- Quem
examinar certos efeitos que se produzem nos movimentos da mesa, da cesta, ou da prancheta que escreve não poderá duvidar de uma ação diretamente exercida pelo
Espírito sobre esses objetos. A cesta se agita por vezes com tanta violência, que escapa das mãos
do médium e não raro se dirige a certas pessoas da assistência para nelas
bater. Outras vezes, seus movimentos dão mostra de um sentimento
afetuoso.
- O mesmo ocorre quando o lápis está colocado na mão do
médium; freqüentemente é atirado longe com força, ou, então, a mão, bem
como a cesta, se agitam convulsivamente e batem na mesa de modo colérico, ainda
quando o médium está possuído da maior calma e se admira de não ser senhor
de si. Digamos, de passagem, que tais efeitos demonstram sempre a presença de Espíritos imperfeitos; os Espíritos superiores são constantemente calmos,
dignos e benévolos; se não são escutados convenientemente, retiram-se e
outros lhes tomam o lugar. Pode, pois, o Espírito exprimir diretamente
suas ideias, quer movimentando um objeto a que a mão do médium serve de
simples ponto de apoio, quer acionando a própria mão.
Quando
atua diretamente sobre a mão, o Espírito lhe dá uma impulsão de todo
independente da vontade deste último.
Ela se move sem interrupção e sem
embargo do médium, enquanto o Espírito tem alguma coisa que dizer, e para,
assim ele acaba. Nesta circunstância, o que caracteriza o fenômeno é
que o médium não tem a menor consciência do que escreve.
Quando se dá,
no caso, a inconsciência absoluta; têm-se os médiuns chamados passivos
ou mecânicos.
é preciosa esta faculdade, por não permitir dúvida alguma sobre a independência
do pensamento daquele que escreve.
[17b - item 179]
Médiuns semimecânicos
No médium
puramente mecânico, o movimento da mão independe da
vontade; no
médium intuitivo, o movimento é voluntário e facultativo.
O médium
semimecânico participa de ambos esses gêneros.
Sente que à sua mão uma impulsão é
dada, mau grado seu, mas, ao mesmo tempo, tem consciência do que escreve, à medida
que as palavras se formam.
- No primeiro o pensamento vem depois do ato da escrita;
- no segundo, precede-o;
- no terceiro, acompanha-o.
Estes
últimos médiuns são os mais numerosos
[17 - item 181]