Uma
vez de volta ao mundo dos Espíritos, conserva a alma as percepções que tinha na Terra, além
de outras de que aí não dispunha, porque o corpo, qual véu sobre elas lançado,
as obscurecia.
[9a - página 159 questão 237] Os
Espíritos, quanto mais se aproximam da perfeição, tanto mais sabem. Se são Espíritos
superiores, sabem muito. Os Espíritos inferiores são mais ou menos ignorantes acerca de tudo.
[9a - página 159 questão 238] ____Para
os Espíritos conhecerem o futuro, depende da elevação que tenham conquistado.
Muitas vezes, apenas o entrevêem, porém nem sempre
lhes é permitido revelá-lo. Quando o vêem, parece-lhes presente. À
medida que se aproxima de Deus, tanto mais claramente o Espírito descortina o
futuro. Depois da morte, a alma vê e apreende num golpe de vista suas
passadas migrações, mas não pode ver o que Deus lhe reserva. Para que
tal aconteça, preciso é que, ao cabo de múltiplas existências, se haja
integrado nele. Nem os Espíritos que alcançaram a
perfeição absoluta têm conhecimento completo do
futuro, só Deus é soberano Senhor e ninguém O pode igualar.
[9a - página 160 questão 243] Conforme
a elevação do Espírito e a pureza que haja atingido, conhece
o
princípio
das coisas. Os Espíritos de ordem inferior não sabem mais do que os homens.
[9a - página 160 questão 239] Como
o Espírito se transporta aonde queira, com a rapidez do pensamento,
pode-se dizer que vê em toda parte ao mesmo
tempo. Seu pensamento
é suscetível de irradiar, dirigindo-se a um
tempo para muitos pontos diferentes, mas esta faculdade depende da sua pureza.
Quanto menos puro é o Espírito, tanto mais limitada tem a visão. Só os Espíritos
superiores. [9a
página 162 questão 247] Os
Espíritos não compreendem a duração de tempo como nós. Daí
vem que nem sempre nos compreendeis, quando se trata de determinar datas
ou épocas. Os Espíritos vivem fora do
tempo como o compreendemos. A duração, para eles, deixa,
por assim dizer, de existir. Os séculos, para nós tão longos, não passam,
aos olhos deles, de instantes que se movem na
eternidade.
[9a - página 160 questão 240] Do
mesmo modo que aquele, que vê bem, faz mais exata ideia das coisas do que o cego. Os Espíritos vêem o que não vedes. Tudo
apreciam, pois, diversamente do modo por que o
fazeis. Mas, também isso depende da elevação deles.
[9a - página 160 questão 241]
____O
passado, quando com ele o Espírito se ocupa, é presente. Verifica-se então, inteligência
dos Espíritos, lembram mesmo daquilo que se te apagou da memória. Mas, nem
tudo os Espíritos sabem, a começar pela
própria criação.
[9a - página 160 questão 242] Só
os Espíritos superiores o vêem e compreendem a Deus. Os inferiores o sentem e Um
Espírito inferior não vê a Deus, mas sente a
Sua soberania e, quando não deva ser feita alguma coisa
ou dita uma palavra, percebe, como por intuição, a proibição de fazê-la ou
dizê-la. [9a - página 161 questão 244] O
Espírito não tem circunscrita a visão como os seres corpóreos,
ela reside em todo ele. [9a - página 161 questão 245] Os
Espíritos não precisam da luz para ver. Vêem
por si mesmos, sem precisarem de luz exterior. Para os Espíritos, não há trevas, salvo as em que podem achar-se por expiação. [9a - página 161 questão 245] ____Os
Espíritos são sensíveis à música. A música
terrena não se compara à música celeste. A esta harmonia nada na Terra pode
dar ideia. Uma está para a outra como o canto do selvagem para
uma doce melodia. Não obstante, Espíritos vulgares podem experimentar certo
prazer em ouvir a música terrestre, por lhes
não ser dado ainda compreenderem outra mais sublime. A
música possui infinitos encantos para os Espíritos, por terem eles muito
desenvolvidas as qualidades sensitivas.
Refiro-me à música celeste, que é tudo o que de mais belo e delicado pode
a imaginação espiritual conceber.
[9a - página 163 questão 251] Ver: Ensaio teórico da sensação nos Espíritos [9a - página 165
questão 257] |