Para Anaxágoras os elementos não são quatro, e sim infinitos Há de tudo em tudo.

Chama de homeomerias as partes homogêneas, partículas pequeníssimas de que estão feitas as coisas.

Se tomamos uma coisa qualquer e a dividimos, nunca chegaremos, diz Anaxagoras, às raízes de Empédocles; o que existe são homeomerias.

Na menor parte de cada coisa existem partes pequeníssimas de todas as demais; chama isso de panspermía, existir em tudo as sementes de tudo.

Como se explica então a formação das diversas coisas?

Por união e separação das homeomerias.

Assistimos a um passo a mais na divisão do ente de Parmênides:


  • primeiro colocam-no em relação com o fogo que se move e muda (Heráclito);
  • depois dividem-no nas quatro raízes de Empédocles, para explicar o mundo e o movimento partindo delas;
  • agora Anaxágoras o fragmenta nas homeomerias; e não é a última etapa.

    As propriedades do ente se conservam, e o movimento se explica por união e separação.

As coisas são diferentes porque as homeomerias se agrupam de diversas formas, segundo a posição que ocupam.

Anaxágoras
decobre a importância da forma, do eîdos, da disposição das coisas.

Levada à vida ateniense, ao teatro, esta descoberta de Anaxágoras é a perspectiva.

O século V ateniense está voltado para o eîlos, para a plástica um século de espectadores.

O conhecimento, segundo Anaxagoras, tem certa limitação porque as homeornerias não são acessíveis aos sentidos.

Sua idéia da percepcão é contrária à de Ernpédocles: conhecem-se as coisas por seu contrários.

São estas as duas teses opostas que se contrapõem nessa época.

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