A página inicia com uma citação de Emmanuel afirmando que, desde as civilizações antigas até hoje, a maior necessidade do ser humano continua sendo o conhecimento de si mesmo.
Método de Autoconhecimento
Prática Diária de Autoexame:
O texto recomenda que, ao fim do dia, a pessoa interrogue sua consciência, seguindo o exemplo daqueles que chegaram ao autoconhecimento através da reforma pessoal.
Questões para Reflexão:
A pessoa deve dirigir a si mesma perguntas sobre suas ações diárias, questionando o bem ou mal que praticou, verificando se fez algo que censuraria em outros ou que não ousaria confessar.
Três Esferas de Avaliação:
O exame deve contemplar o que foi feito contra Deus, contra o próximo e contra si mesmo.
Superando a Ilusão do Amor-Próprio
O Problema da Autoilusão:
O texto reconhece que o amor-próprio pode atenuar faltas e torná-las desculpáveis - o avarento se considera econômico, o orgulhoso vê apenas dignidade em si.
Métodos de Verificação:
Teste da Inversão:
Quando em dúvida sobre o valor de uma ação, deve-se perguntar como a qualificaria se praticada por outra pessoa; se censuraria em outros, não pode considerá-la legítima em si mesmo.
Opinião Alheia:
Deve-se considerar o que os semelhantes pensam, inclusive os inimigos, pois estes não têm interesse em mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca como espelho para advertir com mais franqueza que um amigo.
Processo de Melhoria
Metáfora do Jardineiro:
Aquele que deseja seriamente melhorar-se deve perscrutar sua consciência para extirpar os maus pendores, como arranca ervas daninhas do jardim.
Balanço Moral Diário:
A pessoa deve fazer um balanço do seu dia moral, como um comerciante avalia perdas e lucros, e se puder dizer que foi bom seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.
Questões Práticas
Recomendações:
Formular questões nítidas e precisas para si mesmo, sem temer multiplicá-las, gastando alguns minutos para conquistar uma felicidade eterna.
Comparação com Esforços Materiais:
O texto questiona: assim como se trabalha diariamente para juntar haveres que garantam repouso na velhice, suportando fadigas e privações temporárias, por que não dedicar tempo ao progresso espiritual que oferece repouso eterno?
Propósito da Revelação Espírita
Objetivo da Comunicação Espiritual:
O texto afirma que os espíritos estão encarregados de eliminar a ideia de que o presente é positivo e o futuro incerto, fazendo compreender o futuro de modo a não restar dúvidas.
Metodologia:
Primeiro chamaram a atenção através de fenômenos capazes de impressionar os sentidos, e depois passaram a dar instruções que cada um está encarregado de espalhar.
Valor da Forma Interrogativa
Eficácia do Questionamento:
A forma interrogativa tem algo de mais preciso que qualquer máxima, pois exige respostas categóricas que não deixam lugar para alternativas, sendo argumentos pessoais.
Referências Filosóficas e Religiosas
Santo Agostinho:
O texto menciona seu conselho de interrogar mais frequentemente a consciência.
Sócrates:
Faz referência ao famoso dito socrático de conhecer a si mesmo, embora o pensamento completo sobre Sócrates tenha ficado incompleto no texto.
Livro de Tomé (Texto Apócrifo):
O texto cita um diálogo entre Jesus e Tomé, onde Jesus diz: enquanto ainda há tempo no mundo, deve-se examinar e perceber quem se é, como se vive e o que será de si; aquele que não se conhece nada conhece, mas aquele que se conhece já atingiu o reino de Deus pelo conhecimento.
Conclusão
A página apresenta o autoconhecimento como chave fundamental do progresso individual, conectando tradições filosóficas antigas (Sócrates), religiosas cristãs (Santo Agostinho, textos sobre Jesus) e espiritualistas (Emmanuel), todas convergindo para a importância da autorreflexão sistemática e honesta como caminho de evolução espiritual.
Resumo elaborado com auxílio de inteligência artificial
(Claude, Anthropic, 2026)
Este resumo visa facilitar a compreensão inicial, mas o conteúdo completo da página contém detalhes importantes adicionais.
Conteúdo da página:
(com respectivas fontes)
Como
nos tempos mais recuados das civilizações mortas, temos de reafirmar que a
maior necessidade da criatura humana ainda é a do conhecimento
de si mesma.
E em todas as vias reconhecemos o impositivo do conhecimento e do autoconhecimento, para que o erro ou o desequilíbrio não nos compliquem a romagem ou atrasem a marcha.
O meu propósito é conduzi-lo ao longo do caminho do auto descobrimento e avanço espiritual, a fim de que você possa entrar imediatamente na Luz, enquanto ainda está na Terra e não somente quando passar para a próxima dimensão da existência.
O
meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir àatração do mal, um sábio da antigüidade vo-lo
disse:Conhece-te
a ti mesmo.
"Fazei
o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência,
passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a
algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar.
Foi assim
que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma.
Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara
durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito,
rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se
aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria.
Dirigi, pois, a vós
mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes feito e com que
objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fizestes
alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis, sobre se obrastes
alguma ação que não ousaríeis confessar.
Perguntai ainda mais:
"Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o
olhar de alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada
pode ser ocultado?"
"Examinai
o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso próximo e,
finalmente, contra vós mesmos.
As respostas vos darão, ou o descanso
para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser
curado."
Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si
mesmo?
Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar as faltas e
torná-las desculpáveis?
O avarento se considera apenas econômico e
previdente; o orgulhosos julga que em si só há dignidade.
Isto é muito
real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos.
Quando
estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como
a qualificaríeis, se praticada por outra pessoa.
Se a censurais noutrem,
não na poderia ter por legítima quando fordes o seu autor, pois que Deus
não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça.
Procurai também
saber o que dela pensam os vossos semelhantes e não desprezeis a opinião
dos vossos inimigos, porquanto esses nenhum interesse têm em
mascarar a verdade e Deus muitas vezes os coloca ao vosso lado como um
espelho, a fim de que sejais advertidos com mais franqueza do que o faria
um amigo.
Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se
sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si
os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas; dê
balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas
perdas e seus lucros e eu vos asseguro que a conta destes será mais
avultada que a daquelas.
Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá
dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.""
Formulai,
pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não temais
multiplicá-las.
Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma
felicidade eterna.
Não
trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que vos garantam
repouso na velhice?
Não constitui esse repouso o objeto de todos os
vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações
temporárias?
Pois bem !
Que é esse descanso de alguns dias, turbado
sempre pelas enfermidades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem?
Não valerá este outro a pena de alguns esforços?
Sei haver muitos que dizem ser positivo o presente e incerto o futuro.
Ora, esta exatamente a ideia que estamos encarregados de eliminar do
vosso íntimo, visto desejarmos fazer que compreendais esse futuro, de
modo a não restar nenhuma dúvida em vossa alma.
Por isso foi que primeiro chamamos a vossa atenção por meio de
fenômenos capazes de ferir-vos os sentidos e que agora vos damos
instruções, que cada um de vós se acha encarregado de espalhar.
Muitas
faltas que cometemos nos passam despercebidas.
Se, efetivamente, seguindo o
conselho de Santo Agostinho, interrogássemos mais amiúde a nossa
consciência, veríamos quantas vezes falimos sem que o suspeitemos, unicamente
por não perscrutarmos a natureza e o móvel dos nossos atos.
A
forma interrogativa tem alguma coisa de mais preciso do que qualquer máxima,
que muitas vezes deixamos de aplicar a nós mesmos.
Aquela exige respostas
categóricas, por um sim ou não, que não abrem lugar para qualquer alternativa
e que são outros tantos argumentos pessoais.
E, pela soma que derem as
respostas, poderemos computar a soma de bem ou de mal que existe em nós.
Como nos tempos mais recuados das civilizações mortas, temos de
reafirmar que a maior necessidade da criatura humana ainda é a do conhecimento
de si mesma.
O homem da Terra tem sido muito lento na solução do problema do seu
conhecimento próprio.
Isso é explicável.
Somente agora, a alma humana poderá ensimesmar-se o bastante para compreender as necessidades e os escaninhos da sua
personalidade espiritual.
Antigamente a existência do homem resumia-se na luta com as forças
externas, de modo a criar uma lei de harmonia
entre ele próprio e a natureza terrestre.
Muitos séculos
decorreram, até que lobrigasse a conveniência da solidariedade para enfrentar os perigos comuns.
A
organização da tribo, da família, das tradições, das experiências
coletivas, exigiu muitos séculos de luta e de infortúnios dolorosos.
A ciência das relações, o aproveitamento das forças
materiais que o rodeavam, não requisitaram menor porção de tempo.
Agora, porém, nas culminâncias da sua evolução física, o homem não necessitará preocupar-se, de modo
tão absorvente, com a paisagem que o cerca, razão pela qual todas
as energias espirituais se mobilizam, nos tempos modernos, em torno
das criaturas, convocando-as ao sagrado conhecimento
de si mesmas, dentro dos valores infinitos da vida.
Esses
textos foram registrados a partir do diálogo que Jesus teve com Tomé,
Matias provavelmente o autor, não assinou o manuscrito.
Os textos são
considerados originais, e datam do primeiro século.
LIVRO
DE TOMÉ
Obs.
Sua tradução foi baseada no texto de Marvin W.Meyer e na obra de John D.
Turner (Capítulo
I). Ditos secretos que o Salvador Transmitiu a Judas Tomé e eu, Matias.
Enquanto caminhávamos eu os ouvia conversar e registrei.
O
Salvador disse: "Irmão Tomé, enquanto tu ainda tens tempo no
mundo, ouve-me e eu esclarecerei as suas preocupações."
Dizem que
és meus irmão gêmeo e meu verdadeiro amigo; portanto, examina-te e
percebe quem és tu, como vives e o que será de ti."
"Já que é chamado de meu irmão, não é conveniente que conheças
a ti mesmo?.
Sei que
compreendes, porque já sabes que sou o conhecimento da Verdade.
Enquanto
me acompanhas, apesar de ignorar muitas outras coisas, adquiriste algum
conhecimento e será visto como aquele que se conhece, pois aquele que não
se conhece, nada conhece; mas aquele que se conhece já atingiu, pelo
conhecimento, o Reino de Deus.
"Então , meu irmão Tomé, percebas a verdade que está oculta, e
que outros tropeçam por ignorar!"