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"Permaneça
o amor fraternal." Paulo (Hebreus, 13:1)
As afeições familiares, os laços consangüíneos, as simpatias_naturais podem ser manifestações muitos santas da alma, quando a criatura as
eleva no altar do sentimento superior, contudo, é razoável que o espírito
não venha a cair sob o peso das inclinações próprias.
O
equilíbrio é a posição ideal.
Por
demasia de cuidado, inúmeros pais prejudicam os filhos.
Por
excesso de preocupações, muitos cônjuges descem às cavernas do
desespero, defrontados pelos insaciáveis monstros do ciúme
que lhes aniquilam a felicidade.
Em
razão da invigilância, belas amizades terminam em abismo de sombra.
O
apelo evangélico, por isto mesmo, reveste-se de imensa importância.
A
fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações entre as
almas.
O
homem que se sente filho de Deus e sincero irmão das criaturas não é vítima
dos fantasmas do despeito, da inveja, da ambição, da desconfiança. Os
que se amam fraternalmente alegram-se com o júbilo dos companheiros;
sentem-se felizes com a ventura que lhes visita os semelhantes.
Afeições
violentas, comumente conhecidas na Terra, passam vulcânicas e inúteis.
Na
teia das reencarnações,
os títulos afetivos modificam-se constantemente. É que o amor
fraternal, sublime e puro, representando o objetivo supremo do
esforço de compreensão, é a luz imperecível que sobreviverá no
caminho eterno.
Xavier,
Francisco Cândido. Da obra: Pão Nosso.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
17a edição. Lição 141. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.
Um coração paternal é sempre venturoso, em se humilhando pelos filhos que ama.
[96 - página 49] - André Luiz
As vibrações de amor fraternal, quais as que o Cristo nos legou, são as verdadeiras energias dissolventes da vingança, da perseguição, da indisciplina, da vaidade e do egoísmo que atormentam a experiência humana.
[96 - página 252] - André Luiz |