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(? - 30/7/1920)
O Professor W. J. Crawford que foi catedrático de Engenharia Mecânica na Queen’s University, em Belfast, conduziu longos e meticulosos estudos sobre o ectoplasma. Ele escreveu três livros clássicos:
O professor Crawford descobriu que todas as manifestações_físicas dos seus médiums – levitação_de_mesas, movimentação de objectos, etc., eram conseguidos através da construção ectoplásmica de varões, escoras e cachorros. No seu livro Psychic Strutures ele apresenta fotografias do ectoplasma a ser utilizado para levantar mesas. Na sua opinião abalizada de professor de engenharia mecânica:
http://www.victorzammit.com/book/portuguese/ch1120.htm Link desativado
O ectoplasma é a mais protéica das substâncias e pode manifestar-se de muitas maneiras e com propriedades variadas. Isso foi demonstrado pelo Doutor W. J. Crawford, Professor de Engenharia Mecânica na Queen’s University, de Belfast. Dirigiu uma importante série de experiências de 1914 a 1920, com a médium Kathleen Goligher. Fêz o seu relato em três livros, que são:
Do livro "HISTÓRIA DO ESPIRITISMO" de ARTHUR CONAN DOYLE - Capítulo 18
Crawford explica a levitação de objetos pela teoria da alavanca psíquica. O médium, segundo essa teoria, expele de si um pseudópode ectoplasmático, isto é, uma porção de ectoplasma, em forma de barra (pseudópode quer dizer falso pé, falso membro) que, deixando a organização mediúnica, vai colher, com sua extremidade livre, o objeto a ser levitado, soerguendo-o. Uma prova que esta explicação é válida reside no fato de que, durante a levitação de um objeto qualquer, o peso do médium fica aumentado do peso desse objeto. Por exemplo: se o médium pesar 60 quilos e fizer levitar uma cadeira que pese, digamos, seis quilos, enquanto durar a levitação ele estará pesando 66 quilos. Além disso, a alavanca psíquica foi por diversas vezes fotografada. Mas Bozzano, em Pensamento e Vontade (F.E.B.), contesta a explicação de Crawford, lembrando que o ectoplasma, por ser profundamente influenciável pelo pensamento, ainda que inconscientemente formulado, como ocorre nos fenômenos de ideoplastia, talvez estivesse apenas se amoldando ao que Crawford esperava que ocorresse. É assunto para se discutir. Mas, a estar certa a teoria de Crawford, na levitação do corpo do médium este liberaria uma porção de ectoplasma que, apoiando-se no chão, rigidamente, levantaria o médium, fazendo as funções da vara com que os desportistas saltam obstáculos.
E entre as coisas que o Sr. Pincher ignora, podemos incluir
esta:
Do livro de J. Herculano Pires – "Os 3 Caminhos de Hécate", página 13
O Dr. William J. Crawford foi muito discutido. Freqüentemente por pura ignorância da especialidade da Parapsicologia. Realizou, porém, experiências incontestáveis. Com a senhorita Goligher, que no seu desconhecimento se considerava médium, Crawford comprovou a força mecânica da telergia. Construíra um aparelho, simples: Um quadro de papelão de 7x8 centímetros, fixo, e afastado de uma prancha por duas delicadas molas de relógio. Qualquer pressão sobre o papelão faria ceder as molas, estabelecendo-se o contato dos dois pólos elétricos, fixos um no papelão e outro na prancha. O contato fecharia o circuito, fazendo soar uma campainha. “Eu passava o aparelho aqui e ali diante da ` médium´ com o papelão paralelo a seu corpo e perpendicular a qualquer linha de força que dela emanasse”. Durante sessões em que a Srta. Goligher realizava à distância movimentos de uma mesa (= telecinesía), quando Crawford interpunha o aparelho entre a psíquica e a mesa, a campainha soava e a mesa se imobilizava. http://www.clap.org.br/artigos/fenomenos/f_telergia5.asp Link desativado
Dr. Crawford, investigador do fenômenos das batidas, conclui que as mesmas são causadas pela projeção, pelo médium, de um longo fio de uma substância diferente de qualquer matéria até então conhecida. Tal substância foi cuidadosamente examinada em 1903 (ver adiante) pelo eminente fisiologista francês Dr._Charles_Richet (1850-1935, Nobel de medicina em 1913), que a chamou de ectoplasma. Estes fios são invisíveis aos nossos olhos e parcialmente visíveis na placa fotográfica e conduzem energia de tal maneira, que há perigo quando o médium de efeitos físicos não trabalha pela sua moralização, perigos que são: enfraquecimento da vontade, tentativa de recuperar as energias pôr meio do álcool, tentativa de fraudar quando as forças aumentam e influência prejudicial de espíritos_zombeteiros que cercam os grupos que se reúnem mais pôr curiosidade do que pôr interesse sério. Muitas fotos de materializações foram tiradas. Nas mais diversas experiências com ectoplasma ficou comprovado que: quando tocado, ou iluminado por luz inadequada, ele se recolhe rapidamente, com raríssimas exceções. Se agarrado e apertado, o médium gritará. Com o consentimento do médium foi cortada uma pequena porção. Dissolveu-se na caixa em que foi colocado, como se fosse neve, deixando umidade e algumas células que foram examinadas e classificadas como epiteliais da membrana mucosa. Em algumas materializações as formas tinham inicialmente duas dimensões. Algumas faces materializadas talvez representem pensamentos do médium. O ectoplasma pode ser branco, preto ou cinza, sendo mais freqüente o primeiro. Tudo indica que o ectoplasma ‚ a parte exteriorizada do próprio médium. Um trabalho que assume destaque nesta área é o do prof. J. W. Crawford, catedrático de Mecânica Aplicada da Universidade de Belfast (Irlanda). Suas deduções e reflexões estão relatadas na obra "A Realidade dos Fenômenos Psíquicos". Crawford deixou numerosas fotografias e descrições detalhadas da formação do ectoplasma e das atividades do mesmo para produzir levitações, movimentos a distância e golpes (raps). http://www.visaoespirita.tv/mural_historia.php Link desativado
Finalmente, terceira razão, seu médium, Mlle. Goligher, era um médium_de_fenômenos_físicos. Bem sei que os médiuns são um pouco o que dêles se faz e que nesta misteriosa comunhão do subconsciente, que é a essência da metapsíquica, o médium esposa a personalidade intelectual e afetiva de seu operador. Não há dúvida de que devemos aceitar, até segunda ordem, a diferença entre a mediunidade intelectual e a física; é cômoda e corresponde aos fatos. A descoberta acidental de um médium notável explica, em conclusão, porque Crawford constitui uma singularidade num pais onde todo movimento_à_distância é suspeito e onde tão injustamente são tratadas as pessoas que os produzem. Onde estava a metapsíquica objetiva, antes de Crawford? No comêço da segunda metade do século XIX, não existia senão uma teoria científica para explicar o movimento das mesas_giratórias. Grande foi a emoção, quando o Conde Gasparin demonstrou, em 1854, por meio de uma leve camada de farinha, que uma mesa podia mover-se sem o contacto das mãos. Apesar do apoio do professor Thury, de Genebra, negou-se o movimento sem contacto, o qual entrava nas alegações extravagantes e charlatanescas do magnetismo_animal (1). Foram os inglêses que reabilitaram as experiências e as ideias de Gasparin.A força psíquica de Crookes, suscetível de ser transmitida aos corpos materiais através da água e do ar, outra coisa não é senão...
Depois de Crookes, tentou-se medir essa forca, capaz de agir mecanicamente à distância, de deslocar objetos, de erguer mesas e mantê-las no ar sem apoio visível. Foram então empregados balanças e dinamômetros. Juntaram-se alguns registadores, impelidos por movimentos semelhantes aos dos relógios, de forma a tornar o fenômeno tão objetivo quanto possível. Os sábios italianos haviam já constatado que Eusápia podia, sem tocá-la, tornar mais pesada ou mais leve uma mesa, da qual um dos ângulos estivesse suspenso a uma balanca. Nas experiências realizadas no Instituto Psicológico em Paris, em 1906, Eusápia, completamente atada, conseguiu provocar a levitacão de uma mesa, cujos pés, presos em prismas de madeira, pousavam em contactos elétricos.
* * *
M=Médium - T=Table (mesa)
[113 - página 150] - W. J. Crawford
A alavanca encaixada, transformava-se na simples alavanca de Galiteu, aquela que em mecânica se chama atualmente alavanca de primeiro gênero, estando o ponto de apoio entre a força e a resistência. A teoria dos raps, é uma conseqüência da teoria sôbre a alavanca. Desde que os “ operadores” invisíveis, dos quais falaremos mais tarde, criam hastes para erguer a mesa, criam igualmente outro modêlo para produzir ruidos vários, desde o choque do martelo até à fricção da lixa na madeira. A extremidade destas hastes ou estruturas materializa-se mais ou menos para êsse fim. Chegamos assim, naturalmente, à teoria do ectoplasma, rigorosamente calcado em fatos. Essa teoria é mais ou menos semelhante à teoria das “duas diástases". A hipótese sôbre as substâncias_psíquicas_X_e_Y, não têm outra finalidade senão explicar a saida e entrada do ectoplasma num corpo: é uma hipótese de trabalho. Mais contestável é a afirmação de que seja o médium aquele que fornece a matéria e os assistentes a energia. Na ciência moderna não existe diferença de natureza entre matéria e energia e em parte alguma esta verdade aparece tão claramente quanto na metapsíquica. As outras experiências relativas ao pêso do ectoplasma, às impressões deixadas na argila e ao método sobre colorantes, são perfeitamente convincentes. Seria de admirar se um resultado que à priori constituiria uma conjetura de fraude — a trama das meias do médium marcadas na argila — venha a ser, ao contrário, a mais brilhante prova da existência do ectoplasma e de sua origem. Os últimos trabalhos de Crawford coroam sua obra.Não somente essa obra não contradiz em nada os resultados já obtidos, como as confirma. Todas as experiências realizadas com Eusápia Paladino, StanislawaTomczyk, Willy S., Eva C., sobre as reações mecânicas, como sobre a procedência e os aspectos do ectoplasma, são confirmadas e aperfeiçoadas, e hoje, podemos dizer que a telecinesia é uma das divisões mais sólidas da ciência psíquica. Deixemos de lado a questâo da “ voz_direta” que o autor estudou a título de curiosidade, com outro médium, sem no entanto garantir a autenticidade dos fenômenos que se passavam em completa obscuridade. êle não responde senão pelas experiências feitas com os Goligher, por estar seguro de sua honestidade e, acima de tudo, do rigor de seus métodos. Seria necessário ler, em sua forma original, esses três livros, para apreciar a probidade e a minúcia desse pesquisador. Ah! Não é místico, o bravo Crawford! é, isto sim, o homem mais positivo, mais matter-of-fact que podemos encontrar nesse país pragmático. Não vai além do testemunho de seus sentidos e, se crê em outro mundo, nada se percebe que ele o possa imaginar edificado em plano diverso do nosso. Assim, quando equilibra uma balança, quando faz a leitura de um termômetro, ou estuda com uma lente as meias do médium, podemos estar seguros daquilo que anotou em seu carnet. Não se satisfaz unicamente com uma experiência, faz duas, três, e só se detém quando se sente seguro de seu resultado. Segue lentamente, pesadamente mesmo, com um desprêzo bem inglês pelo progresso lógico do pensamento, mas com uma tenacidade que, através de vários atalhos, o leva a outras fronteiras. No entanto, longe está de considerar seu médium um mecanismo, e compreende perfeitamente a necessidade da pesquisa psíquica.
Já no primeiro capítulo de sua obra, Crawford aborda claramente a questão de fraude. Enumera as razões de ordem moral e técnica, as quais, após seis anos de trabalho (de 1914 a 1920), o levam a repelir tal hipótese. É necessário meditar, mormente agora, que vem de aparecer um pequeno livro atribuido a Fournier d’Albe, o qual insinua que os membros do círculo Goligher, com exceção do esperimentador, eram uma família de trapaceiros (*). Encarregado pelo executor testamentário de Crawford de prosseguir com as experiências deste último, organizou em Belfast 20 sessões, de 16 de maio a 29 de agosto de 1921. Ao cabo de três meses, interrompeu-as e escreveu a Mlle Goligher que as esperiências “não forneceram nenhuma prova definida em favor da origem psíquica dos inúmeros fenômenos” aos quais havia testemunhado e que “por conseguinte, esses fenômenos não tinham nenhum valor científico”. Em sua exposição, declara ter dado crédito à sua sinceridade durante as seis primeiras sessões. Constatou levitações, raps, transporte_de_objetos, pressão em botões elétricos, etc. Uma bola de tênis e uma rolha foram roubadas de um cesto; um botão de porcelana foi retirado de uma garrafa contendo mercúrio, o que afasta a hipótese de que a garrafa tivesse caído. Durante a sexta sessão, uma fotografia_do_ectoplasma foi tirada por simples contacto e sombra sobre papel-bromo. Essa fotografia provocou suspeitas em Fournier d’álbe por revelar a estrutura de uma musseline. Suas dúvidas se agravaram, quando não conseguiu dos “ operadores” novos clichés, para compará-los àqueles do tecido. Posteriormente, fez outras constatações, as quais lhe pareceram suspeitas; mas o que determinou sua convicção, foi distinguir, ou crêr distinguir, à fraca claridade da lanterna vermelha, o pé do médium erguendo um pequeno tamborete. Teve a impressdo de que, nesse momento, o Sr. Morrison tentava disfarçar o embuste. Seria necessário não conhecer a psicologia da suspeita, para não adivinhar que, a partir desse momento, todos os fenômenos lhe pareceram falsos... Seria também necessário ignorar a psicologia da mediunidade para não saber que uma tal suspeita, cada vez mais hostil, agravando-se mais e mais, paralizaria o médium. Foi justamente o que aconteceu, e as sessões foram suspensas. Mlle Goligher declarou não tomar parte mais em sessões antes de um ano por necessitar de repouso. Fournier d´Albe, embora tarde, percebe todos os sinais da fraude: luz escassa junto ao solo, hábito de cantar hinos para dissimular os preparativos culposos, junção das mãos para transmitir mensagens, ordem invariávei dos assistentes para melhor simular a invariabilidade dos fenômenos, auxílio dos “operadores” para se oporem a qualguer pergunta importuna, enfim o fato de que “todos os membros do círculo são operários com mãos hábeis”. Pesando bem todos êsses detalhes, concluimos que seu valor é mínimo e que não podem, de maneira alguma, ser elevados à altura de prova. Fournier d’Albe tenta, sem reflexão, destruir em vinte sessões, tão pouco metódicas quanto possível, um trabalho que custou ao honesto Crawford anos de experiências hábeis e contra—provas severas. o ectoplasma em forma de tecido, sabemos que foi constatado em diversos médiuns, particularmente em Eva, a quem, coisa estranha, Fournier d’Albe não contesta a autenticidade das materializações. Quanto ao movimento dos pés ou mãos, já não sabemos que os médiuns os fazem sempre involuntariamente, quando realizam acões a distância? Crawford havia justamente observado isso.
“esperar de nossa clarividência uma informação qualquer sôbre os processos psíquicos do círculo Goligher, seria o mesmo que se apoiar num bastão quebrado”. Quanto às afirmativas daqueles que diziam ter visto os “operadores” erguerem a mesa com as mãos durante suas erperiências, ria-se:
RENÉ SUDRE Julho de 1922. ______________________ (1) - Para detalhes mais amplos sôbre a história dêsse período tão, interessante, deve-se ler o livro: Introdução à Ciência Psíquica, de nossa autoria.
PRIMEIRO CAPÍTULO do livro "MECÂNICA PSÍQUICA", 2ª Edição - 1975, de W. J. Crawford (Ver: Experiências complementares) O círculo que, pela sua cooperação voluntária, me permitiu realizar as experiências aqui consignadas, é composto de sete membros:
Nesta jovem, nascida no dia 27 de junho de 1898, a mediunidade é provavelmente hereditária, pois as tradições de famllia registam faculdades psíquicas do lado materno. Essa mediunidade foi descoberta acidentalmente, coisa aliás muito freqüente. Há mais ou menos três anos, os Goligher tentaram obter fenômenos psíquicos e formaram o círculo, da forma habitual. Os raps se fizeram ouvir quase que imediatamente e por eliminação, os dons de Kathleen se revelaram. A religião da família é o espiritualismo (*) e não praticam outro culto. A vida doméstica de seus membros é simples, sua união perfeita; são, sob todos os aspectos, dignos de serem os instrumentos dos extraordinários fenômenos obtidos. A maior parte das sessões dedicadas às minhas experiências, tiveram lugar na água-furtada da casa onde moram os pais da médium. Realizaram-se também, ocasionalmente, em minha casa e em casa de amigos. Não importava onde, os fenômenos se produziam alguns minutos após a formação do círculo. (*) Nos paises anglo-saxões é assim chamado o espiritismo. |
O Professor W. J. Crawford que foi catedrático de Engenharia Mecânica na Queen’s University, em Belfast, conduziu longos e meticulosos estudos sobre o 

