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Intuitivos: aqueles com quem os Espíritos se comunicam pelo pensamento. (muito comuns, mas também muito sujeito a erros, por não poderem, muitas vezes, discernir o que provém dos Espíritos ao que deles próprio emana).
A transmissão do pensamento também se dá por meio do Espírito do médium, ou, melhor, de sua alma, pois que por este nome designamos o Espírito encarnado. O Espírito livre, neste caso, não atua sobre a mão, para fazê-la escrever; não a toma, não a guia. Atua sobre a alma, com a qual se identifica.
A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis. Domina-a, mau grado seu, e lhe imprime a sua vontade.
Em tal
circunstância, o papel da alma não é o de inteira passividade; ela recebe o pensamento
do Espírito livre e o transmite.
É o que se chama médium
intuitivo. Efetivamente, a distinção é às vezes difícil de fazer-se, porém, pode acontecer que isso pouca importância apresente.
Todavia, é possível reconhecer-se o
pensamento sugerido, por não ser nunca preconcebido; nasce à medida que a escrita vai
Pode
mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium. Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendêlo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro.
A mediunidade mais estável e mais bela começa, entre os homens, no império da intuição pura.
Em razão disto, a Boa-Nova é mensagem de confiança e de amor universal.
Vemos, pois, dois tipos de medianeiros do próprio Céu,
eminentemente diversos, mostrando qual o padrão desejável. Atingida essa realização, estará preparado para sintonizar-se com o maior número de desencarnados e encarnados, oferecendo-lhes, como a ponte benfeitora, oportunidade de se encontrarem uns com os outros, na posição evolutiva em que permaneçam, através de entendimentos construtivos.
Devo dizer-te que não cogitamos aqui de faculdades
acidentais, que aparecem e desaparecem entre candidatos ao serviço,
sem espírito de ordem e de disciplina, verdadeiros balões de ensaio para
os vôos do porvir; referimo-nos à mediunidade aceita pelo
cooperador e mobilizável em qualquer situação para o bem geral. Logicamente, é impossível alcançá-lo de vez; toda obra impõe começo.
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