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A
união da Alma ao corpo começa na concepção, mas só é completa por ocasião
do nascimento.
Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz.
O grito, que o
recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos
de Deus.
[118 - questão 118]
Não estando completa a
união do Espírito ao corpo, não estando definitivamente
consumada,
senão depois do nascimento, poder-se-á considerar que o
Espírito que o vai animar existe, de certo modo, fora dele.O feto não tem pois, propriamente falando, uma alma, visto que a encarnação está apenas em via de operar-se. Acha-se, entretanto, ligado à alma que virá a possuir.
A vida
intra-uterina é
a da planta que vegeta. (Ver: Natureza )
A união do Espírito com o corpo desde o momento da concepção é definitiva, no
sentido de que outro Espírito não poderia substituir o que está designado
para aquele corpo.Mas, como os laços que ao corpo o prendem são ainda muito fracos, facilmente se rompem e podem romper-se por vontade do Espírito, se este recua diante da prova que escolheu. Em tal caso, porém, a criança não vinga.
Assimilando recursos orgânicos com o auxílio da célula
feminina, fecundada e fundamentalmente marcada pelo gene paterno, a mente
elabora, por si mesma, novo veículo fisiopsicossomático (corpo físico e perispírito),
atraindo para os seus moldes ocultos as células físicas a se reproduzirem por cariocinese,
de conformidade com a orientação que lhes é imposta, isto é, refletindo as
condições em que ela, a mente desencarnada, se encontra.Plasma-se-lhe, desse modo, com a nova forma carnal, novo veículo ao Espírito, que se refaz ou se reconstitui em formação recente, entretecido de células sutis, veículo este que evoluirá igualmente depois do berço e que persistirá depois do túmulo.
Se ocorresse de nenhum Espírito desejar encarnar numa criança que houvesse de nascer. Deus a isso proveria. Quando uma criança tem que nascer vital, está predestinada sempre a ter uma alma. Nada se cria sem que à criação presida um desígnio.
Se
acontecesse que muitos Espíritos se apresentassem para tomar determinado corpo
destinado a nascer, Deus é quem julga qual o mais capaz de desempenhar a missão
a que a criança se destina.Porém, como já eu disse, o Espírito é designado antes que soe o instante em que haja de unir-se ao corpo.
A
união do Espírito a determinado corpo pode ser imposta por Deus, do mesmo modo
que as diferentes provas,
mormente ainda quando o próprio Espírito não está apto a proceder a uma escolha com
conhecimento de causa.
Por expiação,
pode o Espírito ser constrangido a se unir ao corpo de determinada criança
que, pelo seu nascimento e pela posição que venha a ocupar no mundo, se lhe
torne instrumento de castigo.
Depois
de encarnado, não pode o Espírito lastimar uma escolha de que não tem
consciência, pois não sabe ter sido sua
escolha.Pode, entretanto, achar pesada demais a carga e considerá-la superior às suas forças. É quando isso acontece que recorre ao suicídio.
No intervalo que medeia da concepção ao nascimento,
o Espírito goza de suas faculdades conforme o ponto em que se ache, dessa fase, porquanto ainda não
está
encarnado, mas apenas ligado.
A partir do instante da concepção, começa o Espírito tomado de perturbação, que o adverte de que lhe soou o momento de começar nova existência corpórea. Essa perturbação cresce de contínuo até ao nascimento, nesse intervalo, seu estado é quase idêntico ao de um Espírito encarnado durante o sono.
À medida
que a hora do nascimento se aproxima, suas ideias se apagam, assim como a lembrança do passado, do qual deixa de
ter consciência na condição, de homem, logo que entra na vida.
Não
muito comum, porém pode ocorrer, uma comunicação mediúnica de um espírito
que já se ligou à mãe para seu reencarne.
Mesmo porque, o espírito perde a consciência geralmente lá pelo 4º mês de gestação quando a glândula pineal está formada e o chakra coronário do corpo etérico se fixa a esta glândula.
Neste momento
o espírito passa a se expressar pelo cérebro do bebê, e, é mais difícil se
comunicar como um espírito lúcido (adulto ) tornando a comunicação mais própria
de um bebê. Ricardo Di Bernardi
Reencarnando, a Alma perde a
memória de
quanto viu e executou no estado de liberdade.
Porem, conservará sempre a intuição,
o sentimento vago das resoluções tomadas antes de renascer.Voltando à vida espiritual, recobra a plenitude das suas faculdades. |
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