Resumo do CAPÍTULO XIV
Médiuns sonambúlicos
Itens 172 a 174
do Livro dos Médiuns
(Allan Kardec)

O que é o Sonambulismo segundo Kardec?

    • O sonambulismo é apresentado como uma variante da faculdade mediúnica, sendo dois fenômenos frequentemente relacionados.

Diferenças entre Sonâmbulo e Médium Comum

  • O Sonâmbulo:
    • Age sob influência do seu próprio Espírito
    • Sua alma se emancipa (liberta) e pode ver, ouvir e perceber além dos sentidos físicos
    • Expressa seus próprios pensamentos e conhecimentos
    • Suas ideias geralmente são mais apuradas do que no estado normal
    • Vive antecipadamente a "vida dos Espíritos"
  • O Médium Comum:
    • É instrumento passivo de uma inteligência externa
    • Transmite pensamentos de outros Espíritos
    • Não expressa suas próprias ideias

Quando os Dois Fenômenos se Combinam

    • Kardec explica que um Espírito pode se comunicar com um sonâmbulo, criando o que ele chama de "sonâmbulo-médium".
    • O estado de emancipação da alma do sonâmbulo facilita essa comunicação.

Exemplo Prático (Item 173)

  • Um rapaz sonâmbulo de 14-15 anos, com inteligência comum e pouca instrução, demonstrava:
    • Sozinho: capacidade de diagnosticar doenças com precisão (usando sua própria lucidez)
    • Com assistência espiritual: necessitava de seu "anjo doutor" para indicar os remédios
    • Isso mostra a dupla ação: o Espírito do próprio sonâmbulo + a assistência de outro Espírito.

Pontos Importantes sobre a Lucidez Sonambúlica

    • É uma faculdade orgânica, independente da evolução moral do indivíduo
      (Ver: Ferromagnetismo e mediunidade e Descompensação vibratória)
    • Um sonâmbulo pode ser muito lúcido, mas ainda assim limitado pelo adiantamento de seu próprio Espírito
    • As qualidades morais do sonâmbulo influenciam o tipo de Espíritos que o assistem (bons ou maus)
    • Como os médiuns, sonâmbulos podem ser assistidos por Espíritos mentirosos ou levianos

Conclusão: O sonambulismo mediúnico representa uma ponte entre a experiência pessoal da alma emancipada e a comunicação com outras inteligências espirituais.


Resumo elaborado com auxílio de inteligência artificial
(Claude, Anthropic, 2026
)

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Médiuns sonâmbulos: os que, em estado de sonambulismo, são assistidos por Espíritos.



[17b Item190]


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Pode considerar-se o sonambulismo uma variedade da faculdade mediúnica, ou, melhor, são duas ordens de fenômenos que freqüentemente se acham reunidos:

  • O sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; é sua alma que, nos momentos de emancipação, vê, ouve e percebe, fora dos limites dos sentidos. O que ele externa tira-o de si mesmo; suas ideias são, em geral, mais justas do que no estado normal, seus conhecimentos mais dilatados, porque tem livre a alma.
    (Ver: Animismo)
  • O médium, ao contrário, é instrumento de uma inteligência estranha; é passivo e o que diz não vem de si.

Em resumo, o sonâmbulo exprime o seu próprio pensamento, enquanto que o médium exprime o de outrem.

Mas, o Espírito que se comunica com um médium comum também o pode fazer com um sonâmbulo; dá-se mesmo que, muitas vezes, o estado de emancipação da alma facilita essa comunicação.

Muitos sonâmbulos vêem perfeitamente os Espíritos e os descrevem com tanta precisão, como os médiuns videntes.

Podem confabular com eles e transmitir-nos seus pensamentos.


O que dizem, fora do âmbito de seus conhecimentos pessoais, lhes é com freqüência sugerido por outros Espíritos.

[17b item 172]

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Um rapaz sonâmbulo, de 14 a 15 anos, de inteligência muito vulgar e instrução extremamente escassa.


Entretanto, no estado de sonambulismo, deu provas de lucidez extraordinária e de grande perspicácia.


Excedia, sobretudo, no tratamento das enfermidades e operou grande número de curas consideradas impossíveis.


Certo dia, dando consulta a um doente, descreveu a enfermidade com absoluta exatidão.


Não basta, disseram-lhe, agora é preciso que indiques o remédio.


Não posso, respondeu, meu anjo doutor não está aqui.


Quem é esse anjo doutor de quem falas? - O que dita os remédios. - Não és tu, então, que vês os remédios? - Oh! não; estou a dizer que é o meu anjo doutor quem mos dita.

Assim, nesse sonâmbulo, a ação de ver o mal era do seu próprio Espírito que, para isso, não precisava de assistência alguma; a indicação, porém, dos remédios lhe era dada por outro.


Não estando presente esse outro, ele nada podia dizer.

Quando só, era apenas sonâmbulo; assistido por aquele a quem chamava seu anjo doutor, era sonâmbulo-médium.

[17b -item 173]

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A lucidez sonambúlica é uma faculdade que se radica no organismo e que independe, em absoluto, da elevação, do adiantamento e mesmo do estado moral do indivíduo.


Pode, pois, um sonâmbulo ser muito lúcido e ao mesmo tempo incapaz de resolver certas questões, desde que seu Espírito seja pouco adiantado.

O que fala por si próprio pode, portanto, dizer coisas boas ou más, exatas ou falsas, demonstrar mais ou menos delicadeza e escrúpulo nos processos de que use, conforme o grau de elevação, ou de inferioridade do seu próprio Espírito.


A assistência então de outro Espírito pode suprir-lhe as deficiências.


Mas, um sonâmbulo, tanto como os médiuns, pode ser assistido por um Espírito mentiroso, leviano, ou mesmo mau.

Aí, sobretudo, é que as qualidades morais exercem grande influência, para atraírem os bons Espíritos.

[17b - item 174