página acima: Grupos de psicografias
Psicografia indireta
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Crianças e Adolescentes
DESAPARECIDOS
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____Já dissemos que uma pessoa, dotada de aptidão especial, pode imprimir movimento_de_rotação_a_uma_mesa, ou a outro objeto qualquer. Tomemos, em vez de uma mesa, uma cestinha de quinze a vinte centímetros de diâmetro (de madeira ou de vime, a substância pouco importa).

  • Se fizermos passar pelo fundo dessa cesta um lápis e o prendermos bem, com a ponta de fora e para baixo
  • se mantivermos o aparelho assim formado em equilíbrio sobre a ponta do lápis, apoiado este sobre uma folha de papel, e apoiarmos os dedos nas bordas da cesta, ela se porá em movimento; mas, em vez de girar, fará que o lápis percorra, em diversos sentidos, o papel, traçando ou riscos sem significação, ou letras.
  • Se se evocar um Espírito que queira comunicar-se, ele responderá não mais por meio de pancadas, como na tiptologia, porém, escrevendo palavras.

____O movimento da cesta já não é automático, como no caso das mesas girantes; torna-se inteligente. Com esse dispositivo, o lápis, ao chegar à extremidade da linha, não volta ao ponto de partida para começar outra; continua a mover-se circularmente, de sorte que a linha escrita forma uma espiral, tornando necessário voltear muitas vezes o papel para se ler o que está grafado. Nem sempre é muito legível a escrita assim feita, por não ficarem separadas as palavras.
____Entretanto, o médium, por uma espécie de intuição, facilmente a decifra. Por economia, o papel e o lápis comum podem ser substituídos por uma lousa com o respectivo lápis. Designaremos este gênero de cesta pelo nome de cesta-pião. As vezes, em lugar da cesta, emprega-se um papelão muito semelhante às caixas de pastilhas, formando-lhe o lápis o eixo, como no brinquedo chamado carrapeta.

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____Muitos outros dispositivos se têm imaginado para a obtenção do mesmo resultado. O mais cômodo é o a que chamaremos cesta de bico e que consiste em adaptar-se à cesta uma haste inclinada, de madeira, prolongando-se dez a quinze centímetros para o lado de fora, na posição do mastro de gurupés, numa embarcação.
____Por um buraco aberto na extremidade dessa haste, ou bico, passa-se um lápis bastante comprido para que sua ponta assente no papel. Pondo o médium os dedos na borda da cesta, o aparelho todo se agita e o lápis escreve, como no caso anterior, com a diferença, porém, de que, em geral, a escrita é mais legível, com as palavras separadas e as linhas sucedendo-se paralelas, como na escrita comum, por poder o médium levar facilmente o lápis de uma linha a outra. Obtêm-se assim dissertações de muitas páginas, tão rapidamente como se se escrevesse com a mão.

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As Médiuns de Rivail
No princípio de seu trabalho, Rivail obteve muito material e teve a oportunidade de questionar diversos Espíritos através da mediunidade de psicografia mecânica de Caroline e Julie Baudin. Em 1855 as jovens apresentavam, respectivamente, as idades de 16 e 14 anos.
Basicamente, Rivail preparava os temas, desenvolvia perguntas em sua casa, multiplicava questões sobre os temas, de forma a deixá-los claramente expostos e os levava à residência das Baudin. Elas psicografavam com o auxílio de uma “corbeille toupie”, ou cesta de bico, que era uma cesta comum com uma ponta na qual se colocava um lápis ou outro material capaz de escrever sobre a ardósia (1). As meninas colocavam a ponta dos dedos no corpo da cesta (as duas ao mesmo tempo) e, conversando assuntos triviais, esta movimentava-se redigindo as respostas às questões propostas, enquanto as jovens conversavam assuntos diversos. (2)

Desenho de uma cesta de bico contemporânea à pesquisa de Rivail.

(1) Capítulo XIII de “O Livro dos Médiuns”, de Kardec
(2) Obras Póstumas, página 267.
http://www.espiritualidades.com.br/Artigos_S_Z/sampaio_jader_como_escrito_LE.htm

____Ainda por outros sinais inequívocos se manifesta amiúde a inteligência que atua. Chegando ao fim da página , o lápis faz espontaneamente um movimento para virar o papel. Se ele se quer reportar a uma passagem já escrita, na mesma página , ou noutra, procura-a com a ponta do lápis, como qualquer pessoa o faria com a ponta do dedo, e sublinha-a. Se, enfim, o Espírito quer dirigir-se a alguém, a extremidade da haste de madeira se dirige para esse alguém. Por abreviar, exprimem-se freqüentemente as palavras sim e não, pelos sinais de afirmação e negação que fazemos com a cabeça. Se o Espírito quer exprimir cólera, ou impaciência, bate repetidas pancadas com a ponta do lápis e não raro a quebra.

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  • Em vez de cesta, algumas pessoas se servem de uma espécie de mesa pequenina, feita de propósito, tendo de doze a quinze centímetros de comprimento, por cinco a seis de altura, e três pés a um dos quais se adapta um lápis. Os dois outros são arredondados, ou munidos de uma bola de marfim, para deslizar mais facilmente sobre o papel.
  • Outros se utilizam apenas de uma prancheta de quinze a vinte centímetros quadrados, triangular, oblonga, ou oval. Num dos bordos, há um furo oblíquo para introduzir-se o lápis. Colocada em posição de escrever, ela fica inclinada e se apóia por um dos lados no papel. Algumas trazem desse lado rodízios para lhe facilitarem o movimento. E de ver-se, em suma, que todos esses dispositivos nada têm de absoluto. O melhor é o que for mais cômodo.

____Com qualquer desses aparelhos, quase sempre é preciso que os operadores sejam dois; mas, não é necessário que ambos sejam dotados de faculdades mediúnicas. Um serve unicamente para manter o equilíbrio e poupar ao médium excesso de fadiga.

[17b - página 200 item 156]

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