página acima: O papel dos médiuns
Espírito pessoal do médium
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Crianças e Adolescentes
DESAPARECIDOS
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  • As comunicações escritas ou verbais também podem emanar do_próprio_Espírito_encamado no médium. A alma do médium pode comunicar-se, como a de qualquer outro. Se goza de certo grau de liberdade, recobra suas qualidades de Espírito. Tendes a prova disso nas visitas que vos fazem as almas de pessoas vivas, as quais muitas vezes se comunicam convosco pela escrita, sem que as chameis. Entre os Espíritos que evocais, alguns há que estão encarnados na Terra. Eles, então, vos falam como Espíritos e não como homens. Por que não se havia de dar o mesmo com o médium?
    ____Esta explicação parece confirmar a opinião dos que entendem que todas as comunicações provêm do Espírito do médium e não de Espírito estranho. Entretanto, os que assim pensam só erram em darem caráter absoluto à opinião que sustentam, porquanto é fora de dúvida que o Espírito do médium pode agir por si mesmo. Isso, porém, não é razão para que outros não atuem igualmente, por seu intermédio.
  • É possível distinguir se o Espírito que responde é o do médium, ou outro, pela natureza das comunicações, estudando as circunstâncias e a linguagem, é possível distingui-las. No estado de sonambulismo, ou de êxtase, é que, principalmente, o Espírito do médium se manifesta, porque então se encontra mais livre. No estado normal é mais difícil. "Aliás, há respostas que se lhe não podem atribuir de modo algum. Por isso é que te digo: estuda e observa."

    NOTA. Quando uma pessoa nos fala, distinguimos facilmente o que vem dela daquilo de que ela é apenas o eco. O mesmo se verifica com os médiuns.

  • Desde que o Espírito do médium há podido, em existências anteriores, adquirir conhecimentos que_esqueceu debaixo do envoltório_corporal, mas de que se lembra como Espírito, poderá ele haurir nas_profundezas_do_seu_próprio_eu as ideias que parecem fora do alcance da sua instrução. Isso acontece freqüentemente, no estado de crise sonambúlica, ou extática, porém, ainda uma vez repito, há circunstâncias que não permitem dúvida. Estuda longamente e medita.
  • As comunicações que provêm do Espírito do médium, não são sempre inferiores às que possam ser dadas por outros Espíritos. Pois um Espírito, que não o do médium, pode ser de ordem inferior à deste e, então, falar menos sensatamente. É o que se vê no sonambulismo. Aí, as mais das vezes, quem se manifesta é o Espírito do sonâmbulo, o qual não raro diz coisas muito boas.
  • O Espírito, que se comunica por um médium tem por intermediário o Espírito encamado no médium. Porque está ligado ao corpo que serve para falar e por ser necessária uma cadeia entre vós e os Espíritos que se comunicam.
  • O Espírito encarnado no médium exerce influência sobre as comunicações que deva transmitir, provindas de outros Espíritos. Porquanto, se estes não lhe são simpáticos, pode ele alterar-lhes as respostas e assimilá-las às suas próprias ideias e a seus pendores; não influencia, porém, os próprios Espíritos, autores das respostas; constitui-se apenas em mau intérprete.
  • Os Espíritos procuram o intérprete que mais simpatize com eles e que lhes exprima com mais exatidão os pensamentos. Não havendo entre eles simpatia, o Espírito do médium é um antagonista que oferece certa resistência e se toma, um intérprete de má qualidade e muitas vezes infiel. E o que se dá entre vós, quando a opinião de um sábio é transmitida por intermédio de um estonteado, ou de uma pessoa de má-fé.
  • Aqueles que compreendem que seja assim, tratando-se dos médiuns_intuitivos e não relativamente aos médiuns_mecânicos, é que ainda não perceberam bem o papel que desempenha o médium. Há aí uma lei que ainda não acompanharam.
    Lembra-te de que, para produzir o movimento de um corpo inerte, o Espírito precisa utilizar-se de uma parcela de fluido_animalizado, que toma ao médium, para animar momentaneamente a mesa, nos fenômenos das mesas_girantes, a fim de que esta lhe obedeça à vontade. Pois bem, compreende igualmente que, para uma comunicação_inteligente, ele precisa de um intermediário inteligente e que esse intermediário é o Espírito do médium. (Ver: Médiuns motores)
  • Considerar que isto não tem aplicação ao que se chama mesas falantes, visto que, quando objetos inertes, como as mesas, pranchetas_e_cestas dão respostas inteligentes, o Espírito do médium, ao que se nos afigura, nenhuma parte toma no fato é um erro. O Espírito pode dar ao corpo inerte uma vida fictícia momentânea, mas não lhe pode dar, inteligência. Jamais um corpo inerte foi inteligente. É , pois, o Espírito do médium quem recebe, a seu mau grado, o pensamento e o transmite, sucessivamente, com o auxílio de diversos intermediários.
  • O Espírito do médium somente é passivo quando não mistura suas próprias ideias com as do Espírito que se comunica, mas nunca é inteiramente nulo. Seu concurso é sempre indispensável, como o de um intermediário, embora se trate dos que chamais médiuns mecânicos.
  • Sem dúvida alguma, haverá maior garantia de independência no médium mecânico, do que no médium_intuitivo e, para certas comunicações, é preferível um médium mecânico; mas, quando se conhecem as faculdades de um médium intuitivo, torna-se indiferente, conforme as circunstâncias. Quero dizer que há comunicações que exigem menos precisão.

[17b - página 268 item 223]

Ver também:
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