As atividades pedagógicas do presente e do futuro terão de se
caracterizar pela sua feição evangélica e espiritista, se
quiserem colaborar no grandioso edifício do progresso
humano.
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Os
estudiosos do materialismo não sabem que todos os seus estudos se
baseiam na transição e na
morte.
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Todas
as realidades da vida se conservam inapreensíveis às suas faculdades
sensoriais. Suas análises objetivam somente a carne perecível. O corpo
que estudam, a célula
que examinam, o corpo químico submetido à sua crítica minuciosa, são
acidentais e passageiros.
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Os
materiais humanos postos sob os seus olhos pertencem ao domínio
das transformações, através do suposto aniquilamento.
Como poderá, pois, esse movimento de extravagância do espírito humano
presidir à formação da mentalidade geral que o futuro requer, para a
consecução dos seus projetos grandiosos de fraternidade e de paz?
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A
intelectualidade acadêmica está fechada no círculo da opinião dos
catedráticos,
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como
a ideia religiosa
está presa no cárcere dos dogmas
absurdos.
Os continuadores do Cristo, nos tempos modernos, terão de marchar contra
esses gigantes, com a liberdade dos seus atos e das suas ideias.
Por enquanto, todo o nosso trabalho objetiva a formação
da mentalidade cristã, por excelência, mentalidade
purificada, livre dos preceitos e preconceitos que impedem a marcha da
Humanidade. Formadas essas correntes de pensadores esclarecidos do Evangelho,
entraremos, então, no ataque às obras.
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Os
jornais educativos,
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as
estações radiofônicas,
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os
centros de estudo,
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os
clubes do pensamento evangélico,
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as
assembléias da palavra,
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o
filme que ensina e moraliza, tudo à base do sentimento cristão, não
constituem uma utopia dos nossos corações.
Essas
obras que hoje surgem, vacilantes e indecisas no seio da sociedade
moderna, experimentando quase sempre um fracasso temporário, indicam que
a mentalidade evangélica não se acha ainda edificada. A andaimaria, porém,
aí está, esperando o momento final da grandiosa construção.
Toda a tarefa, no momento, é formar o espírito genuinamente cristão;
terminado esse trabalho, os homens terão atingido o dia luminoso da paz
universal e da concórdia de todos os corações.
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- página 180] Emmanuel - 1938
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