Mesmo no caso em que a
morte � inevit�vel e em que a vida n�o � abreviada sen�o por alguns
instantes, a eutan�sia � sempre uma falta de resigna��o e de
submiss�o � vontade do Criador.Trabalho de Jo�o Gon�alves Filho - EUTAN�SIA -1101
O homem n�o tem o direito de praticar a eutan�sia,
em caso algum, ainda que a mesma seja a demonstra��o aparente de medida
benfazeja.
A agonia prolongada pode ter finalidade preciosa para a alma e a mol�stia incur�vel pode ser um bem, como a �nica v�lvula de escoamento das imperfei��es do Esp�rito em marcha para a sublime aquisi��o de seus patrim�nios da vida imortal. Al�m do mais, os des�gnios divinos s�o insond�veis e a ci�ncia prec�ria dos homens n�o pode decidir nos problemas transcendentes das necessidades do Esp�rito. [41a - p�gina 71]
... Sem qualquer conhecimento das dificuldades espirituais, o m�dico ministrou a chamada �inje��o compassiva�, ante o gesto de profunda desaprova��o do meu orientador.Em poucos instantes, o moribundo calou-se. Inteiri�aram-se-lhe os membros, vagarosamente. Imobilizou-se a m�scara facial. Fizeram-se v�treos os olhos m�veis. Cavalcante, para o espectador comum, estava morto. N�o para n�s, entretanto. A personalidade desencarnante estava presa ao corpo inerte, em plena inconsci�ncia e incapaz de qualquer rea��o. Sem perder a serenidade otimista, o orientador explicou-me:
[40 - p�ginas 280/1] |
P�ginas relacionadas:
