|
Escotografia (Skotos=obscuro e grafein=escrever), é o termo proposto por Felícia Scatcherd no Primeiro Congresso Internacional de Pesquisas Psíquicas realizado em Copenhague.
Seria impressão no escuro, em oposição à fotografia propriamente dita, que é a impressão pela luz.
Deste modo, a classificação é a seguinte:
As primeiras seriam chamadas fotografias parapsicológicas. As segundas, objeto de nosso estudo, são as escotografias, ou também chamadas:
Tudo o que é visível para a objetiva da máquina fotográfica e susceptível de ser reproduzido na fotografia, deve necessariamente, por essa mesma razão, ser visível ao olho humano? Por exemplo, num quarto ao qual só tem acesso os raios ultra-violetas do espectro solar, uma fotografia pode ser tirada por meio dessa "luz escura". Num quarto assim iluminado, os objetos são claramente visíveis para a lente da câmara escura; em todos os casos eles podem ser reproduzidos sem que a mínima claridade seja percebida pelo olho humano. A dramatização mais frequente foi a de atribuir as escotografias aos espíritos dos mortos. Com isto, houve uma grande dificuldade no campo da pesquisa, dado que a maioria da bibliografia existente denota uma grande falta de objetividade por estar mesclada de paixões religiosas que dificultam um trabalho objetivo e eficiente. Charles Richet e o Dr. Geley experimentaram com o dotado Pasquale Erto, em condições muito satisfatórias. Obtiveram escotografias para o Instituto Metapsíquico Internacional de Paris. O célebre investigador René Sudré concluiu: "O controle exclui absolutamente a possibilidade de fraude. Trata-se de autênticos fenômenos de escotografias".
A Telergia, energia somática pode se exteriorizar e tornar-se inclusive visível (ectoplasma) dirigida pela psicobulia (vontade inconsciente). Esse ectoplasma que forma a imagem tem sido visto e fotografado, no começo, em forma de vapor nebuloso, luminoso, condensando-se depois, pouco a pouco e adquirindo contornos mais definidos.
O agricultor Felipe, de temperamento introvertido vivia com sua mulher e seu filho Eduardo de 5 anos em Goiás-Brasil. Por influências dela, matou a mulher e o filho, enterrando-os no jardim da sua própria casa, dizendo no povoado que tinha sido abandonado por eles, coisa que não estranhou a ninguém, pois todos conheciam o relacionamento existente entre Laura e Felipe.
O caso foi comentado por alguns dias e depois o assunto esfriou, passando Felipe a viver abertamente com sua amante.
Na quarta-feira seguinte, quando Felipe voltou para buscar as fotografias, levou um grande susto.
Felipe fixou o olhar sobre a foto e rconheceu sua esposa e filho assassinados por ele.
Laura teve tempo de fugir. Em 1970, ao serem reveladas as fotografias do casamento de sua filha, ele apareceu nas mesmas.
Os parentes, amigos e colegas da infância não duvidaram em identificá-lo pelas orelhas abertas e unidas ao rosto, pelo corte de cabelo, e pela maneira relaxada de sentar-se, etc.
Todos os assistentes reconheceram que durante a cerimônia seus pensamentos estavam voltados, é lógico, para o falecido. As faculdades parapsicológicas pertencem ao inconsciente da psique. Por isso, o consciente não pode utilizar essas faculdades a não ser de modo excepcional ou rudimentário. É mais fácil que apareçam na escotografia as imagens inconscientes do que as conscientes.
A Srta Scatcherd, numa experiência saiu fotografada ao lado dela mesma, com outra roupa, porque justamente pensava em que, vestida daquela outra maneira, estaria melhor para a fotografia. (mais uma prova que nào é fotos de espíritos mas do próprio pensamento) A diferença entre uma aparição visível (Fantasmogênese) e uma não visível, mas fotografável (escotografia) é o grau de condensação do ectoplasma. As escotografias, normalmente são tênues, saindo nas chapas "uma ligeira forma nebulosa".
Conclusão acertada de Sudré quando diz que são fenômenos telepáticos e telérgicos com um caráter evidente de inteligência. A Telergia se condensa em forma de ectoplasma.
Mas não sendo a condensação do ectoplasma suficiente, não consegue impressionar o olho humano. Mas uma boa câmara fotográfica pode captar esse ectoplasma.
O ectoplasma, substância orgânica, somática, humana, é dirigida pela vontade inconsciente do dotado. Do ponto de vista experimental, ou da pesquisa sistemática em laboratório universitário, o caso Ted Serios é decisivo.
As numerosas experiências feitas com toda a técnica moderna, estabelecem a realidade das escotografias.
Seu mecanismo também foi demonstrado. Numerosos e célebres parapsicólogos como:
Antonio Elegido. Revista de Parapsicologia 16 (Link desativado)
TRUQUES William H. Mumler é tido como o primeiro experimentador neste gênero em Boston (Estados Unidos) em 1861.
Mumler dedicava seu tempo de lazer à fotografia. Foi o nascimento "oficial" de um dos fatos mais discutidos e polêmicos que lembra a história da Parapsicologia. A explicação "lógica" que se encontrou foi que se tinha conseguido finalmente fotografar os "espíritos dos mortos". Segundo Alexandre Aksakof, o Sr Mumler obteve escotografia inclusive quando a experiência foi dirigida por quatro fotógrafos profissionais que se encarregaram de efetuar pessoalmente as operações, do lavado da chapa até o revelado; e ainda utilizavam seus próprios aparelhos. Mas o caso Mumler tomou um rumo diferente no conceito dos sábos quando o Doutor Gadner (espírita), enganado longo tempo, descobriu que tudo fora devido à dupla exposição. O metódo é muito fácil e serve para fazer acreditar que se obteve "um corpo astral exteriorizado".
Suponhamos que o mistificador quer produzir um fantasma ao lado de uma pessoa real. Se o cliente tiver apresentado uma fotografia da pessoa falecida antes de ser fotografado, tudo é mais fácil: substitui-se a cabeça do manequim pela da fotografia e todos ficam contentes. Por ser fácil de fazer e de grande efeito, este truque tornou-se famoso entre alguns "médiuns". Entre eles se tornou tristemente célebre o francês Buguet. Trabalhou na França e Inglaterra onde fez fortuna.
Pouco antes de ser chamado a comparecer perante a justiça, efetuou uma série de experiências com a viúva de Allan Kardec e Leymarie. Buguet tinha se associado a Leymarie) No dia 12 de maio de 1874, apareceu na experiência o falecido esposo e famoso codificador da doutrina espírita, com a frase: "Obrigado minha querida esposa, obrigado Leymarie, coragem Buguet". Mas...um senhor de Montrevil-Surmer pediu a Buguet a fotografia do "espírito" de seu filho morto na idade de dez anos e meio. Apareceu a fotografia de um homem de cinquenta anos.
Erros como o citado, em grande número, ocasionados pela quantidade de clientes que atendia assiduamente, obrigaram o governo francês a intervir. Explicou que enquanto o cliente se encontrava na sala de espera, ele procurava no arquivo alguma imagem que se assemelhasse ao pedido para ser depois evocada. A sobreposição era trabalho fácil. Mas não acabaram as discussões. Houve inclusive no julgamento, momentos cômicos. Buguet chegou a confessar às pessoas que tinham acreditado nele, a maneira pela qual realizava o truque, mas foi impossível convencer as "vítimas", que, mesmo assim continuavam acreditando nas fotografias do além. Segundo a "Revista Inglesa de Fotografia" somente na década de 1870 na Inglaterra enriqueceram-se trinta e cinco fotógrafos profissionais de fotografias do além. Para demonstrar como era fácil trucar (enganar),numa experiência dessas, o engenheiro McCarthy (membro da "Society for Phychical Research") avisou que ia fazer uma foto e que trucaria no transcurso dela.
Os investigadores, no transcurso da sessão, celebrada em 1934 na filial da "S.P.R" de Sheffied, não puderam perceber nada estranho durante toda a experiência. Realizou isto, como depois explicou, por meio de um minúsculo aparelho emissor de radiações ultra-violetas escondido entre os dedos, com o qual projetava um micro-filme do tamanho de uma cabeça de alfinete ou um pouco maior.
Deve ter-se presente a grande credulidade dos clientes destas sessões de "fotografias de espíritos". Por outra parte, em certas ocasiões, a casualidade vem reforçar admiravelmente a crença de que umas manchas combinadas fortuitamente são a imagem verdadeira de algum defunto da família. Para a dupla imagem que produz uma série de siluetas mais ou menos transparentes, o mais frequente é um minúsculo buraquinho na objetiva da câmara ou um deslocamento lateral da pessoa fotografada.
Outro truque: as cortinas que servem de fundo enquanto se tira a fotografia podem esconder qualquer artifício. Além do filme todo o material pode ser trucado: a câmara, a objetiva que produzirá uma imagem acrescentada, as dobras; impregnando-as com um material fosforescente, etc. A hipótese do truque (consciente ou incosnciente, mais frequentemente consciente) embora não tenha sido constatado em todos os casos, tem sido em tão grande número que justifica uma grande desconfiança. Tornou-se célebre uma fotografia de Conan Doyle na qual aparecia também seu filho, morto na guerra de 1914. Esta foto foi apresentada no congresso espírita Internacional de 1928, celebrado em Paris. Conan Doyle, ardente defensor das ideias espíritas, aparece aos nossos olhos como uma pessoa profundamente afetada pela morte de seu filho, perante a qual sente necessidade de acreditar em comunicação com o além, como elemento consolador.
Na obra"O espiritismo desmascarado", Doyle conta como seu filho lhe apareceu numa sessão, esquecendo-se de que algum tempo antes, o médium confessou que um empregado seu aparentou ser o defunto que Doyle reconheceu como seu filho, sem dúvida nenhuma. Hope já tinha sido desmascarado por Harry Price, Diretor do "National Laboratory of Phychical Research", em 1923.
Apesar do desmascaramento realizado por harry Price, Hope seguia sendo considerado pelos espíritas ingleses, liderados por Doyle, como o mais eficiente e digno de confiança para a produção de "fotos de espíritos".
Mais tarde Eugene Osty, Diretor do Instituto Metapsíquico Internacional de paris, pediu para realizar uns testes com o médium com máquinas fotográficas fechadas, seladas, invioláveis. Antonio Elegido. (Link desativado) |
Outro caso: Sebastião Sá Barreto, ex-diretor da equipe de futebol Leon XIII, de Recife (Brasil), morreu em 1969, em consequência de uma trombose. 


A dança das fadas. Com esta foto e outras, tentaram convencer aos pesquisadores da existência real destes seres fantásticos. (Truque)