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Discípulos de Jesus
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Crianças e Adolescentes
DESAPARECIDOS
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____O título de discípulo é conferido pelo Divino_Mestre a todos os homens_de_boa-vontade, sem distinção de situações, de classes ou de qualquer expressão sectária.

____Com responsabilidade dos bens materiais ou sem ela, o homem é sempre rico pela sua posição de usufrutuário das graças divinas e, além do mais, temos de ponderar que, em toda situação, a criatura encontrará responsabilidade na existência, razão por que os sinceros discípulos do Senhor são iguais aos seus olhos, sem preferência de qualquer natureza.

[41a - página 154] - EMMANUEL - 1940

Seleção, preparação dos discípulos e início dos trabalhos

(Após as primeiras curas públicas - Realizadas em Cafarnaum)

____... Fui embora para as montanhas para rezar a respeito da escolha dos "discípulos". Quando veio a mim a convicção de que eu seria guiado para fazer a escolha, retornei a Cafarnaum. Senti um forte impulso para descer pela beira do porto e falar com alguns homens que eu tinha visto escutarem meus ensinamentos com muita atenção. Queria saber se eles deixariam suas redes de pesca para juntarem-se a mim. Quando os chamei, Simão, André, Tiago e João vieram imediatamente, felizes em poder ajudar no meu trabalho de cura e ensinamentos. Outros também se juntaram a mim assim que comecei meu trabalho entre as pessoas. Deixei meu anfitrião, a casa de Zedekias, que me assegurou entusiasmado que eu poderia retornar a qualquer momento.
____E foi assim que comecei minha missão como mestre e curador peregrino, indo sempre que necessário pelas vilas e aldeias. Antes de partir, reuni os jovens que tinham aceitado com alegria me ajudar. Escutariam meus ensinamentos e ficariam perplexos pelo muito que eu tinha a dizer. Era vital que explicasse a eles primeiro o fundamento de tudo o que havia sido revelado a mim no deserto. Disse que apesar da vida ociosa que eu levava antigamente, sempre havia sentido uma profunda compaixão pelas pessoas. E foi minha compaixão que me afastou desse "Deus" ensinado pelos Rabinos. Quando falei da minha total rejeição de um Jeová punitivo, pude ver a dúvida e o choque em seus rostos. (Ver: A juventude de Jesus)
____Por um tempo considerável, expliquei que eu questionava como era possível falar de um Deus "bom", quando crianças inocentes suportavam tanto sofrimento. Enquanto falava, via como seus rostos iam relaxando aos poucos. Continuei dando voz às minhas dúvidas e raivas de antigamente, até que vi suas expressões mudarem para a aceitação e em seguida para a concordância completa. Descobri que havia expressado suas próprias dúvidas e perguntas, as quais nunca antes tinham tido coragem de admitir. Enquanto falávamos, pude sentir seu alívio de que já não estavam mais sós em suas resistências secretas com relação aos ensinamentos dos Rabinos.
____Disse que chegou um momento em que comecei a perceber mais claramente que estava desperdiçando a minha vida. Queria mudar e senti fortemente que deveria ir até João Batista como ponto de partida, para começar uma nova forma de vida. Descrevi o_que_aconteceu_durante_o_batismo e minhas_seis_semanas_no_deserto. Expliquei que todos os meus pensamentos, crenças, atitudes, arrogância e rebeldia prévia foram paulatinamente limpos de minha consciência, enquanto passava pelas profundas revelações e visões que me mostraram a "Realidade" que eu agora chamava de "Pai". Expliquei a natureza do "Pai" e que esta "Natureza Divina" era constituída também da Vontade Divina. Disse que era o prório homem que em seu íntimo se afastava do "Pai", por seu pensamento errôneo e comportamento equivocado e que somente o homem, primeiro pelo arrependimento e logo depois pela limpeza_mental-emocional, poderia encontrar seu próprio caminho de volta ao pleno contato com o "Pai". Quando isso se cumprisse, a plena Natureza do "Pai" seria liberada dentro da mente, coração, corpo, alma, no ambiente e nas experiências da pessoa. Quando isso se produzisse, tal pessoa entraria no Reino dos Céus governado pelo "Pai" e o Reino dos Céus se estabeleceria ele mesmo na consciência da pessoa. Ela atingiria então o propósito de sua existência.
____Enquanto conversava com meus discípulos, via suas reações refletidas em seus rostos. Toda dúvida havia desaparecido, havia agora um resplandecer de luz de compreensão e alegria. Esses jovens tornaram-se fiéis entusiastas e exclamaram: "Estas sim são boas-novas"! Entretanto, após a aceitação de tudo o que eu dissera, houve momentos em que se perguntavam se seria verdade tudo aquilo que eu havia dito.
____Entendi aquilo. Dispor-se a desfazer-se da imagem de "Jeová", tão profundamente gravada em suas mentes, requeria uma grande dose de coragem.
____Havia momentos em que falavam entre si e questionavam quem era este homem que pretendia tais maravilhas. E se viessem comigo e afinal eu fosse realmente um mensageiro de Satanás? Eles seriam severamente castigados por Jeová. Eles tinham muito a perder - sua posição na sociedade como jovens, homens sóbrios e trabalhadores, sua reputação como comerciantes e artesãos, a perda de suas rendas e o maior obstáculo de todos: a provável ira e rejeição de suas famílias. O que eles receberiam em troca?
____Disse então que eu não podia fazer nenhuma promessa terrena por sua ajuda na propagação do "evangelho da boa-nova". Eu não tinha dúvida alguma de que, onde quer que fôssemos, receberíamos alimento e refúgio e que seríamos muito bem acolhidos pelas pessoas. Somente poderia prometer a Verdade de que o "Pai" conhecia as suas necessidades e que elas seriam satisfeitas e que os manteria com saúde. Poderia também prometer que, se eles se voltassem para o "Pai", e confiassem no "Pai" a cada passo do caminho, seriam tão felizes como nunca haviam sido antes. Experimentariam o Reino dos Céus por eles mesmos, na medida em que deixassem de lado as exigências do " eu " e se pusessem a serviço dos outros. Seriam testemunhas de curas e estas aumentaria a sua fé e daria a eles coragem para suportar quaisquer incômodos da jornada. E assim começamos nossa missão para espalhar a "BOA-NOVA" do "EVANGELHO DO REINO".
____Enviei à minha frente estes jovens para as cidades que iríamos visitar. Ao chegarem, diziam às pessoas da cidade que se juntassem para escutar a "Boa-Nova do Reino dos Céus". As pessoas ficavam surpresas e queriam saber mais, mas os discípulos pediam que fossem buscar seus amigos e vizinhos. Todos ficariam sabendo do que se tratava, "quando Jesus chegasse", e também haveria curas de seus doentes. Excitados, muitos corriam para aju-dar a difundir a "boa-nova" e logo estavam reunidos formando uma grande multidão.
____Eu, que havia me rebelado apaixonadamente contra as pregações religiosas que ameaçavam os pecadores com violência, castigos e condenações, agora caminhava com alegria para ir ao encontro destas multidões.
____Eu tinha a minha "Boa-Nova" para compartilhar com eles e iluminar o seu dia, além de curar suas doenças e aflições, para encher de alegria suas vidas.
____Antes eu circulava entre as pessoas egoisticamente e com as mãos vazias, aceitando a sua boa vontade, e às vezes generosidade, com pouca gratidão. Agora eu vinha com uma abundância de possibilidades vivificantes para todos aqueles que estavam dispostos a ouvir minhas palavras e tomar medidas para melhorar a sua qualidade de vida.

____[ CARTAS DE CRISTO > Carta 2 ]

Ver também:
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