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A saúde humana nunca
será o produto de comprimidos, de anestésicos, de soros, de alimentação
artificialíssima. O homem terá de voltar os olhos para a terapêutica
natural, que reside em si mesmo, na sua personalidade e no seu meio ambiente. Há necessidade, nos tempos atuais, de se extinguirem os
absurdos da “fisiologia dirigida”. A medicina precisa criar os processos naturais de equilíbrio psíquico, em cujo organismo, se bem que remoto para as suas atividades anatômicas,
se localizam todas as causas dos fenômenos orgânicos tangíveis. A medicina do futuro terá de ser eminentemente espiritual, posição difícil
de ser atualmente alcançada, em razão da febre maldita do ouro; mas os
apóstolos dessas realidades grandiosas não tardarão a surgir nos
horizontes acadêmicos do mundo, testemunhando o novo ciclo evolutivo da Humanidade. O estado precário da saúde dos
homens, nos dias que passam, tem o seu ascendente na longa série de
abusos individuais e coletivos das criaturas, desviadas da lei sábia e
justa da Natureza. A Civilização, na sua sede de bem-estar, parece haver
homologado todos os vícios ...
Todavia, os homens caminham para as mais profundas sínteses espirituais. A máquina, que estabeleceu tanta miséria no mundo, suprimindo o operário e intensificando a facilidade da produção, há de trazer, igualmente, uma nova concepção da civilização que multiplicou os requintes do gosto humano, complicando os problemas de saúde; há de ensinar às criaturas a maneira de viverem em harmonia com a Natureza. [71 - página 125]
Hipertensão essencial
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