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As
manifestações aparentes mais comuns se dão durante o sono,
por meio dos sonhos:
são as visões.
Os limites deste estudo não comportam o exame de todas as particularidades que os sonhos podem apresentar. Resumiremos tudo, dizendo que eles podem ser:
A teoria que se segue aplica-se aos sonhos, como a todos os outros casos de aparições. (Veja-se: O Livro dos Espíritos, ns. 400 e seguintes.) Temos para nós que faríamos uma injúria aos nossos leitores, se nos propuséssemos a demonstrar o que há de absurdo e ridículo no que vulgarmente se chama a interpretação dos sonhos.
Dissemos
que as aparições têm algo de vaporoso.
Em certos casos, poder-se-ia
compará-las à imagem que se reflete num espelho sem aço e que, não obstante
a sua nitidez, não impede se vejam os
objetos que lhe estão por detrás.
Eles as vêem ir e vir, entrar num aposento, sair
dele, andar por entre os vivos com ares, pelo menos se se trata de Espíritos
comuns, de participarem ativamente de
tudo o que os homens fazem ao derredor deles, de se interessarem
por tudo isso, de ouvirem o que dizem os humanos.
O
Espírito, que quer ou pode fazer-se visível, reveste às vezes uma forma ainda mais precisa, com todas as aparências de
um corpo sólido, ao ponto de causar completa
ilusão e dar a crer, aos que observam a aparição, que têm diante de si um
ser corpóreo.
Em alguns casos,
finalmente, e sob o império de certas circunstancias, a tangibilidade se pode tornar real, isto é, possível se torna ao
observador tocar, palpar, sentir, na aparição, a mesma resistência, o mesmo
calor que num corpo vivo, o que não
impede que a tangibilidade se desvaneça com a rapidez do relâmpago. (1) Entre outros, o Sr. Home. (Ver: Casos de Materialização)
Longe
estamos de considerar como absoluta e como sendo a última palavra a
teoria que apresentamos.Novos estudos sem dúvida a completarão, ou retificarão mais tarde; entretanto, por mais incompleta ou imperfeita que seja ainda hoje, sempre pode auxiliar o estudioso a reconhecer a possibilidade dos fatos, por efeito de causas que nada têm de sobrenaturais.
Se
é uma hipótese, não se lhe pode contudo negar o mérito
da racionalidade e da probabilidade e, como tal, vale tanto, pelo menos, quanto todas as explicações que os negadores
formulam, para provar que nos fenômenos espíritas só há ilusão, fantasmagoria e subterfúgios. |
