Tudo t�m um fim providencial, os grandes fen�menos da Natureza, os que se consideram como perturba��o dos elementos.


Tudo tem uma raz�o de ser e nada acontece sem a permiss�o de Deus.


�s vezes t�m, como imediata raz�o de ser, o homem.

Na maioria dos casos, entretanto, t�m por �nico motivo o restabelecimento do equil�brio e da harmonia das for�as f�sicas da Natureza.

Alguns
dentre os Esp�ritos exercem certa influ�ncia sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir.

Deus n�o exerce a��o direta sobre a mat�ria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos.


[9a - quest�o 536]


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A mitologia dos antigos se fundava inteiramente em ideias esp�ritas, com a �nica diferen�a de que consideravam os Esp�ritos como divindades.


Representavam esses deuses ou esses Esp�ritos com atribui��es especiais.

Assim, uns eram encarregados dos ventos, outros do raio, outros de presidir ao fen�meno da vegeta��o, etc.

Semelhante cren�a, t�o pouco destitu�da � de fundamento, que ainda est� muito aqu�m da verdade.


N�o h� Esp�ritos que habitem o interior da Terra para presidir aos fen�menos geol�gicos.


Tais Esp�ritos n�o habitam positivamente a Terra.


Presidem aos fen�menos e os dirigem de acordo com as atribui��es que t�m.


Dia vir� em que recebereis a explica��o de todos esses fen�menos e os compreendereis melhor.


[9a - quest�o 537]


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Os Esp�ritos que presidem aos fen�menos da Natureza, s�o os que foram encarnados como n�s ou que o ser�o.

Quanto a ordem desses Esp�ritos, isso � conforme seja mais ou menos material, mais ou menos inteligente o papel que desempenhem.


Uns mandam, outros executam.

Os que executam coisas materiais s�o sempre de ordem inferior, assim entre os Esp�ritos, como entre os homens.


[9a - quest�o 538]


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A produ��o de certos fen�menos, das tempestades, por exemplo, � obra de inumer�veis Esp�ritos, que se re�nem, formando grandes massas, para produzi-los.



[9a - p�gina 273 quest�o 539]


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Dos Esp�ritos que exercem a��o nos fen�menos da Natureza, uns operam com conhecimento de causa, usando do livre-arb�trio, outros por efeito de instintivo ou irrefletido impulso.

Estabele�amos uma compara��o.


Considera essas mir�ades de animais que, pouco a pouco, fazem emergir do mar ilhas e arquip�lagos.

Julgas que n�o h� a� um fim providencial e que essa transforma��o da superf�cie do globo n�o seja necess�ria � harmonia geral?

Entretanto, s�o animais de �nfima ordem que executam essas obras, provendo �s suas necessidades e sem suspeitarem de que s�o instrumentos de Deus.

Pois bem, do mesmo modo, os Esp�ritos mais atrasados oferecem utilidade ao conjunto.


Enquanto se ensaiam para a vida, antes que tenham plena consci�ncia de seus atos e estejam no gozo pleno do livre-arb�trio, atuam em certos fen�menos, de que inconscientemente se constituem os agentes.

Primeiramente, executam.


Mais tarde, quando suas intelig�ncias j� houverem alcan�ado um certo desenvolvimento, ordenar�o e dirigir�o as coisas do mundo material.


Depois, poder�o dirigir as do mundo moral.

� assim que tudo serve, que tudo se encadeia na Natureza, desde o �tomo primitivo at� o arcanjo, que tamb�m come�ou por ser �tomo. Admir�vel lei de harmonia, que o vosso acanhado esp�rito ainda n�o pode apreender em seu conjunto!

[9a - quest�o 540]

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