Resumo da introdução do
CAPÍTULO XVI
DOS MÉDIUNS ESPECIAIS
(Livro dos Médiuns - Allan Kardec)
Conceito de Médiuns Especiais
- Os médiuns especiais são aqueles dotados de aptidões particulares para receber determinados tipos de comunicações espirituais.
- A mediunidade apresenta uma variedade infinita de características específicas.
Aptidões dos Espíritos e dos Médiuns
Por parte dos Espíritos:
- Cada Espírito tem propensão natural para tratar de certos assuntos
- Exemplos: há Espíritos poetas, músicos, desenhistas, moralistas, médicos, etc.
- Essa especialização ocorre nos Espíritos de categoria mediana (os mais elevados dominam todas as aptidões)
Por parte dos Médiuns:
- O médium funciona como instrumento para o Espírito
- Cada médium possui qualidades particulares que o tornam mais ou menos adequado para determinadas comunicações
A Analogia do Violino (Item 185)
- Kardec compara a escolha do médium pelo Espírito com um músico hábil escolhendo um violino:
- Para pessoas comuns, todos os violinos parecem iguais
- Para o artista experiente, cada instrumento possui matizes delicados que o fazem preferir uns e rejeitar outros
- Da mesma forma, o Espírito escolhe o médium mais adequado ao tipo de comunicação que deseja transmitir
Exemplos Práticos de Especialização
- Médiuns que escrevem poesias admiráveis no estado mediúnico, mas nunca conseguiram fazer versos normalmente
- Poetas que, como médiuns, só conseguem escrever prosa
- Médiuns sem conhecimento científico que recebem comunicações eruditas
- Médiuns especializados em estudos históricos ou mensagens moralistas
Importante: Independente da flexibilidade do médium, ele geralmente apresenta facilidade para certos assuntos e dificuldade (ou fracasso) com outros.
Três Elementos Essenciais para Boa Comunicação (Item 186)
- Kardec alerta que ter um bom médium não garante obter comunicações de qualidade em todos os assuntos.
- São necessários três elementos:
1. Qualidade do Espírito Comunicante
- Verificar a fonte da comunicação
- Conhecer as características do Espírito que se manifesta
2. Qualidade do Médium (Instrumento)
- Estudar a natureza e aptidões específicas do médium
- Reconhecer suas limitações e facilidades
3. Intenção de Quem Pergunta
- O pensamento íntimo e o sentimento de quem interroga
- O Espírito lê o pensamento e avalia se:
- A pergunta merece resposta séria
- A pessoa é digna de recebê-la
- O objetivo é louvável
- Quando falta seriedade: Espíritos levianos e zombeteiros aproveitam para agir, pois não se importam com a verdade.
Duas Grandes Categorias de Médiuns (Item 187)
1. Médiuns de Efeitos Físicos
- Provocam efeitos materiais
- Produzem manifestações ostensivas (visíveis, perceptíveis)
2. Médiuns de Efeitos Intelectuais
- Mais aptos para receber e transmitir comunicações inteligentes
- Servem de intermediários para comunicações regulares e fluentes
Observação: Muitos médiuns participam de ambas as categorias, e frequentemente os efeitos físicos vêm acompanhados de efeitos inteligentes.
Conclusão
- A mediunidade não é uma faculdade uniforme.
- O sucesso de uma comunicação espiritual depende da sintonia entre três fatores: o Espírito comunicante, o médium adequado e a intenção sincera de quem busca a comunicação.
- Reconhecer as especialidades de cada médium é fundamental para obter resultados satisfatórios.
Resumo elaborado com auxílio de inteligência artificial
(Claude, Anthropic, 2026)
Espécies comuns a todos os gêneros
de mediunidade
- Médiuns sensitivos: pessoas suscetíveis de sentir a presença dos Espíritos, por uma impressão geral ou local, vaga ou material.
A maioria dessas pessoas distingue os Espíritos bons dos maus, pela natureza da impressão. (N. 164.)
"Os médiuns delicados e muito sensitivos devem abster-se das comunicações
com os Espíritos violentos, ou cuja impressão é penosa, por causa da fadiga que daí
resulta."
- Médiuns naturais ou inconscientes: os que produzem espontaneamente os
fenômenos, sem intervenção da própria vontade e, as mais das vezes, à sua revelia.
(N. 161.)
- Médiuns facultativos ou voluntários: os que têm o poder de provocar os
fenômenos por ato da própria vontade. (N. 160.)
"Qualquer que seja essa vontade, eles nada podem, se os Espíritos se recusam, o
que prova a intervenção de uma força estranha."
[17
Item 188]
Variedades especiais para os efeitos físicos
- Médiuns tiptólogos: aqueles pela influência dos quais se produzem os ruídos, as
pancadas. Variedade muito comum, com ou sem intervenção da vontade.
- Médiuns motores: os que produzem o movimento dos corpos inertes. Muito
comuns. (N. 61.)
- Médiuns de translações e de suspensões: os que produzem a translação aérea e a
suspensão dos corpos inertes no espaço, sem ponto de apoio. Entre eles há os que
podem elevar-se a si mesmos. Mais ou menos raros, conforme a amplitude do
fenômeno; muito raros, no último caso. (Ns. 75 e seguintes; n. 80.)
- Médiuns de efeitos musicais: provocam a execução de composições, em certos
instrumentos de música, sem contacto com estes. Muito raros. (N. 74, perg. 24.)
- Médiuns de aparições: os que podem provocar aparições fluídicas ou tangíveis,
visíveis para os assistentes. Muito excepcionais. (N. 100, perg. 27; n. 104.)
- Médiuns de transporte: os que podem servir de auxiliares aos Espíritos para o
transporte de objetos materiais.
Variedade dos médiuns motores e de translações. Excepcionais. (N. 96.)
- Médiuns noturnos: os que só na obscuridade obtêm certos efeitos físicos.
É a
seguinte a resposta que nos deu um Espírito à pergunta que fizemos sobre se se podem
considerar esses médiuns como constituindo uma variedade:
"Certamente se pode fazer disso uma especialidade, mas esse fenômeno é devido
mais às condições ambientes do que à natureza do médium, ou dos Espíritos. Devo
acrescentar que alguns escapam a essa influência do meio e que os médiuns noturnos,
em sua maioria, poderiam chegar, pelo exercício, a operar tão bem no claro, quanto na
obscuridade. É pouco numerosa esta espécie de médiuns. E, cumpre dizê-lo, graças a
essa condição, que oferece plena liberdade ao emprego dos truques da ventriloquia e
dos tubos acústicos, é que os charlatães hão abusado muito da credulidade, fazendo-se
passar por médiuns, a fim de ganharem dinheiro. Mas, que importa? Os trampolineiros
de gabinete, como os da praça pública, serão cruelmente desmascarados e os Espíritos
lhes provarão que andam mal, imiscuindo-se na obra deles. Repito: alguns charlatães
receberão, de modo bastante rude, o castigo que os desgostará do oficio de falsos
médiuns. Aliás, tudo isso pouco durará." - ERASTO.
- Médiuns pneumatógrafos: os que obtêm a escrita direta. Fenômeno muito raro e,
sobretudo, muito fácil de ser imitado pelos trapaceiros. (N. 177.)
NOTA. Os Espíritos insistiram, contra a nossa opinião, em incluir a escrita direta
entre os fenômenos de ordem física, pela razão, disseram eles, de que: "Os efeitos
inteligentes são aqueles para cuja produção o Espírito se serve dos materiais existentes
no cérebro do médium, o que não se dá na escrita direta. A ação do médium é aqui toda
material, ao passo que no médium escrevente, ainda que completamente mecânico, o
cérebro desempenha sempre um papel ativo."
- Médiuns curadores: os que têm o poder de curar ou de aliviar o doente, pela só
imposição das mãos, ou pela prece.
"Esta faculdade não é essencialmente mediúnica; possuem-na todos os
verdadeiros crentes, sejam médiuns ou não. As mais das vezes, é apenas uma exaltação
do poder magnético, fortalecido, se necessário, pelo concurso de bons Espíritos." (N.
175.)
- Médiuns excitadores: pessoas que têm o poder de, por sua influência,
desenvolver nas outras a faculdade de escrever.
"Aí há antes um efeito magnético do que um caso de mediunidade propriamente
dita, porquanto nada prova a intervenção de um Espírito.
Como quer que seja, pertence
à categoria dos efeitos físicos." (Veja-se o capítulo D a formação dos médiuns.)
[17
Item 189]
Médiuns especiais para efeitos intelectuais.
Aptidões diversas
- Médiuns audientes: os que ouvem os Espíritos. Muito comuns. (N. 165.)
"Muitos há que imaginam ouvir o que apenas lhes está na imaginação."
- Médiuns falantes: os que falam sob a influência dos Espíritos. Muito comuns.
(N. 166.)
- Médiuns videntes: os que, em estado de vigília, vêem os Espíritos. A visão
acidental e fortuita de um Espírito, numa circunstância especial, é muito freqüente; mas,
a visão habitual, ou facultativa dos Espíritos, sem distinção, é excepcional. (N. 167.)
"É uma aptidão a que se opõe o estado atual dos órgãos visuais. Por isso é que
cumpre nem sempre acreditar na palavra dos que dizem ver os Espíritos."
- Médiuns inspirados: aqueles a quem, quase sempre mau grado seu, os Espíritos
sugerem idéias, quer relativas aos atos ordinários da vida, quer com relação aos grandes
trabalhos da inteligência. (N. 182.)
- Médiuns de pressentimentos: pessoas que, em dadas circunstâncias, têm uma
intuição vaga de coisas vulgares que ocorrerão no futuro. (N. 184.)
- Médiuns proféticos: variedade dos médiuns inspirados, ou de pressentimentos.
Recebem, permitindo-o Deus, com mais precisão do que os médiuns de
pressentimentos, a revelação de futuras coisas de interesse geral e são incumbidos de dálas
a conhecer aos homens, para instrução destes.
"Se há profetas verdadeiros, mais ainda os há falsos, que consideram revelações
os devaneios da própria imaginação, quando não são embusteiros que, por ambição, se
apresentam como tais." (Veja-se, em O Livro dos Espíritos, o n. 624 - "Características
do verdadeiro profeta".)
- Médiuns sonâmbulos: os que, em estado de sonambulismo, são assistidos por
Espíritos. (N. 172.)
- Médiuns extáticos: os que, em estado de êxtase, recebem revelações da parte
dos Espíritos.
"Muitos extáticos são joguetes da própria imaginação e de Espíritos zombeteiros
que se aproveitam da exaltação deles. São raríssimos os que mereçam inteira confiança."
- Médiuns pintores ou desenhistas: os que pintam ou desenham sob a influência
dos Espíritos. Falamos dos que obtêm trabalhos sérios, visto não se poder dar esse
nome a certos médiuns que Espíritos zombeteiros levam a fazer coisas grotescas, que
desabonariam o mais atrasado estudante.
Os Espíritos levianos se comprazem em imitar. Na época em que apareceram os
notáveis desenhos de Júpiter, surgiu grande número de pretensos médiuns desenhistas,
que Espíritos levianos induziram a fazer as coisas mais ridículas. Um deles, entre outros,
querendo eclipsar os desenhos de Júpiter, ao menos nas dimensões, quando não fosse na
qualidade, fez que um médium desenhasse um monumento que ocupava muitas folhas de
papel para chegar à altura de dois andares. Muitos outros se divertiram fazendo que os
médiuns pintassem supostos retratos, que eram verdadeiras caricaturas. (Revue Spirite,
agosto de 1858.)
- Médiuns músicos: os que executam, compõem, ou escrevem músicas, sob a
influência dos Espíritos. Há médiuns músicos, mecânicos, semimecânicos, intuitivos e inspirados, como os há para as
comunicações literárias. (Veja-se - Médiuns para efeitos musicais.)
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Item 190]
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