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A ciência infatigável procura, agora, a matéria-padrão, a força-origem, simplificadora, da qual crê emanarem todos os compostos, e é nesse estudo proveitoso que ela própria, afirmando-se atéia, descrente, caminha para o conhecimento de Deus. EMMANUEL Ver: Teoria das
cordas ; Big Bang
As instituições socorristas, como a casa transitória Fabiano, podem alçar vôos de grande alcance.Permanecemos, porém, noutros domínios vibratórios e não podemos ter grandes surpresas. As leis da matéria densa, nossas velhas conhecidas da Crosta Planetária, não são as que presidem aos fenômenos da matéria quintessenciada que nos serve de base às manifestações também transitórias.
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A partícula de Higgs existe? A_física_de partículas teórica prevê a existência da partícula de Higgs. Centenas de milhões de dólares estão sendo gastos para construir aceleradores mais poderosos para encontrá-la. E, no entanto, acreditamos que a maioria dos cidadãos do planeta Terra preferiria ter resposta para outras perguntas, tais como:
Certamente, as respostas para essas perguntas teriam um sólido impacto sobre a forma como nos vemos e como vemos o mundo. Muito mais do que a descoberta de uma nova partícula. Porém o mundo da ciência tradicional não quer investir tempo em algo que considera fora do domínio deles. Engraçado, porque é exatamente daí que surgem os avanços. Assim, quem está sabotando a busca da verdade? São dois lados da mesma moeda:
A partícula de Higgs é uma partícula prevista teoricamente que fornece massa a todas as outras existentes no universo. Há décadas os cientistas vêm construindo aceleradores de partículas cada vez maiores para encontrá-la, porque ela é uma partícula pesada (maciça). Eles não conseguem encontrá-la porque ela tem massa muito grande e dá massa às partículas. Então, o que dá massa à partícula de Higgs? Isso parece um pouco estranho a vocês? Talvez os cientistas devessem procurar uma partícula de informação, que informe às outras partículas o estado delas (massa, carga, spin...).
Quando se pede aos físicos para responder com uma única palavra por que
estamos construindo o Grande Colisor de Hádrons (LHC em inglês), a
resposta curta normalmente é: Higgs. A partícula Higgs --- a última peça ainda não foi
descoberta na teoria da natureza da matéria --- é a atração do espetáculo.
A busca pela partícula Higgs será um passo decisivo, mas apenas o primeiro deles. Mais à frente estão fenômenos que podem esclarecer por que a gravidade é muito mais fraca que as outras forças da Natureza e desvendar a composição da matéria escura desconhecida que permeia o Universo. Ainda mais além estão a percepção de diferentes formas de matéria, a unidade de categorias de partículas aparentemente distintas e a natureza do espaçoÂtempo. Revista
SCIENTIFIC AMERICAN
O campo de ação do Higgs já pode
ter sido observado experimentalmente por trás dos bastidores. Esse efeito
é outra conseqüência do princípio da incerteza e implica que partículas
como o Higgs tenham uma vida muito
fugaz para serem observadas diretamente, mas suficientemente longa para
deixar uma marca sutil nos processos envolvendo partículas. O Grande
Colisor de Elétron-Pósitron do Cem, o antigo morador do túnel hoje
usado pelo LHC, detectou o trabalho dessa mão invisível.RESOLVENDO O QUEBRAÂCABEà‡A DE HIGGS - À PROCURA DE UMA NOVA FISICA O que quer que mantenha a massa do Híggs próximo da escala de 1TeV deve estar além do Modelo Padrão. Os teóricos já propuseram várias soluções possíveis. O Grande Colisor de Hádrons é que vai decidir. Existem três linhas bastante promissoras:
Revista
SCIENTIFIC AMERICAN - Brasil
![]() GENEBRA - DEZ/2011 - Cientistas da Organização Europeia para Pesquisas Nucleares (Cern) anunciaram que conseguiram encontrar os primeiros sinais do Bóson de Higgs, que garante massa a todas as demais e é, portanto, central na explicação do universo. Ainda não há prova definitiva, mas o achado abre caminho para o que promete ser a maior descoberta científica dos últimos cem anos. Também chamado de bóson de Higgs, ou "Partícula de Deus” é a última fronteira não resolvida pela física. Ela explicaria como os átomos ganharam massa, dando origem à matéria. Os primeiros resultados dos testes apontaram que há chances de que seja encontrado esse “elo perdido” da física. Cautelosos, os cientistas dizem que têm de continuar as experiências em 2012. Se confirmarem a descoberta, estará aberto o caminho para detalhar o funcionamento dos átomos e do próprio universo. “Estão fechando o cerco. E é a primeira vez na história que há um sinal claro, ainda que não conclusivo, do bóson de Higgs”, explicou Rogerio Rosenfeld, teórico da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), que está no Cern avaliando os resultados. Paralelas. Duas equipes foram criadas há dois anos com o objetivo de buscar a partícula divina. Usaram o acelerador de partículas mais poderoso do mundo, que custou US$ 8 bilhões, para tentar desvendar o mistério. Os grupos realizaram milhões de choques de prótons, mas vários meses se passavam e nenhum sinal do bóson de Higgs era registrado. O projeto chegou a sair da lista de prioridades, e cientistas passaram a se concentrar em outros resultados dos choques. Mas, em meados de 2010, surgiram os primeiros sinais. Os dois grupos – que operam os detectores Atlas e o CMS – decidiram não compartilhar seus dados e fixar um prazo para os testes. O objetivo era o de não serem influenciados pelo resultado da outra equipe e promover uma corrida. Funcionou. Cientistas dos dois grupos anunciaram seus resultados – e eles são bastante próximos. Segundo o Atlas, a partícula tem um peso equivalente a 125 bilhões de elétron volts, 500 mil vezes mais pesada que um elétron. Pesquisadores do CMS concluíram que a partícula teria uma massa de cerca de 126 bilhões de eletro volts. Para o Atlas, a conclusão é de que há menos de 1 chance em 5 mil de não ser a prova final. Ainda assim, a taxa não permite que os cientistas chamem o achado de “descoberta”. Para isso, terão de provar que o erro é de apenas 1 a cada 3,5 milhões. Porém, para os cientistas, esses resultados não devem ser meras coincidências. Nos últimos 22 Anos, outros sinais chegaram a ser registrados, mas nunca de uma forma tão clara como agora – e por dois grupos simultâneos. Fabiola Gianotti, líder do Atlas, estima que o resultado final será conhecido em meados de 2012. “Teremos de multiplicar nossos testes em três ou quatro vezes para chegar a um resultado mais concreto. Mas estamos num bom caminho”, disse, aplaudida por centenas de colegas enquanto apresentava os resultados. No Cern, cientistas diziam que o resultado final só rivalizará com a descoberta da estrutura do DNA, há 60 anos. A avaliação do Cern é de que, em apenas seis meses, os experimentos do acelerador de partículas geraram resultados mais significativos que 22 Anos de pesquisas. Para um grupo de cientistas, porém, a confirmação da partícula seria uma “decepção”: se for provado que ela não existe, um novo campo da física será aberto e tudo o que se sabe sobre o átomo terá de ser repensado. FONTES:
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