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Conquistas
da Microfísica - PRIMÓRDIOS DA ELETRÔNICA
Espíritos eminentes, atendendo aos imperativos da investigação científica
entre os homens, volvem da Espiritualidade ao Plano Terrestre,
incentivando estudos acerca da natureza ondulatória do Universo.
A Eletrônica balbucia as primeiras
notas com Tales de Mileto, 600 anos antes do Cristo.
O grande filósofo, que tinha a crença na unidade essencial da Natureza,
observa a eletrização no âmbar («elektron», em grego).
Seus apontamentos sobre as emanações luminosas são retomados, no curso
do tempo, por Herão de Alexandría e outras grandes inteligências, culminando
nos raciocínios de Descartes, no século XVII, que, inspirado na teoria
atômica dos gregos, conclui, trezentos anos antes da descoberta do elétron,
que na base do átomo
deveria existir uma partícula primitiva, chegando a desenhá-la,
com surpreendente rigor de concepção, como sendo um «remoinho» ou
imagem aproximada dos recursos energéticos que o constituem.
Logo após, Isaac Newton realiza a decomposição da luz
branca, nas sete cores do prisma, apresentando, ainda, a ideia de que os
fenômenos luminosos seriam correntes corpusculares, sem excluir a hipótese
de ondas vibratórias,
a se expandirem no ar.
Huyghens prossegue na experimentação e defende a teoria do éter
luminoso ou teoria ondulatória.
(Ver: Ondas)
Franklin teoriza sobre o fluido elétrico e propõe a hipótese atômica
da eletricidade, tentando classificá-la como sendo formada de grânulos
sutis, perfeitamente identificáveis aos remoinhos eletrônicos hoje
imaginados.
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- página 27]
- André Luiz - 1959
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