O Lar

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        A melhor escola de preparação das almas reencarnadas na Terra ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter. Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.

        Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura, a fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza, entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade.

[41a - página 73] - Emmanuel - 1940

O lar não é apenas o domicílio dos corpos... É o ninho das almas, em cujo doce aconchego desenvolvemos as asas que nos transportarão aos cumes da glória eterna. Aceitemos a provação e a dor, como abençoadas instrutoras de nossa romagem para Deus...

[4 - página 196] - André Luiz

A mulher, símbolo do santuário do lar e da família, na sua espiritualidade, pode, muitas vezes, numa simples reflexão, devassar mistérios insondáveis dos caracteres e das almas, na tela espessa e sombria das reencarnações sucessivas e dolorosas.


Emmanuel
- (Há 2.000 Anos)  [55 - página 176]

O instituto doméstico, legitimamente considerado, é celeiro de supremos valores educativos para quantos procurem os interesses divinos, acima das cogitações humanas. O lar terrestre é bendita forja de redenção. Reencontrará as simpatias e antipatias de outro tempo, oferecendo possibilidades felizes de reajustamento emocional.


[40 - página 149] - André Luiz

Toda mulher, e mormente todas as mães, precisam compreender o valor da renúncia, da caridade, do perdão.

Emmanuel - (Renúncia)  [55 - página 176]

Lar, celeiro de sentimentos.


O mundo pode fabricar novas indústrias, novos arranha-céus, erguer estátuas e cidades, mas, sem a bênção do lar, nunca haverá felicidade verdadeira.


[103 - páginas 194] - André Luiz

Amontoarás riquezas e apetrechos de conforto para a tua casa terrena, imprimindo-lhe perfil dominante e revestindo-a de esplendores artísticos, contudo, se não possuíres na intimidade do lar a harmonia que sustenta a felicidade de viver, o teu domicílio será tão-somente um mausoléu adornado.

EMMANUEL - Psicografado por Francisco Cândido Xavier

Trabalho de João Gonçalves Filho - (CASA - 378)

        ...Sabemos que a obsessão entre desencarnados ou encarnados, sob qualquer prisma em que se mostre, é uma enfermidade mental, reclamando por vezes tratamento de longo curso.

        ...É a influenciação de almas encarnadas entre si que, às vezes, alcança o clima de perigosa obsessão. Milhões de lares podem ser comparados a trincheiras de luta, em que pensamentos guerreiam pensamentos, assumindo as mais diversas formas de angústia e repulsão.

[28a - páginas 180 e 186 ] - André Luiz

PAZ EM CASA

 

Compras na Terra o pão e a vestimenta, o calçado e o remédio, menos a paz.
 

Darte-á o dinheiro residência e conforto, com exceção da tranqüilidade de espírito.
 

Eis porque nos recomenda Jesus venhamos a dizer, antes de tudo, ao entramos numa casa: "paz seja nesta casa".
 

A lição exprime vigoroso apelo à tolerância e ao entendimento.
 

No limiar do ninho doméstico, unge-te de compreensão e de paciência, a fim de que não penetres o clima dos teus, à feição de inimigo familiar.
 

Se alguém está fora do caminho desejável ou se te desgostam arranjos caseiros, mobiliza a bondade e a cooperação para que o mal se reduza.
 

Se problemas te preocupam ou apontamentos te humilham, cala os próprios aborrecimentos, limitando as inquietações.
 

Recebe a refeição por bênção divina.
 

Usa portas e janelas, sem estrondos brutais.
 

Não movas objetos, de arranco.
 

Foge à gritaria inconveniente.
 

Atende ao culto da gentileza.
 

Há quem diga que o lar é ponto do desabafo, o lugar em que a pessoa se desoprime. Reconhecemos que sim; entretanto, isso não é razão para que ele se torne em praça onde a criatura se animalize.

 
Pacifiquemos nossa área individual para que a área dos outros se pacifique.
 

Todos anelamos a paz do mundo; no entanto, é imperioso não esquecer que a paz do mundo parte de nós.

 

EMMANUEL

http://members.tripod.com/vishina/pazem.htm

Os quadros de viciação mental, ignorância e sofrimentos nos lares sem equilíbrio religioso, são muito grandes. Onde não existe organização espiritual, não há defesa da paz de espírito. Isto é intuitivo para todos que estimem o reto pensamento.

[16a - página 118 ]  - André Luiz

Sem dúvida, o lar digno, santuário em que a vida se manifesta, na formação de corpos abençoados para a experiência da alma, é uma instituição venerável, sobre a qual se concentram as atenções da Providência Divina; entretanto, junto dele, dispomos igualmente das associações de seres que se aglutinam uns aos outros, nos sentimentos mais puros, em favor das obras da caridade e da educação.

[83 - página 204] - André Luiz

  
Noções de Lar

        Desejando colher valores educativos que fluíam naturalmente da palestra da senhora Laura, perguntei, curioso:
        – Desempenhando tantos deveres, a senhora ainda tem atribuições fora de casa?
        – Sim; vivemos numa cidade de transição; no entanto, as finalidades da colônia residem no trabalho e no aprendizado. As almas femininas, aqui, assumem numerosas obrigações, preparando-se...

        – Mas a organização doméstica, em "Nosso Lar", é idêntica à da Terra?
        A interlocutora esboçou uma fácies muito significativa e acrescentou:
        – O lar terrestre é que, de há muito, se esforça por copiar nosso instituto doméstico; mas os cônjuges por lá, com raras exceções, estão ainda a moldar o terreno dos sentimentos, invadido pelas ervas amargosas da vaidade pessoal e povoado de monstros do ciúme e do egoísmo. Quando regressei do planeta, pela última vez, trazia, como é natural, profundas ilusões. Coincidiu, porém, que, na minha crise de orgulho ferido, fui levada a ouvir um grande instrutor, no Ministério do Esclarecimento. Desde esse dia, nova corrente de ideias me penetrou o espírito.
        – Não poderia dizer-me algo das lições recebidas? - indaguei com interesse.
        – O orientador, muito versado em matemática - prosseguiu ela -, fez-nos sentir que o lar é como se fora um ângulo reto nas linhas do plano da evolução_divina.

  • A reta vertical é o sentimento feminino, envolvido nas inspirações criadoras da vida.
  • A reta horizontal é o sentimento masculino, em marcha de realizações no campo do progresso comum.

        O lar é o sagrado vértice onde o_homem_e_a_mulher se encontram para o entendimento indispensável. é templo, onde as criaturas devem unir-se espiritual antes que corporalmente. Há na Terra, agora, grande número de estudiosos das questões sociais, que aventam várias medidas e clamam pela regeneração da vida doméstica. Alguns chegam a asseverar que a instituição da família humana está ameaçada. Importa considerar, entretanto, que, a rigor, o lar é conquista sublime que os homens vão realizando vagarosamente. Onde, nas esferas do globo, o verdadeiro instituto doméstico, baseado na harmonia justa, com os direitos e deveres legitimamente partilhados? Na maioria, os casais terrestres passam as horas sagradas do dia vivendo a indiferença ou o egoísmo feroz.

  • Quando o marido permanece calmo, a mulher parece desesperada;
  • quando a esposa se cala, humilde, o companheiro tiraniza.

        Nem a consorte se decide a animar o esposo, na linha horizontal de seus trabalhos temporais, nem o marido se resolve a segui-la no vôo divino de ternura e sentimento, rumo aos planos superiores da Criação. Dissimulam em sociedade e, na vida íntima, um faz viagens mentais de longa distância, quando o outro comenta o serviço que lhe seja peculiar.

  • Se a mulher fala nos filhinhos, o marido excursiona através dos negócios;
  • se o companheiro examina qualquer dificuldade do trabalho, que lhe diz respeito, a mente da esposa volta ao gabinete da modista.

         é claro que, em tais circunstâncias, o ângulo divino não está devidamente traçado. Duas linhas divergentes tentam, em vão, formar o vértice sublime, a fim de construírem um degrau na escada grandiosa da vida eterna.
         Esses conceitos calavam-me fundo e, sumamente impressionado, observei:
        – Senhora Laura, essas definições suscitam um mundo de pensamentos novos. Ah! se conhecêssemos tudo isso lá na Terra!...
        – Questão de experiência, meu amigo - replicou a nobre matrona -, o homem e a mulher aprenderão no sofrimento e na luta. Por enquanto, raros conhecem que o lar é instituição essencialmente divina e que se deve viver, dentro de suas portas, com todo o coração e com toda a alma. Enquanto as criaturas vulgares atravessam a florida região do noivado, procuram-se mobilizando os máximos recursos do espírito, e daí o dizer-se que todos os seres são belos quando estão verdadeiramente amando. O assunto mais trivial assume singular encanto nas palestras mais fúteis. O homem e a mulher comparecem aí, na integração de suas forças sublimes. Mas logo que recebem a bênção nupcial, a maioria atravessa os véus do desejo e cai nos braços dos velhos monstros que tiranizam corações.

  • Não há concessões recíprocas.
  • Não há tolerância e, por vezes,
  • nem mesmo fraternidade.

        E apaga-se a beleza luminosa do amor, quando os cônjuges perdem a camaradagem e o gosto de conversar. Daí em diante, os mais educados respeitam-se; os mais rudes mal se suportam. Não se entendem. Perguntas e respostas são formuladas em vocábulos breves. Por mais que se unam os corpos, vivem as mentes separadas, operando em rumos opostos.
        – Tudo isso é a pura verdade! - aduzi comovido.
        – Que fazer, porém, meu amigo? - replicou a bondosa senhora - na fase atual evolutiva do planeta, existem na esfera carnal...

  • raríssimas uniões de almas gêmeas,
  • reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins,
  • e esmagadora porcentagem de ligações de resgate. O maior número de casais humanos é constituído de verdadeiros forçados, sob algemas.

         Procurando retomar o fio das considerações sugeridas por minha pergunta inicial, continuou a genitora de Lísias:
         – As almas femininas não podem permanecer inativas aqui. É preciso aprender a ser mãe, esposa, missionária, irmã. A tarefa da mulher, no lar, não pode circunscrever-se a umas tantas lágrimas de piedade ociosa e a muitos anos de servidão. É claro que o movimento coevo do feminismo desesperado constituí abominável ação contra as verdadeiras atribuições do espírito feminino.
A mulher não pode ir ao duelo com os homens, através de escritórios e gabinetes, onde se reserva atividade justa ao espírito masculino. Nossa colônia, porém, ensina que existem nobres serviços de extensão do lar, para as mulheres. A enfermagem, o ensino, a indústria do fio, a informação, os serviços de paciência, representam atividades assaz expressivas. O homem deve aprender a carrear para o ambiente doméstico a riqueza de suas experiências, e a mulher precisa conduzir a doçura do lar para os labores ásperos do homem.

  • Dentro de casa, a inspiração;
  • fora dela, a atividade. Uma não viverá sem a outra. Como sustentar-se o rio sem a fonte, e como espalhar-se a água da fonte sem o leito do rio?

         Não pude deixar de sorrir, ouvindo a interrogação. A mãe de Lísias, depois de longo intervalo, continuou:
        – Quando o Ministério do Auxílio me confia crianças ao lar, minhas horas de serviço são contadas em dobro, o que lhe pode dar ideia da importância do serviço maternal no plano terreno. Entretanto, quando isso não acontece, tenho meus deveres diuturnos nos trabalhos de enfermagem, com a semana de quarenta e oito horas de tarefa. Todos trabalham em nossa casa. A não ser minha neta convalescente, não temos qualquer pessoa da família em zonas de repouso. Oito horas de atividade no interesse coletivo, diariamente, é programa fácil a todos. Sentir-me-ia envergonhada se não o executasse também.
         Interrompeu-se a interlocutora por alguns momentos, enquanto me perdia em vastas considerações...

[32 - páginas 110/114] - André Luiz

A COISA MAIS BELA DO MUNDO


Um célebre pintor, que tinha realizado vários trabalhos de grande beleza, convenceu-se, certo dia, de que ainda lhe faltava pintar a sua obra prima.
Em sua procura por um motivo, numa poeirenta estrada,encontrou um idoso sacerdote que lhe perguntou para onde se dirigia.
- Não sei, respondeu o pintor. Quero pintar a coisa mais bela do mundo.
Talvez que o senhor possa me orientar.
- É muito simples - disse o sacerdote - Em qualquer igreja ou crença você achará o que procura.
- A fé é a mais bela coisa do mundo.

Prosseguiu viagem o pintor.
Mais tarde, perguntou a uma jovem noiva se sabia qual a coisa mais bela do mundo.
- O amor- respondeu ela. - O amor torna os pobres em ricos, suaviza as lágrimas, faz muito do pouco. Sem amor, não há beleza.

Continuou ainda o pintor a sua procura.
 Um soldado exausto cruzou o seu caminho, e quando o pintor lhe fez a mesma pergunta, respondeu:
- A Paz é a mais bela coisa do mundo. A guerra a coisa mais feia. Onde você encontrar a paz, fique certo de que encontrará a beleza.

- , Amor e Paz. Como poderei pintá-las? - pensou tristemente o artista.
Meneando a cabeça desanimado, tomou o rumo de casa.
Ao entrar em sua própria casa, deu com a coisa mais bela do mundo.

Nos olhos dos filhos estava a .
O Amor brilhava no sorriso de sua esposa.
E aqui, em seu lar, havia a Paz de que lhe falara o soldado.

Realizou assim o pintor o quadro "A coisa mais bela do mundo".
E, terminando-o, chamou-lhe "LAR".

(Goodwin)

Colaboração de Vera Vicente

Ver também:

Crianças e Adolescentes

DESAPARECIDOS