Hippolyte Léon Denizarde Rivail Allan Kardec (03/10/1804 - 31/03/1869) ![]()
"O nosso papel pessoal, no grande movimento de ideias que se prepara pelo Espiritismo e que começa a operar-se, é o de um observador atento, que estuda os fatos para lhes descobrir a causa e tirar-lhes as conseqüências.
(Ver em: Caracteres da Revelação Espírita )
A
ação de Napoleão Bonaparte, invadindo as searas alheias com o seu movimento de transformação e conquistas,
fugindo à finalidade de missionário da
reorganização do povo francês, compeliu o mundo espiritual
a tomar enérgicas providências contra o seu despotismo e vaidade
orgulhosa.Aproximavam-se os tempos em que Jesus deveria enviar ao mundo o Consolador, de acordo com as suas auspiciosas promessas. Apelos ardentes são dirigidos ao divino Mestre, pelos gênios tutelares dos povos terrestres. Assembléias numerosas se reúnem e confraternizam nos espaços, nas esferas mais próximas da Terra. Um dos mais lúcidos discípulos do Cristo baixa ao planeta, compenetrado de sua missão consoladora, e, dois meses antes de Napoleão Bonaparte sagrar-se imperador, obrigando o papa Pio VII a coroá-lo na igreja de Notre Dame, em Paris, nascia Allan Kardec, aos 3 de outubro de 1804, com a sagrada missão de abrir caminho ao Espiritismo, a grande voz do Consolador prometido ao mundo pela misericórdia de Jesus-Cristo.
Em 31 de março de 1869, Allan Kardec estava
de mudança. O contrato de arrendamento do local onde funcionava a Sociedade
Parisiense de Estudos Espíritas, na Passage Sainte Anne, estava chegando ao
fim, e ele queria levar os pertences para seu próprio apartamento, na Villa Ségur.
Pela manhã, porém, no meio dos preparativos, foi surpreendido pela ruptura de
um aneurisma. Entregava um número da Revista Espírita a um caixeiro de
livraria quando subitamente curvou-se sobre si mesmo, e sem dizer uma única
palavra, desencarnou, aos 65 anos.
Amélie Boudet tinha, na época, 74 anos. Continuou os trabalhos do
marido na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e sobreviveu até 1883,
quando desencarnou sem herdeiros diretos, deixando todo o seu patrimônio para a
Sociedade.No enterro de Allan Kardec, em 2 de abril, Camille Flammarion faz belo discurso, em que diz: "Encontrar-nos-emos num mundo melhor, e no céu imenso, onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais acanhado. É-nos mais grato saber esta verdade do que acreditar que jazes todo inteiro nesse cadáver e que tua alma se haja aniquilado com a cessação do funcionamento de um órgão. A imortalidade é a luz da vida, como este refulgente sol é a luz da natureza. Até breve, meu caro Allan Kardec, até breve!" http://www.ceace.org.br/kardec.htm
Quem é Amélie Gabrielle Boudet? |
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