Terceira revelação
Página acima: Espiritismo
 

        Moisés, o profeta de Israel, deu à Terra as bases da Lei divina e imutável, mas não toda a Lei, integral e definitiva.

        Aliás, somos obrigados a reconhecer que os homens receberão sempre as revelações divinas de conformidade com a sua posição evolutiva.

        Até agora, a Humanidade da era cristã recebeu a grande Revelação em três aspectos essenciais: 

  • Moisés trouxe a missão da Justiça;

  • o Evangelho, a revelação insuperável do Amor

  • e o Espiritismo, em sua feição de Cristianismo redivivo, traz, por sua vez, a sublime tarefa da Verdade. 

        No centro das três revelações encontra-se Jesus-Cristo, como o fundamento de toda a luz e de toda a sabedoria. É que, com o Amor, a Lei manifestou-se na Terra no seu esplendor máximo; a Justiça e a Verdade nada mais são que os instrumentos divinos de sua exteriorização, com aquele Cordeiro de Deus, alma da redenção de toda a Humanidade. A Justiça, portanto, lhe aplainou os caminhos, e a Verdade, conseguintemente, esclarece os seus divinos ensinamentos. Eis por que, com o Espiritismo simbolizando a Terceira Revelação da Lei, o homem terreno se prepara, aguardando as sublimadas realizações do seu futuro espiritual, nos milênios porvindouros.

 

[41a - página 162] - Emmanuel - 1940

        A revelação vem de Deus e o que Ele revelou em uma época não pode contradizer em outra. Cada revelação, na espécie, é uma revelação de verdade, mas de verdade revelada na proporção das necessidades do homem e de acordo com as suas capacidades. O que parece contraditório não está na palavra de Deus, mas sim no espírito do homem, o qual não se contenta com a simples comunicação, mas adultera-a conforme as suas glosas, sobrecarrega-a consoante as suas deduções e especulações, e assim, decorrendo os anos, aconteceu que o que vinha de Deus tornou-se desfigurado, contraditório, impuro e terrestre. Em vez de poder adaptar racionalmente a revelação seguinte à precedente, tornou-se necessário rejeitar a superstição acumulada sobre os velhos alicerces; e o trabalho de eliminação deve preceder o de adição. As revelações não são contraditórias, mas é indispensável fazer desaparecerem os fragmentos amontoados pelo homem antes que a verdade de Deus possa ser de novo revelada. O homem deve julgar conforme a luz da sua própria razão. É a última pedra de toque por onde a alma progressista aceitará o que a ignorante ou cheia de preconceitos recusar. A verdade de Deus não é imposta a ninguém. Em certos tempos passados houve também revelação especial para um povo especial. Tem sempre sido assim.

  • Moisés obteve aceitação universal mesmo entre o seu próprio povo?
  • E os profetas?
  • E Jesus mesmo?
  • E Paulo?
  • E qualquer que fosse o reformador em qualquer século, entre qualquer raça?

        Deus não muda; oferece, mas não obriga ninguém a aceitar; oferece, e aqueles que estão preparados recebem a comunicação.
        Os ignorantes e os incapazes a rejeitam, pois isso deve acontecer. As dissensões e diferenças que deplorais são a separação do falso e do verdadeiro; provêm de causas indignas e são animadas por Espíritos_malévolos. Deveis também contar com sérios incômodos causados pelos poderes coligados do mal. Porém dirigi vossos olhares para o longínquo futuro e tende coragem.

[108 - página 31] - Médium: William Stainton Moses - (1839-1892)

        O advento da doutrina espírita no mundo é considerado como a terceira revelação perante todas_as_práticas_religiosas em vigor no planeta Terra.  Podem ser consideradas, portanto, duas outras revelações antecessoras. 

  • A primeira caracteriza-se pelo encarne de Moisés no planeta Terra. Espírito de grande luz que, com seus postulados, sua vida e seus "Dez mandamentos" ou "Decálogo" foi o detentor e o promulgador da "primeira revelação". É importante notar que o Deus de Moisés ainda se caracterizava como um Deus autoritário, punitivo e, portanto, digno de medo. Porém, não poderia ser de outra forma na condição evolutiva em que se encontrava o nosso planeta e os espíritos nela encarnados. Sua vida e seu exemplo podem ser considerados como primeiro exemplo de retidão moral e seu "decálogo" é considerado como a primeira manifestação divina de conduta moral enviada à nosso orbe.

  • A "segunda revelação", portanto, não poderia ser outra senão o encarne na Terra do excelso espírito, que na Terra, adotou o nome de Jesus, o Cristo. Seus ensinamentos, de moral insofismável, podem ser considerados como a mais sublime manifestação da teoria divina já pregados no planeta. Sua vida e sua moral são algo digno de um espírito de categoria superior. Jesus foi e sempre será o grande mestre e protetor de nosso planeta e, conseqüentemente, de nós.

  • Assim, a terceira revelação, não poderia ser outra senão o advento do Espiritismo no planeta Terra, codificado por Allan_Kardec. Ele, com sua moral inatacável, e seu instinto científico, conseguiu, no decorrer de sua vida, organizar os tópicos da doutrina, e, assim, lançar nova luz sob a humanidade, respondendo, portanto, muitíssimas de suas mais inquietantes perguntas.

http://www.geocities.com/athens/academy/6562/dic.html#t 

        A lei do Antigo_Testamento teve em Moisés a sua personificação; a do Novo_Testamento tem-na no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários. É , de certa maneira, um ser coletivo, formado pelo conjunto dos seres do mundo espiritual, cada um dos quais traz o tributo de suas luzes aos homens, para lhes tornar conhecido esse mundo e a sorte que os espera. EVG 1/6 - EVG 1/9 - GNS Introdução e 1 todo - CSL 271 - FDI 15 - HNV 16, 19 e 22 - NINPG 394 - NLA 10 - NLI 1 - NSC 1 - vtb 1054, 1056, 2082 e 3327


Trabalho de João Gonçalves Filho
ESPIRITISMO (1019 )

        Jesus não trouxe à terra um sistema_religioso a mais. Ele teve por missão revelar Deus à Humanidade. O mundo já conhecia Deus na exteriorização de sua força, do seu poder, da sua inteligência, da sua sabedoria. Era necessário que o conhecesse através do seu amor, na intimidade, como Pai. Os profetas falaram de Deus através das imperfeições humanas. Jesus refletiu-o com fidelidade, porque não havia em sua alma imaculada mancha alguma que pudesse empanar o brilho da Divindade. VINÍCIUS em NPM 76 - NPM 90, 99 e 118 - LEP 1009 - EVG 1/4 - GNS 1/23 - CTNPG 259 - FDI 15 - VZG 26 - vtb 167, 773, 775, 1904 e 3327

Trabalho de João Gonçalves Filho - JESUS (1616 )

  • Na Primeira Revelação temos o emprego da força e do temor, para arrancar os homens da idolatria e da submissão às divindades pagãs. 

  • Na Segunda Revelação temos o emprego da fé e do amor, para libertar o espírito humano do apego aos formalismos da tradição, encaminhando-o à prática da fraternidade. 

  • Na Terceira Revelação temos o emprego da verdade, que esclarece a fé através da razão, para que o homem possa amar compreendendo. O homem já não deve temer, nem apenas crer e amar, mas também e sobretudo saber porque crê e porque ama. 

J. HERCULANO PIRES em HNV 19 - ANT 47 - COI 29 - CSL 271 - EVM1P 20 - FDI 15 - NSC 2 - PJS 62 - RVCPG 21 a 29 - USF 11 - vtb 773, 775, 1019, 1255, 1464, 1616 e 2739

 

Trabalho de João Gonçalves Filho - VERDADE (3327)

        Repetimos ainda que o Supremo não quer impor ao homem uma verdade para a qual não está preparado. Há para todo o universo de Deus uma progressão ordenada, um desenvolvimento sistemático. Se os homens estivessem dispostos a receber as verdades de que falamos, o mundo seria abençoado por uma revelação tal como ainda não teve, desde os últimos raios de Verdade divina espalhados por sobre eles pelos anjos. Mas o mundo não está preparado, e só o pequeno número que obteve a sabedoria receberá agora o suco que as gerações dos séculos futuros absorverão com alegria.

[108 - páginas 248] - Médium: William Stainton Moses - (1839 - 1892)

         À medida que uma revelação de Deus se torna antiquada, é sepultada sob os erros do homem e extingue-se gradualmente, pois o que resta dela é de tal modo desfigurado, que o próprio homem, querendo examiná-la, nada mais encontra e pergunta como o velho Pilatos: “Onde está a verdade?” Então nasce uma revelação nova, superior à precedente. As aflições desse nascimento abalam a Terra, e os poderes do mundo espiritual combatem ao redor do seu berço. O túmulo e o ruído do refreamento são grandes!

  • Quando as nuvens começam a dissipar-se, os vigias, cujos olhos estão espiritualmente abertos para discernir os sinais dos tempos, eles que estão sobre as torres, percebem os primeiros brilhos e estão prontos a desejar o alegre despontar da aurora. “A alegria vem com a manhã!” “Cuidados e suspiros dissipam-se.” Os terrores da morte e “os poderes das trevas” passaram, mas não para todos.
  • Há homens para os quais a luz só é visível quando o Sol está no meridiano. Estes dormem, sem se importarem com a claridade que brilha sobre o mundo.

[108 - página 265] - Médium: William Stainton Moses - (1839 - 1892)

A TERCEIRA REVELAçãO SIMBOLIZA O RETORNO DO CRISTO À TERRA
  • A lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação;
  • a do Novo Testamento tem-na no Cristo.
  • O Espiritismo é a Terceira Revelação da Lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários. É , de certa maneira, um ser coletivo, formado pelo conjunto dos seres do mundo espiritual, cada um dos quais traz o tributo de suas luzes aos homens, para lhes tornar conhecidos esse mundo e a sorte que os espera.

        Sabemos que:

  • a Lei de Deus foi expressa no Sinai a Moisés,
  • as Lições de Jesus em Israel
  • e a Terceira Revelação a Allan Kardec na França de 1857.

        Cada uma dessas revelações foi a expansão das ideias apresentadas anteriormente, obedecendo a inequívoca lei do progresso. Obviamente toda Revelação tem por característica a Verdade. Se for desmentida por fatos, deixa de ter origem Divina, pois Deus não se engana nem mente.
        Observemos que:

  • com Moisés temos o impacto da força e do temor, para arrancar os homens da idolatria (bezerro de ouro) e da submissão ao paganismo.
  • Com Jesus temos o exercício da fé e do amor, para livrar o homem do aguilhão dos formalismos, da tradição, inspirando-o à prática da fraternidade.
  • Com os Espíritos concretiza-se o emprego da verdade, que ilumina a fé pelo raciocínio, para que o espírito humano possa amar compreendendo sua transcendência. O homem já não deve temer, nem apenas crer e amar, mas também e, sobretudo saber para que crê e porque ama.

        Continuação.... item 08 ano de 2005 no site http://jorgehessen.net

        Tem razão Carlos Luiz Chiesa, espírita da Argentina, quando estabelece, em 3, as etapas da Terceira Revelação, consistindo:

  • A 1ª exatamente no desenrolar dos fenômenos_de_ordem_física, capazes de despertar os homens para as coisas do Espírito e de lhes patentear a sobrevivência_da_alma, que os anima. Os “raps” produzidos por intermédio de Kate_Fox, em Hydesville e “os_fenômenos_das_mesas_girantes”, ocorridos em muitas partes do mundo, mas principalmente em Paris, na França, atingiram, em cheio, sua finalidade.

  • A 2ª etapa viria, logo depois, com a Codificação da Doutrina Espírita, graças ao missionário Allan Kardec, tarefa gigantesca que desempenhou, a contento, em virtude de seu bom senso, sua cultura humanística, sua moral elevada.

  • A 3ª agora se desenvolve, de estudo e complementação da obra de Kardec e, sobretudo, de aplicação dos postulados evangélicos na obra de redenção da Humanidade, atendendo-se aos postulados supremos da Doutrina, de TRABALHO, solidariedade E TOLERâNCIA, sem nos esquecermos, todavia, de que FORA DA CARIDADE NãO Há SALVAçãO.

[26 - página  49]

Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS