A superfície achava-se 30º inclinada, como anteriormente. Uma reação muito forte, de 14 quilos 350 em média, foi registrada a o fiel tornou-se absolutamente rígido. A balança reencontrou sua sensibilidade habitual logo que cessou a levitação.
____O quadro abaixo nos permitirá comparar os resultados.

Exp. nº

Mesa nº

Características da levitação

Peso da mesa

Reação devida à mesa em levitação

41

1

de nível...............................

4 kg. 700

4 kg. 780

42

2

de nível...............................

2 kg. 700

2 kg. 700

43

3

Inclinação de cerca de 30º

2 kg. 850

6 kg. 070

44

4

Inclinação de cerca de 30º

1 kg. 250

14 kg. 350

____Não observei perda de sensibilidade do fiel da balança com as mesas 1 e 2, durante a reação, mas houve uma, pequena, com a mesa 3, e uma grande com a mesa 4.

LEVITAçãO DIRETA SOBRE A BALANÇA
CONCLUSõES GERAIS, TIRADAS DAS QUATRO LEVITAÇÕES

____Esses resultados deixaram-me extremamente perplexo. A reação, quando a mesa é relativamente grande, é igual ao peso da mesa, isto é, quando sua superfície e sua área de sustentação são da mesma ordem daquelas do estrado. Mas, experiências posteriores mostraram-me que o fator determinante é a altura do estrado sobre o solo.
____Quanto à fricção constatada durante a levitação do tamborete (nº 4), examinei cuidadosamente o mecanismo da balança e fui levado a pensar que os operadores haviam impresso um esforço de torsão ao estrado durante a experiência e que uma grande parte da reação registrada era fictícia. Era devida à torsão ou a uma pressão pouco normal ao estrado. Mesma conclusão quanto à experiência com a mesa 3.
____Mostrarei mais tarde que durante uma levitação anormal, isto é, realizada a partir de um nível mais alto que o solo, existe, em geral, uma componente horizontal da reação, procedendo diretamente do médium, a qual age sobre o estrado. Essa componente impeliria o estrado sobre suas arestas e ocasionaria a fricção.
____Resta perguntar porque essa reação oblíqua ao estrado produziu-se com o tamborete e não com a mesa grande. Após haver bem estudado o caso, concluí que a levitação de uma mesa sobre um estrado, é muito mais difícil do que sobre o solo. Parece existir um nível normal de levitação em relação ao médium. Creio que a fricção observada no caso do tamborete, demonstra o emprêgo de uma espécie de “estrutura”. Os acréscimos de pêso registrados no início da levitação também parecem indicá-lo.

Ver também:
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