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A ciência sempre se preocupou com os mecanismos que levam os vários sinais e mensagens transmitidas no cérebro e as conexões entre o cérebro e o resto do corpo.
Este é o problema que perseguiu filósofos, psicólogos e cientistas ao longo dos anos. David Chalmers, um filósofo australiano, resumiu este assunto muito bem: “A consciência coloca os maiores problemas para a ciência da mente. Não há nada de que saibamos mais intimamente do que a experiência da consciência, mas não há nada mais dificil de explicar”.
Em seus livros, ele chama isso de “o problema dificil” da consciência, em contraste aos “problemas fáceis”, que basicamente envolvem a compreensão dos mecanismos que permitem ao cérebro lidar com os vários tipos de informação que recebe, processos amplamente conhecidos pela ciência.
Então, ao seguir as mudanças no fluxo sangüíneo e o consumo de oxigênio e glicose (metabolismo) para as várias partes do cérebro, os cientistas podem compreender quais áreas do cérebro estão envolvidas com determinados processos de pensamento.
Isto é chamado de “mapeamento” do cérebro. Para fazer isso, os cientistas colocam um scanner e conectam ao cérebro enquanto o paciente pensa em alguma coisa. Eu também estou escutando música e esta sensação prazerosa é acompanhada por uma mudança recíproca na característica de corrente de sangue para a parte de meu cérebro envolvida com essa sensação. Se eu me envolver muito com a música e parar de prestar atenção à tela do computador, as áreas que estavam recebendo mais sangue, enquanto eu lia, agora vão receber menos, mas outras áreas passarão a receber mais sangue.
Curiosamente, esse tipo de exame do cérebro mostra que, para qualquer pensamento, muitas áreas do cérebro tornam-se ativas e é por isso que múltiplas dessas áreas mediam processos de pensamento. Este é um ponto muito importante. [100 - página 134] |
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