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Escreve André Luiz, em Nos Domínios
da Mediunidade: Muitos companheiros
matriculados no serviço de implantação da Nova Era, sob a égide do espiritismo, vêm convertendo a teoria anímica num travão injustificável a
lhes congelar preciosas oportunidades de realização do bem; portanto, não nos
cabe adotar como justas as palavras "mistificação inconsciente ou subconsciente" para batizar o fenômeno.
(Xavier, Francisco C./André Luiz, 1973a.) Refere-se o instrutor Áulus, nesta passagem, a uma senhora que, embora com as usuais características de uma incorporação obsessiva de espírito perseguidor, estava apenas deixando emergir do seu próprio inconsciente, memórias desagradáveis de uma existência anterior que nem mesmo o choque biológico da nova encarnação conseguira "apagar". Tratava-se de uma doente mental, cujos passados conflitos ainda a atormentavam e se exteriorizavam naquela torrente de palavras e gestos sonidos como se estivesse possuída por um espírito desarmonizado. No caso, havia, sim, um espírito em tais condições - era o seu próprio e, portanto, ela estava ali funcionando como médium de si mesma, produzindo uma manifestação anímica.
Mais que ignorância, seria uma crueldade deixar de
socorrê-la com atenção e amor fraterno somente porque a manifestação era anímica. Ou, então, a pessoa seria tida como mistificadora inconsciente.
Em ambas as hipóteses,
o diagnóstico estaria errado e, por conseguinte, qualquer forma de tratamento
porventura proposto ou tentado.
Hermínio C. Miranda http://www.espirito.org.br/portal/ artigos/diversos/mediunidade/ animismo-herminio-miranda.html |
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