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Descoberto o 1º exoplaneta do tamanho da Terra em zona habitável Ilustração mostra como seria o planeta Kepler-186f (Foto: NASA Ames/SETI Institute/JPL-Caltech)
Todos os globos são habitados e o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Entretanto, há homens que se têm por espíritos muito fortes e que imaginam pertencer a este pequenino globo o privilégio de conter seres racionais. Orgulho e vaidade! Julgam que só para eles criou Deus o Universo.
A constituição física dos diferentes globos não é a mesma. De modo algum se assemelham.
Os seres que os habitam têm organizações diferentes. Do mesmo modo que no vosso os peixes são feitos para viver na água e os pássaros no ar.
Existem orbes que oferecem piores perspectivas de existência que o vosso e, no que se
refere a perspectivas, a Terra é um plano alegre e formoso, de aprendizado. O único elemento que ai
destoa da Natureza é justamente o homem,
avassalado pelo egoísmo.
Nas expressões físicas, semelhante analogia é impossível, em face das leis substanciais que regem cada plano evolutivo; mas, procuremos entender por humanidade a família espiritual de todas as criaturas de Deus que povoam o Universo e, examinada a questão sob esse prisma, veremos a comunidade terrestre identificada com a coletividade universal. [41a - página 56]
As condições de existência dos seres que habitam os diferentes mundos hão de ser adequadas ao meio em que lhes cumpre viver. Se jamais houvéramos visto peixes, não compreenderíamos pudesse haver seres que vivessem dentro d´agua. Assim acontece com relação aos outros mundos, que sem dúvida contêm elementos que desconhecemos.
Apesar da objetiva dos vossos telescópios, que descortinam,
na imensidade, “as terras do céu”, julga-se erradamente que apenas o vosso
mundo oferece condições de habitabilidade e somente nele se verifica o
florescimento da vida.Infelizmente, são inúmeros os que duvidam dessa realidade inconteste,
aprisionados em escolas filosóficas que pecam pelo seu caráter obsoleto e incompatível
com a evolução da Humanidade, em geral.É que não reconhecem que a Terra minúscula é apenas um ponto obscuro e opaco, no concerto sideral, e nada de singular existe nela que lhe outorgue, com exclusividade, o privilégio da vida; em contraposição aos assertos dos negadores, podeis notar, cientificamente, que é mesmo, em vosso plano, o local do Universo onde a vida encontra mais dificuldades para se estabelecer. [71 - página 89]
Há mundos incontáveis e muitos deles formados de fluidos rarefeitos, inatingidos, na atualidade, pelos vossos instrumentos de ótica. [71 - página 91]
Acostumados, como estamos, a julgar das coisas pela nossa insignificante
e pobre habitação, imaginamos que a Natureza não pode ou não teve
de agir sobre os outros mundos, senão
segundo as regras que lhe conhecemos na Terra. Ora, precisamente neste ponto é que importa reformemos
a nossa maneira de ver.Lançai por um instante o olhar sobre uma região qualquer do vosso globo e sobre uma das produções da vossa natureza.
Não reconhecereis aí o cunho de uma
variedade infinita e a prova de uma atividade sem par?Apliquem-se aos seres que adejam nos ares os vossos estudos, desçam eles
à violeta dos prados, mergulhem nas profundezas do oceano, em tudo e por
toda a parte lereis esta verdade universal: A Natureza onipotente age conforme
os lugares, os tempos e as circunstâncias; ela é una em sua harmonia geral,
mas múltipla em suas produções; brinca com um Sol, como com uma gota d´agua; povoa de seres vivos um mundo imenso com
a mesma facilidade com que faz se abra o
ovo posto pela borboleta.[38 -
capítulo VI - página 137 item 60 ]
Se é tal a variedade que a Natureza nos há podido evidenciar
em
todos os sítios deste pequeno mundo tão acanhado, tão limitado, quão mais ampliado não deveis considerar esse modo de
ação, ponderando nas perspectivas dos
mundos enormes! quão mais desenvolvida e pujante não a deveis
reconhecer, operando nesses mundos maravilhosos que, muito mais do que
a Terra, lhe atestam a inapreciável perfeição!
[38 -
capítulo VI - página 138 item 61 ]
Os
diferentes mundos que circulam no espaço são povoados de habitantes
como a Terra. Todos os Espíritos o afirmam, e a razão diz que
deve ser assim. A Terra, não ocupando no Universo nenhuma classe especial, nem pela sua posição,
nem pelo seu volume, nada poderia justificar o privilégio exclusivo
de ser habitada. Por outro lado, Deus não pode ter criado esses bilhões de globos
só para o prazer dos nossos olhos; tanto menos que
o maior número escapa à nossa vista. (O Livro dos Espíritos, nº 55. Revista Espírita, 1858, página 65: Pluralidade dos mundos, por Flammarion). A_forma geral poderia ser mais ou menos a mesma dos habitantes da Terra, mas o organismo deve estar adaptado ao meio no qual deve viver, como os peixes estão feitos para viverem na água e os pássaros no ar. Se o meio é diferente, como tudo leva a crer, e como parecem demonstrá-lo as observações astronômicas, o organismo deve ser diferente; não é, pois, provável que, em seu estado normal, eles possam viver uns entre os outros com os mesmos corpos. É o que confirmam todos os Espíritos. Segundo o ensinamento dos Espíritos, os mundos estão em graus de adiantamento muito diferentes;
Allan Kardec
O pensamento de
Giordano Bruno era holista, naturalista e espiritualista. Dentre suas ideias especulativas, destacamos a percepção de uma sabedoria que se exprime na ordem natural, onde todas as coisas, quer tenhamos ideia ou não, estão interligadas e se interrelacionam de maneira mais ou menos sutil (holismo); a pluralidade dos mundos habitados, sendo a Terra apenas mais um de vários planetas que giram em volta de outros sistemas, etc. Por tudo isso, por essa ousadia em pensar, Bruno - que estava séculos adiante de seu tempo - pagou um alto preço. Mas sua coragem serviu de estopim e incentivo ao progresso científico e filosófico posterior.
http://br.geocities.com/carlos.guimaraes/bruno.html |
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