| Com efeito, quando o homem desce ao plano da matéria para nova experiência reencarnatória, sua
ligação primeira
se faz no óvulo, ainda na trompa ou Canal de Falópio.
Note-se, porém, que o espírito Não ENTRA no óvulo: apenas SE LIGA, permanecendo de fora, a ele preso apenas pelo "cordão de prata".
Do óvulo, ele irradia suas vibrações que vão atrair o espermatozóide: e
exatamente AQUELE espermatozóide que é portador dos genes que sintonizam
vibratoriamente com o espírito, e que portanto lhe poderá
fornecer um corpo especificamente apropriado a essa etapa evolutiva desse
espírito: com as qualidades e
deficiências requeridas pelo estado evolutivo do espírito.
Mas o espermatozóide, "alimentado" por essas vibrações sintônicas, recebe as energias indispensáveis para progredir em sua viagem,
até o óvulo, passando à frente de seus concorrentes. Logicamente sua evolução foi aquática, e por isso ele a revive mergulhado no líquido amniótico.
Mas essa revivescência, embora nos pareça lenta, é relativamente relampejante: o espírito revive em
cada
segundo de vida intra-uterina, milênios de vidas remotas, enquanto atravessava
as fases animais, sem fixar, no entanto,
exatamente as diversas formas da espécie. Terminada a "revisão" de toda a sua evolução animal, a criança rompe as barreiras da animalidade pura e passa ao estado hominal: nesse ponto preciso ocorre o nascimento. Surge o novo Adão (ADAM = homem) que é "expulso do paraíso" da irresponsabilidade animal e começa a ter que "comer o pão com o suor de seu rosto": respiração e alimentação não são mais "aproveitadas" da mãe. A criança é que tem que "esforçar-se" por si mesma. Vimos que, quando no estágio animal, o espírito era ainda irresponsável, agindo em perfeita harmonia com a Mente Cósmica Universal, porque o intelecto não intervinha para atrapalhar.
Na "revisão" dessa fase, o feto vive em
perfeita simbiose com a mãe, da qual tira tudo. Mas ainda não ao estado atual de "homo sapiens": vai antes reviver todo o desenvolvimento, desde o plano de homóide, ao homúnculo, ao "pithecânthropus erectus" (quando passa do engatinhar ao caminhar erecto), até chegar ao "homo sapiens" e às últimas vivências na Terra. Quando atinge os sete anos, mais ou menos - a idade da razão - é que, então, recordada toda a escala evolutiva, o espírito penetra integralmente o novo corpo e inicia a nova jornada que se lhe abre ante o horizonte. Até então, o espírito permanece fora do corpo, comandando através do "cordão de prata" todo o desenvolvimento de seu veículo físico. Por esse motivo é que a criança manifesta as características de primitivismo:
Uma comprovação de tudo isso é o que se passa com espíritos mais evoluídos. Realmente, quanto mais adiantado o espírito na escala, mais rapidamente percorre as etapas anteriores. E se, em suas recentes vivências na Terra esses espíritos revelaram desenvolvimento de genialidade em qualquer ramo, aparecem as "crianças-prodígio", revivescência clara da última ou das últimas encarnações. Daí verificarmos que esses "prodígios" se revelam sempre antes do uso da razão. Ao atingirem essa idade, em que se inicia a fase "atual", pode o espírito fazer florescer e progredir suas qualidades, e até desenvolvê-las mais ainda. No entanto, pode dar-se que a atual existência não apresente possibilidades de evolução maior. E vemos que, com frequência, a criança prodígio não atinge, em sua vida posterior, o que dela se esperava: não conseguiu adiantar-se com o mesmo ritmo. E na idade madura é pessoa "comum".
Quebrou o ritmo ascensional, quer
por cansaço, quer por falta de ambiente
propício, quer por motivos cármicos. |
