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Os
animais possuem_uma_inteligência que lhes faculta certa liberdade de ação, os
animais possuem um princípio independente da matéria que sobrevive ao corpo.
É também uma alma, se quiserdes, dependendo isto do sentido que se der a esta
palavra. É , porém, inferior à do homem.
Há entre a alma dos animais e a do
homem distância equivalente à que medeia entre a alma do homem e Deus.
[9a - página 296
questão 596]
Após
a morte, a alma dos animais conserva a sua
individualidade. Mas, quanto à
consciência do seu eu, não. A vida inteligente lhe permanece em estado
latente.
[9a
- página 296 questão 598]
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Sobrevivendo
ao corpo em que habitou, a alma do animal depois da morte fica numa espécie de
erraticidade,
pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito_errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. De
idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A consciência de si mesmo é o
que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte,
é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase
imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras
criaturas.
[9a - página 296
questão 600] |
A vida do animal não é propriamente missão, apresentando, porém, uma
finalidade superior que constitui a do seu aperfeiçoamento próprio, através
das experiências benfeitoras do trabalho e da aquisição, em longos e
pacientes esforços, dos princípios sagrados da inteligência.
[41a
- página 82]
- Emmanuel - 1940
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Quanto
mais inferior é o Espírito, tanto mais apertados são os laços que o ligam à
matéria. Não o vedes? O_homem_não_tem_duas_almas; a alma
é sempre única em cada ser. São distintas uma
da outra a alma do animal e a do homem, a tal ponto
que a de um não pode animar o corpo criado para
o outro. Mas, conquanto não tenha alma animal,
que, por suas paixões, o nivele aos animais, o
homem tem o corpo que, às vezes, o rebaixa até ao nível
deles, por isso que o corpo é um ser dotado de vitalidade e de instintos,
porém ininteligentes estes e restritos ao
cuidado que a sua conservação requer.
[9a
- página 298 questão 605] |
À alma dos animais não é dado escolher a espécie de animal em que encarne,
pois que lhe falta livre-arbítrio.
[9a - página 296
questão 599]
O
Espírito que animou o corpo de um homem não poderia encarnar num animal. Isso seria retrogradar(voltar para trás; recuar) e o
Espírito não retrograda.
[9a
- página 302 questão 612]
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Os mamíferos que se ligam a nós outros
por extremos laços de parentesco, em se desencarnando, agregam-se aos ninhos em
que se lhes desenvolvem os companheiros e, qual ocorre entre os animais inferiores,
nas múltiplas faixas evolutivas em que se escalonam, não possuem pensamento_contínuo para a obtenção de meios destinados à manutenção de
nova forma.
Encontram-se, desse modo, aquém da histogênese
espiritual, inabilitados
a mais amplo equilíbrio que lhes asseguraria ascensão a novo plano de consciência.
Em razão disso, efetuada a histólise dos tecidos celulares, nos sucessos recônditos
da morte física, dilata-se-lhes o período de vida latente, na esfera espiritual, onde,
com exceção de raras espécies, se demoram por tempo curto, incapazes de
maliar os órgãos do aparelho psicossomático que lhes é característico,
por ausência de substância mental consciente.
Quando não se fazem aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se
fluam durante certa quota de tempo, caem, quase sempre de imediato à morte do
corpo carnal, em pesada letargia, semelhante_à_hibernação, acabando
automaticamente atraídos para o campo genésico das famílias a que se ajustam,
retomando o organismo com que se confiarão a nova etapa de experiência, com os
ascendentes do automatismo e do instinto que já se lhes fixaram no ser, e
sofrendo, naturalmente, o preço hipotecável aos valores decisivos da evolução.
André
Luiz (Uberaba, 9 de Março de 1958) [56
- página 87] |
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A Questão Espiritual dos Animais
Dra. Irvênia Prada
Este livro pretende demonstrar que os
animais não são simples máquinas, movidos por um combustível chamado
instinto, pelo contrário, suas mais variadas formas e espécies
representam manifestações materiais do Princípio Inteligente no cumprimento da longa jornada evolutiva. A arquitetura da casa mental,
projetada em etapas que correspondem às do desenvolvimento filogenético
do cérebro, surgem como testemunha da paridade evolutiva entre o Princípio Espiritual e o Princípio material. Temas como desencarne e
reencarnação, erraticidade, figuras animais no plano espiritual,
mediunidade carma e sofrimento, "espíritos da natureza", bem
como o dilema ético e doutrinário de comer ou não comer carne são
tratados de maneira crítica nos levando à reflexão.
http://www.folhaespirita.com.br/livros.htm |
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Os animais têm a sua linguagem, os seus afetos, a sua inteligência
rudimentar, com atributos inumeráveis. São eles os irmãos mais
próximos do homem, merecendo, por isso, a sua proteção e amparo.
Seria difícil ao médico legista determinar, nas manchas de sangue, qual
o que pertence ao homem ou ao animal, tal a identidade dos elementos que o
compõem. A organização óssea de ambos é quase a mesma, variando
apenas na sua conformação e observando-se diminuta diferença nas vértebras.
O homem está para o animal, simplesmente como um superior hierárquico.
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Nos
irracionais desenvolvem-se igualmente as faculdades
intelectuais.
-
O
sentimento de curiosidade é, na maioria deles, altamente avançado
-
e
muitas espécies nos demonstram as suas elevadas qualidades,
exemplificando o amor conjugal, o sentimento da paternidade, o amparo
ao
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próximo,
as faculdades de imitação, o gosto da beleza.
Para
verificar a existência desses fenômenos, basta que se possua um
sentimento acurado de observação e de análise.
Inúmeros espíritos trouxeram à luz o fruto de suas pacientes indagações,
que são para vós elementos de inegável valor. Entre muitos, citaremos Darwin,
Gratiolet e vários outros estudiosos dedicados a esses notáveis
problemas.
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Os
mais ferozes animais têm para com a prole ilimitada ternura.
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Aves
existem que se deixam matar, quando não se lhes permite a defesa das
suas famílias.
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Os
cães, os cavalos, os macacos, os elefantes deixam entrever apreciáveis
qual idades de inteligência. É conhecido o caso dos cavalos de um
regimento que mastigavam o feno para um de seus companheiros,
inutilizado e enfermo.
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Conta-se
que uma fêmea de cinocéfalo, muito conhecida pela sua mansidão,
gostava de recolher os macaquinhos, os gatos e os cães, dos quais
cuidava com desvelado carinho;
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certo
dia, um gato revoltou-se contra a sua benfeitora, arranhando-lhe o
rosto, e a mãe adotiva, revelando a mais refletida inteligência,
examinou-lhe as patas, cortando-lhe as unhas pontiagudas com os
dentes.
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Constitui
um fato observável a sensibilidade dos cães e dos cavalos ao elogio
e às reprimendas.
Longe iríamos com as citações. O que podemos assegurar é que, sobre os
mundos, laboratórios
da vida no Universo,
todas as forças naturais contribuem para o nascimento do ser.
[71
- página 96] - Emmanuel -
1938
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Depois de sete anos analisando o cérebro de vários animais, um grupo liderado
pelo neurocientista Erich Jarvis, da Universidade de Duke (EUA), chegou à
conclusão de que os pássaros são mais espertos e adaptáveis do que se
imaginava. Seu cérebro é tão desenvolvido e capaz quanto o dos mamíferos.
Dois exemplos são emblemáticos:
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os
corvos, que fazem ferramentas,
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e
os papagaios, que imitam a voz humana com perfeição.
Revista
ISTOÉ/1843 - 9/2/2005


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