Diferentes são as almas ou Espíritos de uns e outros.
O corpo deriva do corpo,
mas o Espírito não procede do Espírito.
As aparecenças morais que costuma haver entre pais e filhos,
é que uns e outros são Espíritos
simpáticos,
que reciprocamente se atraíram pela analogia
dos pendores.
Os Espíritos têm que contribuir para o progresso uns dos outros.
Pois bem, os Espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. (Ver: Família espiritual)
Pode
ocorrer que de pais bons e virtuosos nasçam
filhos de natureza perversa.
Isto é, as boas qualidades dos pais nem sempre
atraem, por simpatia,
um bom Espírito para
lhes animar o filho.
Não
é de regra que sejam simpáticos os Espíritos dos gêmeos.
Acontece também
que Espíritos maus entendam de lutar juntos no palco
da vida.
A hereditariedade, qual é aceita nos conhecimentos científicos do mundo, tem os seus limites.
Filhos e pais, indubitavelmente, ainda mesmo quando se cataloguem distantes uns dos outros, sob o ponto de vista moral, guardam sempre afinidade magnética entre si; desse modo, os progenitores fornecem determinados recursos ao Espírito reencarnante, mas esses recursos estão condicionados às necessidades da alma que lhes aproveita a cooperação, porque, no fundo, somos herdeiros de nós mesmos.
Assimilamos as energias de nossos pais terrestres, na medida de nossas qualidades boas ou más, para o destino enobrecido ou torturado a que fazemos jus, pelas nossas conquistas ou débitos que voltam à Terra conosco, emergindo de nossas anteriores experiências.
Todo o cosmo celular do novo organismo estará impregnado pelas forças do pensamento do irmão que regressa ao mundo. A consciência traça o destino, o corpo reflete a alma. Toda agregação de matéria obedece a impulsos do espírito.
Nossos pensamentos fabricam as formas de que nos utilizamos na vida. [4 - páginas 237/8] |
Páginas relacionadas:

