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À semelhança de uma planta trepadeira, que, enroscando-se ou agarrando-se
a outra, passa a nutrir-se dela, participando, de
contínuo, dos acontecimentos de sua existência, há
entre encarnados e desencarnados um processo de associação similar. Quando, desavisadamente, agasalhamos anseios de natureza inferior, e continuamente mantemos na tela mental ideias de origem viciosa, irradiamos para o plano extrafísico da vida aquele desejo, estabelecendo uma verdadeira "varredura". Deste modo, encontramos Espíritos que simpatizam com o mesmo objetivo, e que, percebendo nossa "busca", aproximam-se de nós, estabelecendo a parceria. A quantidade de mentes desencarnadas, ávidas de sensações físicas, é muito grande. Espíritos ociosos, negligentes, baldos de fé e de conhecimentos sobre os princípios que orientam a vida, vivem perambulando entre os encarnados.
Muitos tentam
desesperadamente manter-se o mais possível
ligados à vida material, da qual não encontram coragem com a
realidade que não esperavam. Assim, na medida em que são alimentadas fixações que interessem a ambos os parceiros, fica estabelecido um vínculo, criando-se a dependência mútua em que se comprazem, e que acaba por transformar-se em "necessidade". Esta parceria em geral prolonga-se por tempo indeterminado, já que é estabelecida passiva e voluntariamente, embora sem que os parceiros percebam que são os próprios promotores daquela situação.
O encarnado busca continuamente
alimentar-se das forças inferiores do desencarnado, o qual
encontra nele a "ponte" para manter vivas as sensações
físicas a que se escravizou.
No "orai e
vigiai", o Cristo sintetizou a solução:
A chave para solução do problema estará em manter-se a mente ocupada, com assuntos de elevado conteúdo moral e intelectual, através da leitura, da freqüência a palestras, conferências e cursos e, paralelamente, em nos dedicarmos à prática do bem em todas as suas formas e expressões, o que, além de dirigir nosso pensamento para estados vibratórios mais elevados, também nos favorecerá com a assistência mais estreita dos bons Espíritos, que, sempre atentos às nossas necessidades, procurarão estimular-nos os esforços, amparando-nos nos momentos de vacilação e dúvida. MAURO PAIVA FONSECA |
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