Intuitivos: aqueles com quem os Espíritos se comunicam pelo pensamento.

(muito comuns, mas também muito sujeito a erros, por não poderem, muitas vezes, discernir o que provém dos Espíritos ao que deles próprio emana).



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A transmissão do pensamento também se dá por meio do Espírito do médium, ou, melhor, de sua alma, pois que por este nome designamos o Espírito encarnado.


O Espírito livre, neste caso, não atua sobre a mão, para fazê-la escrever; não a toma, não a guia.


Atua sobre a alma, com a qual se identifica.


A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis.

Notemos aqui uma coisa importante: é que o Espírito livre não se substitui à alma, visto que não a pode deslocar.


Domina-a, mau grado seu, e lhe imprime a sua vontade.


Em tal circunstância, o papel da alma não é o de inteira passividade; ela recebe o pensamento do Espírito livre e o transmite.

Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento.


É o que se chama médium intuitivo.

Mas, sendo assim, dir-se-á, nada prova seja um Espírito estranho quem escreve e não o do médium.


Efetivamente, a distinção é às vezes difícil de fazer-se, porém, pode acontecer que isso pouca importância apresente.


Todavia, é possível reconhecer-se o pensamento sugerido, por não ser nunca preconcebido; nasce à medida que a escrita vai
sendo traçada e, amiúde, é contrário à idéia que antecipadamente se formara.


Pode mesmo estar fora dos limites dos conhecimentos e capacidades do médium.

O papel do médium mecânico é o de uma máquina; o médium intuitivo age como o faria um intérprete.


Este, de fato, para transmitir o pensamento, precisa compreendêlo, apropriar-se dele, de certo modo, para traduzi-lo fielmente e, no entanto, esse pensamento não é seu, apenas lhe atravessa o cérebro.


Tal precisamente o papel do médium intuitivo.



[17b Item180]


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A mediunidade mais estável e mais bela começa, entre os homens, no império da intuição pura.


  • Moisés desempenhou sua tarefa, compelido pelas expressões fenomênicas que o cercavam; recebe, sob incoercível comoção, os sublimes princípios do Decálogo, sentindo defrontar-se com figuras e vozes materializadas do plano espiritual; entretanto, ao mesmo tempo que transmite o «não matarás, não parece muito inclinado ao inquebrantável respeito pela vida alheia; sua doutrina, venerável embora, baseia-se no exclusivismo e no temor.
  • Com Jesus, o aspecto da mediunidade é diferente. Mantém-se o Mestre em permanente contacto com o Pai, através da própria consciência, do próprio coração; transmite aos homens a Revelação Divina, vivendo-a em si mesmo; não reclama justiça, nem pede compreensão imediata; ama as criaturas e serve-as, mantendo-se unido a Deus.

Em razão disto, a Boa-Nova é mensagem de confiança e de amor universal.


Vemos, pois, dois tipos de medianeiros do próprio Céu, eminentemente diversos, mostrando qual o padrão desejável.

No mediunismo comum, portanto, o colaborador servirá com a matéria mental que lhe é própria, sofrendo-lhe as imprecisões naturais diante da investigação terrestre; e, após adaptar-se aos imperativos mais nobres da renúncia pessoal, edificará, não de improviso, mas à custa de trabalho incessante, o templo interior de serviço, no qual reconhecerá a superioridade do programa divino acima de seus caprichos humanos.


Atingida essa realização, estará preparado para sintonizar-se com o maior número de desencarnados e encarnados, oferecendo-lhes, como a ponte benfeitora, oportunidade de se encontrarem uns com os outros, na posição evolutiva em que permaneçam, através de entendimentos construtivos.


Devo dizer-te que não cogitamos aqui de faculdades acidentais, que aparecem e desaparecem entre candidatos ao serviço, sem espírito de ordem e de disciplina, verdadeiros balões de ensaio para os vôos do porvir; referimo-nos à mediunidade aceita pelo cooperador e mobilizável em qualquer situação para o bem geral.

Comentando atividades e tarefas, devemos salientar os padrões que lhes digam respeito, e este é o característico da instrumentalidade espiritual nas esferas superiores.


Logicamente, é impossível alcançá-lo de vez; toda obra impõe começo.


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André Luiz

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