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A especialização na tarefa mediúnica é mais que necessária e somente de sua compreensão poderá nascer a harmonia na grande obra de vulgarização da verdade a realizar. [41a - página 216]
Podem
dividir-se os médiuns em duas grandes categorias:
Todas as outras espécies se prendem mais ou menos diretamente a uma ou outra dessas duas categorias; algumas participam de ambas. Se analisarmos os diferentes produzidos sob a influência mediúnica, veremos que, em todos, há um efeito físico e que aos efeitos físicos se alia quase sempre um efeito inteligente. Difícil é muitas vezes determinar o limite entre os dois, mas isso nenhuma conseqüência apresenta.
Sob a denominação de médiuns de efeitos intelectuais abrangemos os que podem, mais particularmente, servir de
intermediários para as comunicações regulares e fluentes.
As
principais manifestações são a dos:
A mediunidade apresenta
uma variedade infinita de matizes, que constituem os chamados médiuns
especiais, dotados de aptidões particulares, ainda não definidas,
abstração feita das qualidades e conhecimentos do Espírito que se manifesta.
A
natureza das comunicações guarda sempre relação com a natureza do Espírito
e traz o cunho da sua elevação, ou da sua inferioridade, de seu saber, ou de
sua ignorância. Os Espíritos batedores, por exemplo, jamais saem das manifestações físicas e, entre os que dão comunicações inteligentes, há Espíritos poetas, músicos, desenhistas, moralistas, sábios, médicos, etc. Indivíduos há que, como médiuns, escrevem admiráveis poesias, sendo certo que, em condições ordinárias, jamais puderam ou souberam fazer dois versos; outros, ao contrário, que são poetas e que, como médiuns, nunca puderam escrever senão prosa, mau grado ao desejo que nutrem de escrever poesias.
Outro tanto sucede com o desenho, com a
música, etc.
Aparelhos mediúnicos valiosos naturalmente não se improvisam. Como todas as edificações preciosas, reclamam esforço, sacrifício, coragem, tempo ... E sem amor e devotamento, não será possível a criação de grupos e instrumentos louváveis, nas tarefas de intercâmbio. [28a - página 82]
Erraria
quem, simplesmente por ter ao seu alcance um bom médium, ainda mesmo com a
maior facilidade para escrever, entendesse de querer obter por ele boas
comunicações de todos os gêneros.
Para que uma comunicação seja boa, preciso é que proceda de um Espírito bom; para que esse bom Espírito a POSSA transmitir indispensável lhe é um bom instrumento; para que QUEIRA transmiti-la, necessário se faz que o fim visado lhe convenha. O Espírito, que lê o pensamento, julga se a questão que lhe propõem merece resposta séria e se a pessoa que lha dirige é digna de recebe-la. A não ser assim, não perde seu tempo em lançar boas sementes em cima de pedras e é quando os Espíritos levianos_e zombeteiros entram em ação, porque, pouco lhes importando a verdade, não a encaram de muito perto e se mostram geralmente pouco escrupulosos, quer quanto aos fins, quer quanto aos meios.
Grupamos
as diferentes espécies de médiuns por analogia de causas e efeitos, sem que
esta classificação algo tenha de absoluto.
Destacamos as suas
observações textuais, sempre que nos pareceu conveniente assiná-las.
São, na sua maioria, de Erasto e de Sócrates.
Além de um número considerável de variedades de
médiuns, apresenta uma infinidade de graus em sua intensidade.Muito raro a faculdade de um médium estar rigorosamente circunscrita a um só gênero. Um médium pode ter muitas aptidões, havendo, porem, sempre uma dominante.
Em erro grave
incorre quem queira forçar de todo o modo o desenvolvimento de uma faculdade
que não possua é, acima de tudo, perder tempo e, em segundo lugar, perder,
talvez, enfraquecer, com certeza, as de que seja dotado. [1 - página 286] [17 - página 244 item 198]*
Todas
estas variedades de médiuns apresentam uma infinidade de graus em sua
intensidade.Muitas há que, a bem dizer, apenas constituem matizes, mas que, nem por isso, deixam de ser efeito de aptidões especiais. Concebe-se que há de ser muito raro esteja a faculdade de um médium rigorosamente circunscrita a um só gênero. Um médium pode, sem dúvida, ter muitas aptidões, havendo, porém, sempre uma dominante.
Ao cultivo dessa é que, se for útil, deve ele aplicar-se.
Procurar
ter as outras é, acima de tudo, perder tempo e, em segundo lugar, perder
talvez, enfraquecer com certeza, as de que seja dotado.
Limitando-se à sua especialidade, pode
o médium tornar-se excelente e obter grandes e belas coisas;
ocupando-se de todo, nada de bom obterá. Os bons abandonam o presunçoso, que se torna então joguete dos mentirosos. Infelizmente, não é raro verem-se médiuns que, não contentes com os dons que receberam, aspiram, por amor-próprio, ou ambição, a possuir faculdades excepcionais, capazes de os tornarem notados.
Essa pretensão lhes tira a qualidade mais preciosa: a de
médiuns seguros."
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