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Por milênios consecutivos o homem
ensaia a desencarnação natural,
progredindo vagarosamente em graus de consciência,
após a decomposição do corpo
somático.
Recordando as anteriores comparações com o domínio dos insetos, a matriz
uterina oferece-lhe novas formas e, assim como a larva se alimenta, assegurando
a esperada metamorfose, a alma
avança em experiência, enquanto no corpo carnal, adquirindo méritos ou deméritos, segundo a própria
conduta, e entregando-se em seguida, no fenômeno da morte
ou histólise do invólucro de matéria física, à pausa imprescindível nas próprias
atividades ou hiato de refazimento, que pode ser longo ou rápido, para
ressurgir, pela histogênese_espiritual, senhoreando
novos órgãos e implementos necessários ao seu novo campo de ação, demorando-se
nele, à medida dos conhecimentos conquistados na romagem humana. ( Ver:
Intermissão
)
E assim que a consciência nascente do homem pratica as lições da vida, no
plano_espiritual, pela desencarnação
ou libertação da alma, como praticou essas mesmas lições da vida no
plano físico, pelo renascimento
ou internação do elemento espiritual na matéria densa, evoluindo,
degrau a degrau, desde a excitabilidade rudimentar das bactérias até o
automatismo perfeito dos animais_superiores em que se baseia o domínio da inteligência.
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